The Lion

5 Capítulo IV


Notas iniciais
Atualização pequenininha apenas para não passar em branco.

Boa leitura!

Capítulo IV

The Lioness / Queen Bee

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Isabella Swan apertou os braços ao redor de seu corpo magro e fez o seu melhor para se manter aquecida. Ela podia sentir os fios do cabelo cumprido atingindo seu rosto, a ponta de seu nariz ameaçando congelar e a extremidades de seus dedos dormentes.


Ela, simplesmente, amava a sensação. Ouvir o assobio do vento e sentir o toque suave da neve a transportava para outro lugar... Há milhares de quilômetros de distância.



Para a octogon girl, naquele momento, o deserto Roundwood Park se parecia muito com o lugar que ela aprendeu a chamar de casa. E não existia nada que ela sentisse mais falta do que da sua casa, ou talvez fosse mais correto dizer, das pessoas naquela ampla, confortável e apaixonante casa em uma rua tranquila e arborizada à oeste de Toronto.



A única coisa que faltava era o constante barulho, as risadas, o inebriante cheiro de canela de uma torta de maça no forno e um insubstituível abraço apertado.



Por um segundo, a morena desejou ser capaz de fugir de tudo e correr para onde seu coração mandava. Tinha sido um mês difícil para a jovem modelo e ela, sendo bem honesta consigo mesma, se sentia perdida. Tão perdida quanto tinha se sentido há sete anos e isso a amedrontava.



Um mês desde que um fatídico e indesejado reencontro aconteceu. E sua, já instável, vida foi virada de cabeça para baixo.



Um mês desde que ela tinha, forçadamente, provado daqueles malditos lábios carnudos. E agora não existia um só minuto sem que ela desejasse voltar a provar do gosto dele.



Um mês desde que todas as suas lembranças, boas e ruins, vieram à tona. E todo o ódio que ela acreditava ter sobre controle voltou a borbulhar com demasiada intensidade.



Um mês desde que sua guerra interna tinha recomeçado e dois de seus mais intensos sentimentos não paravam de se digladiarem: o desejo avassalador e a magoa sufocante.



E, em dias como hoje – quando ela sabia que seria obrigada a revê-lo -, a batalha prometia ser sangrenta.



Ela queria feri-lo, encontrar uma forma de magoá-lo tanto a ponto de fazê-lo se sentir perdido, renegado, usado. Mas não importa o quanto ela tentasse encontrar uma forma de fazer isso acontecer, nada lhe vinha à mente.



O fato é que ela não tinha as armas necessárias para ganhar qualquer batalha, seja contra o homem que ainda amava ou contra aquele por quem nutria admiração e gratidão.



Apesar dos momentos difíceis que tinha sido obrigada a vencer e da forma como esses momentos a transformaram em uma guerreira, Bella não tinha em si o material necessário para guerrear contra ninguém. Lhe faltava o total auto-controle, o senso de oportunidade, o prazer em ver alguém sofrendo, a maldade e lhe sobrava compaixão.



Bella tinha, finalmente, percebido que poderia sim continuar a usar da sua sexualidade para provocar Edward, poderia tentar inflar o ciúme do lutador, fazê-lo perder a cabeça em um ou outro momento intimo, mas jamais conseguiria colocá-lo no fundo do poço como ele tinha feito com ela.



Ela sabia que, se realmente desejasse, poderia encontrar uma forma de fazer tal coisa – talvez até mesmo com a ajuda de James -, mas lhe faltava estomago para tanto. Ela queria vê-lo sofrer, mas ao mesmo tempo não conseguia se ver destruindo seus sonhos. Ela conhecia a dor e talvez por isso não fosse capaz de infligi-la à ninguém.



Então o que restava para a morena? Essa era a questão que ela tentava responder para si mesma quando deixou seu hotel logo pela manhã e se dirigiu até o bonito parque de Wembley.



Talvez devesse desistir de tudo e voltar para quem, realmente, precisava dela. Mas então como se manteria? E, o mais importante, como arcaria com os custos de um tratamento de saúde tão caro e indispensável?



Bella Swan tinha, de alguma forma, colocado seu nome na boca de todo homem interessado em MMA, posado para algumas revistas, desfilado por alguns eventos e com isso juntado um bom dinheiro... Que tinha sido empregado, sem um segundo pensamento, em exames médicos, biopsias, quimioterapia, radioterapia... E por mais trabalho que Isabella tivesse, nada, nunca, era o suficiente.



Se não fosse toda a ajuda de James... Bella estremecia só de pensar.



Sendo assim, ela estava, e continuaria, presa ao mundo do MMA e ao seu atual, e abusivo, namorado. Não é como se ela tivesse escolha.



Assim como ela continuaria presa ao turbilhão de contraditórios sentimentos que Lion despertava nela. Mais uma vez, não é como se ela tivesse escolha.



Mas se existia algo que a octogon girl tinha aprendido no decorrer dos anos é que autopiedade quase nunca ajudava. Sentir pena de si mesma não faria seus problemas desaparecerem ou mudaria o seu estado de espírito. Por isso, Bella fez a única coisa capaz de melhorar o seu humor melancólico: Apanhou o celular em sua bolsa e discou uma conhecida sequencia de números. Assim que a ligação foi atendida, um genuíno e sincero sorriso fez com que o rosto alvo ficasse ainda mais bonito.



– Jared, baby, eu estou com tanta saudade!



CONTINUA...



Notas finais
por favor, se você chegou até aqui, seja gentil, e me deixe saber o que achou.

xoxo