The Lost Canvas mudando o curso
30 Um Começo... Gaiden Blood Parte 1 pov Paradox
Notas iniciais
Recapitulando...
Pov Paradox On
Vê-la ali movimentando aquela bandeira de maneira alegre e espontânea era uma visão linda, era isso o que pensava no momento vendo Alice no Barco da Esperança. Havia acabado de trazer Régulos e Yuzuriha para dentro do barco e ali agora via se iniciar a luta de Sísifo contra Aiakos, via naquele momento Alice invocava e projetava seu escudo em volta do barco onde todos estavam, assim após isso, Alice ficava ao lado de Blood.
Blood um cara que me dera muito trabalho para treina-lo, agora ele estava ali ao lado de Alice sendo o seu guardião, seu ombro amigo. Se ele soubesse que eu estava em todos os momentos da vida dos pais dele, olhando-o nas sombras antes mesmo dele nascer...
Em outro mundo e tempo diferentes a este em que estava...
Ano de 1900...
O local era ricamente decorado desde o chão de mármore branco ate as paredes, ali estavam reunidas diversas pessoas, cada vestida de maneira nobre. Todas olhavam atentas para um único ponto, ao qual havia dois homens um em pé e o outro de joelhos na frente do mesmo. O homem que estava de pé tinha longos cabelos negros presos para baixo por uma fita azul, olhos de um violeta profundo, lábios retos e um pouco grosso, pele em um tom levemente bronzeado e de rosto era oval com um queixo levemente arredondado já o outro que estava de joelhos possuía cabelos em tom castanho, lábios levemente atrevidos, pele clara, e rosto em forma de coração tendo um queixo mais estreito e pontudo. O que estava em pé olhava profundamente para baixo nos olhos daquele que estava ajoelhado, erguia seu braço naquele momento para o homem em sua frente, que apenas sorria de forma irônica e inibido.
????: Por seus pecados Atreu, criança da solidão, eu lhe condeno as profundezas do Abismo. – Anunciava o homem colocando sua mão na cabeça do homem de joelhos.
A sentença havia sido anunciada para Atreu, varias correntes douradas surgiam e rodeavam seu corpo, para um humano normal aquilo seria assustador fazendo o mesmo começar a se debater para soltar, porém este não era o caso de Atreu, ele estava calmo enquanto as correntes o arrastavam para um buraco abaixo dele. No momento em que era arrastado para as profundezas do abismo Atreu vira sua face para um dos pilares do salão, onde naquele ponto tinha dois homens e uma jovem mulher com seus 1,68 de altura, de longos cabelos loiros platinados que chegavam um pouco abaixo da cintura, lábios pequenos e joviais, olhos violetas, rosto e pele lembrava a de uma linda boneca de porcelana. Seu nome era Alesia e era para ela que Atreu olhava de forma apaixonada, o mesmo poderia ser dito da mulher, após esta troca de olhares o destino de Atreu era selado.
Após toda a cerimônia as pessoas no salão começavam a ir embora. Fazia um tempo em que estava naquele mundo sendo como um fantasma, as pessoas ali não podiam me ver exceto aqueles serem que eram chamados de Chains, nunca vieram me incomodar, pois havia feito um trato com a Vontade do Abismo, praticamente a ensinei a criar um corpo ao qual usava sendo bem mais fácil interagir com ela, mas não entendia o porquê de querer um corpo de uma menina de 10 anos. Pois bem, fazia um tempo que estava ali, pude ver toda a infância de Atreu e Alesia, o amor deles foi verdadeiramente uma tragédia romântica, exceto que esta tragédia havia gerado um casamento e frutos, Alesia estava gravida de 3 meses.
O tempo passou para todos os humanos ali, nove meses para ser exato, e lá estava eu no quarto de Alesia em uma noite escura e chuvosa vendo as parteiras a ajudando a dar a luz. Fora uma batalha aquele nascimento, logo pude escutar um forte choro, o bebe havia nascido, mas era o primeiro filho a nascer havia mais um a caminho. Alesia estava exausta, mas feliz segurando seus dois filhos no colo, ali pude ver que os meninos eram idênticos exceto por uma coisa, o menino mais velho tinha cabelos castanhos, pele clara, lábios idênticos a de seu pai e olhos violetas o outro menino havia puxado as mesmas característica físicas menos o cabelo que era loiro platinado como o de sua mãe e os olhos vermelhos de seu pai, o menino mais novo havia puxado a ”maldição”.
????: Oh, doce menina se já não bastasse ter se casado com a criança da solidão, agora um de seus filhos tem a maldição dele. – Falava a parteira fazendo uma oração, ela estava horrorizada.
