The Lion
2 Capítulo I
Notas iniciais
Capítulo I
The Lion
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O impessoal ginásio do requisitado, luxuoso e imponente centro de eventos do Mandalay Bay, em Las Vegas, acomodava no momento Edward, The Lion, Masen e toda a sua equipe.
A tensão pela luta que iniciaria em alguns minutos era palpável. Tanto lutador quanto treinador e os demais presentes sabiam da importância de tal evento. Não era só uma luta. Era a oportunidade pela qual Edward tinha esperado por toda a sua vida. Foi por uma oportunidade como essa que ele tinha voltado aos Estados Unidos depois de viver por anos em uma pequena cidade no Canadá. Foi por uma oportunidade como essa que ele tinha batalhado duro, aberto mãos de coisas importantes, se sacrificado. Era uma oportunidade única e que ele não estava disposto a desperdiçar.
– Você está pronto? – Emmett McCarty, atual treinador e amigo pessoal de Edward, gritou ao terminar de prender as luvas em seus punhos.
O jovem ruivo de penetrantes olhos azuis olhou com reverencia para as três letras gravadas no couro azul que cobriam as suas mãos. Era o seu sonho se tornando realidade, ele tinha conseguido chegar até aqui e não seria um luta medíocre que o tiraria da jogada, especialmente sendo a primeira luta.
Edward assentiu com um movimento de cabeça, enquanto cortava o ar com um gancho de direita.
Emmett socou o tórax musculoso de seu pupilo o fazendo recuar e então o obrigou a olhá-lo.
– Eu perguntei se você está pronto, porra?
– Eu te garanto um nocaute no primeiro round. – The Lion respondeu confiante.
– Eu não estou falando dessa lutinha meia boca. Nós dois sabemos que você pode dar conta dessa merda com os olhos fechados. Eu quero saber se você está pronto para nocautear qualquer um que fique entre você e a disputa do cinturão? Eu quero saber se você está pronto para arrancar aquele sorriso arrogante da cara daquele filho da puta?
– Eu estou pronto para fazê-lo provar do próprio veneno e fazê-lo se arrepender de ter cruzado o meu caminho.
...
Com o tempo Edward havia aprendido a esconder, muito bem, as suass emoções. Era uma habilidade preciosa, quiçá, indispensável no local de onde ele vinha. Por tanto, para qualquer uma das pessoas que o rodeavam, ele era a personificação da calma. O rosto, bonito demais para um praticante de MMA, uma mascara de relaxamento. Mas por dentro...
Quando as luzes se apagaram e as primeiras notas de What Goes Around...Comes Around começaram a ecoar alto por todo o ginásio, ele podia jurar que era capaz de ouvir seu coração trovejando em seu peito.
Ele tinha trabalhado duro para chegar até aqui. Foram anos – desde que ele conseguia se lembrar – praticando artes marciais. A principio, apenas por diversão, mas depois da primeira faixa conquistada, ele já sabia o queria ser: lutador profissional.
Foi difícil. Difícil pra caralho. Especialmente nos últimos anos. Mas ele tinha conseguido ser escalado para o maior evento de artes marciais mistas do mundo e o que viria de agora em diante só dependeria dele, do seu desempenho hoje à noite.
Sinceramente? A luta não o preocupada nem um pouco. Eu é bom no que faz e tem consciência disso. Eu tem o maldito dom para a coisa e 12 horas de treino pesado por dia só aperfeiçoou isso. O desafio, para ele, quando adentrasse aquele octógono, seria manter a minha mente sobre controle. Focar no que realmente importa.
Isso sim seria um desafio. Especialmente quando seus olhos pousassem sobre ela. Se Edward não tomasse cuidado, apesar de toda a confiança que aparentava, ele seria nocauteado antes mesmo da luta ter inicio.
O Jovem lutador se preparou para isso também, embora as possibilidades de encontrá-la antes da luta fossem pequenas, afinal ele ainda está no carde preliminar e ela é importante demais para dispensar algum tempo com os lutadores em ascensão e ainda havia o maldito ritual de boa sorte – que todos comentavam nos bastidores – que ela deveria estar protagonizando com o seu fodido namorado nesse exato momento.
