Notas iniciais
Primeiramente, muito obrigada pelos comentários e incentivos! Fico extremamente feliz ao lê-los.
Segundo, não esqueçam de mandar as aparências e estilos musicais de seus personagens para mim :D
Terceiro, eu estou tentando responder todos os reviews, mas meu tempo também é meio limitado.
Quarto, como vocês conseguiram adivinhar todos os nomes da lista, já escrevi mais um capítulo. YEY! Espero que gostem!
Divirtam-se!

GLEE CLUB

LISTA DE INSCRIÇÃO

AUDIÇÕES: 17/11/13 (terça feira)

LOCAL: AUDITÓRIO

HORÁRIO: 3h30 p.m.


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PROFESSOR: SEAN CONNOR


Sean olhou a folha que acabara de fixar no mural da escola extremamente satisfeito consigo mesmo. De algum modo — que ele ainda não havia entendido por completo -, ele conseguira convencer o Diretor Stevens a deixá-lo reativar o Glee Club. Teve de fazer um acordo, onde Sean venderia suas horas-extras de trabalho para pagar as despesas do clube. Ele aceitou sem pensar duas vezes sobre o assunto.

Andara observando os alunos de Lima High e notara que havia um alto índice de implicância e distanciamento entre os alunos. Um nível que ultrapassava o da normalidade de implicância entre os adolescentes e eram poucos aqueles que protestavam contra isso.

Sean confiava puramente que grande parte dos problemas relacionados à bullying seriam resolvidos através do Glee Club. “Ao menos foi assim na minha época, ele pensava. O Glee Club ajudou muita gente no meu tempo.

E foi por exatamente este motivo que ele saiu radiante do corredor, animado com as audições dali duas semanas.

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– Hey, garotas! – Camila as chamou, entusiasmada. – Olhem só: vão reativar o Glee Club e estão abrindo os testes! Nós temos de participar! – ela sorriu para Liz e Hanna. – Vai ser super divertido! O que vocês acham?

“Bem”, Liz pensou, “eu sempre quis cantar em alguma banda... Mas acho que talvez em um coral seja melhor por enquanto. Assim ganho o benefício de fazer novos amigos. Certo?”

– Ok. Eu estou dentro – Liz sorriu para a garota.

– Ah! Ótimo! – ela deu pulinhos. – E você, Nanis?

– Ahn... – Hanna parecia estar sofrendo algum tipo de conflito interno; não tinha certeza de que essa era uma boa ideia. — Acho que sim também – ela sorriu de canto, tentando parecer segura.

Camila deu um gritinho entusiasmado e anotou seu nome na lista, sendo seguida por Hanna e Liz.

– Isso vai ser ótimo! Preciso achar meu irmão e convencer ele a entrar também. Vocês querem vir comigo? Acho que ainda não o conhecem, ‘né? – foi andando, sendo acompanhada pelas outras.

– Não, ainda não – Hanna respondeu. – Quantos anos ele tem?

– 16, vai fazer 17 esse ano – ela respondeu. – Ah, lá está ele. Hey, Louis!

O garoto estava parado em frente a seu armário, conversando com David, e se virou ao ouvir seu nome.

– Oi?

– Oi, Louis. Oi, David – ela sorriu. – Essas são minhas amigas Liz e Hanna. Hanna, Liz, esse é meu irmão Louis e esse é o David.

– Olá... – Hanna sorriu meio tímida.

– Oi, tudo bem? – Liz comprimiu os lábios num sorriso e acenou de leve com a mão.

– Oi – Louis assentiu com a cabeça.

– Olá – David acenou de leve.

– Pronto, apresentações feitas. Agora, você precisa ver isso! Vem! – Camila puxou Louis pela mão ao quadro onde se encontrava a lista.

Liz e Hanna foram andando ao lado deles e David os seguiu uns dois passos atrás.

– Calma, Kaki. Não precisa arrancar meu braço.

Ela revirou os olhos e apontou a lista de inscrição, sorrindo.

– Glee Club? Você quer participar do coral da escola? – ele ergueu as sobrancelhas.

– Sim! E você vai participar comigo! – ela deu um sorriso digno de uma propaganda de pasta de dente.

