The Lion

21 Capítulo XX


Notas iniciais
Vamos matar a saudade... Boa leitura!

– Eu acho que você já bebeu demais. – A voz firme de Jasper Whitlock chegou aos ouvidos de Isabella Swan como um eco distante e apesar do olhar levemente irritado que recebia, a jovem fez um biquinho, que evidenciava a sua embriaguez, e gargalhou quando um copo recém abastecido foi retirado de sua mão. – Já passou da hora do seu show acabar, Estrela.

– Jazz... – Bella se deixou ser amparada pelos braços fortes do amigo e tropeçando o seguiu até a mesa que ocupavam. Mesmo com o olhar desfocado, a morena foi capaz de ver o olhar repreendedor da melhor amiga ao se jogar ao seu lado, em um banco. – Não podemos nos divertir hoje. – A octagon girl continuou, a voz arrastada embora fosse um tentativa de sussurro. – James não vai gostar.

Ao citar o nome do noivo, a modelo pareceu se dar conta de que ele não estava em qualquer lugar ao seu lado e lutou para se colocar de pé. Teria ido ao chão, se Alice e Jasper não a tivessem amparado.

– James? – Ela praticamente gritou. – James?

– Ele foi ao banheiro, Bella. – Alice disse próximo ao ouvido da amiga, com uma mistura de irritação e compaixão por vê-la tão embriagada, o que só evidenciava o desespero interno. – Não há necessidade de fazer um escândalo.

– E se ele me deixar? Alice, e se James tiver ido embora, como ele fez?

– Você é quem deveria deixa-lo. — A irritação desapareceu imediatamente, dando lugar a dor que sempre atingia o coração da esposa de Jasper, ao constatar o tamanho do estrago que Edward havia causado em sua melhor amiga. – Mas ao que parece não vai fazer isso, então não se preocupe, James não te deixaria nem mesmo se você quisesse isso.

Sim. Isabella tinha lhe contado da fracassada tentativa do Campeão de deixar a casa onde viviam, mas Alice sabia que, no fundo, ele não passaria do portão. Era obcecado demais pela noiva para deixa-la. Sempre considerou essa situação como temerária, mas já não sabia se Bella ficaria bem longe do único homem que a havia amparado e amado incondicionalmente. Se não fosse os episódios de violência doméstica, Alice seria, sem dúvida, a maior defensora da relação que lutador e modelo mantinham. Queria que sua amiga fosse feliz, sabia que ela merecia paz e alegrias e estaria disposta a pagar uma fortuna por isso, caso fosse possível, apenas para não ver Isabella como estava agora.

– Vamos nos casar. – Bella voltou a falar, erguendo uma garrafa de água mineral – cortesia de Jasper — como se estivesse propondo um brinde. – Vamos nos casar. – Mas antes que fosse capaz de provar um gole sequer, a voz arrastada deu lugar a um soluço baixo e ao estremecimento do corpo pequeno. – Vamos nos casar, Alice.

A única resposta da amiga, foi retirar a garrafa da mão trêmula e abraçar Isabella fortemente, enquanto a octagon girl chorava em seu ombro.

E foi assim que James reencontrou a noiva. Encolhida nos braços de Alice, chorando como se tivesse acabado de perder um parente próximo.

– O que aconteceu? – O campeão perguntou a ninguém em especial, ao se ajoelhar e tentar roubar a atenção de Bella para si. – Qual é o problema, Lover?

Ele não obteve resposta. Não de Isabella.

– Ela apenas bebeu demais, James. – Jasper comentou com evidente desagrado. – Você a deixou beber demais.

– Ela estava feliz... Só não quis ser um estraga prazeres.

– Estava mesmo? – Alice o encarrou com um arquear de sobrancelha.

– Se você tem alguma coisa para me dizer, Alice, diga logo.

Existia muito que Alice gostaria de dizer, mas pela amiga se calou. Começar uma discussão não levaria a lugar nenhum, de qualquer forma.

– É melhor leva-la embora.

