The Lion
15 Capítulo XIV
Notas iniciais
Capítulo XIV
Por longos segundos, para os dois jovens ajoelhados, o mundo pareceu parar. Todo o som proveniente dos gritos eufóricos dos presentes desapareceu, todo ar congelou. Tanto lutador quando modelo só tinham olhos para a pessoa a sua frente, tudo o que podiam ouvir era o eco imaginário das últimas palavras proferidas.
“Eu já estou morto, Bella. Morri no dia em que você me trocou por ele.”
Lion ainda não conseguia entender como havia deixado sua muralha de defesa desabar e mostrado a linda morena que o amparava como, realmente, se sentia. Não tinha mentido. Sentia-se morto desde que soube que ela não lhe pertencia mais... Mas dizer isso para ela sempre esteve fora de cogitação, mas ao vê-la fitá-lo com demasiada preocupação o fez esquecer todo o resto e desejar voltar no tempo, para uma época em que eram felizes, para uma época em que ela não olhasse para mais ninguém além dele, para uma época em que ele pudesse deixar seus sonhos de glória de lado e ter lutado pelo único que, de fato, valia a pena: mantê-la ao seu lado.
Fitando o atordoado par de olhos de safira,Isabella mal podia acreditar que, realmente, tinha ouvido tal declaração. Afinal o homem caído e machucado a sua frente não era o mesmo jovem que se declarava sempre que possível. Edward tinha se tornado um homem duro, frio e que, aparentemente, sentia bastante prazer em humilhá-la... No entanto, ela não podia negar que tinha esperado ansiosamente por qualquer demonstração de afeto vinda dele, tinha sonhado com o olhar que ele lhe lançava naquele momento, tinha rogado aos céus para ter o seu príncipe encantado de volta.
O único problema é que ele tinha demorado demais para retornar, tinha gastando tempo demais pisando em seus sentimentos. Era tarde demais, não importa a forma como ele a olhasse ou falasse com ela.
Ela não era a mesma, ele não era o mesmo. Nunca mais seriam os mesmos.
Quebrando o encanto que parecia ter se apossado deles, Bella se obrigou a desviar o olhar.
- Você me pareceu bastante vivo nas últimas vezes em que o vi... – A morena não esperou por qualquer resposta, apenas lutou contra a maldita preocupação que sentia por alguém que só queria magoá-la um pouco mais e se colocou de pé.
No entanto toda a sua resolução de deixar o pai do seu filho para cuidar sozinho de suas próprias feridas, sejam elas quais fossem, desapareceu no momento em que ela o viu tombar a cabeça de encontro ao chão frio e grosso do galpão em que estavam e cerrar olhos e punhos.
A expressão no rosto masculino funcionava como um maldito e potente imã que prendia a jovem parada ao lado do jovem lutador, o encarando como se nunca o tivesse visto antes, como se pudesse desvendar todos os mistérios que ele mantinha apenas com aquele olhar.
Edward Masen podia sentir a presença feminina ao seu lado. Não sabia porquê ela ainda estava ali, porquê não tinha deixado-o sozinho como sabia que ela desejava fazer. Mas não se importou em procurar por respostas que naquele momento não viriam, apenas moveu lentamente sua cabeça para o lado e abriu, lentamente, os olhos. O olhar que encontrou no rosto de boneca de Isabella, o fez desejar voltar a ser nocauteado.
Por sete anos ele tinha sido assombrado por um olhar desolado e avermelhado... O mesmo olhar que ela, sua Bella, lhe dirigia naquele momento.
Soltando um suspiro de resignação, a octagon girl lançou um olhar irritado a sua melhor amiga, sussurrou pedindo ajuda e voltou a se ajoelhar.
- Quantos fodidos dedos têm aqui? – O mau humor estava evidente na voz feminina quando ela voltou a falar, levantando sua mão na altura dos olhos masculinos, após ajudá-lo a se sentar e tê-lo amparado por Alice.
A única resposta que obteve foi uma baixa e, ainda assim, cristalina risada.
- O que é engraçado? – Isabella precisou reprimir sua vontade de dar, ela mesma, alguns socos no homem que tentava se certificar que estava bem.
- Dois... Dois lindos dedos, baby. – Masen sufocou sua euforia por vê-la cuidando dele da mesma maneira que costumava fazer quando a bela mulher a sua frente era apenas uma adolescente tímida e um tanto desengonçada, mas não foi capaz de sufocar um gemido quando ela o fez ficar de pé com um puxão rápido e descuidado. Ele sabia que ela tinha feito de propósito, mas não se importou com isso, não ao vê-la se arrepender assim que ouvi o gemido baixo que ele emitiu.
