Notas iniciais
✨Oieeeeeeee, tudo bem? Antes de mergulhar no Capítulo 5… Se você está vivendo cada emoção ao lado de Bella e Edward, não esqueça de comentar ao final 💬 Sua reação, sua teoria e seu sentimento fazem toda a diferença. E se puder, compartilhe a história com alguém que ama romances cheios de intensidade e nostalgia 🤍

(Final de outubro de 1959)

O outono tinha transformado a cidade em tons de cobre e dourado. As árvores pareciam incendiar-se sob o céu pálido, e o ar trazia aquele frio fino que obrigava os casacos a saírem do armário e aproximava as pessoas sem que percebessem.

Bella sentia que o mundo estava mudando.

E não era só por causa das folhas caindo.

—

O carro de Edward estava estacionado no ponto mais alto da cidade, onde as luzes pareciam pequenas estrelas espalhadas sobre a escuridão. O rádio tocava baixo, quase um sussurro, enquanto o vento batia de leve contra as janelas fechadas.

Bella estava sentada no banco do passageiro, mas não exatamente distante.

As pernas dela estavam viradas na direção dele. O joelho tocava a coxa de Edward. A mão dele repousava firme sobre a dela.

Eles haviam aprendido a se tocar sem pedir permissão.

— Está frio? — ele perguntou.

— Um pouco.

Ele tirou o próprio casaco e colocou sobre os ombros dela. O gesto era simples, mas os dedos dele demoraram um segundo a mais ao deslizar pela pele exposta do pescoço dela.

Bella prendeu a respiração.

Edward percebeu.

O silêncio entre eles não era vazio. Era carregado.

Ela ergueu o olhar devagar, encontrando os olhos verdes dele iluminados apenas pela luz distante da cidade. Havia algo diferente ali — menos inocência, mais consciência.

— Você está pensando demais — ela murmurou.

— Sempre penso demais quando estou perto de você.

Bella sorriu de canto.

— E o que exatamente você está pensando agora?

Ele inclinou-se devagar. Não havia pressa. Nunca havia pressa com Edward.

— Que é difícil ser um cavalheiro quando você me olha assim.

O coração dela bateu mais forte.

— Eu não estou fazendo nada.

— Está respirando — ele respondeu baixo.

A mão dele subiu da dela até a cintura, firme, mas hesitante no limite. Bella deslizou os dedos pela nuca dele, sentindo os fios macios, aproximando-o.

O beijo começou suave.

Sempre começava assim.

Mas não demorou.

O frio do lado de fora contrastava com o calor que crescia dentro do carro. As mãos exploravam com mais coragem — ainda respeitosas, mas menos contidas. O toque dele na curva da cintura dela fez Bella arquear levemente contra ele.

O banco rangeu quando ela se aproximou mais.

Edward interrompeu o beijo por um segundo, apoiando a testa na dela.

— Bella…

Era um aviso. Um pedido de controle.

Ela deslizou os dedos pelo maxilar dele.

— Eu confio em você.

Aquilo era mais perigoso que qualquer provocação.

Ele voltou a beijá-la, dessa vez com mais intensidade, os lábios marcando território, mas ainda dentro da linha que ambos temiam cruzar. A mão dele subiu pelas costas dela, sentindo a pele aquecida sob o tecido fino.

Quando ela ofegou contra a boca dele, Edward parou novamente.

— Se continuarmos… — ele começou.

— Eu sei — ela sussurrou.

E eles sabiam.

Ficaram ali por alguns minutos, abraçados, o coração acelerado tentando voltar ao ritmo normal, olhando as luzes da cidade como se precisassem lembrar que o mundo ainda existia.

—

Mas o mundo existia.

E ele estava mudando.

No rádio, dias depois, as notícias começaram a circular com mais frequência. Comentários sobre tensões internacionais, movimentações militares, discursos políticos. Palavras como “conflito”, “aliança” e “possível mobilização” passaram a fazer parte das conversas no mercado, na barbearia, na escola.

Os homens falavam mais baixo.

As mulheres escutavam mais.

—

O jantar de Thanksgiving chegou com a casa dos Swan cheia novamente. A mesa era longa, decorada com folhas secas e velas. O cheiro do peru assado misturava-se ao de torta de abóbora.

Mas havia uma tensão invisível naquela noite.

Charlie estava mais calado.

Depois da sobremesa, ele limpou a garganta.

Renée percebeu antes de todos.

— O que foi?

Ele segurava um envelope nas mãos.

— Recebi hoje.

Silêncio.

Bella sentiu o estômago gelar.

— Convocação.

A palavra caiu pesada sobre a mesa.

Renée levou a mão à boca.

Esme automaticamente segurou a de Carlisle.

— Ainda não é imediato — Charlie explicou. — Mas preciso me apresentar para treinamento preliminar.

Bella ficou de pé.

— Não.

Foi automático. Infantil. Desesperado.

Charlie olhou para a filha.

— Isabella.

— Você não pode ir.

— Eu não escolho isso.

Renée já chorava em silêncio.

Esme, pálida, apertava os dedos contra os lábios.

O pensamento era inevitável.

Se a guerra realmente começasse…

Emmett.

Jasper.

Paul.

James.

Edward.

Os olhares das mães se cruzaram, e não era preciso dizer nada.

Edward buscou a mão de Bella sob a mesa.

Ela estava fria.

— Isso não significa que todos serão chamados — Carlisle disse, tentando manter a razão acima do medo.

Mas ninguém ali acreditava completamente nisso.

—

Mais tarde, no quintal, Bella ficou sozinha por alguns minutos.

Edward aproximou-se devagar.

— Eu não vou deixar nada acontecer com você — ele disse.

Ela virou-se para ele, os olhos brilhando.

— Não é sobre mim.

— É sobre nós.

Ela respirou fundo.

— Promete que, aconteça o que acontecer, você não vai deixar seus sonhos morrerem por causa disso?

Ele segurou o rosto dela com as duas mãos.

— Meus sonhos começam com você.

Ela fechou os olhos, inclinando-se para o toque.

Naquele momento, o mundo parecia à beira de algo grande e assustador. Mas ali, entre o frio do outono e o medo da guerra, havia algo que crescia mais forte que qualquer incerteza.

Eles ainda eram jovens.

Ainda eram apaixonados.

E ainda acreditavam que o amor poderia sobreviver ao que viesse.

Mesmo que o mundo estivesse prestes a provar o contrário.