Alesia: Não me importo com essa coisa de criança da solidão, a única coisa que sei que tenho dois lindos e saudáveis filhos ao qual lhes darei todo o amor que tiver. – Falava firme e direta para a parteira, que se calara. – Meus filhos... Blood e Jillian, meus amados filhos... Atreu nos tivemos adoráveis meninos. – Ela dizia sorrindo olhando para os dois bebes em seus braços.
Surpreendera-me com aquela atitude, Alesia era uma mulher a frente de seu tempo, podia dizer isto devido as suas atitudes. Naquela noite fique de olho nela e nos dois recém-nascidos, assim como em todas as noites que se sucederam, algo me dizia que o meu destino estava ligado aos dos dois meninos e por conta disso decidi ir ate as Moiras no mundo onde nasci.
Fora até elas, ali me falaram o futuro que nunca havia imaginado que poderia ocorrer, nem mesmo nos sonhos mais malucos, além disso, não pensava que algo que estava fugindo desde as eras imemoriais voltaria para mim...
Flashback
Estava em frente à caverna das Moiras, ali dentro elas fabricavam, teciam e cortavam a linha da vida e destino dos mortais e deuses, com calma adentrei naquele local. Por fora parecia assustador, contudo por dentro lembrava a casa dos mortais era confortável e acolhedor. Nos tempos antigos os mortais as temiam, diferente dos deuses que ainda as temem.
Não tardara e já conseguia ver Cloto fiando, ela possuía cabelos negros, pele clara e olhos verdes que brilhavam, sua aparência era de uma adolescente, era fora a primeira a me olhar e sorrir.
Cloto: Bem vindo. – Dizia sorridente olhando para mim.
Paradox: Vocês já sabiam não é mesmo. – Dizia mais como uma confirmação para elas e para mim, Cloto continuava a sorrindo para mim.
Cloto: Sim, nada escapa dos nossos olhos na linha de seu destino. – Dizia por fim descontraída. – Mesmo que fuja não conseguira, uma vez que, descobriu o que Zeus e seus filhos fizeram com Hades. – Dizia tirando seu olhar de cima de mim para olhar o que fazia, sendo agora a vez de Átropos falar.
Átropos: Menino quer ou não saber do provável futuro que surgira se intervir, vai deixar sua irmã Athena sofrer mais? Estou cansada a cada dois séculos cortar a vida de homens justos devido Zeus ser um idiota manipulável nas mãos de Dioniso e Perséfone. – Dizia a velha que cortara a fala de Cloto, essa senhora de cabelos brancos e olhos verdes para mim parecia a versão idosa das duas “mais jovens”.
Paradox: Tentei avisar, mas deste quando alguém me escuta. – Digo cruzando os braços em frustação, vendo Láquesis se pronunciar logo em seguida.
Láquesis: Sabemos menino, por isso vamos dizer o que fazer, pois se continuar assim este mundo ira acabar. – Dizia aquela entre as três com aparência igual à Cloto, mas sendo uma mulher com seus 30 anos. – Na dimensão onde as crianças de olhos vermelhos nascem ali você presenciara o nascimento de dois homens que ajudaram em sua jornada... – Dizia firme e solene, seus olhos brilhavam. – O destino de ambos tem que se concretizar, apenas interfira quando o menino mais velho se tornar aquilo que seu irmão caçula nas mãos do abismo se transformar...
Paradox: Puts lá vem enigma... – Digo sendo interrompido por Cloto que continua a falar.
Cloto: Mas reúna-se com a noite, pois ela ira te auxiliar, deve também encontrar a menina capaz de com os olhos da alma enxerga, mas não será neste mundo e nem no outro que ira a localizar... – Dizia ate ter sua fala interrompida e continuada pela a mais velha das três.
Átropos: Menina pura e bondosa tocada e protegida pela Grande Vontade, vitoriosa será e mudara a vida de todos a aqueles que encontrar, contudo cuidado! – Alerta a mulher idosa. – Cuidado, muito cuidado deves tomar com a doce menina quando chegar neste lugar... A doce menina poderes ira ganhar, poderes estes de rejeitar. – Dizia por fim terminando de profetizar o futuro. – Escute atento o que falamos garoto e cuidado com a menina, devera treina-la. – Diz prestando agora atenção a roca.
Cloto: Tente fazer amizade com ela e só a traga para aqui quando achar que for a hora. – Dizia sorrindo para mim.
Paradox: Estou ferrado... – Digo suspirando e com dor de cabeça. – Mas em que mundo vou achar essa garota... – Penso em voz alta olhando para o teto.