The Lion não sabia o que seria pior para a minha concentração: A presença ou ausência dela.
– Foda-se! – Ele sibilou enquanto caminhava até a entrada do octógono alheio aos gritos dos presentes. – Entre lá e mostre a ela quem é o melhor.
Ele era o desafiante, então a torcida estava contra ao desconhecido lutador em ascenção. No entanto, as vaias que eram dirigiras a ele, quando pisou na jaula, só elevaram a suaa predisposição para uma vitoria.
Ele não só venceria. Ele daria um espetáculo.
Aparentando calma e confiança, Edward, recostou sua testa na grade que cercava os lutadores, arbitro e apresentador, enquanto o seu adversário era apresentado e tentou prestar atenção em tudo o que Emmett gritava, mas a personificação da sua desgraça escolheu esse exato momento para subir as escadas e caminhar ao redor do octógono.
Ela não se parecia, em absolutamente nada, com a garota por quem um dia Edward havia se apaixonado. Ela vestia um short negro tão curto que lhe permitia — e ao mundo inteiro – admirar a polpa da sua bunda e um top que apenas cobria seus seios. Era difícil acreditar que aquela era a mesma menina que corava com um elogio ou que suplicava para que as luzes ficassem apagadas.
Ela estava vestida e agia como uma vadia. E vê-la assim só aumentou a raiva que o lutador sentia por ela, por ele e por tudo o que Edward acreditava que eles lhe tinham feito. Mas também, e ele tinha vontade de quebrar a própria cara por isso, despertou sentimentos que eu lutou duramente para enterrar dentro de si.
Ele queria esganá-la. E, ao mesmo tempo, queria prendê-la contra uma parede, atacar a sua boca e provar, mais uma vez, do gosto doce que tinha sido e ainda seria a sua ruína.
Os olhares, azul e verde, se encontram por uma fração de segundo e todo o resto pareceu congelar. Até que ela parou a frente de seu ex-namorado, girou o corpo e lhe soprou um beijo.
Poderia parecer gracioso e sensual para quem estava de fora, mas o brilho nos olhos dela significava provocação e não do tipo bom. Ele sabia disso porque era o mesmo olhar que ele dirigia a ela.
Edward se afastou da grade, socou a palma da minha mão esquerda e lhe deu as costas.
Com a mente ainda presa a imagem de alguém que ele ao mesmo tempo amava e odiava, caminhou até o centro do octógono ao comando do juiz da luta e tocou a luva do seu adversário, mas tudo o que ele, realmente, conseguia pensar era que ela tinha adquirido aquele sorriso prepotente, irritante... O mesmo sorriso dele.
O golpe veio sem que ele soubesse de onde e seu corpo desabou contra o chão acolchoado. Felizmente, para Edward, o soco não tinha potencia suficiente para lhe apagar.
Ele não podia negar que o seu adversário era rápido e esperto. Se aproveitou do seu momento de distração e, em seguida, com o oponente estirado ao chão, tentou manter a luta no chão, onde imaginava ter vantagem. The Lion deixou que ele tentasse montar sobre o seu corpo e, com um movimento rápido, o jogou contra ao chão e se colocou de pé.
Era rápido e preciso. Características essenciais a um lutador que almeja o cinturão.
Edward, com muita força de vontade, se obrigou a esquecer todo o resto e focar no que deveria fazer para vencer a luta.
Ele não precisou de mais do que alguns socos e chutes bem encaixados para cansar o outro lutador. E com ele cansado nocauteá-lo foi tão fácil quanto arrancar doce de criança. Uma sequencia de joelhadas em seu rosto e estava feito.
– Edward, The Lion, Masen! –O braço direito do ruivo foi levantado e o mesmo publico que tinha lhe vaiado agora o aplaudia.
...
– O que aconteceu? – Emmett questionou ajudando Edward a se livrar das luvas.
– Nada! – Fatigado, porém contente com a vitória, Edward respondeu se afastando e tencionando retirar as bandagens que protegiam suas mãos por conta própria.
– Você estava distraído... – Emmett comentou em forma de acusação. – Se o cara fosse bom você tava fora da jogada agora, Edward!
– A merda que tava! – Edward retrucou – Vai ser preciso muito mais que um soquinho para me derrubar.