- Onde dói? – Concentrando-se apenas na forma como seu coração batia descontroladamente, Isabella tentou amparar o corpo pesado do lutador. – Consegue andar?
Vendo a dificuldade da amiga, Alice se aproximou e colou, também, seu corpo ao de Edward.
Com as duas mulheres o amparando, Masen sentiu-se, ao mesmo tempo, ridículo e agraciado.
- Depende de para onde você vai me levar... – Ele tentou fazer piada, apenas para aliviar a tensão que sentia emanar da jovem morena ao seu lado. – Se sua intenção é me dar mais um nocaute, eu preciso dizer que se fizer isso, terá que cuidar também do meu enterro.
- “Vas malum non frangitur*...” – Lion sentiu uma súbita vontade de voltar a sorrir ao ouvir o antigo provérbio latino sendo sussurrado, mas foi sábio o suficiente para manter-se em silêncio enquanto era, praticamente, carregado pelas moças para fora do galpão. Só voltou a falar após ser acomodado em um carro que não conhecia.
- Espera! Minha mochila...
Isabella lhe deu as costas após proferir um audível palavrão e voltou a adentrar o galpão, o deixando sozinho com Alice Whitlock.
- Ela disse “sim”. – A primeira dama do campeonato sussurrou com forçado desinteresse. – Ela aceitou o pedido de casamento de James.
- Merda! – Sem se importar com as dores que atingiam seu corpo, o lutador tombou a sua cabeça de encontro ao encosto do banco traseiro.
- Eu não faço ideia se fiz o certo a trazendo até aqui hoje... Provavelmente não. Vocês dois não são tão diferentes assim e, algo me diz, que nenhum dos dois a merece. Mas ela nunca vai ser feliz, de verdade com ele, e ela merece ser feliz. – Desviando o olhar da local por onde Isabella deveria passar, Alice se inclinou em direção a Edward. – Ela vai querer me matar pelo o que eu fiz hoje, então, tente não ser muito idiota e melhorar as coisas, em vez de piorar, ok? Só dessa vez.
- Alice...
- Não se atravessa a me agradecer! Se quer fazer isso, faça conversando com ela, a tratando bem... Porque eu juro que se a tratar como da última vez novamente, eu mesma encontro uma forma de ter aposentar do octógono.
Qualquer coisa que Edward pudesse pensar em dizer foi deixado de lado ao ver Isabella Swan se aproximar.
Afastando a melhor amiga, a modelo jogou a mochila sobre o colo do lutador e bateu a porta do carro. Um pequeno, quase insignificante, sorriso de deboche surgiu no rosto feminino ao ouvir o gemido que causou.
- Você me paga! – Ela disse à Alice e, ignorando os protestos da amiga, assumiu a direção do veiculo.
...
- Fique quieto! – Isabella reclamou quando Edward se remexeu pela milionésima vez e resmungou seu desagrado ao ter um algodão embebido em álcool ser pressionado contra o corte no supercílio masculino. – E pare de reclamar!
Ela, definitivamente, preferia tê-lo deixado em um hospital a ter que estar fazendo o papel de enfermeira particular, mas nem ela ou Alice foram capazes de convencê-lo a deixar o carro quando pararam em frente ao pronto socorro. Sendo assim, não restou nenhuma outra opção que não fosse levá-lo até o decadente apartamento que ele chamava de casa e cuidar, ela mesma, dos curativos que precisavam ser feitos, enquanto Alice se encarregava de sair para comprar algo para que comessem.
- Eu paro de reclamar se você for um pouco mais gentil...
- Gentileza é o meu nome do meio! – Propositalmente, Bella apertou ainda mais o algodão contra a área cortada.
- Droga, Bella! – O lutador segurou o pulso feminino.
- Eu não me lembro de te ouvir reclamar enquanto estava brincando de lutinha.
A cena parecia saída do fundo da memória dos dois jovens e assim como acontecia anos atrás, Edward usou o aperto no pulso feminino para puxá-la para o seu colo e estava pronto para usar a sua antiga frase de sedução quando ela mesma sussurrou o que ele costumava dizer, tão baixo que ele só foi capaz de ouvir por tê-la tão próxima de si.
- Estava lutando por você, baby... – Quando percebeu o que tinha acabado de dizer, a modelo apoiou as mãos espalmadas contra o peito descoberto de Edward, evitando assim uma maior proximidade e abaixou a sua cabeça. – Droga!
Edward Masen não permitiu que ela se afastasse, pelo contrário. Usando as mãos feridas pelos socos que tinha distribuído naquela noite, ele a prendeu em seu colo e esperou até que ela levantasse a sua cabeça e o olhasse.
