The Lost Canvas mudando o curso
24 Unbreakable
Notas iniciais

Recapitulando...
Após curar Tenma, Hakurei, Yuzuriha e Shion, exceto Yato e Blood, um por não estar tão ferido e o outro por ter sumido, Alice fora correndo direto e sem esperar alguém a acompanhar para a casa de capricórnio, ela ainda tinha muito a fazer.
Não se passaram nem duas horas e todos já haviam retornado ao Santuário e as Casas Zodiacais, uma vez que Sasha já havia ordenado por cosmo para que os cavaleiros de ouro e a Atlas retornassem com as tropas de volta ao Santuário, pois não havia como subir aos céus atrás de Hades se nem ao menos sabiam como ou se poderiam levar a todos.
Alice já havia revirado todo o Santuário a procura de Blood, mas não o encontrava em nenhum lugar, por isso nesse momento subia as Dozes Casas até que se detém em Virgem.
Alice: Asmita! – Grita chamando-o, após alguns segundos Asmita aparece.
Asmita: O que foi Alice? – Questiona a convidando a entrar em Virgem.
Alice: Você viu o Blood por ai? – Pergunta com a voz que embargada em choro, ela estava angustiada por não encontra-lo. – Não o encontro em lugar algum desde que voltei para o Templo de Athena após curar El Cid. – Diz deixando algumas lágrimas caírem finalmente.
Asmita: Aquieta o teu coração Alice, tenho certeza que ele esta bem. – Diz passando sua mão na face dela limpando as lágrimas. – Estou contente que esteja a salvo. – Tenta tranquiliza-la.
Alice: Estou muito feliz de estar aqui novamente. – Abre um sorrindo. – Você está certo logo ele vai aparecer. – Concorda com as palavras de Asmita que sorri.
Asmita: Não quero mais vê-la chorando deixando estes teus olhos límpidos ficarem obscuros pela aflição. – Diz sorrindo tranquilo o que assustou Alice.
Alice: Você esta podendo enxergar Asmita? – Questiona surpresa notando o olhar que ele direcionava diretamente aos seus olhos.
Asmita: Blood ao me salvar em Jamir me fizera enxergar pela primeira vez. – Lembra-se do dia em que poderá ver graças a Blood.
Alice: Estou feliz por você, agora pode ver a beleza deste mundo. – Diz abraçando Asmita que não sabia como reagir, percebendo isso Alice o solta. – Ah! Melhor voltar para o Templo de Athena e tomar um bom banho e... trocar de roupa. – Suspira mudando de assunto olhando para seu estado e de sua roupa, que tinha vários rasgos e sujeira preza em si. – Então vou indo Asmita, até logo. – Diz se afastando rapidamente dele, que sorria vendo-a se afastar.
Dentro do 13º Templo, já fazia alguns minutos que Alice estava dentro daquela banheira de pedra tomando um bom banho, a água se movia enquanto olhava as palmas de suas mãos.
Alice: Aiai, como consegui estar dias assim: sem tomar banho? Sou mesmo uma porquinha. — Com aqueles pensamentos solta uma pequena risada, que logo morre. – Hades finalmente esta no controle, mas por quanto tempo...? Tenho que falar o que sei logo para Sasha e para todos... Espero que minhas palavras tenha surtido alguma coisa em Tenma. – Suspira desanimada olhando a água e lembrando a dor de Tenma e dos demais. – Não posso ficar triste, tenho a oportunidade que muitos desejariam ter, posso salva-los e ainda acabar com essa guerra! – Fala decidida saindo da banheira e se cobrindo com uma toalha fofa que lhe entregaram.
Alice usou o caminho que as moças serviçais indicaram que a levaria de volta ao quarto usando por ela desde o dia em que chegara. Dentro ela começava a remover a toalha quando a porta é aberta de supetão por Kárdia.
Kárdia: ALICE... – Grita e nem mal falara e já era recebido por uma bota que voara em sua cara, mas que conseguira desviar.
Alice: SAI! SAI! CAI FORA! – Grita aos prantos jogando o outro par da bota. – TARADO! PERVERTIDO! – Grita aos berros possivelmente sendo escutada por todos que estavam próximos ao quarto.
Kárdia: Desculpa! Desculpa! – Diz fechando a porta rapidamente assustado, mas mesmo assim ainda podia escutar Alice o xingando.
Alguns minutos se passaram desde o momento constrangedor que Kárdia acabou por realizar, Alice ainda continuava a falar um monte de trás da porta para ele como, por exemplo, “pervertido”, “idiota” e “não sabe bater na porta?”. A porta do quarto se abre alguns minutos depois, onde surge Alice que olhava Kárdia com raiva, ela vestia uma calça jeans azul, uma bata azul celeste com detalhes em cinza, vermelho e verde-água e estava descalça, pois tinha jogado as suas botas em Kárdia.
Alice: Pode me passar as minhas botas? – Olha para Kárdia nada contente enquanto apontava para as botas que estavam jogadas ao lado dele.
Kárdia: Alice me desculpa. – Diz abaixando pegando as botas e entregando-as para ela.
Alice: Vem, entra. – O puxa para dentro do quarto ignorando as desculpas dele.
Já dentro do quarto Kardia reparava em tudo, mas o que mais chamara a atenção dele eram as roupas destruídas de Alice, que estavam jogadas em cima da pequena cama de solteiro.
Kárdia: Você esta bem...? – Pergunta com cuidado, enquanto a via sentar na beirada da cama vestindo as botas.
Alice: Sei lá... – Diz dando de ombros para ele. – Em relação a tudo ou a você arrebentando a porta do meu quarto, QUASE me vendo nua... – Fala colocando em destaque o “QUASE”. – Fora isso bem... Acho que estou ótima. – Diz se levantando da cama olhando-o seriamente.
Kárdia: Hades não lhe “tocou”? – Insiste mais uma vez preocupado.
Alice: Nem ao menos fiquei próxima a ele, apenas Hypnos que ficava por perto de olho em mim, mas nunca nem sequer me tocou. – Calma o responde, vendo que o mesmo analisava as suas palavras. – Thanatos bem que tentou alguma coisa, se não fosse Hypnos o impedir tenho certeza que ele teria me violado.— Pensa aquilo sem formular em palavras, pois não seria bom dizer perto de Kárdia ou de qualquer um.
