The Lost Canvas mudando o curso

39 Lacrymosa... Gaiden Blood Parte 2


Notas iniciais
Minna-san! Espero que gostem do capitulo, estamos mesmo, mesmo, chegando a parte que todos esperavam desde o momento do inicio desta fanfic. Mas primeiro sei que tenho que sanar muitos mistérios que cercam, por isso comecei por Blood, falta ainda mais um pouco para explicar como ele virou B-Rabbit, porém neste capítulo já dei uma leve liberada em alguns fatos como uma leve pincelada da 2ªTemporada de Mudando o Curso. Aviso que apenas revelei o necessário que precisam saber, em caso de duvida use os comentários e tentarei, sem dar spoiler, o que é exatamente. Fiquem com mais um capitulo, lembrando PENSAMENTOS ESTÃO EM ITÁLICO. Boa leitura

Paradox Pov On

Mais uma vez Alice perdera a consciência devido ao abuso de seu, era o que parecia, porém isso não era verdade aquilo era sua técnica Seishin no Idaina Hogo ou Grande Proteção do Espírito, ela havia usado para trazer o corpo de Aspros de volta e retirar a gota de maldade que Yohma colocara nele, e usara inconscientemente para o proteger e curar novamente. Depois do ocorrido decidi ficar mais perto dela, e agora estava junto a ela dentro de uma das cabines do barco da esperança para que ela pudesse repousar, claro que isso não tirava a fato daqueles três já estando lutando na parte mais alta do Lost Canvas. Olhava com cuidado Alice enquanto fazia um cafuné nela, logo ao meu lado estava Blood e Kagaho que haviam chegado logo após o ocorrido com Alice, e por incrível que pareça estavam ambos quietos olhando-a.

Kagaho: Por quanto tempo ela vai ficar assim? – Me questiona com aquele olhar arredio dele.

Paradox: Provável que ela desperte no ápice da luta. – Digo com calma vendo-o analisar algum resquício de expressão através de minha mascara, algo inútil podemos dizer. – Ela não caiu por exaustão foi apenas uma onda forte do poder dela que a fez apagar, mas certamente despertara rápido, ela não usou tudo o que tinha. – Digo para complementar o que disse antes, assim vejo Kagaho encostar em um canto da cabine e sossegar. – Dohko, Shion e Aspros não seguiram Sasha e Tenma, isso é bom... – Penso comigo voltando minha face para Blood.

Olho para Blood naquele momento, desde que chegara não falara uma palavra apenas cumprimentara os cavaleiros e pegara Alice de meus braços, minha vontade naquela hora era socar a sua face, deixando este pequeno momento de cólera de lado percebi que ele havia mudado muito não deixando de lado aquela parte protetora que sempre tivera e com isso deixo minha mente me levar para o passado... Passado de Blood em seu universo...

Flashback on

Era o ano em que Blood e Jillian fazia seus 16 anos. Após a morte de Alesia ambos foram criados pelos irmãos dela, seus Tios, Demétrius e Enzo, que ensinaram a ambos aos 10 anos a arte da esgrima e mais algumas coisas como o bom discurso e estratégia. Demétrius e Enzo eram espetaculares como tutores, Enzo era centrado e direto, em aparência lembrava muito Alesia, possuía um físico forte e robusto, olhos dourados e ele sempre deixava o longo cabelo loiro platinado preso em um rabo de cavalo baixo, além que sempre tinha um sorriso doce em lábios. Já Demétrius era severo e sério, podemos dizer que lembrava muito Radamanthys em personalidade, ele não lembrava nada Alesia, tinha olhos amendoados, porte físico igual de Enzo e longos cabelos ruivos caiam até os ombros.

Naquele dia em questão, após o treino de esgrima, fui com Jillian até seu quarto onde comecei a continuar seu ensinamento de grego. Em determinado momento finalizo a aula dando parabéns a Jillian.

Paradox: Aprendeu rápido Jillian, está perfeitamente escrito, e além disso, dominou a língua. – O elogio animado, porém logo percebo que ele não estava feliz e que tinha algo errado. – Jillian... Me conte o que aconteceu, você não é de ficar calado enquanto dou aula. – Questiono cruzando meus braços enquanto flutuava.

