The Little Librarian
15 Some Special Stuff - Xmas Special
Notas iniciais
Pov. Becky:
Era incrivelmente acolhedor o som da TARDIS se materializando em um novo lugar, talvez minha ansiedade não fosse só por isso, mas sim por estar fazendo algo que eu sabia que deixaria meu pai feliz
Corri em direção a porta e a abri, vendo o céu estrelado a minha frente, sorri para o meu pai e sai, assim que ele saiu, logo em seguida, pude ver que ele havia reconhecido o lugar
—a colina Mott...- falei, mesmo sabendo que ele já sabia o nome do lugar— é melhor subirmos
Ele assentiu em silêncio e segurou minha mão, guiando o caminho, mesmo antes de completarmos a subida pude ver um homem, de aparência idosa, olhando as estrelas com um telescópio , mas assim que ouviu nossos passos direcionou seu olhar para nós e quase derrubou o telescópio ao se levantar e vir em direção ao meu pai para abraço — lo, ambos tinham lágrimas nos olhos, pois ambos tinham algo em comum.
Ambos conheciam uma pessoa, ambos haviam sofrido pelo que teve de acontecer a ela, mas também ambos haviam visto guerras, haviam sofrido e perdido muito com elas, mas mesmo assim sempre foram capazes de sorrir depois de tudo.
—e como está Donna? — meu pai perguntou quando o abraço foi desfeito, Wilfred balançou a cabeça negativamente, com uma expressão triste, meu pai pareceu entender e olhou para mim
— bom, Wilf essa é minha filha Becky, Becky esse é Wilfred Mott
—eu sei quem ele é! - afirmei sorrindo, abri a bolsa que sempre carrego comigo e tirei o diário que estava dentro dela— existem muitas páginas que falam do senhor, senhor Mott
Wilf pareceu perceber de quem era o diário em minha mão, logo meu pai também percebeu e me deu um olhar repreensivo
—estava no quarto dela, a TARDIS meio que me empurrou pra lá — esclareci— e é por isso que viemos aqui, vamos trazer a Donna de volta...
***
Depois de mais alguns minutos de conversa com o avô de Donna, meu pai e eu voltamos para a TARDIS, mal entramos e já colocávamos as coordenadas no console da máquina
—pronta? — ele questionou olhando para mim, assenti sorrindo, ele também sorriu e puxou uma alavanca— ALLONS -Y
Em segundos a nave se desmaterializou e voltou a se materializar, dessa vez meu pai foi o primeiro a ir até a porta, mas não abriu, provavelmente com receio do que aconteceria
—confie em mim pai, não vai acontecer o que você está pensando — falei colocando a mão em seu braço para acalmá — lo, ele passou a mão em meus cabelos e sorriu, coloquei a mão na porta— juntos?
—juntos — abrimos a porta e a nossa frente estava uma casa, comum naquela área de Londres, antes que pudéssemos falar algo ou sair da TARDIS, ouvimos uma voz
—EI, o que vocês estão fazendo no meu...- ela pareceu hesitar por alguns segundos e logo pude ver que ela ia cair ao chão, meu pai pareceu ver o mesmo e correu impedindo que o corpo dela acertasse o chão, fui até ele e sorri
—você vai se impressionar quando eu disser o que está acontecendo...
***
Narrador:
Enquanto isso na biblioteca, os bibliotecários se preparavam para as ocasiões da noite, tanto o natal quanto o aniversário de sua adorada guardiã, Eve Baird, que vinha agindo de maneira um pouco suspeita ao ver de Flynn, seu namorado e parceiro de aventuras.
Flynn também estava agindo de uma forma estranha ao ver de todos, inclusive de Zack, o sátiro que fora obrigado a trabalhar na biblioteca para se redimir de seus crimes
Pov. Flynn:
Eu observava Eve, que parecia mais distraída do que eu, mas mesmo assim ela ainda era capaz de me cativar e povoar meus pensamentos, com a mão em um dos bolsos eu era capaz de sentir a maciez da caixinha de veludo que continha meu futuro
—no que está pensando? — uma voz masculina perguntou atrás de mim, me virei e vi Jacob — então Flynn, no que tanto pensa esses dias?
