The Lost Canvas mudando o curso
8 Despertar, lembranças dolorosas e revelações PARTE 1
Notas iniciais
Recapitulando...
Ele pula em minha direção e por reflexo fecho os olhos esperando sentir o peso dele, contudo sinto algo pequeno em meu colo me abraçando, abro os olhos de vagar e vejo um...
Alice: Coelho?!
Pov Off Alice
Um pequeno, felpudo e orelhudo coelho abraçando e olhando intensamente para Alice que no momento não acreditava que tinha esta coisa fofa em seu colo vestindo um casaquinho vermelho com um laço tão grande no pescoço.
Blood: É Alice! Eu sou um coelhinho fofinho! – Com aqueles olhos grandes e expressivos olha para ela que se assusta ao o ver falar. – Ao que parece você também é fofa, alias qual é o numero do seu sutiã. – Pergunta tranquilo enquanto apertava os seios da mesma.
Shion e Albafica não acreditavam na pouca vergonha de Blood, a garota mal tinha despertado e o sabichão pula em cima da mesma e ainda fica apalpando os seios dela, que coelho desgraçado.
Shion: Você deveria ter vergonha pelo o que fez. – Pega o coelho, sem dó nenhuma, pelas felpudas orelhas se perguntado qual a razão dele ficar com esta forma.
Blood: PELAS ORELHAS NÃO!!! – Grita se debatendo desesperado, as orelhas de um coelho são sensíveis, principalmente deste coelho tarado.
Shion: Então fique normal! – Fala nervoso soltando-o logo em seguida no chão. – Você deveria ter vergonha pelo que acabou de fazer com a garota.
Alice: Alguém pode me explicar o que foi que acabou de acontecer? – Fala chamando a atenção dos três, Blood senta na cama ao lado de Alice já com sua forma humana.
Blood: Eu virei um coelho fofo que pulou em você e lhe... – Não termina a frase já que o mesmo acabara de levar um belo tapa de Alice. – Ai porque me bateu? – Esfrega onde tinha a marca de cinco dedos bem marcados em seu rosto.
Alice: Pervertido! – Eleva a voz e da outro tapa no Blood.
Blood: Ai, calma não precisa ficar me batendo. – Massageia ambos os lados do rosto mercados pelas mãos da Alice que no momento o olhava com ódio. – Ah, Alice não me olhe desse jeito! Se não queria que eu aperta-se você era ter somente me jogado pra fora da cama.
Alice: Não olhar pra você de que jeito seu pervertido. – Olha para ele com a cara mais fechada ainda. – Se eu soubesse que você iria fazer aquilo nem aqui estaria, mas sim sendo jogado pela janela.
Blood: Tenha calma Alice prometo que não faço, mas aquilo de lhe apertar. – Fala abraçando Alice que dá-lhe uma cotovelada o afastando. – Desculpa, mas estou tão feliz que tenha acordado.
Alice já mais calma olha bem para Blood, realmente seria ele quem a ensinaria a utilizar corretamente o Shun Shun Rika, além, disso a voz dele era familiar, onde que já tinha escutado a voz dele...
Alice: Sua voz... – Fala pensativa tentando relembra de onde tinha escutado até que recorda se da voz que lhe revelou o poder das presilhas para salvar Albafica. – VOCÊ! Você e o dono daquela voz que me falou sobre os poderes das minhas presilhas!
Blood: Sim, fui. – Abre um sorriso gentil para Alice que também sorri. – Bem, Alice aconteceu umas “coisinhas” enquanto você dormia que acho que deveria saber...
Alice: Não é necessário Paradox me explicou. – Olha para Blood, que assusta, ele não esperava que Paradox fosse falar “pessoalmente” com ela. – Resumindo ele disse que Zeus é o real causador da Guerra Santa e Hades esta sobe o efeito do vinho de Dionísio, sendo assim manipulado.
Shion: Paradox explicou algo a mais? – Se pronuncia chamando a atenção de Alice que até o momento se esquecera de que tinha dois Santos de Athena no quarto, dois cavaleiros que ela admirava muito.
Alice: Nada que vocês já não saibam Shion. – Olha para Shion triste, ela queria realmente ter mais algo a acrescentar para eles. – Desculpe, mas Paradox só me disse o que já sabiam, além que é para Blood me ensinar a controlar a Shun Shun Rika.
Shion: “Shun shun rika” o que é isso. — Se aproxima da Alice que fica acuada, já que a mesma que estava corada com a proximidade de Shion, o mesmo percebe a timidez dela e se afasta. – Desculpe, mas o que é?