O treinador o olhou de forma penetrante.
– Um soquinho me tirou de jogada para sempre. – Ele disse com acidez. – Você é bom, mas não é invencível e se quer chegar ao topo é bom ter isso em mente. A luta de hoje era moleza, mas, se tudo der certo, você vai enfrentar caras melhores e com muito mais malicia. Deixe o “nada” acontecer de novo e dê adeus ao cinturão.
– Você sabe um “parabéns” seria bem vindo.
– Pela luta medíocre que você fez hoje? Nem pensar! Quando você lutar como o cara que eu apostei todas as minhas fichas, eu te dou os parabéns.
– Sinceramente, Emmett? Você está levando essa porra muito para o pessoal. Sou eu quem deveria estar neurótico assim. Não você!
Emmett McCarty era seu melhor amigo e Edward sabia que ele tinha, sim, os seus motivos pra agir como agia. Talvez se estivesse no lugar dele fosse ainda pior, mas em situações como essa ele conseguia irritar o lutador profundamente.
Edward caminhou até a porta que tinham passado há pouco tempo atrás. Um pouco de tempo sozinho faria o seu amigo esfriar a cabeça.
– Olhe para ela daquela forma de novo... – Emmett começou a dizer antes que o ruivo se retirasse. – E você está acabado.
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The Lioness/ Queen Bee
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Depois de tudo o que teve que enfrentar em sua curta vida, Isabella Swan imaginava estar preparada para qualquer coisa. Afinal, não tinha sido a toa que tinha moldado e vestido a armadura intitulada octagon girl.
Ela esta enganada. Dolorosamente equivocada.
Foi o que ela descobriu no momento em que ouviu aquele nome. O mesmo que ela imaginou ter sido capaz de soterrar em meio as suas lembranças.
Edward Masen.
The Lion!
Ela quase riu quando ouvir Jasper Withlock pronunciar o epíteto. Era, realmente, a cara dele. Mas então essa se lembrou de tudo o que teve que experimentar graças as escolhas do The Lion e decidiu, em seu intimo, que ele não merecia a alcunha de rei da floresta.
The Liar se moldava muito melhor a ele, em sua concepção.
– Eu acho que vou dar uma olhada com meus próprios olhos para ver se o sua nova promessa é mesmo tudo isso... – Bella fez questão de usar o melhor tom debochado, surpreendendo tanto Jasper quanto Alice, sua melhor amiga, que nunca eram alvos de seu mau humor. – Mas algo me diz que ele está mais para cordeirinho.
– Bella, espera! – Alice correu para alcançar à amiga. – Por que tamanha irritação?
A Octagon girl lançou à amiga e, de certa forma, patroa, um olhar que pretendia ser intimidador. Mas Alice a conhecia como ninguém e reconheceu a apreensão que só tinha visto no olhar verde que a fitava uma vez, há quase 7 anos atrás quando a reencontrou, em um estado deplorável.
– Oh merda! É ele, não é?
– Isso é o que eu pretendo descobrir... – Bella manteve a cabeça erguida, não querendo deixar claro o redemoinho que se formava dentro de si com a eminência de se deparar com aquele que tinha sido o responsável pela destruição de todos os seus sonhos de menina.
...
Embora fosse seu trabalho, Bella raramente participava do carde preliminar, especialmente se James estivesse escalado para defender o cinturão. Seu namorado não era uma pessoa com o melhor dos gênios e seu humor piorava exponencialmente antes de uma luta.
Felizmente, ou não, Bella sabia, exatamente, o que fazer para acalmá-lo, embora odiasse ter que se colocar de joelhos aos seus pés e lhe dar algum alivio, mas esse era o maldito ritual de boa sorte que ela mesma tinha inventado em um dia especialmente ruim. Foi útil naquela ocasião e a salvou de alguns hematomas extras, então ela o tinha adotado sempre que necessário.
Poderia ser pior – Esse era o mantra que a jovem repetia sempre que precisava se utilizar de tal estratégia.
No entanto, enquanto caminhava até a área em que o octógono havia sido montado, a sensual morena não estava preocupada com o fato de que James a aguardava. Tudo no que ela conseguia pensar era no fato de que ele, talvez, estivesse há apenas alguns passos de distância.
