Pov. Eve:

"Conheçam meu suposto pai biológico..."

Becky estava de cabeça baixa como se tais palavras trouxessem um pouco de tristeza e ao mesmo tempo esperança, o desenho na mesa mostrava detalhadamente o homem de quem ela estava falando

http://pre08.deviantart.net/0033/th/pre/f/2015/331/7/0/706ced88b5549afaae8ab5d4811a17e5-d9i6olb.png

—como assim pai biológico? — Ezekiel perguntou logo levando um soco no braço dado pelo Stone — desculpe...

—vocês não tem culpa alguma — ela levantou o olhar do desenho pra ele com um sorriso cansado — eu só preciso descansar um pouco — ela soltou uma risada desanimada — foi um dia e tanto...

Depois de alguns esclarecimentos Flynn, Becky e eu fomos para o nosso apartamento (apartamento esse que ele e eu já dividíamos tinha alguns meses), passando antes, é claro, em uma loja pra comprar algumas roupas para a nossa filha

—bem — vinda — falei assim que chegamos, já de noite, exaustos, fui arrumar o quarto enquanto Flynn ajudava ela a se preparar pra dormir

Pov. Flynn:

Rebecca escovava os dentes distraída, ela parecia carregar um ar entristecido ao completar tal ação

—ele te fez algum mal? — ela me olhou um pouco surpresa com a pergunta — seu pai biológico lhe fez algum mal?

—esse é o problema, eu não me lembro, eu só sei que ele é meu pai — ela esclareceu rapidamente mostrando o que a havia deixado tão triste na biblioteca, assenti compreendendo sua dor — e você, pai? Quando vai propor pra mamãe?

Me surpreendi ao ouvir tal pergunta, o rosto de Becky tinha novamente adquirido um pouco daquela expressão feliz que tinha na exposição

—dentro do seu bolso, o mesmo do convite, eu percebi a caixinha — ambos rimos por tal fato — mamãe vai ficar feliz com isso

—feliz com o que? — Eve indagou se aproximando da porta do banheiro, ficamos em silêncio trocando sorrisos de cumplicidade, ela percebeu — o que vocês estão aprontando?

—nada...- respondi fingindo um tom normal, o que provavelmente fiz muito mal, já que a garotinha riu

Já no quarto, com Becky deitada, contamos uma história pra ela dormir, pelo simples fato de que tendo a profissão que temos nunca sabemos quando teremos essa chance de novo, a chance de ter paz nem que seja por apenas um noite...