Blood: Bom mesmo que não lhe tocou. – Diz surgindo sentado na beirada da sacada do quarto, Alice o olhava nada alegre.
Alice: Por onde esteve!? – Pergunta enfurecida sem antes perceber que ele agora usava um longo casaco sobretudo vermelho com detalhes em branco, com botões dourados em losango, uma corrente dourada media com pontas em formato de lança que circulava sua cintura três vezes, usava calça cinza e botas marrons. – Procurei você por todos os cantos! – Por fim fala aquilo ao mesmo tempo em que o via sair da sacada se aproximando de si.
Blood: Fique tranquila Alice, apenas fui me ajeitar não poderia ficar com aquelas roupas rasgadas e com o corpo sujo. – Diz tranquilo apontando para as próprias roupas vendo no olhar dela raiva. – Não faz essa carinha Alice. – Já próximo a puxa para um abraço sorrindo sapeca para ela.
Alice: Você é um idiota, fiquei preocupada contigo imbecil! – Fala contrariada mesmo assim aceita o carinho dele até que se lembra do que ele fez no castelo de Hades. – Não acredito que bateu de frente com Hades, podia ter morrido! – Exclama se soltando do abraço e puxando as bochechas dele com força. – É ainda não quer que faça essa cara, que eu saiba é a única que tenho! – É interrompida por Kárdia que a puxada para si, ele a olha estupefato.
Kárdia: Ele bateu de frente com Hades?! – Questiona segurando-a firmemente pelos ombros a olhando com assombro.
Alice: É verdade Kárdia. – Diz se desvencilhando dele e indo até a cama onde seu casaco roxo com vários furos e rasgo repousava. – Blood, isso voo para perto de mim em meio aquela confusão, achei que iria querer de volta. – Tira alguma coisa do bolso do casaco e joga em direção a Blood, que ao pegar vê que era o enfeite que ele tinha na ponta da trança em seu cabelo, que fora arrancado pela brutalidade do golpe de espada de Hades.
Blood: Não tem mais utilidade para mim. – Diz passando a mão no objeto dourado que possuía forma de ponta de lança, mas era pequeno possuindo cinco centímetros de altura. – Alice... – Chama-a de cabeça baixa. – Sei que aparento ser imprudente, imaturo e idiota, mas não se deixe enganar com isso... – Sério levanta sua cabeça e se aproxima dela. – Me perdoe pelas minhas atitudes, por conta disso você foi colocada em risco e ainda além de tudo não agi como seu guardião. – Para de falar, pois Alice o corta tampando sua boca com um dedo.
Alice: Xiu! Não preciso que me proteja Blood. – Fala ficando ainda mais perto dele e retirando o dedo da boca dele. – Eu vi como agiu, mas saiba que mesmo assim vi alguém com preocupação, carinho e gentileza, você é meu amigo para os bons e maus momentos. – Fala sorrindo deixando para trás a raiva que sentia.
Blood: Não sei por que sorri assim e ainda me considerar seu amigo, se nem ao menos me conhece direito. – Diz não a entendendo observando a abrir ainda mais o sorriso.
Alice: Blood desde o momento em que me conheceu e conversou comigo já lhe considero meu amigo, mesmo sendo um pervertido tomando ou não uma forma tão fofa. – Fala surpreendendo Blood e Kárdia, que apenas escutava a conversa.
A conversa é interrompida por Paradox que surge do nada batendo na porta. Ele anda em direção a Alice, que se mantinha vidrada com seus profundos olhos verde-água na mascara dele onde seriam seus olhos, ela tinha muitas duvidas e perguntas de quem ele seria e ainda como a conhecia se nem ao menos se encontraram, o único encontro que tiveram fora em sua mente dentro do sonho que tivera.
Paradox: Continua do mesmo jeito Alice. – Anda em sua direção parando de frente para ela esticando e passando a mão em seus cabelos de forma carinhosa, aquilo a fez olhar profundamente para ele. – Não é o momento para sanar duvidas sobre como lhe conheço. – Fala a surpreendendo sabendo exatamente o que ela o questionaria. – Tudo ao seu tempo baixinha. – Diz parando de passar a mão no cabelo, por debaixo da mascara ele sorria vendo-a ficar incomodada.
Alice: Não sou baixinha! – Vocifera com o rosto vermelho.
Alice repentinamente se desvencilha de Paradox e sai correndo para fora do quarto surpreendendo aos três, que nada fizeram.
Kárdia: Oe! Espera Alice! – Chama-a, mas já era tarde ela nem o escutava mais.
Depois de correr muito, Alice abria a portas da sala do trono do Grande Mestre entrando exasperada assustando tanto Sasha e a Sísifo, que conversavam tranquilamente antes de serem interrompidos por ela. Sísifo se aproxima rapidamente de Alice a segurando pelos seus ombros tentando a acalmar.
Sísifo: O que houve Alice? – Questiona preocupado.
Alice: Calma... Me... Me deixe... Recuperar o fôlego. – Diz puxando o ar com força para os pulmões. – Eu sei como levar a todos para o Lost Canvas... – Fala tudo de uma vez respirando profundamente continuando a frase. – Sei como fazer. – Ela olha firme para eles afirmando ainda mais.
Sasha: Mas como? Sage e Hakurei estão procurando um jeito de ir. – Se pronuncia questionando.
Alice: Sasha daqui alguns dias a Península Itálica vai subir aos céus, onde ela estava irá ter uma grande mancha negra. – Fala respirando normalmente assustando aos dois com o que dizia. – Isso se deve ao o que Hades esta aprontando. – Continua se mantendo calma. – Um grande barco deve ser construído para levar a todos a aquela tela maldita. – Finaliza firme.
Sísifo: Mas como um barco vai nos ajudar? – Pergunta desconfiado.
Alice: Sísifo iremos acender aos céus até o Lost Canvas usando o Oricalco com o cosmo de Poseidon que se encontra em Atlântida. – Fala assustado ainda mais Sísifo e Sasha.
Alice explica para eles que aquele objeto fará o barco se erguer, além disso, ela fala sobre a amizade Dégel e Unity, principalmente este ultimo sendo o príncipe das terras geladas de Bluegard, uma vez que, aquele local possui ligação com o Santuário e por, além disso, manter protegida a entrada selada para o reino de Poseidon desde a Primeira Guerra Santa que fora travada contra o Deus dos Mares.