Alice: E isso daqui. – Aponta alegre para as presilhas presas ao cabelo, se não fosse por elas Albafica não estaria, mas entre eles. – Elas são o Shun Shun Rika. – Shion olha para as presilhas se lembrando das pequenas fadas que saíra dela quando Blood as chamara.
Blood: Bem a Alice já explicou o que era o Shun Shun Rika, que tal agora levar ela para que Sage possa conhecê-la. – Fala levantando se pegando logo em seguida Alice no colo.
Alice: Hei me solta! Sei muito bem andar sozinha. – Solta se de Blood caindo em seguida sentada no chão. – Ai!
Blood: Bem feito quem mandou ficar se debatendo. – Estende a mão para ajuda-la a se levantar, ela estava brava, mas a culpa era dela. – Sabe você dormiu muito, já que este seu poder gastou sua energia.
Alice: Eu entendo, mas não precisava me tratar feito um bebê. – Séria ela anda em direção à cama sentando na mesma para logo em seguida olhar para Blood. – E se vai me levar até o Grande Mestre que seja pelas minhas próprias pernas. – Com o olhar firme encara Blood.
Blood: Calma... – Levanta as mãos para o alto em defesa, Alice sabe como intimidar um homem já que a mesma odeia a ideia de ser considerada fraca. – Nossa Paradox estava certo... Você é dura na queda.
Alice: Uma coisa não sai de minha mente, como ele me conhece. – Fala pensativa olhando Blood que desvia o olhar andando para a porta do quarto.
Blood: Eu não sei Alice, mas ele lhe conhece bastante. – Vira-se olhando para ela que acabava de vestir seu casaco que estava jogado na cadeira ao lado da cama. – Ah, Paradox me pediu para lhe dar isso. –Aponta para a mochila lilás que estava ao lado da porta.
Alice: Minha mochila! – Corre em direção à mochila abrindo-a quase que desesperadamente. – Algumas roupas minhas, meu caderno de desenhos... Não acredito! – Olha supressa para dentro da mochila. — Esta aqui os vinte cinco volumes de the lost canvas, além dos gaiden dos Santos.
Shion: Mangá? Gaiden? O que é isso e... Como? Tem algo relacionado a nós? – Anda em direção a Alice e sua mochila. – Blood explicara que de onde você vem existe um escritor, um “mangáka” que escreveu nossa historia e esta guerra, por isso você sabia quem era eu e Albafica.
Alice: Eeeh, Shion é tudo verdade! Sei absolutamente tudo sobre todos os doze cavaleiros de ouro. – Olha travessa e animada para Shion que se perguntava se ela sabia realmente tudo. – Parece que não acredita em mim, que tal... – Começa a remexer na mochila até que tira um mangá com ele na capa. – Aqui oh... Este é seu gaiden que contem sua história solo. – Entrega o mangá nas mãos dele.
Shion: Desculpe Alice, mas não sei como ler isto. – Devolve nas mãos dela, para a decepção da mesma. – Mas me diga sobre o que se trata esta “história solo” minha?
Alice: Bem conta sobre um Shion jovem que sentia a armadura de Aries o chamando, contudo seu mestre Hakurei dizia que o mesmo não estava apeto a vestir quaisquer armaduras, mas chegara um dia em que o santuário exigiu que Hakurei tornasse seu jovem pupilo no Santo de Aries... – Fala olhando para Shion que percebeu a que ponto chegaria o resumo. – Eu li meio que temerosa à surra que você levou do Hakurei depois do bate boca que tiveram. Shion nunca pensei que você fosse tão teimoso. – Fala o olhando no fundo dos olhos se segurando para não rir da cara de “ela tinha que relembrar da surra”.
Shion: Já entendi ao que se refere a minha historia solo. – Diz sem jeito, percebendo que realmente Alice o conhecia muito, mas muito bem mesmo, contudo ele não conhecia nada da menina. – Eu era jovem, mas compreendi o que meu mestre queria dizer.
Alice: Relaxa Shion, não precisa se envergonhar todos aqui já devem ter levado um santo sermão. – Levanta-se pegando a mochila em uma mão enquanto a outra fechava o zíper. Ao terminar de fechar olha para Albafica que já a olhava intensamente. – Albafica eh... Bem e-eu... – Fecha os olhos e suspira, devagar abre os olhando novamente para ele. – Albafica sua história solo esta aqui e... – Ela estendeu o mangá em direção a ele que olha para o mangá.