Exalando confiança e charme – coisas que ela não chegava a sentir, mas sabia fingir como ninguém -, Bella se acomodou em um banquinho ao lado de suas duas companheiras de trabalho.
– Você não deveria estar em outro lugar? – Jéssica uma loura oxigenada de peitos e bundas falsas, por quem Isabella não tinha a menor simpática, comentou com malicia. – Não é importante demais para fazer o seu trabalho?
Como sempre, existia uma resposta mal humorada na ponta da língua de Bella. Mas ela se calou no momento em que ele começou a sua entrada teatral.
– Foda-se! – Ela sussurrou para si mesma.
Sentindo seu coração acelerar a um nível alarmante, Bella precisou lutar para manter a compostura.
Era ele!
Para sua infelicidade, era, mesmo, ele.
Por muito tempo, ela tinha se enganado ao afirmar, para si mesma, que o tinha superado, que o tinha esquecido.
Bom, bastou posar os seus olhos sobre ele para perceber que todos os seus sentimentos, bons e ruins, para com ele, só estavam adormecidos.
Felizmente, ela teve tempo suficiente para se recompor e voltar a colocar a mascara de indiferença, antes que ele a visse.
Ignorando os resmungos de Jéssica, Bella se apossou da placa que indicaria o inicio do primeiro round e subiu os poucos degraus com graciosidade.
Esse papel, de mulher provocante, ela sabia interpretar muito bem e foi protegida por ele que ela caminhou confiante pelo estreito espaço que contornava o octógono. E foi com a alegria das mulheres poderosas que ela viu o choque nos olhos azuis quando ele a avistou. A forma como ele ficou imóvel era tudo o que ela precisava para ter certeza que não era a única a ser afetada por esse reencontro inesperado. E foi com a audácia de uma mulher sensual que ela vestiu o sorriso mais provocante, fez um gracejo e lhe jogou um beijo.
Ainda controlando as batidas erráticas de seu coração, Bella voltou a se acomodar em seu lugar. Assistiria a luta, apesar de estar colocando o seu pescoço a prova com isso, literalmente. Não duraria muito, ela sabia. Ele ganharia. Com facilidade.
Ela o tinha visto lutar muitas vezes e sabia o quanto ele era bom. Só existia um lutador tão bom quanto ele, mas Bella tentou não pensar sobre isso.
Surpreendentemente o primeiro golpe não foi o dele e quase o tirou da luta. Bella não conteve o impulso e sem entender bem porque se colocou e se aproximou do octógono. Por pouco não gritou o nome dele.
Era uma reação instintiva, absolutamente idêntica as que ela costumava ter quando os dois ainda viviam na pequena cidade de Napanee e ela era obrigada a vê-lo lutar.
Ainda mais surpreendente foi o suspiro de alivio que escapou, involuntariamente, por seus lábios, no momento em que ele se colocou de pé e passou a dominar a luta, como era esperado.
– Merda! Merda! Merda! – Bella voltou ao seu lugar, mas estava irritada demais consigo mesma para se sentar.
Por que tinha agido assim? Por que se importou com o maldito soco que ele tinha levado? Ela mesma não desejava lhe dar muitos outros?
Bella não sabia, ou não queria aceitar, as respostas para essas questões e, com um olhar fulminante, em direção ao homem que um dia tinha sido dono do seu coração, se obrigou a lembrar de todos os caminhos que teve que percorrer para chegar até onde estava.
A estratégia foi eficiente. No momento em que Edward, The Lion, Masen era anunciado como o grande campeão da luta, Bella sentia seu peito fervilhar de ódio.
Ele tinha sido o seu pior erro e só não se arrependia completamente do relacionamento que tinham protagonizado por saber que ao menos uma coisa boa tinha vindo dele. Bella o tinha amado com tudo de si. Tinha se entregado como apenas uma jovem perdidamente apaixonada era capaz de se entregar. Teria dado sua vida por ele se ele tivesse requisitado tal coisa. Sonhou com uma vida ao seu lado, desejou acompanhá-lo quando ele deixou à pequena e fria cidade de Napanee para trás. Mas hoje, Bella o odiava com tamanha ferocidade que imaginava ser capaz de matá-lo com suas próprias mãos. Queria vê-lo sofrer. Fazê-lo se sentir perdido, sozinho, sem saída. Definhando. Como ela tinha feito.