Alice: Sei do risco, mas não podemos deixar as coisas como estão nesse momento. – Fala segurando as mãos de Sasha, Sísifo se aproxima sério ate elas.
Sísifo: Athena o risco é grande, se for tomado de uma ação precipitada e sem ponderar, ainda mais se vai escutar alguém que diz algo assim tão tranquila. – Fala sério.
Alice: Sei que nem me conhece e deve ter duvidas sobre mim, mas já mostrei que sou útil! – Vocifera elevando duas notas sua voz. – Pode ter quantas duvidas quiser sobre mim não me importo, mas não vou deixa-lo ou a todos deste Santuário sozinhos nessa guerra, pois agora faço parte dela goste ou não. – Com o olhar firme responde a ele se manifestando. – Não cabe a você decidir o que será feito, mas sua opinião é relevante, sendo esta contraria ou a favor. – Diz curta e grosa, dando as costas para aos dois, indo em direção à saída. – Tanto como você ou a Sasha desejo que esta guerra acabe e que todos tenham a paz e tranquilidade de antes, mas para isso deve-se tomar uma decisão. – Termina saindo sem olhar para traz.
Sage e Hakurei surgem saindo de trás das cortinas que tinha atrás do trono do Grande Mestre se manifestando.
Hakurei: Devo dizer que conseguiu irrita-la Sísifo. – Diz de olhos fechados coçando o queixo com um sorriso de canto. – A ideia dela não é tão ruim, levando em conta que ela sabe exatamente quais seriam as próximas ações que vocês tomariam sem a mim ou a Sage. – Calmo olha seriamente para Sísifo.
Sísifo: Mas não cabe a ela decidir o que deve ser feito. – Firme olha para Hakurei e Sage.
Sage: Sim, mas será que escuta-la trará catástrofes ou salvar a todos? – Questiona a Sísifo. – Ela esta aqui por um motivo: Ajudar-nos a acabar com esta guerra, ou já se esqueceu sobre o que Blood nos contara no primeiro dia em que o conhecemos? – Firme fala. – Esperemos ate que se conclua o que Alice contara sobre a península Itálica. – Diz se retirando.
Alice descia furiosos os degraus da escadaria das doze casas, ela não acreditava que Sísifo fosse tão cabeça dura. Ela não notara, mas já estava saindo da casa de peixes.
Albafica: Onde pensa que vai sem pedir passagem? – A questiona o que a assusta fazendo-a parar bruscamente.
Alice: Achei que pedir passagem era apenas quando estava subindo. – Diz sincera se virando para olha-lo. – Como você esta Albafica? – Questiona vendo a seriedade no rosto dele.
Albafica: Estou bem. – Fala rápido a olhando.
Alice: Sempre de poucas palavras não é mesmo... – Diz sorrindo para ele. – Bem... Posso passar Albafica...? – Pergunta o olhando sorridente.
Albafica: Não... – Diz firme vendo o sorriso dela sumir.
Pov on Albafica
Alice: Por quê? – Ela me pergunta, vejo seu sorriso terminar de sumir.
Albafica: Não posso deixa-la ir sozinha, você pode ser sequestrada novamente. – Digo constatando o óbvio.
Alice: Mas nem vou sair das doze casas, irei somente ate Touro. – Diz e em seu olhar vejo sinceridade. – Qual é Albafica! Só quero ver como esta Aldebaran! – Choramingando cruzando os braços, ela fica bonita assim.
Albafica: Bonita...? Mas o que estou pensando?!— Tento afastar este pensamento ate que percebo Alice se aproximando. – Não se aproxime! – Vocifero vendo-a parar alguns passos de mim.
Alice: Albafica... – Ela abaixa o olhar enquanto falava meu nome. – Por que tem que afastar as pessoas? Por que tem que me afastar? Não vai me fazer mal algum. – Diz levantando seu olhar para mim num jeito choroso.
Albafica: Não quero lhe ferir com meu sangue. – Digo como sempre o fiz, mas vê-la desse jeito me deixava... Triste?
Alice: Não... Não vai me ferir! – Diz decidida, se aproximando novamente de mim e a cada passo que dá me afasto ainda mais dela. – Não precisa ser assim... – Diz desistindo de se aproximar de mim.
Albafica: Mas tem que ser. – Digo firme sem cerimônia. – Conhece a minha historia, você mesma deixou claro. – Falo lembrando-a disso.
Alice: Verdade... – Diz me dando um sorrindo triste. – Albafica... Mesmo que se afaste das pessoas, saiba que tem aquelas que possuem por ti carinho e respeito. – Diz firme ainda com o olhar triste.
Albafica: Alice... – Chamo-a, porém sou interrompido.
Blood: Oi!!! – Diz surgindo alegre atrás de mim me obrigando a afastar também dele. – Mas o que aconteceu aqui? – Questiona sério olhando para a face triste de Alice.
Alice: Nada, não aconteceu nada. – Diz querendo fugir do assunto.
Blood: Certo... – Percebo que ele não acreditou, mas não ria obriga-la a contar. – Pois bem... Estava indo ver o Hasgard não é mesmo Alice? Então vamos, irei lhe acompanhar. – Diz estendendo sua mão para ela, que não hesitou e a segurou sem falar nada. – Até mais tarde Albafica. – Se despede levando consigo Alice.
Vejo ambos saindo de peixes, mas sem antes de ver Alice virar sua face olhando para mim tristemente. Irei me amaldiçoar por deixa-la assim, mas este foi o caminho que meu Mestre Lugonis colocou perante a mim e que aceitei.
Pov Off Albafica
Alguns dias se passaram depois da conversa que Alice tivera com Sasha e Sísifo, o que ela falara finalmente se concretizara juntamente com vários outros desastres. O cavaleiro de Corvo entra gravemente ferido caindo no chão na sala do Grande Mestre no 13º templo.
Sasha: Corvo! Resista por favor! – Implora vendo seu estado.
A Deusa não estava sozinha, consigo estava Sage, Hakurei, Sísifo, Shion e Alice. Alice rapidamente cobre Corvo com seu escudo cuidando de seus ferimentos, enquanto ele relatava o que viu. Corvo é levado dali por um soldado raso para que pudesse descansar, após ter relatado todo o ocorrido.