- Me perdoa! – A voz masculina soou rouca e atingiu a modelo com maior força do que um dos socos potentes que ela sabia que ele era capaz de usar contra os seus adversários no ringue.
Sem intenção as unhas de Isabella cravaram-se no peito masculino e Masen fez o seu melhor para não mostrar qualquer reação, mas quando os segundos se transformaram em minutos e o aperto da mão delicada em sua pele se tornou mais forte, o lutador não teve outra escolha que não fosse soltar a cintura delgada e colocar sua mão sobre a dela.
O toque fez a modelo se sobressaltar.
- Você não é o tipo de cara que se desculpa... – Ela sussurrou.
- Bom, eu estou me desculpando agora.
Aliviando o aperto de seus dedos sobre a pele de Edward, Bella o encarou.
- Pelo o que você está se desculpando? Pelas mentiras? Pelas promessas quebradas? Pelas ofensas? Pelo seu desaparecimento? – Sem conseguir evitar o tom de voz dela aumentou gradativamente, até que ela estivesse a ponto de gritar. — Pelo nosso último encontro?
- Parece que eu tenho muito pelo o que me desculpar... – Masen comentou tão baixo quanto foi capaz. Não queria iniciar uma nova briga e seria, exatamente, isso que aconteceria se ele revidasse as acusações dela com gritos e ofensas, embora seu senso de autopreservação ainda desejasse feri-la. – Estou me desculpando pelo o que fiz na última vez que nos vimos.
Isabella Swan desejou ser capaz de agir friamente, de não demonstrar qualquer emoção, mas não foi capaz de tal coisa diante das palavras do ex-namorado. Com tantas e tantas coisas para se desculpar, ele escolhia logo a que a tinha ferido com menor intensidade.
- Você não foi o primeiro cara a me bater... – Ela respondeu com a voz embargada. – E, provavelmente, não vai ser o último.
Quando tentou se levantar, a morena teve seus movimentos contidos.
- Eu sei que não fui o primeiro... Mas isso não justifica o que eu fiz. Eu sinto muito, Bella!
- Quer saber? Eu não dou a mínima para o seu pedido de desculpas! “Sinto muito” não muda nada. Você sabe quantas vezes eu ouvi isso? “Sinto muito, Bella!”, “Isso não vai acontecer novamente, Bella.”, “Me desculpa!” Frases prontas que não passam de mentiras.
- Eu não sou ele, não sou como ele. – Os dedos feridos se apertaram contra a pele delicada da Swan. – Eu nunca mais vou te agredir novamente. É uma promessa!
- Mais uma promessa que você vai quebrar? Você não entende, não é Edward? Eu não to nem aí para os tapas que você me deu... Acredite em mim, eu já recebi piores. Um ou dois dias e está tudo bem. Mas você... Você tem formas bem mais cruéis e eficientes de me machucar. Então, não me venha com um pedido falso de desculpas quando nós dois sabemos que na próxima oportunidade que surgir você vai voltar a me tratar como uma vagabunda, a olhar para mim e dizer que mereço tudo de ruim que possa acontecer...
Pela primeira vez desde que a reencontrou, Edward Masen foi, finalmente, capaz de enxergar a dimensão do efeito que ainda tinha sobre ela; de perceber que sua maior arma sempre foi a forma como se dirigia a ela. Em seu intimo, ele desejou, fervorosamente, dizer a ela que nunca mais agiria como um idiota prepotente, mas ele sabia, assim como ela, que no primeiro desentendimento ele voltaria a ofendê-la, especialmente agora que sabia o quanto isso a feria.
- Você também não me recebeu de braços abertos... – Cansado física e emocionalmente, o lutador deixou suas mãos caírem, permitindo que sua ex-namorada se afastasse. Estranhamente, ela permaneceu sobre o seu colo. – Você tá certa. Eu vou te xingar de novo e você vai fazer o mesmo.
- Isso é doentio... Por que você não me deixa em paz?
Lion sorriu sem humor algum para a mulher sentada sobre suas pernas e abriu seus braços para indicar que ela era livre para ir, se quisesse.
- Eu te odeio! – Isabella disse, a voz não contendo nenhum pingo de convicção.
- Não! Você não odeia. – Edward reconhecendo o fato de que ela tinha, indiretamente, jogado a toalha, voltou a se apossar da cintura fina e a trouxe ainda mais para perto de si.
- Você me odeia. – A modelo voltou a falar.
- Não! Eu não te odeio.