– Ahn... Acho que não, Kaki.

– Aaaaaah, por favor! – ela fez um biquinho. – Por favorzinho! Eu quero meu irmão ali comigo.

Ele suspirou. – Tudo bem, tudo bem. Duvido que eu vá passar no teste de qualquer jeito – e escreveu seu nome na lista. – Não quer se juntar a mim, David?

– Não, obrigado – o loiro franziu o cenho. – Não teria tempo para isso nem se eu quisesse.

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– Você viu? Vão reativar o Glee Club.

Hector estava distraído, tirando alguns livros de seu armário, quando ouviu alguém falando isso pelo corredor. Quase pensou em parar a pessoa para pedir mais informações, mas resolveu ir direto à fonte: o quadro de avisos.

Hm, então é verdade. Vão mesmo reativar o Glee Club. Olha, tem algumas pessoas inscritas já... Camila, Hanna, Liz e Louis. Será que isso é um sinal divino para o meu desejo de ter um grupo novo no colégio?” Ele franziu o cenho, achando muita coincidência que ainda ontem estivera pensando em ingressar em algum outro grupo do colégio além do time de futebol.

Resolvera não se inscrever — não o animara muito a ideia de “ficar cantando e dançando o dia inteiro” -, então fora direto para sua aula de Matemática, porém, ficara pensando a aula inteira sobre o clube, e a professora tivera de chamar três vezes seu nome para que ele respondesse à chamada.

Bem, mamãe sempre diz que eu canto bem. Se bem que provavelmente ela só diz isso por ser minha mãe. Hm... mas minha irmã também diz isso. Tudo bem que eu só canto no chuveiro, então não sei se conta para alguma coisa.

A professora começou a dar algumas explicações básicas sobre os conteúdos que seriam ministrados no ano e em seguida os passou no quadro. Hector copiava tudo sem prestar atenção ao que escrevia.

“Conteúdos para o 1º Bimestre

Determinantes

Sistemas de Equações Lineares

Análise Combinatória”

Hipoteticamente falando... Que música eu cantaria na audição? Talvez alguma do The Offspring ou talvez Aerosmith.

“Avaliações:

→ 1 trabalho (com 4 alunos)

→ 1 trabalho (com 2 alunos)

→ 1 avaliação (individual e sem consulta)”

O que o pessoal do time acharia disso?” Ele suspirou. “Ah, quem liga para o que eles pensam? São uns trogloditas, não entendem nada de cultura.

E foi com esse pensamento que, no horário do almoço, Hector assinou seu nome na lista de inscrição, resolvendo de uma vez por todas aceitar quem realmente é.

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Blender jogou sua mochila em cima da carteira e desabou na cadeira. “Ótimo. Mais um ano preso nessa escola. Pelo menos consegui sobreviver um ano sem ser expulso.” Ele colocou os fones de ouvido e ligou a música no último volume. Realmente não o interessava em saber o que se passava ao seu redor. Preferia ficar distanciado dos outros. Essa atitude já se tornara rotineira para ele. Apesar de ser um garoto que geralmente exibia uma fachada alegre e extrovertida, na maioria dos dias ele se sentia cansado e desmotivado.

Desnecessário copiar essa matéria, não vou usar isso na minha profissão. Seja lá qual for ela.

Ele tirou o caderno e o penal de dentro da mochila e começou a rabiscar alguns desenhos aleatórios na última folha.

Às vezes eu queria que tudo desaparecesse.

Ele desenhou um pequeno furacão, com várias folhas e objetos voando ao redor, sendo arremessados aos ares pelo vento forte.

Na verdade, acho que eu queria desaparecer. Seria tudo tão mais fácil. Meus pais não teriam mais de se preocupar com ‘o que o Blender vai aprontar agora’ e ‘em qual escola ele vai estudar agora?’. Queria sumir.” Ele suspirou. “Queria que essa culpa sumisse.

Ele desenhou uma cruz, um peixe, um olho.

E se eu simplesmente morresse? Se eu fosse atropelado por um carro ou levasse um choque?

Levantou o olhar, fixando-o nos carros lá fora no estacionamento.