Sísifo: Estava certa Alice, me perdoe por duvidar da sua palavra. – Fala com o olhar baixo, contudo se surpreende vendo Alice pegar a sua face com sua mão de forma gentil.
Alice: Não precisa se desculpar lhe perdoe faz tempo. – Diz sorrindo tranquila. – Não podemos permitir que isso siga em frente certamente a Terra perecera, é certo que o paradeiro de Hades é o Lost Canvas. – Fala firme tirando sua mão da face de Sísifo. – Sasha vou chamar Dégel, não se preocupe a situação não esta tão ruim... – Diz sorrindo. – Pois Hades não tem uma “Alice” que sabe seus próximos passos. – Abre ainda mais o sorrindo fazendo Sasha sorrir, não somente ela, mas todos que estavam próximos.
Alice sai rapidamente da sala ao encontro de Dégel, enquanto isso na casa de libra Tenma relembrava tudo o que passara com Dohko, sua dor era visível pela perda de seu amigo e mestre, mas se ele soube que logo o reencontraria não estaria assim tão abalado, contudo o destino não iria permitir que eles se reencontrassem sem antes Tenma se tornar mais forte. Tenma é tirado de sua dor pelo santo de Aquário, Dégel.
Dégel: Nesse caso não deveria ficar de braços cruzados em um lugar como esse, por favor! – Fala fazendo a ar em sua volta congelar.
Tenma: Você é Dégel de Aquário? – Questiona sentido o frio de Aquário entorpecer seu corpo.
Dégel: Certamente a morte de Dohko foi por sua grande debilidade. – Profere não responde a pergunta de Tenma. – Compreende isso Pégaso... – Afirma sério. – Isso é porque você mesmo está atado à morte. – Termina sua afirmação.
Tenma: Não me importa morrer se isso a que se refere... – Fala entre dentes de cabeça baixa, mas a ergue rapidamente gritando para Dégel. – O QUE É QUE DEVO FAZER? O QUE É QUE DEVO FAZER PARA ADQUIRIR FORÇA SUFICIENTE PARA PROTEGER AS PESSOAS? – Questiona recebendo de Aquário um apontar de dedo para uma direção.
Dégel: Nessa direção do Santuário, a não muitas léguas do mar Mediterrâneo se encontra a ilha chamada de Ilha Kanon. – Fala firme dando as costas para Tenma.
Tenma: Ilha Kanon? – Questiona querendo saber mais.
Dégel: Isso mesmo. – Responde de costas virando minimamente sua face para Tenma. – Nesse lugar vive um demônio, essa pessoa pode oferecer a morte ou a força.
Escutando as palavras de Dégel, Tenma pega a urna de sua armadura e parte para Ilha Kanon, neste momento surge na casa de libra Alice que vê Tenma partir.
Alice: Você falou para ele sobre a Ilha Kanon? – Questiona ficando ao lado de Dégel.
Dégel: Pégaso vai conseguir, não é mesmo. – Fala olhando para Alice.
Alice: Defteros vai joga-lo na lava. – Fala tranquila, enquanto Dégel a olhava com os olhos arregalados. – Relaxa o Tenma da conta do treinamento que vai ser imposto. – Com o olhar sereno olha para Dégel. – Athena quer falar contigo Dégel. – Diz estendendo sua mão para ele. – Vamos!? – Olha-o com a mão ainda estendida.
Dégel ao invés de pegar a mão de Alice estende para ela o braço, que é aceito e partem para a sala do Grande Mestre. No meio do caminho conversaram sobre diversos assuntos e sobre o mundo de Alice até que Dégel pergunta ainda mais sobre o mesmo.
Alice: Ah! Bem... Quer mesmo saber? – Pergunta olhando-o um pouco nervosa.
Dégel: Sim, seu mundo me deixou bastante curioso. – Fala tranquilo percebendo que ela ficava nervosa com a pergunta.
Alice: Meu mundo é como o seu, mas... Mas um pouco mais evoluído, isso se da pelo tempo... – Fala tentando chegar a onde queria.
Dégel: Tempo? Creio que seja o mesmo em que vivemos. – Diz sendo franco.
Alice: Não é bem assim Dégel, acho que não fui clara... – Fala suspirando nervosa devido à situação. – Estou querendo dizer que não sou do seu século Dégel. – Diz percebendo que ele ficou ainda mais interessado à medida que ficava surpreso.
Dégel: Então de qual século você é? – Faz a temível pergunta que Alice achava que iria conseguir escapar.
Alice: A tecnologia e o conhecimento do meu mundo e tempo se dão da mesma forma que o seu como já bem lhe falei... – Fala querendo chegar ao ponto que queria. – Antes de cair aqui no seu mundo, eu vivia no meu em pleno século 21, ano de 2015. – Fala respondendo vendo-o ficar ainda mais surpreso. – Se tiver a oportunidade pergunta para o Mestre Sage ou para Hakurei sobre Alvenir, creio que eles ficaram curiosos por saber como sabe sobre ele, qualquer coisa me leve junto. – Fala sorrindo nervosa. – E que Alvenir, assim como eu não estava em seu tempo correto, mas ele era deste mundo bem diferente de mim. – Fala sorrindo um pouco menos nervosa.
Dégel: Compreendo. – Diz percebendo que chegaram no 13º templo.
Alice: Chegamos que bom. – Fala sorrindo aliviada. – Irei ficar lhe esperando Dégel, não se preocupe não tenho nada pra fazer. – Sorri para ele, o mesmo não pode de deixar de sorrir também.
Ambos entram no templo, Dégel se encaminha para a sala do Grande Mestre, enquanto Alice esperava do lado de fora. A conversa de portas fechadas preocupava Alice, por mais que não queria interferir ainda mais no destino da Guerra Santa, ela o fez, porém alguma coisa lhe dizia que a interrupção destes acontecimentos não mudaria muito o destino dos cinco jovens cavaleiros de bronze da próxima geração, contudo a única coisa que seria mudada seria a Guerra Santa contra Hades que eles deveriam enfrentar.
Alice: Espero que não tenha influenciado o que Seiya e os demais devem enfrentar ou ate mesmo deles de se tornarem cavaleiros, se isso acontecer acho que meu primo Vinicius vai querer me chutar... Mas por que pensei nisso? Ai ai... – Suspira cansada.