Sobre isso, o campeão não tinha como discordar. Já havia passado da hora de levar a noiva para longe do club em que estavam... Mas ainda podia fazer isso, antes que ela desse um dos seus promíscuos shows movidos pela embriaguez. Na verdade, sendo bem honesto, James sabia que tinha, de fato, a deixado beber demais... assim como se expor demais, mas não foi capaz de refreá-la quando ele próprio tirava algum proveito da forma como a morena, claramente, exibia o que os dois costumava compartilhar a sós, não quando sabia o quanto a demonstração pública de afeto deveria estar atingindo o seu rival. No fundo, The Wasp sabia que, naquela noite, não passava de um objeto facilmente manipulável nas mãos de Isabella. E ela o estava usando para fazer o ex-namorado provar do próprio veneno. Se a conhece bem The Lion nunca teria tentado provocar ciúmes. James bem sabia que isso nunca funcionava. Quantas vezes ele já havia tentado a mesma artimanha, apenas para terminar a noite vendo-a destruir seu ego – e coração – ao fazê-lo sentir o dobro, quiçá o triplo, do que ele provocava?

Ele, melhor do que ninguém, sabia o quanto Isabella Swan poderia ser ardilosa. Seria um tolo se não tivesse aprendido algumas lições sobre a mulher que ama durante os quase sete anos de convivência. James sabia como lidar com a noiva e isso só fazia com que assistir os constantes erros de Edward o divertisse ainda mais. Enquanto tentasse despertar ciúmes, provoca-la, humilhá-la... ele não chegaria a lugar nenhum, nem mesmo com todo o amor que ele sabia que ela ainda sentia pelo ex.

James estava, mais uma vez, sendo um masoquista filho da puta o que só tornaria o inevitável fim dos dois ainda mais doloroso para ele, mas durante os últimos dias tinham vislumbrando como seria o futuro que tanto sonhava... Não estava mais disposto a abrir mão da única coisa que ainda não havia conseguido ganhar, de verdade, em sua vida. Não sem lutar.

– Vamos, Lover. – James puxou Isabella para si, fazendo com que os braços femininos deixassem o pescoço da melhor amiga e se prendessem ao dele. – A noite acabou.

– Não! – Bella sussurrou em seu ouvido, a voz arrastando-se, juntamente com uma mão audaciosa que deixou o seu pescoço e se aventurou em direção ao sul, o que só confirmou o que todos sabiam: era melhor partir logo.

Giganted deu fim a exploração de Isabella um segundo antes dela alcançar sua virilha. Mas, embora tivesse contido os avanços da morena, ele não estava nem um pouco indiferente à ela.

– Não, baby! – A rouquidão em sua voz, assim como o tom de voz, era tudo o que Isabella precisava para saber que, como sempre, tinha o noivo em suas mãos.

– Mas eu quero você!

Lutando contra seu lado irracional que o mandava esquecer onde estava e dar a Bella, e a ele próprio, o que ambos desejavam, Wasp se colocou de pé e trouxe a noiva consigo.

– Vamos precisar de um quarto no hotel em que estão hospedados. – Ele disse para Jasper enquanto tentava controlar a reação de seu corpo aos beijos nada discretos que Bella depositava em seu pescoço, assim como a exploração da mão feminina que estava de volta. – Não quero que Jared a veja assim.

...

Se não estivesse dividindo o mesmo táxi com Alice e Jasper, James teria sucumbido aos avanços da noiva. Ele sabia ser persuasiva, provocante – no sentido mais irresistível da palavra – quando queria e foi, exatamente, por esse motivo que o campeão a acomodou no banco traseiro entre os amigos enquanto ele ocupou o lugar do carona. Mas Bella não seria Bella se não continuasse a provoca-lo mesmo não podendo tenta-lo com seus toques e beijos. Ela ainda podia disparar a sua interminável lista de frases provocantes e, em certo momento, explicitas demais. Verdade seja dita. James é quem havia ensinado à ela quase todas as palavras chulas que ela usava e a culpa pelo tom de voz baixo, persuasivo, inebriante era, totalmente, dele. E ele costumava apreciar, e muito, a forma como ela tinha deixado a inibição do início do relacionamento de lado e assumido o papel de mulher seguramente sensual, irresistível. Mas o lutador, certamente, preferiria que ela reservasse esse comportamento para quando estivessem sozinhos.

Foi com um suspiro de alivio e certa dose de constrangimento que ele pagou a corrida, despediu-se do casal de amigos e deixou o táxi o quanto antes quando chegaram ao hotel em que ficariam naquela noite. No dia seguinte, se Isabella não acordasse indisposta demais, retornariam a casa que tinham em Toronto, para perto do filho.