Albafica: Sobre ao que se refere a minha história. – Com um olhar penetrante olha para Alice que não sabia se falava ou deixava quieto, ela sabia que era uma parte da história dele que o mesmo não gostava de relembrar, mas ele não tinha culpa Rugonis não tinha avisado o que ocorreria se fizessem o “Elo Carmesim”, com certeza iria entristecer o santo.
Alice: Não sei se devo contar, se eu falar sei que ira abrir lembranças dolorosas. – Desvia o olhar para o chão, como é difícil falar com ele, mas ele era muito importante para ela se não fosse por causa do mesmo... Ele a salvara, mesmo não sabendo o motivo, adiantaria esconder dele sobre o que se trata a história solo, com certeza não, uma hora ou outra ele iria perguntar novamente, a solução era contar não esconder. – Mas se é de seu interesse, somente lhe digo que é referente ao Pefko, Luco e ilha dos curandeiros... – Por fim Alice começa a chorar. – Desculpe Albafica, eu...
Albafica: Não precisa se desculpar. – Desencosta da parede indo em direção a Alice ficando uma distancia razoável entre eles, ele sabia perfeitamente o que ela queria dizer e ao mesmo tempo em que via que ela se importava com seus sentimentos. – Blood disse que sou importante para você, mas não me explicou o porquê disso. – Com o olhar terno e calmo olha-a a acalmando.
Alice: Albafica mesmo que não me conheça foi por sua causa, somente você como santo de Athena me salvou. – Diz com a face séria e ruborizada olhando diretamente nos olhos indomáveis de Albafica, que no momento assusta com as palavras dela. – Albafica você me salvou de mim mesma, se não fosse pelo senhor eu não teria achado força o suficiente para me erguer depois que... Depois que perdi a pessoa mais importante para mim... – Mesmo já com lagrimas nos olhos ela se mantem firme o olhando. – Depois que o perdi meu chão sumiu... Era a pessoa mais importante para mim, mesmo ele não sendo meu irmão de sangue eu o considerava... Meu querido amigo, meu irmão de espirito ficou muito doente ninguém descobria o que era até que...
Flashback
Depois que eu tinha voltado da escola fui em direção ao meu quarto para tomar um banho e vestir uma roupa para ir visitar o Alexandre que estava internado no hospital, mas ao abrir a porta do meu quarto vejo meu pai Klaus sentado em minha cama e ao ver-me ele levanta vindo em minha direção me abrasando, algo muito estranho já que meu pai não falava muito comigo destes meus 12 anos quando minha mãe faleceu, já que eu lembrava a mesma e ele tentava inutilmente esquece-la.
Klaus: Filhas têm algo muito triste que tenho que lhe disser. – Fala firme desfazendo o abraço, logo para olhar Alice nos olhos. – Alice, por favor... Você tem que ser forte não fraqueje minha querida, mesmo que seja doloroso...
Alice: Pai!? O que houve, porque esse ar de tristeza? – Olha para ele querendo saber mais já aflita.
Klaus: Alice a Tia do Alexandre acabou de ligar faz alguns minutos, antes mesmo de você chegar aqui em casa... – Ao falar aquilo Alice abre os olhos em desespero, “Por favor, não! Tudo menos isso!” era o que ela pensava no momento. – Filha o Alexandre se foi, ele já não esta entre nós.
Neste momento meu chão sumiu senti meu corpo cair, meu pai me segurou rapidamente ele me chamava, mas eu já não o escutava, dentro de minha mente somente vinha o “Por que?” e “Por favor que seja mentira!”, mas logo as lagrimas que segurava começaram a cair e a dor que eu sentia em meu peito saiu junto com o meu grito agonizante. No dia seguinte foi o velório, o caixão estava lacrado ninguém viu pela ultima vez seu rosto, era preferível assim, eu queria lembra-lo com aquele sorriso alegre e sapeca junto com as brincadeiras, Alexandre era quatro anos mais velho do que eu, na época em que ele se foi eu tinha meus 14 anos enquanto ele tinha seus 17 anos.
Passou se seis messes, eu mal dormia ou comia minhas notas não estavam as melhores, mas tentava manter acima da media, não conseguia aceitar a perda dele até o dia em que a Tia dele Safira , a única família que ele tinha, veio me ver.
Safira: Oh, Alice como esta você. – Pergunta dando um abraço apertado.
Alice: Olá, Safira eu vou bem, mas como você esta? – Olha para ela com um sorriso calmo, mas triste.