Antes que a Swan conseguisse pensar em algo mais para dizer, o ruivo já tinha tomado posso dos lábios carnudos e convidativos. A morena nem mesmo tentou lutar contra a vontade esmagadora que sentiu de colar seus lábios aos do ex-namorado.
O peito feminino pesava pela culpa que sentia por estar, mais uma vez, se entregando a quem não deveria; pelo desespero que certamente viria quando ele a tratasse como uma prostituta qualquer novamente; pela dor que sentiria ao ser invadida pela saudade quando tivesse que ir embora. Mas, independente do turbilhão de sentimentos que a atingiam, Isabella Swan retribuiu o beijo com toda a paixão que mantinha trancada dentro de si.
- Nós não deveríamos fazer isso... – A voz ofegante da modelo chegou aos ouvidos do lutador, mas embora as palavras soassem como uma recusa, na verdade significam completa entrega, ao menos naquele momento.
- Não deveríamos mesmo. – Edward concordou, mas em vez de se afastar, ele apenas procurou pela mão esquerda da jovem, retirou o anel de noivado que ela carregava no dedo anelar e o jogou em um canto qualquer da sala. – Mas vamos fazer assim mesmo. Vai ser sempre assim, Bella. Você vai dizer não querendo dizer sim. Eu vou querer te esganar, mas tudo o que vou fazer é te beijar... Merda! Nós nunca mais vamos dar certo juntos e ainda assim vamos estar sempre presos um ao outro.
- Você é como um maldito vicio... – A morena concordou. – Como uma droga que eu não consigo largar.
- Nós vamos morrer de overdose ou de abstinência? Você decide...
Embora tenho dito que Bella decidiria, o lutador voltou a se apossar dos lábios macios, a impedindo de vocalizar qualquer coisa que não fosse um gemido aflito.
Quando os pulmões clamaram por ar, o ruivo foi obrigado a interromper o beijo, mas não se afastou. Apenas passou o percorrer o pescoço esguio da jovem com beijos molhados. No fundo, desejou marcá-la, mais uma vez, mas agora sabia o que tal atitude acarretaria por isso se conteve.
- Os curativos... – Isabella tentou agir racionalmente.
- Foda-se os curativos!
A sentença fez com que a modelo dissesse “foda-se” mentalmente para todas as milhares de razões que pipocavam em sua mente para não continuar com o que estava prestes a fazer.
Afastando-se minimamente, ela fixou o seu olhar no do lutador e, sem qualquer inibição, retirou a camiseta que usava revelando um bonito sutiã de renda negra.
Lion, literalmente, sentiu sua boca encher-se de água.
Ela era, ainda era, linda! E sempre seria capaz de deixá-lo louco.
Mais nenhuma palavra foi proferida e nem mesmo era preciso, os dois corpos jovens falam tudo o que era preciso através de toques ousados, beijos molhados, arranhões e respirações entrecortadas.
Ele tentou ser gentil, mas Isabella não estava, realmente, interessada em gentilezas. Tudo o que a morena queria sentir era a inigualável sensação de estar onde pertencia, o preenchimento completo que só poderia ser proporcionado por aquele que era o único e inegável dono não só de seu amor como de todo o seu mais enlouquecido desejo.
Reprimindo qualquer outro pensamento que não fosse o homem que a olhava com evidente excitação, Bella expulsou qualquer pensamento e culpa relacionado ao noivo da mesma forma como afastou a mini saia que vestia. De pé, em frente a um Edward claramente ansioso para tê-la de volta ao colo, a modelo sorriu maliciosamente e retirou a minúscula peça de renda que ainda tinha em seu corpo lentamente e a jogou sobre o lutador.
- Porra, você é linda! – O sorriso malicioso se tornou um sorriso tímido e verdadeiro. Muitos homens já tinham dito o quanto ela era linda e desejável, mas Masen era o único a fazê-la se sentir dessa forma.
Tentando disfarçar o inconveniente constrangimento, Bella estendeu sua mão ao ex-namorado.
- Você tem um quarto? Alice...
Lion estava de pé e a pegando no colo no segundo seguinte.
- Hey, cuidado! Você está machucado.
- Não o suficiente para ignorar o fato de que tem uma linda mulher louca para ir para a cama comigo.
- Você tem o dom de estragar o clima.
- Sério? – O olhar de Edward percorreu cada centímetro do corpo nu de Isabella após tê-la acomodado sobre a cama desarrumada. – Isso quer dizer que você não está nem um pouco ansiosa pelo o que eu vou fazer?
A modelo pensou em negar, mas sua fala se transformou em um gemido alto quando as mãos do lutador se apossaram de suas coxas, as afastaram e, sem qualquer aviso prévio, passou a beijá-la intimamente.