—no futuro, talvez — voltei a olhar para Eve, que conversava com Cassandra, já voltando as nuvens
—parece mais perto do que nunca — ele falou parecendo distraído também
—mais perto e mais assustador...
***
Pov. Doctor:
Depois de todas as explicações, como a mente de Donna ter se regenerado, uma notícia que foi realmente feliz para mim, e é claro, depois de minha melhor amiga fazer as malas, fomos para a TARDIS e eu já estava me preparando para colocar minha velha nave para funcionar quando alguém cutucou meu ombro, me virei para ela
—hoje sou eu que comando — Becky disse, com um gorro de natal na cabeça, ri e logo senti algo na minha cabeça, me virei para Donna que também usava um gorro, Rebecca fez um sinal para que eu me afastasse e logo colocou a TARDIS para funcionar — vamos entregar alguns presentes...
***
Pov. Becky:
Logo que a TARDIS pousou, fui correndo pra fora e vi um menino correndo pra fora de uma casa com alguns pacotes na mão, ele olhou pra mim e eu sorri
—procurando um lugar pra se esconder amiguinho? — ele assentiu e veio correndo em minha direção — vamos entrar aqui
Abri a porta da máquina e o fascínio em seu rosto era evidente, ele olhou pro meu pai e para Donna, que acenaram para ele, ele olhou pra mim e apontei com a cabeça pra ele entrar, ele logo o fez, fiz o mesmo e fechei a porta
—e qual é o seu nome garotinho? — Donna perguntou carinhosamente
—E...Ezekiel Jones — sorri, pois já sabia quem ele era — sou um ótimo ladrão
—sabemos que é, então por favor, devolva o dinheiro dela e venha aqui — instrui ligando a TARDIS, ele o fez e veio até mim, peguei um dos pacotes e abri, vendo que era um relógio, me abaixei e coloquei no pulso dele, ele sorriu, mesmo que o relógio tenha ficado grande pra ele — eu sou a Becky, aquela é Donna e aquele é o Doctor, e quero que você use esse relógio pra se lembrar dessa noite, okay, se lembre de nós, os seus amigos
Virei a pulseira do relógio e mostrei o número pra ele, dando um sorriso que foi correspondido
—chame quando precisar de ajudar e acredite em mim, você vai — me levantei e desarrumei o cabelo dele, fazendo com que ele sorrisse — pode ir
—venha Ezekiel, vou te mostrar o quarto de balões — falou meu pai, sorrindo, o rosto do garotinho se iluminou e ele correu pra perto do meu pai
—um presente já foi, faltam cinco
***
Pov. Ezekiel:
Eu olhava os segundos passarem no meu relógio, que agora ficava perfeito em meu pulso, sorri como um bobo lembrando da noite de natal em que ganhei o presente, olhei para o número no pulso do relógio
—meus velhos amigos...
Terminei de embrulhar um dos presentes e voltei para o anexo, ainda com a tal noite em minha mente
***
Narrador:
Becky saíra da TARDIS sorrindo com um presente em mãos, embora sendo um pacote pequeno, a garota sabia que isso significaria muito para a pessoa que estaria recebendo o presente, ela aproveitou a árvore ao lado da janela do quarto da garotinha, sabendo que a mesma estaria acordada, deixou o pacote na janela e bateu na mesma, voltando a se esconder em meio as folhas e galhos da árvore
A garotinha no quarto ouvira as batidas na janela e fora até a mesma, secando as lágrimas de tristeza por seus pais terem lhe tirado o pouco em que ainda acreditava, subiu na cadeira já encostada na janela e abriu a mesma, vendo o pacote e um bilhete por cima, pegou ambos e leu o bilhete:
Continue acreditando Cassandra Cillian, a esperança será sua maior aliada
HO HO HO...