A porta da sala se abre Dégel sai com o olhar pensativo, Alice não deixara de notar isso e de como ele estava tenso devido à conversa que tivera com Sasha.
Alice: Tudo bem Dégel? – Pergunta olhando-o preocupada.
Dégel: Você sabia não é mesmo. – Fala mais como um esclarecimento do que uma pergunta.
Alice: Sim, vou lhe falar do que sei e contar muito mais. – Fala vendo-o assentir.
Alice acompanhou Dégel até aquário e na biblioteca do mesmo, e por lá ficaram um três dias inteiros. Pelo tempo que se passou Alice não sairá de Aquário por nada, queria ficar o tempo que pudesse ao lado de Dégel, até que a mesma cansara e estava a dormir no pequeno sofá que tinha naquele local. Dégel olhava Alice dormir intranquila, ela se mexia muito, parecia ter pesadelos no começo ele ficou preocupado, mas ela logo se aquietou e ele pode voltar a sua leitura, o livro de capa de couro envelhecido repousava em sua mão enquanto lia com ajuda de seus óculos, que para quem não sabia da origem do mesmo fora um presente de Fluorite, menina mulher que Dégel ajudou em uma missão que realizava para salvar seu mestre Krest, mas tudo se mostrou ser uma ultima lição de seu Mestre, quando o mesmo acabou lutando com Dégel prejudicando um pouco a sua visão durante a batalha.
Dégel: A atmosfera esta se agitando muito sutilmente a que... se deve isso... – Sussurra olhando para fora da janela daquele local.
Alice: O que foi Dégel...? – Pergunta chamando-o sonolenta enquanto esfrega os olhos.
Dégel: Bom dia Alice, não se preocupe não é nada demais. – Diz pacato olhando-a. – Estou de partida, pode voltar a dormir se quiser... – A olha firme vendo que a mesma já se colocava de pé.
Alice: Irei junto! – Fala convicta de sua vontade.
Dégel: Isso não é um passeio você pode acabar se machucando. – Fala tentado faze-la mudar de ideia.
Alice: Você não vai sozinho não é mesmo, vai levar Kárdia consigo. – Fala sorrindo. – Além disso, Blood vai junto, ele já deve estar nos esperando na saída de escorpião como pedi que fizesse. – Olha vitoriosa para Dégel.
Dégel: Não vou conseguir lhe fazer de mudar de ideia, estou correto...? – Suspira vendo-a a concordar com suas palavras. – Você é tão teimosa como Kárdia. – Diz por fim colocando o livro na mesa e indo em direção à porta sendo seguido por Alice.
Um grito de dor era escutado por Alice e Dégel, enquanto os mesmos chegavam à saída da casa de escorpião onde Blood estava encostado em uma das colunas da casa zodiacal.
Blood: Kárdia esta há horas torturando um espectro ali dentro. – Fala se desencostando da coluna indo ao encontro de Alice e Dégel. – Vocês demoraram achei que teria que subir. – Fala bagunçando os cabelos de Alice. – Vamos entrar? – Pergunta sendo ignorado por Dégel que já entrava a casa de escorpião.
Alice e Blood seguem Dégel para dentro, não demorou muito para encontrarem Kárdia judiando de Zelos de Sapo.
Kárdia: Sapo pare de coaxar... sua voz me aborrece! – Fala pisando com força nas costas de Zelos enquanto o mesmo chorava. – Ah! Para um sujeito insignificante como você, essa picada é só o principio! – Diz sádico usando seu cosmo para fazer sua unha crescer ficando vermelha. – Se és um espectro demonstre pelo menos um pouco de dignidade! – Acerta Zelos com sua agulha escarlate com força nas costas dele, fazendo o mesmo gritar de dor.
Alice: BASTA KÁRDIA! – Grita chamando sua atenção.
Kárdia: Ora, ora... O que esta fazendo aqui Alice, ainda estando acompanhada de Dégel e do coelho idiota. – Diz em tom provocativo.
Alice: Kárdia não adianta interrogar Zelos, ele não sabe nem como vai subir para o Lost Canvas. – Diz olhando Zelos que choramingava.
Zelos: Obrigado mocinha, obrigado. – Diz chorando a agradecendo.
Alice: Não me agradeça, você merece castigo pior que esse! Benu devia ter pisado com mais força em você naquele dia, quando se atreveu a tentar matar Hasgard que estava inconsciente! – Vocifera brava vendo Zelos se encolher com o tom de voz que ela usara, com medo dela o machucar pior do que Kárdia fizera.
Kárdia: Como? Esse verme tentou isso!? – Questiona surpreso e irado.
Alice: No dia em que fui sequestrada ele tentou, mas Kagaho de Benu o esmagara. – Diz esclarecendo.
Kárdia: Então? A que vieram aqui? – Pergunta curioso, sendo respondido por Dégel.
Dégel: Devido a uma ordem que recebi de Athena. – Diz sério. – Nesse momento parto para Bluegard, leste da Sibéria, e gostaria que você me acompanhasse. – Diz vendo Kárdia o olhar nada contende com o local que falara.
Alice: Ei! Esta se esquecendo de mim e do Blood! – Fala olhando séria para Dégel, enquanto isso Kárdia dava as costas para eles.
Kárdia: Não, deve estar brincando! Peça a outra pessoa. – Diz pouco ligando para a missão. – Jamais poderia tolerar aquele frio, além do mais não me interessa uma missão tão entediante. – Boceja no final ao que falava.
Alice: Missão entediante... – Diz olhando para Dégel com um sorriso sapeca em lábios. – Não adianta pedir pra ele Dégel, mesmo que fosse duvido ele fazer frente contra Poseidon, O Senhor dos Mares! – Diz falando em tom irônico e alto dando uma piscadela para Dégel, que sorria vendo a onde ela queria chegar. – Que pena, então vamos Dégel acho que outro cavaleiro irá querer nos acompanhar. – Fala sacana olhando por cima do ombro de Dégel vendo Kárdia parado de costas para eles.
Dégel: Sim, vamos encontrar outro cavaleiro de ouro que ira conosco negociar com a Vontade de Poseidon, que esta continua guardada em Bluegard. – Fala acompanhando Alice para atiçar a cobiça de Kárdia. – Pediremos ajuda ao deus para atacar o Lost Canvas, mas é possível que não possamos evitar um confronto. – Termina de se pronunciar e já podia escutar, assim como Alice e Blood, Kárdia gargalhar.