Jillian: Um pouco mais cedo meus tios me chamaram Paradox, eles me contaram o que aconteceu com o meu pai e o vai me acontecer quando completar 18 anos. – Ele conta e percebo a tensão de seus músculos e a mão fechada fortemente na cadeira.

Paradox: Jillian... Eu... Eu não esperava que seus tios... – Digo somente aquilo sem reação, não esperava que contassem a ele tão cedo. – Blood já está sabendo? – Questiono evitando olha-lo com pena e me amaldiçoo por ter falado aquilo sabia o quanto ambos eram apegados um no outro.

Jillian: Eles não pretendem contar, depois da perda da mamãe... Blood me vê apenas como sua única família. – Diz sério me olhando. – Meus tios, minha família, sempre foi encarregada de cuidar das crianças da solidão, isso não os impede de me mandar para as profundezas do Abismo e certamente se contassem para Blood, ele entraria em guerra e faria de tudo para me tirar daqui. – Diz abaixando o olhar. – Eu não quero ter esse destino, mas tenho que proteger meu irmão ao mesmo tempo que tenho a obrigação da família, mesmo embora seja eu a criança da solidão. – Dizia e logo vejo algumas gotas de lágrimas caírem no colo dele.

Paradox: Teus tios uma hora terão que contar a Blood, ele precisa saber da dura realidade, mas vendo pelo lado deles será bom Blood não saber o que vai acontecer, seria um sofrimento maior te perder logo depois de sua mãe, você é irmão dele é normal querer te proteger. – Digo sereno parando de flutuar e sentando na escrivaninha. – Se Blood descobrir teremos problemas. – Digo retirando a minha máscara e olhando firme para Jillian.

Jillian: Paradox me prometa... – Diz chamando minha atenção, sabia que ele me olhava fixamente.

Paradox: Quer que eu deixe Blood longe no dia que você for enviado para o Abismo. – Digo o olhando já deduzindo qual seria o pedido.

Jillian: Sim... Será melhor que ele esteja longe, pedirei aos meus tios que contem a ele que viajei para longe a estudo. – Dizia sério para mim.

Paradox: Ele vai estranhar não ter nenhuma carta sua. – Digo falando o óbvio.

Jillian: Neste tempo peço para que escreva se passando por mim. – Diz me olhando, isso acaba fazendo-me levantar uma sobrancelha.

Paradox: Jillian isso não vai prestar! Seu irmão não é idiota, ele pode parecer um, mas é bem mais esperto do que imagina. – Digo o repreendendo. – Posso dar um jeito dele não desconfiar, mas te digo que ele vai descobrir. – Digo severo a ele.

Jillian: Mas será tempo o suficiente para ele acostumar com a ideia de eu não estar por perto. – Diz em tom triste.

Paradox: Jillian... – Chamo-o para repreende-lo, contudo Blood irrompe pela porta.

Blood adentra o quarto de Jillian o olhando de forma séria enquanto batia o pé no chão mostrando que estava impaciente. Ele ficava assim quando queria alguma coisa ou estava cobrando algo do mais novo.

Blood: Jillian o que está fazendo aqui trancado no quarto?! – Dizia cruzando os braços olhando de forma séria para o irmão. – Já esqueceu que iria galopar comigo agora a tarde? – Questiona abrindo um amplo sorriso para o outro.

Jillian: Não esqueci, estava apenas estudando como você deveria estar também. – Diz recriminando o mais velho que sorriso amarelo para ele. – Você não toma jeito mesmo. – Diz balançando a cabeça em negativa. – Vamos, vamos sei que se não formos logo não vai me dar paz. – Dizia sorrindo enquanto puxava Blood para fora do quarto.

Blood: Opa! Calma ai Jillian não me puxa assim! Desse jeito vou cair e beijar o chão. – Dizia se queixando enquanto Jillian o puxava para fora de seu quarto.

Jillian: Pelo menos está com a boca em algum lugar que não seja na de outra dama. – Dizia sacana vendo o outro ficar sem jeito.