Sorrisos surgiram em ambos os rostos, no da Senhora do Tempo em cima da árvore e no da garotinha de cabelos ruivos que colocava o colar que havia ganhado, analisou o número na parte de trás e fechou a janela ainda sorrindo
***
Pov. Cassandra:
Enquanto eu preparava algumas das decorações para a festa de Eve e para o Natal, minha mão pousou em meu colar, sorri, passando a mão nos dizeres e números em relevo na parte de trás do mesmo
Chame quando precisar de ajuda...
Eu havia decorado o que dizia ali, talvez porque me lembrava do bilhete que estava em cima do pacote, porque eu segui aquelas palavras quando me contaram sobre a sentença de morte em meu cérebro, senti uma lágrima descer pela minha bochecha e senti um dedo passar por ela, secando a mesma, olhei para Jake e sorri, o abraçando
Ainda bem que tive esperança...
***
Pov. Donna:
—esse presente é com vocês, já que com esse rostinho...- Becky apontou para o próprio rosto, sorrindo — eu não posso entrar lá
Ela entregou um papel em minhas mãos e sorriu, se distanciando e se sentando no banco do piloto
—vão, aproveitem, vou estar aqui esperando — eu não conhecia Becky muito bem, mas de algum jeito sabia que aquele sorrisinho em seu rosto significava mais do que mostrava
***
Já fazia alguns minutos que o Doctor e eu estávamos no bar quando um rapaz entrou, parecendo estar embriagado há um bom tempo, ele veio em minha direção
—que tal eu pagar uma bebidinha pra você querida? — o bafo de álcool dele podia ser sentido de longe, o Doctor levantou com uma cara de poucos amigos
—quanta ousadia, fique longe da minha garota — ele disse segurando a jaqueta do cara bêbado, o mesmo sorriu e se soltou, dando logo um soco no rosto do Doctor
—ei ei, seja mais educado, sem problemas na noite de natal — um rapaz que parecia ter acabado de completar 21 anos falou, provavelmente aquele era Jacob — deixa a garota do cara em paz
—ou o quê? — o bêbado desafiou, então o rapaz deu um soco nele, iniciando uma briga no bar, o Doctor fez um sinal para que eu entregasse o papel para o barman, eu o fiz e saímos do bar, rindo
—vejo que se divertiram — falou Rebecca ao entrarmos na TARDIS, ela sorriu e se levantou e colocou a nave pra funcionar — animem — se, vamos para uma época adorável
***
Pov. Jake:
Depois de ficar um tempo com Cassie fui atrás de embrulhar os presentes de todos, foi então que percebi que um papel havia caído do meu bolso, me abaixei e peguei, analisando o mesmo, lembrando da noite em que recebi aquele bilhete, sorri
Obrigada pela ajuda, chame quando precisar de ajuda...
***
Narrador:
O Doctor, Rebecca e Donna saíram da TARDIS, vestindo roupas realmente antigas, a garota sorria, pois sabia exatamente onde estavam
—vamos lá, eu disse que era uma época adorável — era evidente que a garota queria rir, pois observava a expressão de nojo no rosto de Donna, afinal, eles haviam "pousado" em um tipo de pântano nojento — vamos, esse presente fará uma grande diferença
Desta vez, o Doctor fora entregar o presente, como uma forma de agradecimento, a um garoto que logo teria grandes feitos, o mesmo ficara confuso quando o Senhor do Tempo lhe entregara um livro com vários tipos de magia, o Doctor sorrira para o menino
—confie em mim, você vai precisar disso um dia Galeas...
***
Pov. Jenkins:
Estava organizando os livros do meu laboratório quando olhei fixamente para o de aparência mais antiga, me lembrando da tarde em que ganhara o mesmo e me lembrando das palavras de quem havia me presenteado, vendo agora a razão de tais palavras, sorri
***
Pov. Becky:
—sabe, eu tenho um horrível costume de ler diários — falei sorrindo e ajeitando a pilha coisas de festa nos meus braços — vamos, temos uma garota de 14 anos que precisa de uma festa
Sai tentando não derrubar as coisas, meu pai tocou a campanhia e uma mulher de uns 30 e poucos anos atendeu
—sim?