Kárdia: UM DEUS! – Fala erguendo o punho e apertando com força. – HAVERÁ TROFEU MAIOR QUE ESSE? – Diz andando em direção à entrada de escorpião. – Vamos apressem-se! Ou também ele nos escapará como fez Hades. – Diz aguardando eles.
Dégel: Um Deus... Escapando? – Fala somente para si, mas Alice escutara muito bem.
Kárdia: Disse alguma coisa Dégel? – Pergunta recebendo um “não” de Dégel, que ri. – Vamos Alice! Vem coelho idiota! – Grita os chamando.
Blood: Relaxa aracnídeo estamos indo! – Devolve no mesmo tom. – Alice como sabia que ele iria reagir desse jeito. – Pergunta curioso, pois o mesmo não sabia o que iria ocorrer apenas Alice tinha conhecimento.
Alice: Dégel iria falara de qualquer forma, eu só queria brincar um pouco com a reação do Kárdia. – Diz rindo sapeca. – Ele reagiu da forma que previ. – Ri ainda mais.
Enquanto isso na Ilha Kanon, Tenma conseguira impedir a erupção do vulcão e nesse momento estava sendo carregado inconsciente pelo Demônio da ilha.
Defteros: Não posso crer que ele realmente parou a erupção. – Diz jogando Tenma no chão ao lado da urna da armadura de Pégaso. – Pégaso... Parece que a ilha está a salvo. – Diz sentando em uma rocha. – Mas, tem chegado muitos visitantes ultimamente, inclusive cavaleiros tem perambulado por aqui. – Diz vendo Asmita surgir ao seu lado.
Asmita: É uma bela noite de lua, não acha Defteros? – Pergunta tranquilo.
Defteros: Não esperava que viesse aqui, ainda mais como uma projeção astral. – Diz sincero.
Asmita: Sim, ainda estou em virgem, mas... Surpreendeu-me Alice me falar que aceitaria Tenma como seu aprendiz, isso não é comum ainda vindo de você. – Fala com sua calma habitual. – Graças a isso, ele pode atingir o Sétimo Sentido pelo menos por um momento. – Diz olhando Tenma.
Defteros: Hehehe, então veio aqui por causa de uma mulher. – Fala fazendo pouco caso. – O que tem essa mulher, que sabia que iria aceitar o pirralho de pégaso? – Questiona olhando a urna de Pégaso.
Asmita: Ainda não é uma mulher, e apenas uma menina muito especial... Ela enxerga com os olhos da alma, mesmo que não perceba isso. – Diz lembrando-se do sorriso e olhar límpido que Alice lhe dera outro dia, o que disse atiçara a curiosidade de Defteros. – Você gostara de conhecê-la, ela esta ansiosa também para lhe conhecer. – Diz tendo a atenção dele para si.
Defteros: Hehehe espero que seja verdade. – Diz olhando para o horizonte. – Acabou sendo uma boa forma de matar o tempo. – Fala em relação a treinar Tenma.
Asmita: Provavelmente sente-se endividado por ele manifestar seu poder pelas outras pessoas. – Sorri recebendo de Defteros um olhar exclamatório. – Era para eu estar morto quando alcancei o Oitavo Sentido, contudo minha vida fora salva por Blood, outro que gostara de conhecer, mas sendo o homem com o poder de esmagar galáxias vai ficar encerrado numa simples ilha. – Pergunta tranquilo. – Lute ao meu lado também, digo isso como pessoa forte que és, e como velho amigo. – Diz desfazendo sua projeção deixando Defteros sozinho como estava antes.
Defteros: Até para aconselhar se exibe...! – Diz se levantando da rocha que usava para se sentar. – Pégaso, sua armadura é de grande importância. – Diz olhando-o inconsciente ainda. – Por que a luta logo chegara aqui... – Diz desaparecendo da li.
Defteros some e logo em seguida Tenma desperta assustando querendo saber o motivo de sua armadura estar ao lado de si, contudo fica contente ao perceber que a aldeia da ilha esta bem, o desejo de proteger aos outros gera uma nova força para ele.
Longe do local onde Tenma se encontrava, ao extremo norte da Ásia no leste da Sibéria Blood, Alice e Kárdia seguiam Dégel em meio à neve, depois que foram tele portados por Blood.
Kárdia: Dégel! – Chama o companheiro. – Tem certeza que pegamos o caminho certo? – Questiona olhando-o ficar em cima de rochas congeladas. – Meus dedos e a Alice vão congelar antes de chegarmos a Bluegard. – Diz olhando Alice que tremia, mesmo estando protegia por um grosso e longo casaco de pele, que Blood tirara de algum lugar sabe deus onde, ela tremia incontrolavelmente.
Alice: De... De-de-deixe e-ele Ka-Ka-Kárdia. – Diz tremendo o queixo, nisso Dégel os chama.
Dégel: Acalmem-se e se aproximem. – Diz vendo Blood e Kárdia ajudar Alice a subir. – Você sabe por que Athena me escolheu para essa missão... – Diz com o semblante sério. – Foi por que eu cresci nessa terra gelada. – Fala olhando Kárdia no fundo dos olhos.
Kárdia: Não é de se estranhar que tenha esse aspecto, afinal estamos no mesmo ambiente. – Pensa com um sorriso de canto vendo o amigo e companheiro com aquele “ar” frio.
Todos ao lado de Dégel, após andarem um pouco mais, se deparam com o vilarejo de Bluegard, onde só encontram ruínas.
Kárdia: Como isso é Bluegard? Não existe uma só alma aqui, tudo esta em ruinas. – Fala vendo a construção do que fora uma casa.
Dégel: Impossível! Não pode ser... – Olha assombrado para aquele local. – O que aconteceu a Bluegard? – Se pergunta vendo uma construção tombar. – Será possível que as forças do exercito de Hades chegaram ate as terras do norte. – Se questiona fazendo um sinal para que todos os seguissem.
Porém de repente Alice projeta seu escudo protegendo-os de enormes adagas de gelo, que ao entrarem em contado com o escudo se quebraram em milhares de pedaços. Esse ataque veio de duas pessoas encapuzadas, que olhavam estupefatos para o escudo alaranjado de Alice.