Blood: Culpa que tenho que estou rodeado de beldades por onde ando. – Dizia com o olhar galanteador e sorriso sacana.

Jillian: Tio Enzo te ensinou o que não devia... Espere, você já era assim quando éramos pequenos, o tio somente ajudou a deixar mais abusado e melhorar o repertório de galanteios. – Dizia sério, mas logo caia na risada sendo seguido por Blood.

Ambos os garotos riam indo embora para a cavalgada, enquanto isso fiquei sozinho flutuando pela mansão, era um saco não poder falar com ninguém, pois se o fizesse entraria em apuros. Passei algum tempo passeando até me ver no escritório da mansão onde estava os tios de Blood e Jillian, parecia que estavam tendo uma discussão calorosa, logo, me meti na sala a escuta-los atentamente.

Demétrius: Não me venha com essa Enzo! Jillian aceitou bem, ele sabe que tem um papel a fazer, Blood terá orgulho de seguir o nosso papel futuramente. – Dizia rígido enquanto fumava sentado no parapeito da janela.

Enzo: Se engana meu irmão, Blood não aceitara de bom grado o que vai se suceder a Jillian, ele é apegado ao irmão ao mesmo modo que era com a nossa Alesia. – Dizia firme, pelo tom estava convicto do que dizia e não estava errado quanto a isso. – Blood não pode estar aqui quando chegar a hora, digo mais, teremos que o nocautear caso fique no dia, sabe que ele tem tanta força quanto a nós em um combate corpo a corpo. – Dizia elevando o tom de voz.

Demétrius: Abaixe esse tom comigo. – Dizia em tom baixo soltando a fumaça do charuto pelas narinas. – Ensinamos bem aquele moleque! Se não fosse ele parecer fazer corpo mole toda vez nunca saberíamos o quanto é ágil em combate. – Dizia colocando a mão no queixo. – Ele tem uma direita forte para um moleque galanteador. – Dizia soltando uma pequena risada logo tragando um pouco do charuto.

Enzo: Por isso mesmo que Blood deve estar longe, por mais que ele pareça um bobo e romântico. – Dizia sentando no sofá de couro que tinha ali. – Ele se tornou tudo aquilo que Alesia esperava e um pouco mais. – Dizia suspirando no final.

Demétrius: Culpa sua irmão, ele desde pequeno sabia encantar as velhas senhoras. – Dizia rindo roucamente. – Você somente soube melhorar essa arte dele, agora quem aguenta as jovens moças das grandes famílias sou eu. – Dizia apontando para si com o charuto em mãos. – Todo santo dia vem inúmeras cartas das senhoritas das casas nobres perguntando se Blood pode passar alguns dias em suas casas, certamente o querem em suas camas. – Dizia dando mais um trago no charuto.

Enzo: Sei que é doido para ser tio avô, Demétrius. – Diz sacana e brincalhão olhando o outro que engasga com a própria saliva.

Demétrius: Deus me livre! – Exclama imaginando várias crianças pulando em cima de si. – Pelo jeito que Blood é capaz de reproduzir igual coelho. – Dizia em tom sério, mas depois cai na risada.

Enzo: Irmão falando seriamente pense no que falei. – Dizia quebrando o clima descontraído.

Demétrius: Irei pensar, mas não prometo nada. – Dizia olhando para fora da janela colocando nos lábios o charuto mais uma vez, enquanto Enzo saia da sala o deixando só.

A conversa de ambos acabava ali, Enzo e Demétrius amavam os sobrinhos isso era inquestionável, por mais que Demétrius fosse severo e a maioria das vezes não demonstrasse o amor que tinha por eles como Enzo fazia inúmeras vezes. Algumas vezes já vi Demétrius entrar no quarto de Jillian no meio da madrugada e passar algumas horas na cabeceira de sua cama fazendo-lhe um cafuné, ele não admitiria, mas sofria por seu sobrinho ser uma criança da solidão como o pai, que por sinal era seu melhor amigo de acordo com o diário dele que peguei “emprestado”.