Talvez eu devesse me jogar em frente a um carro e acabar com isso de uma vez por todas.

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Sean saíra de sua sala para o horário do almoço e no caminho à sala dos professores, parou em frente ao quadro de avisos e ficou feliz ao constatar que cinco pessoas já haviam se inscrito.

Eu estava certo”, ele pensou, “os alunos precisam de um grupo que os aceitem pelo que são. Foi assim no meu tempo e certamente é assim agora.

Ele entrou alegre na sala dos professores e sentou-se em uma mesa, tirando um livro e um caderno e começando a fazer algumas anotações.

– O que você pensa que está fazendo? – ele olhou para cima e viu um homem com roupas esportivas e um apito ao redor do pescoço. O treinador.

– Ahn... Anotações.

– Não isto – ele apontou grosseiramente os livros de Sean. – O que você pensa que está fazendo ao reativar o Glee Club? O diretor concordou com isso?

Sean franziu as sobrancelhas. – Sim, ele concordou.

O homem riu em escárnio, mal deixando o outro terminar de falar.

– E com que dinheiro ele pretende bancar esse clube de maricas?

– Desculpe-me? – ele franziu o cenho e levantou-se. – Clube de maricas? – ele olhou o crachá do homem. – Johnson? Edward Johnson?

– Exatamente – ele ergueu uma sobrancelha e empertigou-se, estufando o peito.

– Você estudava aqui, não estudava? Eu me lembro de você – Sean estreitou os olhos. – Você e o resto do time de futebol eram o motivo de eu acordar todo dia de manhã desejando não ter de vir à escola. E agora eu vejo que a mesma atitude estúpida de valentão continua – ele estreitou os olhos. – É isso que esta escola está passando aos alunos? Não me surpreende que eles estejam tratando uns aos outros desta maneira.

Sean sentou-se novamente em sua cadeira, voltando às suas anotações.

– Mas uma coisa eu posso te afirmar, meu caro Edward: desta vez, você pode atacar, mas pode ter certeza de que eu não vou pensar antes de revidar.

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– Então... O Glee Club?

David estava sentado com Louis em uma mesa do refeitório, fazendo alguns exercícios de Matemática Avançada. “Brincadeira de criança”, ele sempre falava.

– Nem me lembre disso – Louis suspirou.

– Você obviamente não quer fazer isso, então para quê fazer?

– Você não entende. Preciso fazer isso pela Kaki. Depois de tudo que ela passou com a morte da mamãe, ela merece ser feliz também.

– É. Ela merece – David falou sem pensar.

Louis riu de leve. – Sabe, você é um cara “tão fechado” e “todo sério” – ele falou em tom de deboche -, e às vezes tem esses momentos melosos quando se trata da minha irmã.

David revirou os olhos, resolvendo deixar essa passar.

– Só te digo uma coisa: — Louis falou sério, — se você a machucar, você apanha – e deu um soco leve no ombro do amigo.

Ele sorriu, encolhendo um pouco o ombro. – Não vou machucar ela, não se preocupe.

– Machucar quem? – Camila perguntou, parando em frente à mesa com uma bandeja nas mãos. – Podemos sentar com vocês? Não tem mais nenhuma mesa vazia.

– Claro – David respondeu e puxou a cadeira ao lado dele para ela.

– Obrigada – ela sorriu e sentou, começando a comer. – E aí, como estão sendo as aulas?

Hanna e Liz pararam ao lado deles, ambas com bandejas de comida nas mãos.

– Podemos? – Hanna perguntou meio incerta.

– À vontade – Louis sorriu de leve e deixou de lado seu exemplar de Harry Potter que sempre carregava consigo. – As aulas estão tranquilas. E as de vocês?

– Estão boas – Hanna suspirou. – Dentro do possível.

– Nós demos sorte em encontrar outras pessoas na mesma situação que a nossa – Liz sorriu para as garotas, que retribuíram o sorriso.

– Eu fiquei muito feliz em conhecer vocês – Camila sorriu.

– Quanta melação – David franziu o cenho, falando sem nem ao menos erguer os olhos do papel.

