Notas iniciais
Heey! Pessoal, obrigada por estarem gostando da fic! Ficamos muito felizes com os comentários XD Espero que gostem do meu primeiro capítulo aqui!
~Carol

Carollyn Black

Sinceramente, essas pessoas de hoje em dia não tem mais bom senso. Comer sushi? Esse mundo está indo buraco a baixo!

Depois que Debby e eu nos livramos no conteúdo maligno, fomos para a aula de montaria. Sim, temos pégasos. Não gosto muito deles, sei lá, são como cavalos que voam e podem soltar dejetos na sua cabeça enquanto estão no ar.

Nojento.

Quando chegamos a pista de montaria, pudemos ver a treta chegando. Literalmente.

– CAROLLYN BLACK! — gritou Drake Tarly furioso vindo até Debby e eu.

– Eu vou indo — Debby disse saindo de fininho. Amor de amiga é tudo na vida.

Coloquei as mãos na cintura e encarei-o.

– Olá — falei com todo o meu tom sarcástico — Porque tão irritado, querido?

– PORQUE VOCÊ ESTRAGOU A MINHA CELA? — gritou ele como se mandasse em alguma coisa, coitado.

– Mas eu não estraguei a sua cela.

– ELA TEM MARCAS DE DENTES DE TUBARÃO!

– E?

– VOCÊ TEM DOIS TUBARÕES!

– E?

– VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO? EU...

– Calma, flor — falei levantando uma mão, ele se calou furioso — Talvez eu tenha dado a sua cela aos meus bebês, talvez eu tenha feito isso porque é muito engraçado te ver irritado e talvez eu esteja usando “talvez” demais nessa frase, mas a realidade é: Eu não me importo com a sua cela. Arrume outra. Tenha um bom dia.

Ele me encarou com os punhos cerrados. Quase tive certeza que uma margarida ia brotar do meu ouvido, mas isso não aconteceu. Drake é filho de Clóris, deusa grega da primavera e dos campos, e se irrita quando nós o chamamos de maricas por causa disso. Vários garotos já foram parar na enfermaria com brotos de feijão nascendo no estomago. Foi muito legal.

Drake respirou fundo e contou até dez.

– Você é a única que me irrita nesse acampamento — ele disse ainda irritado.

– Obrigada! — sorri e saí saltitando para os estábulos.

Escolhi um dos pégasos. Era marrom com pintas brancas. Montei-o e fui para perto de Ally e Becky, que tinham uma discussão super interessante sobre como a bunda daquele garoto de Eros era maior do que a delas. Mereço.

– Boa tarde, pessoal! — exclamou nosso instrutor de montaria que eu sempre insisto em esquecer o nome — Essa tarde vamos praticar o duelo montado! Deverão lutar contra um adversário enquanto estão montados em pégasos. Irei escolher dois voluntários!

Abaixei os olhos e me encolhi para o professor não me escolher. Mas, infelizmente, eles sempre escolhem a pessoa que evita contato visual.

– Carol Black, pode vir aqui? — ele perguntou amigável.

Me senti tentada a dizer não e sair voando por aí com o meu pégaso, mas dei de ombros e trotei até o centro da arena. Sammy sorriu me encorajando, mas não funcionou nem um pouco. Para mim, pareceu um sorriso do tipo Há há! Você se ferrou, não eu! Mas sei que Sammy não faria isso, faria?

– Natasha! — chamou o professor.

Natasha veio montando triunfantemente. Minhas amigas começaram a gargalhar e sorri para elas. Seria uma pena se Natasha caísse do pégaso direto para o mar gelado, não seria? E seria uma pena maior ainda se viesse um tubarão, não seria? [N/Debby: Às vezes essa garota me assusta] O que? Eu sou legal! Minha mãe que disse! [N/Debby: Sua mãe é a deusa dos monstros marinhos] … Calada, Debby.

O professor contou até três e apitou. Os pégasos subiram no ar e tirei minha espada da bainha. O ar estava tão gelado que arrepiou a minha nuca, mas ataquei. Natasha até conseguiu defender os golpes, mas se atrapalha com o pégaso. Ela era melhor com o arco e flecha.