Mas bem, o tempo se passou... Blood e Jillian fariam agora seus 18 anos, neste dia em questão Blood estava feliz e não suspeitava de nada até por que Jillian e seus tios não queriam que nada saísse dos conformes, pois o rito para Jillian ir para as profundezas do Abismo seria feito de noite e já haviam arrumado um jeito para que Blood ficasse longe. Era nove e vinte da manhã e ambos estavam em um coreto da mansão tomando o café, quando Blood para de comer e olha para Jillian.

Blood: Está tão calado Jillian, aconteceu algo? – Questionava vendo o mais novo distraído olhando para o nada.

Jillian: Não é nada Blood, apenas estava a pensar na mamãe. – Dizia pegando sua xicara e bebendo seu liquido, sabia que ele estava tentando não pensar no que ocorreria hoje e evitava de dizer algo que fizesse Blood desconfiar.

Blood: Ela seria uma bela senhora se ainda estivesse aqui. – Dizia deixando o olhar opaco de tristeza imaginado Alesia ali com eles. – Sinto falta dos dias em que íamos para de baixo de alguma árvore com um jogo de chá enquanto ela contava histórias. – Dizia olhando Jillian, que abaixava a xícara que bebia.

Jillian: São tempos ternos que não teremos mais... – Dizia vidrando seu olhar nas nuvens baixas.

Blood: Tem razão... Jillian, a Duquesa de Sade me chamou para o chá da tarde em sua mansão, não queria ir, mas o tio Demétrius insistiu. – Dizia suspirando. – Estou achando que querem me dar de bandeja para a jovem Thana. – Dizia tomando uma taça de suco.

Jillian: É aquela garota que ria escandalosamente e que olhava todos com soberba naquela festa que fomos da família Phoebe? – Questionava vendo o mais velho parar de beber.

Blood: Essa mesma, não gostei dela seu caráter é muito duvidoso, além que vê todos como capacho quem não atende suas exigências. – Dizia com ódio em sua voz. – Odiei ela tratando tão mal a pequena Lucy. – Dizia se lembrando da menina de 7 anos de cabelos dourados e olhos verdes-oliva.

Jillian: Pessoas ruins como essa Thana existem e muitas estão no meio dos nobres, poucos são como nós e a nossa família. – Dizia fechando os olhos sentido a brisa que batia em sua face. – Que horas vai para a casa da Duquesa, sei que é algumas horas de onde estamos. – Questiona para o outro.

Blood: Sairei daqui quando for três da tarde, enquanto isso vou treinar esgrima com Tio Enzo. – Dizia para o mais novo. – Provavelmente chegue em casa por volta das duas da madrugada, a viagem dura 2 horas, mas pelo jeito a duquesa vai querer me levar para algum lugar ou fazer sabe-se o que. – Dizia em tom entediado.

Jillian: Tente pelo menos ver pelo lado bom... – Dizia vendo o outro fechar a cara. – Não adianta fugir desse compromisso seria constrangedor para os tios, além disso é dever seu como o mais velho representar a família. – Dizia olhando de forma sério Blood.

Blood: Tens razão... – Dizia dando o braço a torcer. – Espero aguentar a irritante Thana. – Dizia suspirando somente de imaginar a garota.

Após o café Blood fora treinar esgrima enquanto Jillian se dirigia para a biblioteca um dos únicos lugares que poderia ter paz. Me entristecia o que ocorreria hoje, mas era necessário como fora dito pelas Moiras. O tempo passara rápido, Blood já estava na casa da duquesa e fura junto com ele, claro que de penetra, teria que ficar de olho nele, uma vez que era impossível adivinhar o que aprontaria.

Fora uma tarde até tranquila naquele lugar, claro tirando o fato de Thana estar quase dando um beijo em Blood que educadamente a afastava de si. Era por voltas das dez da noite, Blood acabara por comer juntamente a família da duquesa, é quando após o jantar Thana se aproximara de Blood que estava na sacada da mansão olhando o céu.

Thana: Meu querido Blood... O que está pensado? – Dizia melosa passando os braços na cintura dele estando-o de costas para ela. – Não fique com esse olhar triste lindo, seu irmão está indo para um lugar que já deveria estar. – Dizia melosa.