Isabella fingiu não ver o olhar repreendedor de seus melhores amigos quando eles seguiram para o hotel, deixando-a sozinha com James e se deixou ser amparada pelo noivo, embora não estivesse tão embriagada quanto todos acreditavam. De verdade, já tinha experimentado bebedeiras piores, mas a sensação que o abandono das aparências lhe proporcionava era boa demais para que ela fizesse qualquer coisa para indicar seu real estado de lucidez, não que estivesse completamente lúcida, afinal tinha bebido... quanto mesmo? Mas ainda estava bastante consciente do que fazia, como sempre, aliás. Poderia beber o quanto fosse, mas nunca se permitiria chegar ao ponto em que poderia usar a bebida como desculpa para seus atos... como Edward tinha tentado fazer na última vez em que estiveram juntos.

Pensar no ex-namorado a fez consciente da amargura que carregava dentro de si. Ainda não acreditava que tinha mesmo o visto ao lado da vagabunda da Jéssica. Sua nova namorada.

Droga! A nomenclatura a deixava enjoada.

Ele era seu. Só seu!

Irônico que ela ainda pensasse assim... especialmente depois de tudo o que tinha vivido e quando estava disposta a não se deixar levar pelo o que ainda sentia e possivelmente sempre sentiria.

Sim. Ela tinha fingido muito bem durante todo o dia, mas a visão de Edward e Jéssica juntos a tinha deixado louca, se corroendo de ciúmes... ela apenas não daria o braço a torcer. Nunca. Morreria antes de permitir que o lutador em ascensão visse em seus olhos a chama do despeito, da tristeza, da raiva que ela tinha conseguido vislumbrar no par de olhos de safira do pai do seu filho a cada vez que o olhava. E foi essa chama que a impulsionou a se exibir para ele. E ainda era a mesma chama que a fez fincar os pés no chão e puxar James para o um beijo descontrolado na entrada do hotel... apenas porque ao descer do táxi tinha sido brindada com a imagem de Masen recostado a fachada do hotel, fumando.

Bella queria, e se certificou de conseguir, que ele visse que James teria naquela noite o que ele tanto desejava.

– Porra, Bella! – Giganted tirou o sorriso fácil do rosto de boneca. – Qual é o seu problema?

Irritada por sua demonstração vulgar não ter acabado como queria, Bella cruzou os braços, empinou o nariz e rebateu:

– Qual é o seu problema? Negando fogo, Wasp?

Bella não poderia saber, mas James havia prometido a si mesmo que não perderia mais a cabeça com ela, que não permitiria que as coisas voltassem a sair de controle... E que, naquele momento, ele estava precisando de toda a sua força de vontade para cumprir sua promessa.

Sim. Tinha gostado de presenciar em primeira mão a provação – e sofrimento – de Edward, mas parado do lado do hotel com alguns estranhos olhando para eles, com The Lion lhe lançando um olhar zombeteiro, e a replica inteligente da noiva a provar que ela estava bem melhor do que ele supunha, a diversão tinha chegado ao fim e dado lugar a irritação.

– Você está se divertindo, Lover? – James se aproximou ainda mais da noiva, apertando o braço delicado. – Jogando com nós dois? Qual é o próximo passo? Você quer dar à a ele um show? Talvez seja o caso de irmos até lá e convidá-lo para subir com a gente... O que você acha? Podemos mostrar à ele todas as coisas que você aprendeu nos últimos anos.

Isabella não estava com medo. Não mesmo. Já tinha vivenciado muitas brigas com James para saber, com absoluta certeza, de que aquela não acabaria tão mal quanto todas as outras. Mas estava constrangida. E ficou ainda mais quando James a conduziu até o seu rival.