– Ai... Desculpa – ela encolheu os ombros e voltou a comer.

Louis ia abrir a boca para falar alguma coisa, porém interrompeu-se ao ouvir agitação no corredor.

Todos se levantaram de suas respectivas mesas e saíram do refeitório para ver o que estava acontecendo.

Havia um grupo de jogadores de futebol dispostos em um semicírculo em frente ao quadro de avisos. Cada jogador segurava em uma das mãos um grande copo de plástico.

O que estava bem em frente à lista do Glee Club começou a falar:

– Camila, Liz, Hanna, Louis, e... Hector? – ele estranhou um pouco ao ver o último nome na lista, porém olhou para a pequena multidão que se formara, esperando que algum dos citados acima estaria presente.

– Vejam só o que vai acontecer com vocês se entrarem no clube de maricas.

E foi com essa deixa que todos os jogadores atiraram raspadinhas de todos os sabores e cores na lista de inscrição para o Glee Club.

Seguiu-se um silêncio, onde ninguém ousou falar nada – a maioria por medo de apanhar.

– E esse vai ser só o começo! – era o mesmo rapaz que no dia anterior havia jogado um aluno na lixeira.

Hanna arregalou levemente os olhos.

É isso que nos espera?

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Sean Connor, Edward Johnson e o Diretor Carl Stevens encontravam-se reunidos na saleta do diretor, discutindo – para não dizer “brigando” – sobre o que acontecera na hora do almoço.

– É um absurdo que os alunos se tratem dessa maneira! – Sean ia dizendo. – A escola não tem nenhuma política contra isso? O time de futebol deveria ser punido por isso! Além disso, ontem mesmo eu os vi atirando um garoto mais novo na lixeira.

– Você tem alguma prova disso? Acho que não – o treinador Johnson rebateu. – E não é possível castiga-los, o campeonato regional está logo aí e eu preciso dos meus garotos em forma!

– O campeonato regional é mais importante do que a integridade dos alunos que todos os dias são inferiorizados por outros alunos?! – Sean perguntou retoricamente, extremamente indignado com a audácia do treinador.

– Sim – ele respondeu e sorriu.

Sean olhou para o diretor, a fim de que ele tomasse alguma providência, mas ele apenas encolheu levemente os ombros e soltou um muxoxo.

– Desculpe, Sean.

O homem saiu irritado da sala. Tudo que acontecera no seu tempo de adolescência estava se repetindo e ele não estava conseguindo impedir. Jurara a si mesmo milhares de vezes que se voltasse àquela escola, ele poria um fim nisso.

O treinador Johnson o seguiu, exibindo um sorriso vitorioso no rosto.

– Sabe, quando você disse que estudou aqui no mesmo período que eu, eu não consegui me lembrar de você, mas agora eu lembro – ele sorriu malicioso. – Ainda chateado por ela ter escolhido ir ao baile comigo e não com você?

– Isso não vem ao caso! – Sean segurou-se para não gritar. – Eu sei que foi você que planejou isso. “Clube de maricas”? Eles não teriam a capacidade de pensar em algo do tipo.

– Foi você quem provocou isso, falando aquelas coisas para mim na sala dos professores. E mais uma vez, eu digo: você não tem como provar – ele sorriu e foi andando pelo corredor.

Neste momento Sean fez um acordo consigo mesmo: não importava como, mas ele faria o Glee Club brilhar.

Eu só espero que isso não tenha assustado muito eles.

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Outra folha fora colocada no lugar da manchada, e os nomes foram reescritos. Não pelos próprios alunos, mas pela secretaria, que repôs a lista.

O clima ficou meio tenso em Lima High depois da ameaça pública do time de futebol ao nem criado ainda (diga-se de passagem) Glee Club.

Liz cogitava seriamente a ideia de desistir disso, mas se sentiria mal por deixar suas novas amigas sozinhas e foi somente por esse pensamento que não riscou seu nome da lista.

Hanna não sabia ao certo por que continuaria a tentar participar do Glee Club, mas resolvera não falar nada. Talvez lá no fundo ela soubesse o real motivo (motivo que possui nome próprio).