Swan tinha transado com muitos homens, mas nenhum deles – nem mesmo o noivo que a amava tanto – tinha sido capaz de levá-la a loucura com tamanha facilidade. Nem mesmo Alice com quem costumava dividir os poucos momentos de prazer, tinha sido tão fácil e intenso se entregar ao descontrolável poder de um eminente orgasmo.
Os dedos femininos se prenderam nos sedosos cabelos acobreados e Edward Masen se deliciou com a voz suplicante de Isabella lhe pedindo por mais.
Ela era, continuava a ser, deliciosa. O lutador desconfiava que nenhuma outra mulher em todo o mundo poderia ser tão saborosa... Uma mistura afrodisíaca de picante e doce.
- Você é tão gostosa! – Ele sussurrou, atingindo o cume úmido entre as pernas de Bella com sua respiração.
- Edward...
Lion adorou ouvir o seu nome sendo sussurrado daquela forma... Indecente e implorativa. Ele queria, e faria, o som se repetir por horas a fio.
Era uma promessa e essa, ele tinha certeza, seria cumprida. Naquela noite e em muitas outras. Não importa o quão errado e fadado ao fracasso estivesse o relacionamento dos dois. Ela pertencia a ele e ele não a entregaria de bandeja para seu pior inimigo.
A resolução só ganhou mais força quando ela gozou em sua boca e com a voz manhosa pediu para tê-lo dentro de si.
Sem qualquer hesitação, Edward vasculhou a carteira, vestiu-se com um preservativo e gemeu de contentamento ao sentir-se adentrar cada centímetro do canal quente, úmido e apertado da mulher que se agarrava a ele e gemia pedindo por mais.
- Você é minha! – Ele disse quando estava completamente colado a ela. – Minha!
- Me fode, Edward! – As pernas delgadas enlaçaram a cintura masculina.
- Você é minha, entendeu? – O corpo do lutador se moveu lentamente.
- Não... – Bella negou mansamente. – Não sou sua. Não se você não for meu.
Aumentando o ritmo com que se movia contra a jovem, Edward Masen deslizou suas mãos fortes por cada centímetro de pele que podia alcançar.
- Você é minha!
A pele alva das costas do jovem lutador foi arranhada e um beijo forte depositado sobre o peito.
- Então diz que é meu...
Lion se calou por um instante, concentrado apenas em mover-se cada vez mais rápido -O quarto foi preenchido apenas pelo som de pele contra pele e gemidos eróticos -, mas quando o êxtase se aproximou ele levou seus lábios até o ouvido de Bella.
- Você minha! E eu sou seu.
A declaração, aliada aos movimentos rápidos e exigentes, conduziram Isabella até um espiral de prazer.
A contração do canal apertado foi o que jogou fora todo o autocontrole que o lutador mantinha, fazendo-o segui-la em um delicioso orgasmo.
...
- Aonde você vai? – Isabella interrompeu os movimentos propositalmente lentos e se voltou em direção ao homem estendido sobre a desarrumada cama. Imaginava que ele estivesse dormindo, então a voz rouca a pegou de surpresa.
Ela nada disse, pois não sabia o que dizer e tinha medo de que agora ele, finalmente, dissesse algo que partiria o seu coração mais uma vez.
Como nenhuma resposta foi proferida, Lion moveu-se, abrindo os braços.
- Não vai. Fica... Pelo menos essa noite.
Sentindo lágrimas se apossaram de seus olhos, Isabella voltou em um átimo para a cama e se agarrou ao corpo masculino que há pouco tinha tomado posse do seu.
- Você vai me mandar embora pela manhã? Ou me pagar pelo o que fizemos?
- Claro! – A resposta fez a jovem se encolher. – Vou te pagar com um delicioso sexo oral, seguido de sexo no chuveiro, na sala, na cozinha e, mais uma vez, nessa cama.
- Nós vamos brigar de novo, eu sei... – A modelo recostou sua cabeça contra o tórax musculoso. – Tudo bem. É como tem que ser... Só, por favor, nunca mais, Edward... Se você um dia gostou de mim, por favor, nunca mais tente me pagar por...
- Eu não vou! – Masen se colocou sobre o corpo pequeno. – Eu diria que é uma promessa, mas você não acredita nas minhas promessas.
Um dedo gentil e hesitante percorreu os hematomas que começavam a se formar no rosto másculo.
- Eu não vou pagar, mas também não vou abrir mão disso... Eu quero você, Bella. Foda-se! Eu quero muito você e eu vou te ter.
- Você vai... – Ela sussurrou docemente. – Sempre.
CONTINUA...
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* Vaso ruim não quebra.
Notas finais
xoxo
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