Ela o viu deixar o ginásio com a cabeça erguida, agindo como um rei que acaba de ganhar uma batalha e prometeu a si mesma que o faria experimentar a mesma dor com que ela era obrigada a conviver há sete anos.
...
Bella fechou o roupão de seda o melhor que pode e correu pelo corredor vazio o mais rápido que suas pernas eram capazes. Tentava se preparar mentalmente para a explosão de fúria que certamente a esperava.
Talvez por estar distraída demais imaginando que precisaria de muito mais do que um boquete para acalmar o namorado que a essa altura estaria mais do que irritado pela sua ausência, ela não se deu conta do jovem lutador parado no final do corredor.
Mas ele a notou. Seus olhos pousaram sobre ela e agindo por um impulso que mais tarde repudiaria, ele a puxou pelo braço no momento em que a figura feminina parou em frente a uma porta.
Bella soltou um grito de surpresa que se transformou em raiva no momento em que se viu prensada contra uma parede, tendo o corpo de Edward grudado ao seu. Ela tentou gritar, mas antes que qualquer som saísse da sua boca, os lábios masculinos estavam nos seus.
Os punhos da jovem mulher socou o peito másculo por incontáveis segundos, enquanto tentava afastar seu rosto, mas Edward era mais forte e estava decidido a... Ele não sabia bem o que estava decidido a fazer. Mas já que estava ali, com ela em seus braços, provando de sua boa, mesmo que contra a sua vontade, ele iria aproveitar.
Isabella se deu por vencida e sentiu-se a pior das mulheres quando sentiu o inconfundível embrulhar de estomago que ela só tinha experimentado ao lado dele, em um passado não tão distante. Tentou lutar contra a vontade esmagadora, que se formava em seu âmago, de retribuir ao beijo, mas, por fim, desistiu.
O corredor, para felicidade dos dois, estava completamente deserto, mas qualquer um que por ali se aventurasse seria presenteado como uma cena excitante: A desejável octogon girl estava com suas pernas firmemente presas ao redor da cintura do jovem lutador e os dois protagonizavam um beijo ardente, repleto de luxuria. As mãos, de ambos, percorriam, sem pudor, o corpo do outro.
Bella, ofegante, prendeu seus dedos no cabelo ruivo e sentiu-se desfalecer quando se deu conta do quanto estava excitada.
Ela, Isabella Swan, a frigida – como James costumava caçoar dela -, estava a ponto de arrancar suas próprias roupas, sem se importar com o local em que estava, e implorar para ser fodida.
Era inconcebível que tal reação tenha sido desencadeada logo por ele. Se armando de uma força de vontade que ela nem mesmo sabia que tinha, Bella apertou, com força, seus dentes no lábio inferior masculino e só soltou quando sentiu o gosto de sangue em sua boca e o sentiu liberar o seu corpo da prisão de prazer que o mantinha.
– Filha da puta! – Edward sibilou levando a mão até os lábios.
– Nunca mais coloque as suas mãos sobre mim, idiota! – Bella gritou e sem conseguir conter a fúria que crescia dentro de si, usou os punhos fracos para socar o peito masculino.
Com um movimento rápido Edward se apossou dos pulsos da jovem.
– Eu já provei beijos melhores... – Ele disse. Era mentira, para ele os lábios macios dela sempre seriam os melhores, mas ele jamais daria a ela o gosto de ouvir algo assim dele novamente. – Mas eu não resisti a provar da vadia que todos nesse torneio parecem querer tirar uma casquinha. Honestamente? Uma decepção!
Bella sentiu seus olhos queimarem, mas o tempo tinha lhe ensinando a controlar as lágrimas. E a bem da verdade é que ela já tinha ouvido ofensas piores.
Com um movimento que surpreendeu Edward, Bella elevou o seu joelho até que ele se encaixasse entre as pernas do lutador. Ela não o machucou, nem mesmo poderia já que o protetor genital obrigatório a todos os lutadores ainda estava devidamente preso ao local adequado, mas a surpresa do ataque foi o suficiente para fazer com que Edward a soltasse.