Paradox: Como ela... Maldição!— Pensava arregalando os olhos com o que ela falara, não acreditava que ela sabia desse fato.

Blood: Não lhe dei permissão para estar assim tão próxima a mim. – Ele tentava controlar o tom de voz para não parecer grosso. – E o que está querendo insinuar? – Questiona olhando-o estranhando sua fala, enquanto eu imaginava o que aconteceria.

Thana: Hahaha, não está sabendo? – Dizia colocando a mão direita próxima a boca para que seu sorriso de deboche não fosse visto. – Você é tão doces com as outras, porque não é comigo! Você sempre está dando atenção a elas!!! – Exclama batendo o pé furiosa.

Blood: ELAS TEM CARÁTER! – Bradava elevando um pouco o tom de voz.

Thana: Como...? – Vejo ela ficar em choque. – Ora, seu... Haha... Em relação ao que falei, vai dizer que não sabe que aquela coisa nojenta que tem como irmão é uma Criança da Solidão! – Dizia rindo escandalosamente.

Blood: Criança da Solidão...?! – Fica sem reação até que um irrompe de irá ele agarra o pulso de Thana. – Meu irmão não é uma Criança da Solidão! – Vocifera furioso.

Thana: Me solte... – Dizia soltando o pulso. – Ora, você... Por acaso sabe como é uma? – Questiona vendo Blood abrir e fechar a boca várias vezes sem dar uma resposta. – Seu tolo hahaha! Os olhos vermelhos dizem que ele é uma Criança da Solidão! – Gargalha rindo dele.

Blood deixa Thana rindo enquanto saia as presas da mansão de Sade deixando a Duquesa assustada e logo depois descobrindo o que a filha havia feito pela a boca da próprio. Enquanto isso corria atrás de Blood que pegara um cavalo e cavalgava de volta para a mansão Barskeville, coloquei obstáculos em seu caminho, contudo ele passou por todos. Não demorara e já havíamos chegado, com força Blood abria a porta da entrada e se encaminhava com passos largos até o a parte oculta da mansão que ficava no subsolo e fora ali que a desgraça fora decretada. Jillian já havia sido sentenciado para as profundezas do abismo, quando Enzo vira Blood correra até ele.

Enzo: Não era para estar aqui! – Exclamava sério e preocupado com o sobrinho.

Blood: Thana me contou... Confiava em ti Tio. – Dizia vendo que Jillian tinha várias correntes do Abismo o envolver.

Enzo: Perdoe-me Blood... – Dizia abaixando o olhar e logo depois pegava Blood e o jogava no chão o imobilizando.

Blood: Tio! Solte-me! – Vociferava com ódio e alarmado.

Enzo: Jillian aceitou ir para o Abismo, assim como o seu pai Atreu! – Dizia firme, percebi que ele controlava a voz que estava embargada. – É obrigação da nossa família enviar as Crianças da Solidão para as profundezas do Abismo, mesmo que seja de nosso sangue! – Dizia se deixando chorar e perder aquela posse forte que sempre tinha, mas não deixa a imobilização que imporá em Blood afrouxasse.

Blood: JILLIAN!!! JILLIAN! – Gritava com o rosto banhado em lágrimas e com o rosto torcido pelo sofrimento.

Com o grito de Blood, Jillian percebe de quem era aquela voz e vira o rosto vendo seu irmão no chão as prantos sendo segurado por Enzo que também chorava. Jillian deixa uma lágrima solitária cair e sorrir de forma triste, senti o coração de Blood se quebrando conforme via seu irmão sumir sendo levado as profundezas do abismo. Enquanto essa cena ocorrida em um canto bem afastado vi algo que me deixara atônico, estava Jillian com uma aura forte e diferente do que tinha e em seu lado uma garota de cabelos loiros-castanho, olhos verde-água e usava uma blusa de alças florida, calça jeans clara e botas que iam até o tornozelo, eles estavam em um plano, o mesmo que eu utilizava, ao qual os que estavam ali não poderiam ver, mas quanto a mim podia os ver. Tão logo, me escondia e via Jillian e aquela garota sumir, mas antes percebi ela olhando aflita e chorando para Blood. Me questiono comigo quem era a garota que parecia ter 19 anos, o olhar dela me incomodava ao mesmo tempo em que me deixava deslumbrado.