Safira: Eu vou indo. – Fala com o rosto um pouco abatido. – Alice eu estou mudando de cidade, mas antes de ir gostaria que você ficasse com isso. – Estende uma pequena mochila azul para ela. – Estes eram os mangás preferidos do Alexandre, você era a melhor amiga, ele gostaria com certeza que você ficasse com eles.
Alice: Safira não sei se posso aceitar é uma lembrança dele...
Safira: Sei que são lembranças dele, mas se eu levasse para a outra cidade comigo iriam estragar e deixar de existir, então prefiro que fique com você, sei que irar cuidar com todo o carinho que merecem. – Ao terminar de falar abraça Alice. – Fique com eles, você sabe que o Alexandre sempre lhe tratou com muito carinho trate os mangás dele com o mesmo carinho que ele lhe dava.
Aceitei o pedido dela e esta fora a ultima vez em que vi a senhora Safira...
Flashback off
Alice: Alguns dias depois Safira se mudou. – Tristemente olha para Albafica. – Também depois de alguns dias após ela ir embora, abri aquela mochila e fui ver os mangás para descobrir qual era a história que tanto meu querido amigo amava e cuidava tão bem, li o primeiro até chegar ao terceiro mangá foi quando conheci sua luta contra Minos e como ele lhe tratou ao falar de sua beleza tanto como vi você se levantar mesmo gravemente ferido para proteger o vilarejo de Rodorio, ainda não me esqueço de suas palavras para ele no vilarejo... “Tanto faz se sou belo ou feio. Certamente eu me comportaria do mesmo jeito independente do meu rosto. Toda vez que alguém fala na minha beleza da forma que você o faz, só acaba ferindo meu orgulho. O que você sabe a meu respeito para se sentir no direito de me classificar e julgar? Você ainda não conhece todo o meu poder ou meu cosmo ou a minha vida. Eu ainda não mostrei tudo do que sou capaz!” – Alice repetia as mesmas palavras que ele falara a Minos, Albafica estava supresso com ela. – Seu gaiden vi melhor sua historia e entendi mais sobre você... Albafica... Você é incrível, por isso que digo que me salvou, me fez enxergar, fez me abrir os olhos e ver que mesmo tendo perdido meu amigo eu tinha que seguir em frente, mas não esquecer do passado.
Albafica entendera perfeitamente o que Alice queria dizer, estava contente com as palavras sinceras que ela proferiu sobre ele e vira que ela era forte por ter passado por uma perda parecida com a mesma que ele sofrera ao perder seu mestre. Após Alice ter limpado as lagrimas e se acalmado foram rapidamente para o salão principal do 13º templo onde se encontrava Sage que pacientemente estava esperando pela vinda dela, estava ansioso para falar com a garota que salvara o cavaleiro de peixes como os outros cavaleiros, que incrivelmente já sabiam da jovem moça que os salvara da morte dando assim para eles uma segunda chance que com certeza iriam aproveitar, passara alguns minutos e a porta que dava acesso a este salão se abrira e daquela entrada viam-se os dois santos, peixes e aries, junto com Blood e a Alice que adentravam o salão, ela olhava tudo com os olhos cheios de curiosidade e admiração, mas logo seu olhar fora ao encontro dos olhos de Sage que via nos olhos dela um brilho determinado de quem iria ajuda-los a por fim de uma vez por todas nesta guerra.
Sage: Sejam bem vindos Cavaleiros. – Com a voz firme e pondo respeito deu as boas vindas a eles. – Também seja bem vinda Alice, espero que tenha recuperado as forças.
Alice: S-Sim. – Olha para Sage, ele realmente tinha um olhar sério e firme, além do grande respeito que impunha realmente ele merece o titulo de “Grande Mestre”. — Estou muito agradecida, desculpe se causei algum incomodo.
Sage: Não diga bobagens é um prazer tê-la aqui, devemos muito a você. – Com expressão tranquila no rosto tirando aquele ar de autoridade vê a face de Alice se tranquilizar. – Minha jovem se não fosse por sua causa teríamos perdido grandes companheiros de batalha.
Enquanto neste momento Sage conversa com Alice em outro lugar, para ser mais exato estão prestes a entrar na 7º prisão Tenma, Yato e Yuzuriha que se dirigem a uma saboeira que possui frutos que fará os espectros deixarem de ressuscitar, mas chegando a saída são surpreendidos por Cérbero que os ataca.
Continua...
Fale com o autor