A luta deve ter durado uns cinco minutos até a vadia resolver apelar. Ela se afastou, tirou algo da bolsa e voltou para perto. Não consegui ver o que tinha em mãos, mas Natasha espirrou aquilo na minha cara. Tossi e cuspi, pensando que fosse veneno, mas depois percebi que era somente um perfume tão vagabundo que irritou meus (não tão) puros olhos.

E para completar minha sorte milenar: Eu caí do cavalo. Tipo, literalmente. O pégaso até tentou me pegar, mas eu caia rápido demais. E, inesperadamente, Drake Tarly se adiantou e evitou minha queda me pegando em seus braços.

[N/Sammy: Legal, agora conta o que realmente aconteceu]

Affe, que menina chata do Hades. Eu estou deixando as coisas mais bonitas!

[N/Ally: Nem Zeuza deixa as coisas mais bonitas do que realmente foi.]

Nem sei porque dou atenção ao recalque. Enfim, o que realmente aconteceu:

Eu estava caindo e Drake tentou me pegar, mas eu caí em cima dele o jogando no chão e quebrando sua perna. Mas, ei! Meu braço também quebrou!

– Oh deuses! — gritou Becky — Os dois estão desmaiados! Se a Carol tivesse desmaiado, o Drake faria a respiração boca a boca. Se o Drake tivesse desmaiado, Carol faria nele. Mas os dois desmaiados? Quem vai fazer boca a boca em quem?!

– Eu faço no Drake! — ofereceu Natasha descendo do pégaso.

– Saí, vadia — Ally estalou os dedos na cara dela. Senti a treta chegando.

– SERÁ QUE DÁ PARA ALGUÉM NOS LEVAR PARA A ENFERMARIA LOGO? — gritei.

– Oh, pois sim — Debby foi até Drake — Eu te levo pela perna e...

– NÃO TOQUE NA MINHA PERNA!

– Ah é, desculpa.

No fim da confusão, Sammy e Becky me carregaram numa maca e Dean e Arty carregaram Drake em outra. Sammy me jogou como um saco de farinha na cama da enfermaria. Xinguei-a de todos os nomes que conhecia, e olha que são muitos.

(Vou pular a parte em que eu gritei, esperneei e corri dos enfermeiros por toda a enfermaria. O que? Eu tenho medo de agulhas! )

Depois da Sammy me dar um mata-leão, os enfermeiros enfaixarem meu braço e eu acordei duas horas depois xingando tudo e todos, minhas amigas vieram me visitar. Oh, sim, minhas amigas e a Felícia, a Miss Simpatia. Odeio simpatia.

– Ai, Carol, que tudo! — exclamou Felícia quando entrou saltitando na enfermaria — Fiquei tão tão feliz quando soube que você vai melhorar! Bem, eu também fiquei tão tão triste quando você ficou dodói!

Encarei-a descrente, tentando descobrir se a jogo para Cece e Tyler ou se lhe dou um tapa na cara por ser tão idiota.

Olhei pela janela, já estava anoitecendo. Todas as minhas amigas começaram a falar juntas e como eu não consegui acompanhá-las, só concordei educadamente com a cabeça. Becky disse que já estavam reunindo forças para escrever “Queen of Bitches” por toda a cara da Natasha durante a noite. Sammy discursou sobre planos de vingança. Debby bradou por sangue. Ally comentou como a lua estava bonita.

Na hora do jantar, todas se despediram e foram jantar. Meu estomago roncou e os enfermeiros só tinham deixado umas barrinhas de cereais mixurucas para mim. Peguei ambrósia, engoli e saí andando sem que ninguém notasse, já que eu só poderia sair da enfermaria amanhã de manhã. Meu braço parou de doer, então joguei a tala longe.

Aí eu me arrependi, meu braço começou a doer e coloquei a tala de volta.

Eu realmente estava indo para o dormitório, mas pressenti alguma coisa. Em relação aos meus bebês. Saí correndo para a piscina e encontrei Tyler dormindo tranquilamente, mas Cece...

Ally e Debby me encontraram ali, meia hora depois, sorrindo para os tubarões.

– Carol! — exclamou Debby — O que...?

– O que é isso? — perguntou Ally.

Sorri e virei-me, com o tubarão filhote alinhado nos meus braços.

– Cece estava grávida, não sei como não percebi — falei — Temos um novo membro para a família. Dêem olá para o Freddie!