Alice: Que golpe sujo! – Vocifera zangada. – Blue Warriors não deveriam atacar assim pelas costas, mesmo que fôssemos inimigos, isso é covardia! – Fala olhando aqueles homens removeram as capas.
Dégel: Unity! – Exclama chamando a atenção de todos para si e para o homem que se aproximava montado em um cavalo com diversos cães de caça ao lado. – A que se deve esse estado de Bluegard? – Questiona se aproximando do amigo.
Unity: Dégel? – Questiona vendo o amigo se aproximar. – O que esta havendo aqui Sólon? – Questiona um dos dois Blue Warriors, que se aproxima dele.
Sólon: Apareceram do nada e começaram a perambular pelas ruínas, temendo que fossem inimigos os atacamos, mas a menina que esta com eles os protegera com um tipo de escudo que destruiu nosso ataque. – Diz sério relatando o ocorrido.
Unity: Entendo... Não se preocupe Sólon eles são mensageiros do Santuário. – Diz calmo, o Blue Warriors arregala o olhar para Unity.
Kárdia: Que diabos esta acontecendo Dégel? – Irritado olha para o homem montado no cavalo.
Dégel: Esse lugar é a terra onde estudei e ele é um velho amigo. – Esclarece para Kárdia. – Durante o período de meu treinamento, nesse lugar aprendi com o pai de Unity sobre a leitura das estrelas e outros conhecimentos com ele. – Fala sorrindo nostálgico.
Blood: Certo, certo, adoraria escutar as suas memória de quando estava estudando, mas... Podemos ir para um local quente antes que a Alice tenha uma pneumonia. – Diz tendo a atenção de todos para ela que já estava com o nariz vermelho.
Unity: Ele esta certo. – Concorda movendo o cavalo para outro lado. – Vamos para o centro da cidade é mais seguro, você também te uma missão a cumprir aqui.
São escoltados pelos Blue Warriors e Unity que os guia até o centro da cidade, em uma grande biblioteca. Ali dentro da biblioteca agora aquecidos, Unity confirma a indagação de Dégel quanto a terem sido atacados pelo exercito de Hades.
Dégel: Tal como pensei, o exercito de Hades veio a essa terra. – Profere sério e irado.
Unity: Chegamos ao arquivo subterrâneo. – Diz ficando de frente a uma grande porta.
Kárdia: Por que viriam a um lugar tão mofado quanto esse? – Questiona fazendo pouco caso ate que leva um beliscão no braço dado por Alice. – Por que fez isso? – Pergunta passando a mão no local beliscado.
Alice: Não deveria fazer pouco caso Kárdia! – Ralha olhando o seriamente. – Não deprecie a grande quantidade de conhecimento que Bluegard guarda! – Fala recebendo tanto a atenção de Unity como de Dégel para si. – Todo o conhecimento do mundo inteiro existe nessa inesgotável quantidade de livros, são o tesouro do mundo. – Fala firme beliscando Kárdia mais uma vez.
Kárdia: Pare de me beliscar Alice. – Diz passando a mão no novo local dolorido. – O que me importa no meu ponto de vista os Blue Warriors arriscaram suas vidas pra proteger um punhado de livros, me parece algo ridículo. – Com isso leva um pisam no pé de Alice. – Tão pouco creio que esse seja o objetivo dos espectros. – Fala ignorando a nova dor.
Alice: Senhor Unity ignore as palavras do Kárdia, ele esta assim “irritadinho” por causa do frio, uma vez que, não está acostumado com a temperatura. – Fala recebendo um olhar atravessado de Kárdia.
Kárdia: Você também esta com frio, então não venha falar de mim. – Diz achando que ficara por cima.
Alice: Claro que estou, mas não estou sendo uma visita mal educada e desbocada como você e outra, pode se despedir da torta de maçã que iria fazer. – Fala firme vendo a face de Kárdia ficara mais irritada ainda.
Kárdia: Ótimo! – Diz cruzando os braços fazendo bico como uma criança mal criada. – Nos temos uma missão de Athena! Não é o momento de sentar e ler livros tão relaxado. – Vocifera irritado.
Unity: Esta tudo bem Alice, por isso que homens de mente estreita são tão chatos. – Fala abrindo a porta da biblioteca, enquanto Kárdia o olhava irritado. – Nos não temos a nosso cuidado apenas o conhecimento do mundo. – Com estas palavras entra na biblioteca sendo seguido por Dégel e companhia.
Ao entrar Kárdia olha assombrado para aquele local, se ele já achava que a biblioteca de Aquário era abarrotada de livros aquele local superava em quantidade. Alice se perdia olhando aqueles livros, assim como Blood que se mantinha quieto analisando o local.
Alice: Se não estivéssemos em plena guerra santa adoraria ler estes livros... – Olha aquele local admirada. – Se me permitissem é claro. – Diz sorrindo para Unity e Dégel.
Unity: Se esta guerra acabar adorarei lhe dar acesso a este local, assim como Dégel tem. – Fala sorrindo gentilmente para ela. – Chegamos está por aqui. – Diz parando em frente a uma porta onde um selo de Athena estava colado, mas logo é removido por Unity.
Unity os guia ate o fundo da sala que estava selada pelo selo de Athena. Ao fundo daquele local, onde também não deixava de ter livros, esculpida naquela parede coberta por selos de Athena estava o Brasão de Poseidon.
Unity: Aqui está o que busca o exército de Hades... não... Eis aqui o legado do deus que vocês desejam. – Diz estendendo a mão para remover um dos selos de Athena. – O que nós protegemos arriscando nossas vidas... Isso é... – Diz removendo o selo definitivamente liberando o poder contido.
A imagem de Poseidon surge na frente deles, enquanto eles têm a sensação de estar sendo sugados e é exatamente isso que ocorre, todos eles sem exceção são sugados e transportados para o Reino de Poseidon, Atlântida.
Kárdia: Onde estamos? – Diz analisando o local que lembrava o Santuário. – Impossível... Até um momento atrás estávamos naquela biblioteca entediante... – Diz parando bruscamente olhando para o alto surpreendido. – O... O CÉU ESTÁ COBERTO DE ÁGUA! – É parado de gritar por Alice que pula em seu pescoço animada.