– Apreciou o espetáculo da noite? – Ele sorriu para Edward e colocou Isabella à sua frente, com as costas encostadas no tórax definido, olhando para Masen. Foi a vez da mão de James explorar o corpo da noiva. O ruivo não disse nada, mas seu olhar acompanhou todos os movimentos do campeão. – Sete anos é muito tempo. Praticamente uma vida. Eu me pergunto se depois de tanto tempo você ainda olha para ela e sente as mesma coisas coisas... Como é que você costumava dizer mesmo? “Como o sol depois de uma noite de tempestade”... Era isso, não era? Ou algo tão brega quanto... – Embora fingisse não se importar com o que estava acontecendo, tanto Isabella quando Edward estavam intimamente abalados, tanto que a jovem desejou ser capaz de correr para longe dos dois homens que, aparentemente, estavam a ponto de iniciarem uma briga, mas sabia que James não a deixaria ir... Não antes que acabasse com a sua provocação velada. – Mas, ao que parece, os raios dela não eram tão fortes assim, não é? Ou você não teria ido para a cama com aquela menina... Qual era o nome mesmo? Tanya? Valeu a pena?

– Vai à merda! – Edward jogou o cigarro que fumava ao chão e deu um passo à frente fazendo com que Isabella ficasse prensada entre os dois lutadores. – Solte ela e então eu vou te mostrar o que vale a pena. Ou o grande Wasp precisa se esconder atrás de uma mulher.

– Parem! – Isabella não se moveu, exceto pelas mãos que espalmaram cada um dos peitos musculosos, quando o James a soltou e tentou empurrá-la para longe. – Vão mesmo começar a porra de um briga agora? Aqui? Ficaram loucos ou o quê?

– Com medo de que eu quebre a cara do seu noivinho? – Foi a vez de Edward tentar afastá-la, mas as pontas dos dedos femininos se fecharam sobre a malha da camisa preta que ele usava, impedindo que ele a afastasse.

Ela poderia ter dito, se o tempo fosse outro – há sete anos – que o medo dela era, exatamente, o contrário do que ele dizia. A octagon girl conhecia bem os dois homens que tentava conter. Os dois eram bons de briga. Muito bons. E Edward seria tão capaz de ganhar aquela briga quanto James... Se não tivesse caído como um patinho nas provocações do rival e estivesse sendo guiado pela raiva.

– Ele quebraria a sua cara em 10 segundos... – Ela disse, em parte para provoca-lo e transferir o ódio que via nos olhos dele para si e em parte porque era a verdade. Sem estar com a cabeça limpa, The Lion cairia antes que se desse conta de onde veio o soco que o atingiu.

The Wasp se divertiu com a colocação da noiva. Tanto que deu um passo atrás, sorrindo e, claramente, decretando o fim de um briga que traria problemas para todos.

– Eu não preciso gastar meus golpes com você... Não quando a minha garota pode te nocautear com uma simples frase. Não é engraçado, Brow, que mesmo depois desses anos todos voltemos ao que éramos antes... com você assistindo as minhas vitórias, todas elas? Nós até poderíamos terminar a noite como costumávamos fazer, com você me assistindo fazer uma mulher gritar e implorar por mais... Mas acho que vai ser mais divertido deixar que você use a sua imaginação.

– Foda-se! – Isabella se virou para o noivo e lançou um olhar irritado. Ainda tentava assimilar a informação que de eles tinham, no passado, possuído tamanha intimidade a ponto de um assistir ao outro enquanto transava, mas estava possessa demais com a insinuação feita por James para se prender a nova informação. – Eu sou o quê? Voltamos ao ponto em que eu sou uma prostituta qualquer que você pode dividir com quem quiser?

James não se abalou pelo ataque verbal repentino. Sabia que a fúria que emanava da mulher a sua frente não era, exatamente, pelo o que ele tinha dito, afinal ela sabia que ele jamais a compartilharia com nenhum homem. Nunca tinha feito isso, nem mesmo quando ela pensou que ele não teria outra escolha... não começaria agora. O motivo da explosão era o pequeno fragmento desconhecido do passado de Edward que ele tinha, propositalmente, revelado.

– Querem saber? – Bella continuou. – Se querem brigar... briguem. Eu não me importo! Quero mais é que os dois se ferrem.

Aproveitando-se do fato de que não tinha nenhuma mão masculina para lhe conter, a modelo simplesmente deu as costas aos dois homens e se afastou, deixando-os para trás, assim como a entrada do hotel. Precisava de um pouco de ar... assim como um lugar livre de olhares especulativos onde pudesse deixar que as lágrimas caíssem.

Edward poderia ter se aproveitado do momento para desferir o soco que tanto queria sobre a face esnobe de James, mas gastou os poucos segundos que teria de vantagem se questionando se não deveria ir atrás de Isabella. Não achava uma boa ideia que ela simplesmente saísse pela rua a noite, sozinha, especialmente vestida como estava.