Camila, por outro lado, não deixaria nada abalar sua fé de que o coral era “a melhor ideia do mundo!” e já estava pensando em qual música iria cantar. Não poderia negar, sentira-se um pouco amedrontada com as palavras e atitudes dos jogadores de futebol, mas acreditava que tudo isso valeria a pena.

A única coisa em que Louis conseguia pensar era se participar do Glee Club impediria que ele conseguisse participar do time de futebol. Estivera pensando essa ideia o verão inteiro e realmente queria pô-la em prática.

Hector achara que – de algum modo divertido – essa seria uma boa oportunidade de desafiar os jogadores de futebol. “Quem sabe desse jeito eles entendam que não são a última bolacha do pacote.

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Josh e Valentina estavam na aula de Inglês e trocavam bilhetinhos, conversando sobre o ocorrido na hora do almoço.

Vale: “vc viu o que o time fez?

Josh: “sim! fiquei espantado. vou ficar surpreso se alguém ainda quiser participar do coral depois disso

A garota franziu as sobrancelhas de leve. “Melhor não contar a ele que essa ideia passou pela minha cabeça.

Vale: “pois é...

Josh estava pronto para respondê-la, mas foram repreendidos pelo professor, que ameaçou ler o bilhete para toda a turma.

– Conversamos no treino – o garoto sussurrou para ela.

Ela assentiu com a cabeça e começou a copiar a matéria que o professor passava no quadro.

Eu sou a única que acha que o que o time de futebol fez foi errado?

“Assuntos para o Bimestre: ...”

Quero dizer, eu fico pensando... Por que o time fez isso? Eles se sentiram tão ameaçados assim?

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Lucinda comia um pacote de bolacha e perdera a conta dos minutos em que estivera parada em frente à lista de inscrição para o Glee Club, pesando os prós e contras de se entrar nesse grupo. “Tudo hipoteticamente falando, é claro,” ela dizia, “essas coisas de cantar em grupo são coisas de perdedores.

Depois que o time de futebol declarou guerra contra o coral, Lucinda começou a pensar a respeito de juntar-se ao clube.

Parecia uma ideia meio louca, afinal, a maioria das pessoas pensaria o contrário, porém, para Lucy, essa era a oportunidade perfeita de ir mais uma vez contra o sistema e rebelar-se contra os favoritos da escola.

Essa é uma bela ideia, não? Mas por outro lado, eu teria de ser obrigada a ficar dançando e cantando músicas toscas com outras pessoas.

Ela suspirou.

Bem, ninguém disse que sou obrigada a me socializar, certo?

Ela respirou fundo e mordeu o lábio.

– Que se dane – ela deu de ombros e assinou seu nome na última linha da lista.

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Blender xingava mentalmente o time de futebol. Achara um absurdo o que eles fizeram, apesar de não se importar com o Glee Club em si.

Não é isso que me interessa, mas sim a atitude desses brutamontes estúpidos.

Cogitara entrar no novo coral da escola, porém, não sabia ao certo o que seus pais achariam disso. Blender sentia essa necessidade de provar-se para os pais.

Vou conversar com mamãe sobre isso.”

Ele saiu do colégio, arrumando a mochila nas costas e rumando para o ponto de ônibus, quando sem querer atropelou uma garota.

– Meu Deus, me desculpe – ele se apressou a falar, segurando ela pelo cotovelo para não cair.

– Ah... Tudo bem – a garota corou levemente pelo susto.

– Desculpa – Blender comprimiu os lábios e sentou-se no banco, tirando os fones de dentro da bolsa e, antes de conectá-los no aparelho e em seguida coloca-los nos ouvidos, ouvira outra voz feminina perguntando à garota “Liz, você está bem?

Ele ligou a música no último volume e olhou o movimento dos carros, novamente pensando em se jogar em frente a um deles.

Notas finais
Então, a lista de inscritos nesse capítulo é: Camila, Liz, Hanna, Louis, Hector e Lucinda o/
Faltava sim uma letra para poder formar todos os nomes, mas era possível escrever "Liz". Deixei como uma pegadinha ;D
Espero que tenham gostado do capítulo e continuem acompanhando a fic.
Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.