Nos dias que se seguiram após aquela fatídica noite passei um tempo de olho em Blood, que ficara dias sem falar com Enzo e Demétrius, não podia fazer nada para ajuda-los, porém sabia bem que a culpa os corroía juntamente com o sentimento de tristeza.

Tive que ficar alguns dias longe daquele universo, mundo, seja como for, pois fui correr atrás de Nix, nisto descobri pela boca da própria como encontraria a garota que enxerga com os olhos da alma e para a minha surpresa ela era protegida por Nix. Essa garota era a Alice, Nix protegia sua família pelas sombras desde que fora para o universo dela fugindo dos confrontos dos deuses e do que Zeus, Perséfone e Dioniso haviam feito. A Senhora da Noite sofria pelos Deuses Gêmeos, seus filhos, que talvez nunca soubessem a verdade, assim como Hades, ela o considerava como um filho, porém com Alice a história poderia ser mudada. Nix protegia a família dela, devido a Grande Vontade ter falado consigo, algo inusitado, dizendo que sofria vendo o destino que um dos universos que criara estava tomando, porém ao ficar observando todas as linhas possíveis do destino do nosso universo, algo que Nix deixou muito mal explicado, vira uma luz em um outro universo, isto dava esperança a Nix, e por isso fora atrás da alma pura e bondosa que deveria sofrer e amar, e com isso achara qual seria a família que ela nasceria. A Grande Vontade não sabia o exato motivo de abençoar essa alma, mas via que era muito importante, Alice era essa pessoa.

Quando Nix me “apresentou” Alice foi no momento em que ela nascera, queria saber como ela sabia ir de um tempo ao outro, mas no momento o mais importante era cumprir com o que as Moiras falaram, primeiro ficaria de olho em Blood e ver o que exatamente o que eu deveria fazer depois.

Flashback off

Como se o tempo não passa-se sou retirado de minhas lembranças por Alice que desperta. Logo após seu despertar podíamos sentir uma grande onda de cosmo, ao sentir aquilo vejo Alice se levantar e correr para fora da cabine. Blood, Kagaho e eu corremos atrás dela, logo, chegamos no convés onde Alice estava parada olhando para o alto chorando assim como os demais cavaleiros, enquanto o espectro Cheshire choramingava de medo.

Yuzuriha: Snif... Esse Tenma... – Dizia sorrindo de olhos fechados.

Yato: Hehe... Esse cabeça de vento está dando tudo de si... – Dizia com o rosto banhado de lágrimas sorrindo. – Estamos à beira do Fim do Mundo... e seu cosmo não diminuiu em nada... isto me faz feliz... – Sorria chorando de alegria.

Paradox: VAMOS PÉGASO! – Grito socando o ar, não pude me conter naquele momento, mesmo com aquela mascará encobrindo meu rosto conseguia sentir aqueles sentimentos tão humanos.

Tenma ficaria ainda mais forte e seguia em frente, sempre os cavaleiros de Pégaso conseguem abrir um novo caminho para o amanhã de todos aqueles que o cercam e juntamente o mundo. Por debaixo daquela máscara olhava confiante para todos e para Alice que se aproxima de Yato e Yuzuriha os abraçando e chamando Blood para perto.

Paradox: Esses laços certamente não serão quebrados...— Penso comigo olhando para o alto, faltava pouco, muito pouco, para o final.

Paradox Pov Off

Continua...

Notas finais
Chorei junto com Blood vendo o Jillian ir para as Profundezas do Abismo, virei uma cachoeira nessa hora. Espero que tenham gostado do capitulo, prometo não demorar com os próximos. POR FAVOR! NÃO SE ESQUEÇAM DE COMENTAR! Seus comentários são MUITO importantes. Ate o próximo capitulo meus amados leitores e leitoras.