Flashback off
Após aquela visita as Moiras, tratei de ficar de olhos naqueles meninos Blood e Jillian. Os anos se passaram rapidamente e logo Blood e Jillian tinham seus 6 anos de idade, ambos corriam animados... Digo, Blood corria animado pelo jardim da mansão de sua família, enquanto Jillian ficava ao lado de Alesia que ria com o divertimento do filho.
Alesia: Blood calma meu querido. – Dizia sorrindo amável para o menino.
Blood: Mas mãe! Quero logo chegar debaixo da árvore para fazermos o piquenique. – Dizia animado pulando e esticando seus bracinhos para cima agitado.
Alesia: Quer chegar lá para atacar a torta de morango seu danadinho. – Dizia sorrindo para o menino, que sorria travesso para ela.
Era assim desde que os meninos tinham 5 anos quando começara a fazer piquenique com eles a cada duas vezes ao mês. Contudo o que era bom acabava...
Jillian: Mamãe a senhora esta bem? – Perguntava o mais novo agora com seus 9 anos.
Alesia: Estou be... Cof... Cof... Estou bem meus filhos. – Dizia Alesia, ela estava mais pálida e abatida, mas não parava de sorrir gentilmente aos dois meninos.
Blood e Jillian estavam no quarto de Alesia preocupados com a saúde dela. Fazia alguns dias que ela adoecera e preocupava aos dois meninos que sempre que podiam fugiam de suas obrigações para ficar ao lado de sua mãe. Neste tempo fique atento a Alesia e a Jillian, sendo este podendo me ver pelos olhos da ‘’Criança da Solidão’’ e me questionando quem era, acabei por contar meio fato a ele, assim acabei virando praticamente seu professor particular em algumas horas vagas. Mas voltando aos fatos, já sabia o que Alesia tinha, sua doença era uma grave pneumonia, poderia interferir, contudo me lembrava das palavras das Moiras.
Paradox: “Deixe que o destino se cumpra”.— Digo em meus pensamentos a fala das Moiras. – Me perdoem meninos...— Digo para mim vendo ambos chorando ao lado de Alesia que acaba de falecer na noite do mesmo dia em que a haviam visitado.
Blood: MAMÃE! – Chora segurando com força a mão de sua falecida mãe.
Jillian: Mamãe, por que mamãe? Havia nos prometido ficar do nosso lado. – Dizia Jillian ao lado de Blood segurando outra mão de sua mãe enquanto chorava da mesma forma que seu irmão.
Como eles também chorava por Alesia, por isso jurava ali naquele lugar que iria fazer o possível para ajudar aqueles meninos e que um dia eles pudessem me perdoar por não ter interferido para salvar a mãe deles, além de usa-los para os meus propósitos.
Fique ao lado dos dois meninos ate... Tenho minhas lembranças interrompidas naquele momento por Alice. Ela me olhava profundamente nos olhos, não podendo ver meu rosto por debaixo da mascara.
Paradox: O que houve Alice? – Questiono docemente para Alice.
Alice: Sísifo acabou de derrotar Aiakos. – Dizia ela para mim. – O que estava pensando? – Me questiona curiosa como sempre.
Paradox: Deixe-me levar por lembranças antigas, nem percebi que fique tempo o suficiente distraído que nem vi a queda de Aiakos. – Digo por fim olhando o horizonte. – Ocorreu tudo conforme o mangá ou você interferiu ainda mais? – Questiono ela em tom sério, contudo descontraído.
Alice: Sísifo protegeu o barco como no mangá. – Me responde tranquila, mas abatida. – Ele furou os olhos como no mangá... – Falava com o olhar baixo, ate que Blood aparece ao seu lado.
Blood: Tem coisas que devem ocorrer não é mesmo. – Dizia ele puxando Alice para um abraço, aquela atitude dele acabou me incomodando um pouco.
Paradox: Não temos tempo a perder agora! – Alerto firme e me preparando para saltar do Barco da Esperança. – Temos que conseguir um aliado. – Digo firme olhando para Blood.
Blood: Já entendi. – Diz pegando Alice no colo deixando ela visivelmente incomodada. – Vamos lá Alice o trabalho nos chama. – Diz sorrindo animado.
Yato: Mas para onde vocês vão??? – Questiona gritando e chamando a atenção de todos no barco para nós.
Paradox: Temos assuntos a tratar lá em baixo. – Digo firme e sem rodeios. – Hakurei sua aprendiz está com Régulos e Sísifo esta em algum canto, ache-os e os traga para cima e saiam deste local. – Digo e por fim salto do barco sendo seguido por Blood com Alice em seus braços. – Alone que nos espere, pois iremos roubar um de seus juízes! — Penso firme, enquanto localizava Aiakos pelo cosmo nas ruinas do Barco Conquistador de Hidra.
Continua...
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