– É melhor ir atrás da sua mulher. – Ele disse com forçado desdém. – Ou ela pode voltar para você um pouquinho mais usada do que já está.

A frase havia sido pronunciada com uma grande dose de esperança de que as palavras fizessem o homem a sua frente deixar a provocação de lado e partir para a ação. No entanto toda a resposta que recebeu foi uma risada baixa.

– Diga o que quiser sobre ela, Brow. A rebaixe tanto quanto quiser... Isso não muda o fato de que, esteja ela como estiver, você ainda a quer. Mas eu tenho uma novidade para você: Ela é minha agora! E o melhor de tudo é que eu não precisei fazer nada para conseguir isso. Você fez, e ainda faz, todo o trabalho sozinho.

Talvez tenha sido a verdade contida na declaração proferida ou a raiva por si mesmo que borbulhava ainda mais forte dentro de si que manteve Masen parado em seu lugar enquanto James seguia calmamente em direção ao hotel, após lhe dizer sorrindo que ele não precisava se preocupar com Bella, ela voltaria para ele... como sempre.

– Filho da puta! – O lutador socou a parede que há pouco se apoiava, se recriminando por não ter aproveitado a oportunidade de atingir o que realmente queria quando teve a chance.

...

Isabella Swan não foi muito longe. Desejava ter ido. Mas existia um lado seu que não conseguia, por mais irritada que estivesse ficar muito tempo longe do seu porto seguro. Ainda estava irritada com James. Nem tanto por ele ter a usado para provocar Edward, mas pelo passado que os dois compartilharam, pela descoberta de que, de certa forma, James tinha lhe roubado o rapaz que amava e deixado no lugar um homem totalmente diferente. Era idiotice, ela sabia, pensar assim. O que Edward tinha feito era culpa dele, apenas dele... Não importa se James, ou qualquer outro, o tenha influenciado, ele ainda poderia – e deveria – ter dito não. Mas o seu coração, aquele pedaço estupido de músculo que ainda insistia em bater pelo ruivo, estava mais uma vez tentando encontrar uma desculpa, por mais fraca que fosse, para se agarrar e permitir que ela voltasse a se jogar nos braços do lutador em ascensão. No entanto, seu lado racional a puxava de volta para James... para a segurança que ele representava, para a certeza que nunca seria traída ou abandonada por ele.

Antes que completasse a volta no quarteirão, a modelo soltou um suspiro e decidiu voltar pelo mesmo caminho.

Quando reencontrasse o noivo gritaria com ele, talvez quebrassem alguns dos objetos espalhados pelo quarto que ele, a essa altura, já deveria ter providenciado e depois fariam as pazes na cama... como sempre. E Bella, dessa vez, não teria nenhum hematoma para esconder pela manhã. Se fosse o caso, James não a teria deixado ir a lugar algum.

Estava a menos de duas quadras do hotel quando se viu puxada para dentro de um beco escuro, com uma mão forte tampando sua boca, a impedindo de gritar. Por um momento, imaginou ser Edward. Não seria a primeira vez que ele a surpreenderia dessa forma e já estava pronta para lutar, como havia feito da primeira vez que ele a prendeu contra uma parede, quando seu corpo pequeno foi empurrado de encontro ao chão.

O grito foi de surpresa e incredulidade, mas esses sentimentos poderias facilmente ser confundidos com medo.

Jogado ao chão frio, Isabella viu o homem que a abordou se aproximar até que estivesse parado sobre ela, com as mãos na cintura, lhe lançando um olhar de advertência e recriminação.

Ela conhecia aquele olhar muito bem. Assim como o homem que, calmamente, se abaixou e a fez se aproximar dele puxando os fartos cabelos escuros.

– Eu deixei que você fugisse uma vez, Bella. Mas ao que parece eu ainda tenho que te ensinar algumas lições.

CONTINUA...

Notas finais
Por favor, se você chegou até aqui, me deixe saber o que achou. xoxo ____________________________ NB: Ah meu deus quem é esse agora!!!! Bom é errado eu torcer para o James bater nela de novo, apesar de querer eu mesma bater nele? Kkkkkkkk A minha torcida agora é o Edward ficar preocupado e ir atrás dela e salvar da mão de quem quer que seja esse idiota.