Alice: AHHH! Não acredito que estamos em Atlântida! – Grita animada abraçando Kárdia com mais força.
Kárdia: Como!!! Estamos em Atlântida! – Exclama surpreso vendo Alice sorrir ainda mais. – Mas como? – Pergunta querendo ter sua duvida sanada.
Alice: Quando Unity retirou o selo de Athena liberou o caminho que o Brasão de Poseidon tinha e aquilo nos transportou para cá o fundo do oceano, este era o lugar onde o povo de Bluegard protege. – Fala se soltando do abraço que dera nele. – Estamos no fundo do mar e o céu que vemos é o oceano, que se mantem elevado assim graças ao Pilar Principal, conhecido como Lâmina Vencedora, e os demais pilares do Oceano Atlântico Norte, Atlântico Sul, Antártico, Indico, Pacifico Sul, Pacifico norte e por fim o Oceano Ártico. – Fala com alegria estampada no rosto. – Além disso, cada pilar é protegido por um General Marina, mas como Poseidon está selado em uma ânfora sagrada e com o selo de Athena, sendo assim nenhum deles fora convocado por Poseidon para proteger seu devido pilar. – Fala vendo o assombro que Unity, Dégel, Kárdia e Blood que tinham estampado em face. – Falei de mais...? – Fala corada constrangida pela situação.
Unity: Muito pelo contrario! – Se expressa primeiro que todos sorrindo e se aproximando dela. – Seu conhecimento sobre Poseidon e Atlântida, e de se surpreender qualquer um, mesmo que seja pouco. – Fala virando para olhar Dégel. – De onde tirou essa menina? – Pergunta curioso.
Dégel: Uma longa historia Unity que lhe contarei em outro momento. – Diz vestindo seu elmo. – Está pronto Kárdia? – O questiona vendo o mesmo jogar o elmo de escorpião para cima e o pegar rapidamente.
Kárdia: Minha unha palpita de emoção! – Profere com um amplo sorrio em lábios enquanto veste o elmo de escorpião. – Exato o que eu esperava de um deus! Com isso certamente conseguiremos o poder para atacar o exército de Hades! – Gargalha feliz.
Dégel: Essa é a nossa missão! Pedir o poder a Poseidon para atacar o exército de Hades que ascendeu aos céus! – Diz seriamente vendo Kárdia sorrir. – Unity agora você juntamente com Alice e Blood regressam a Bluegard. – Diz observando Alice o olhar zangada cruzando os braços. – A importante missão que afetara a Guerra Santa entre nossos cavaleiros e os espectros se encontra mais adiante. – Esclarece para eles. – Não posso permitir que civis como vocês se envolvam...
Blood: Pode parar ai! – Exclama sério. – Para principio de conversa não sou um civil, se tivesse perguntado para El Cid ou Asmita saberia que sou forte tanto como você ou como qualquer outro cavaleiro de ouro. – Diz firme o olhando no fundo dos olhos. – Segundo a Alice esta aqui comigo e com vocês por saber que algo vai acontecer e será muito importante e em terceiro você ou o Kárdia nem conhecem Atlântida para ser direto, a único jeito de chegarem ao seu destino e com a ajuda de Unity. – Fala firme constatando os fatos.
Unity: Ele esta certo, Atlântida é enorme permita-me que seja seu guia. – Fala para o descontentamento de Dégel.
Dégel: Unity! Você é o filho do Senhor de Bluegard! – Exclama tentando colocar razão na mente de seu amigo. – Sucedera o Governante dessa terra, é uma pessoa muito importante! – Eleva o tom de voz, assim como Unity que implora para ajudar.
Unity: Peço-te Dégel! – Exclama alto com o olhar em chamas querendo ajudar. – A terra se encontra em perigo, ofereço minha ajuda como amigo. – Diz sério e firme. – Agora eu... QUERO SER O PONTO! – Com essas palavras de Unity, Dégel lembra se da promessa que fizera com ele há anos atrás.
Kárdia: Faça o que quiser não nos importa. – Diz se pronunciado pela primeira vez naquela questão.
Dégel: Kárdia! – Exclama surpreendido com a atitude de escorpião.
Kárdia: Sem problemas, seu dever será nos guiar. – Diz apontando seu dedo com a unha crescida com a agulha vermelha de escorpião em direção a Unity. – Assim como Alice e Blood saiba que isso será uma carga! Como alguém que procura a morte voluntariamente, só quero que entenda isso. – Fala vendo Unity concorda com o que falara para desgosto de Dégel.
Unity os guia calmamente enquanto Dégel ao logo do percurso lembrava se da promessa que ele e Unity fizera, não tardou e logo já estavam no Templo Principal.
Unity: Essa é a parte central do templo. – Falava calmo sendo seguido por eles pela escadaria ate a entrada.
Kárdia: Não esperava que chegássemos tão rápido. – Fala sorrindo e se vira para Unity. – Ouça... Agora não precisamos mais de você. – Diz entrando no templo sem poder ver a face de Unity em desgosto.
Dégel: Unity... – Olhando para seu amigo lhe pedia desculpas pelo olhar pelo jeito de Kárdia. – Obrigado. – O agradece.
Unity: Fico feliz em... – Não termina suas palavras, pois de repente Alice grita.
Alice: BLOOD!– Grita na porta do templo, pegando de surpresa Blood tanto como Dégel e Unity, até mesmo Kárdia que só tem tempo de escutar o grito.
Blood percebe a tempo qual era o motivo, pegando assim, Dégel e Unity pelo braço levando-os para dentro do templo enquanto Alice projetava seu escudo na entrada. Nesse momento Dégel e Kárdia tomam conhecimento pelo motivo do grito de Alice, na entrada do templo se encontrava Radamanthys de Wyvern, um dos três juízes infernais, que tinha seu punho parado pelo escudo de Alice que se mantinha firme e forte impedido o avanço, ao lado do Juiz surgia Pandora que não gostou nada de reencontrar Alice. Alice se pronuncia olhando na direção de Pandora e Radamanthys.
Alice: Você pode usar o caralho a quatro de qualquer espectro que quiser! Mas não vou permitir que machuque meus amigos sua vadia! – Vocifera olhando fixamente para Pandora, enquanto seu escudo bloqueava o caminho dela e de Radamanthys.
Continua...
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