—viemos para a festa de aniversário de Eve, ela convidou minha filha para ajudar — meu pai mentiu
A mulher fez uma cara de espanto, mas logo pareceu se lembrar de algo e nos deixou entrar, sumindo de vista logo em seguida
***
Fizemos toda a decoração de festa na sala de jantar da casa de Eve, e logo pais com seus filhos chegaram, já era quase noite quando a mulher que havia nos atendido mais cedo pediu que todos nos escondêssemos
—a boa e velha surpresa — sussurrei e pude ver a garota de cabelos loiros que sabia que era Eve entrar junto com o pai dela, sorri
—SURPRESA!!! — todos gritaram saindo de seus esconderijos e pude ver nos olhos dela, que aquele seria o mais feliz de seus aniversários
***
Pov. Eve:
Enquanto pensava em como contar para Flynn a nova e surpreendente notícia que seria capaz de mudar nosso futuro, eu olhava algumas fotos antigas, sentada na cozinha da biblioteca, parei em uma que me lembrava ser do dia do meu aniversário de 14 anos, sorri lembrando da surpresa
—Eve? — Flynn apareceu na porta, parecendo ansioso e receoso — poderia vir aqui um pouco?
***
Pov. Becky:
—eu já volto, não vou demorar — afirmei saindo de cabeça baixa, analisando o objeto em minha mão e saindo da TARDIS
Pude ver um homem analisando um quadro, fui até ele e olhei para o mesmo quadro
—outro homem perdido? — ele me olhou e assentiu — então é melhor começar a enviar as cartas não é mesmo?
—realmente...- ele olhou para mim novamente — veio pegar aquilo?
—nah, vim entregar um presente — entreguei o relógio nas mãos de Judson — vai ter um rapaz, logo logo, ele vai precisar disso, vai carregar consigo por muito tempo, preciso que entregue isso à ele
Ele assentiu e colocou o relógio no bolso, dei — lhe um abraço e voltei para a TARDIS, com lágrimas de felicidade nos olhos
—vamos, também precisamos aproveitar
***
Narrador:
Flynn e Eve se direcionaram ao anexo, que já estava decorado, mas mesmo assim vazio, Flynn podia sentir suas mãos suarem e suas pernas bambearem, como acontecia toda vez que estava com Eve, mas dessa vez era diferente, estava para definir seu futuro naquele momento
—o que tem para me dizer, Flynn? — a mulher a sua frente perguntou de forma comum, ele pegou a caixa em seu bolso e entregou nas mãos dela, sentindo como se entregasse seu coração e seu futuro a ela, ela olhou para ele, surpresa — o...o que isso significa Flynn?
—e...eu queria que esse dia se tornasse mais especial, é natal, é seu aniversário, e bom, você quer?...- Eve sorriu vendo que Flynn não sabia como continuar a frase
—sim, eu quero Flynn — o homem sorriu, mais feliz do que nunca com a resposta da amada, ele então capturou os lábios dela com os seus, num gesto romântico, que logo foi respondido
Ele colocou a aliança no anelar da mão direita dela, sorrindo, pegou sua outra mão e beijou as costas de ambas, como sempre fazia
—tem uma coisa que preciso te contar — ele a olhou, curioso, ela segurou sua mão e levou a mesma à sua barriga, ele entendeu no mesmo momento
—e...eu v...vou ser pai? — ela assentiu, os olhos de Flynn se iluminaram como nunca antes — isso é ótimo, poderíamos comprar uma casa, não sei, só se...
De repente, Flynn se calou, Eve acabara de puxar — lhe para um beijo, talvez para calá — lo
—Wow — foi a única coisa que ele foi capaz de dizer ao final do beijo, como se ainda estivesse em transe, ela apontou para cima, ele olhou na direção que ela apontava, vendo um ramo de azevinho, ambos riram
Então ele novamente a beijou, como se fosse a última vez, e com a vida que eles tinham, quem saberia se não seria mesmo?...
Fale com o autor