Ela poderia, e queria, ficar e lhe dizer tudo o que tinha entalado em sua garganta, mas tudo o que fez foi correr até que estava, seguramente, dentro do camarim de James.
Antes que Bella conseguisse acalmar os batimentos acelerados de seu coração, sentiu uma mão se fechar ao redor do seu braço.
– Onde você estava? – Ela reconheceu a voz enfurecida de James e lançou um olhar desolado a Laurent, treinador de seu namorado, que assistia os dois. Não que ela esperasse alguma ajuda dele, mas seria mais fácil passar por isso sem que alguém estivesse por perto.
– Trabalhando... – Bella respondeu desafiadoramente.
Com o tempo Isabella tinha aprendido que a postura defensiva e medrosa só piorava as coisas com James. Era melhor fingir que não se importava e desafiá-lo.
– E desde quando você dá o ar da graça no carde preliminar?
– Desde sempre. – Bella mentiu. – Só não o faço quando você luta, mas hoje eu tive que ir.
– Você está mentindo para mim, vadia? – James trouxe o corpo feminino para mais perto do seu. – Você sabe que eu odeio quando você mente, não é?
Bella conhecia bem aquele brilho no olhar acizentado e, em momentos como esse, o melhor era mudar de estratégia ou a noite terminaria muito mal... Para ela.
– Eu não estou mentindo, baby! – A jovem fez a sua voz mais doce. – Vamos lá, nós ainda temos tempo para te fazer relaxar antes da luta.
– É melhor vocês se apressarem... – Laurent comentou divertido, mas, pela primeira vez na vida, Bella estava contente por tê-lo por perto.
James, ainda irritado, soltou o braço da namorada com violência a fazendo cair de joelhos sobre o chão.
Controlando a vontade de xingá-lo, Bella colocou um sorriso falso nos lábios e o acariciou por cima da bermuda que ele usava.
Ignorando a presença de uma terceira pessoa, Bella fez o seu melhor. Ela já tinha feito isso muitas outras vezes e sabia bem como fazê-lo gozar o quanto antes, para seu alivio.
Mãos masculinhas se apossaram do cabelo longo quando o êxtase se aproximou e tudo o que Bella precisou fazer foi relaxar a garganta e aguardar. Para ela era automático, sem graça e enjoativo. Mas também era necessário.
– Você é delicioso! – Ela disse com um sorriso bonito e um lamber de lábios quando acabou. Era mentira e talvez ele soubesse, mas naquele momento não importava.
James a puxou de forma que ela ficasse de pé e fitou os olhos esmeraldinos. Sem se importar com o seu gosto na boca feminina, ele a beijou com certa delicadeza. Bella retribuiu a caricia, agradecida por tê-lo acalmado, ao menos, um pouco. Envolveu, com os braços, o pescoço masculino, mas foi impossível não reviver, em sua mente, o beijo que tinha aceitado há pouco no corredor.
...
Bella se acomodou sobre o colo de James após ele ter suas luvas postas. Só mais alguns minutos e ele seria chamado para dar inicio ao combate da noite.
Quem via os dois assim, sorrindo um para o outro e com a jovem acariciando o rosto do lutador, jamais imaginaria o tipo de relacionamento que os dois levavam.
Para Bella, em momentos como esse, em que James estava relativamente em paz, era até possível apreciar o namoro. Não podia negar que apesar de sua postura violenta e traiçoeira, James era bom para ela. Ele tinha ajudado-a quando todos os outros lhe viraram as costas e se tinha uma coisa que Bella Swan se orgulhava em não ser, era ingrata.
Ela não o amava, mas isso era porque seu coração estava fechado.
Ela não o desejava, mas ela não desejava a mais ninguém. Há anos não sabia o que era estar excitada... Até o maldito episodio do corredor.
Mas ela sabia lidar com ele e, de certa forma, se sentia protegida e amparada, quando ele a segurava como estava fazendo naquele momento.
– Vai torcer por mim, Love? – Ele sussurrou brincalhão contra o ouvido dela.
– Sempre! – Bella garantiu. E era verdade, afinal se ele perdesse ela é quem teria que lidar com a sua frustração.
CONTINUA...
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