The Lion
4 Capítulo III
Notas iniciais
Capítulo III
____________________
The Lion
______________________________________
Edward queria, devia e precisava dormir, mas simplesmente não conseguia. Por mais que tentasse não era capaz de tirar a imagem de Isabella de sua mente. Ele ainda podia sentir a maciez de sua pele na ponta dos seus dedos e o cheiro inebriante da sua excitação.
Ela sempre tinha sido receptiva e Edward nunca precisou de mais do que algumas caricias para deixá-la pronta para ele, mas dessa vez tinha sido diferente... A resposta do corpo feminino foi imediata e com uma intensidade tamanha que ele jamais tinha experimentado, com ela ou com qualquer outra.
Em seu intimo desejou que fosse mesmo apenas a sua presença que a tinha despertado, como tinha dito a ela, mas ele a tinha visto sobre o colo do namorado praticamente sendo fodida em publico... Porra! Quando ele sentiu o que imaginou ser o resquício da excitação provocada por outro homem, perdeu o controle. Queria feri-la como se sentia ferido, por isso se apossou do corpo da jovem e, propositalmente, a marcou. Teria dado um de seus dedos para ver a reação de James aos chupões que ele deixou no pescoço e seios de Isabella.
Porém, passado a euforia do momento e o cuidado com suas necessidades físicas depois de ter estado tão perto intimamente daquela que comandava, para sua infelicidade, o seu corpo, o lutador passou a se perguntar se a tinha colocado em problemas. Não que ele, de fato, se importasse, mas pensou em como reagiria se fosse ele a encontrar as marcas e não seria uma cena bonita de se presenciar.
De qualquer forma, era uma briga que ele queria provocar. Entre o casal – apenas pelo prazer de estragar a noite romântica que pretendiam ter — e entre ele e seu rival. Se James iniciasse uma briga, ninguém poderia culpá-lo por se defender.
Desistindo de obter qualquer descanso, o jovem ruivo pulou da cama, vasculhou sua mala em busca de suas roupas esportivas e desceu até a academia do hotel. Pretendia voltar para Los Angeles e seus treinamentos diários o quanto antes, mas enquanto era obrigado a ficar podia tentar se manter em forma. Não houve um dia se quer em sua vida, desde que é capaz de se lembrar, em que tenha deixado de se exercitar; nem mesmo quando se encontrou em meio a uma situação adversa tinha se esquecido de manter seu corpo em movido. Foi essa disciplina que o tornou capaz de vencer sua primeira luta com tão pouco tempo de preparo.
O cansaço físico aumentou após uma hora de corrida em uma esteira seguida de algumas flexões. Sentia-se exausto, mas continuou com a sua serie de treinamento habitual, só lamentava que não tivesse um saco de pancada por perto. Isso o despertaria e colocaria para fora um pouco da ira constante que vivia em seu peito.
– Eu seria um pouco mais feliz se todos os meus lutadores fossem tão aplicados... – Edward manteve a concentração, mas desviou o seu olhar até encontrar seu mais novo patrão parado ao seu lado.
Com um aceno de cabeça, Jasper se apossou da barra de ferro que Edward levantava e a colocou sobre o suporte. O lutador se sentou e estendeu sua mão para o empresário.
– Após a comemoração de ontem, eu posso apostar alguns milhões que todos os meus lutadores estão curtindo uma tremenda ressaca nesse momento.
– Eu não bebo... – Lion respondeu com cordialidade e indiferença.
Bebidas alcoólicas tinham sido abolidas de sua dieta. Foi uma bebedeira, aliada a sua ingenuidade, que o colocou em problemas. Ele não estava interessado em repetir o erro.
– Você está diferente... – O loiro prendeu seus olhos cor de mel sobre sua mais nova promessa de sucesso eminente. – Muito mais dedicado, focado. Eu preciso confessar: sempre acreditei no seu potencial, mas depois do ocorrido não imaginava vê-lo em um octógono novamente. Muito menos que você voltasse melhor do que era.
Edward engoliu em seco. Odiava o fato que a conversa tivesse tomado esse caminho.
– Para ser bem sincero, Senhor, não acho que tenha lutado tão bem assim. – Propositalmente, mudou o foco da conversa cordial.
Jasper lhe deu um sorriso enigmático.
– E não lutou mesmo. Poderia ser melhor. Mas gostei da forma como conseguiu reverter o quadro, como tomou o controle. São poucos os lutadores com essa habilidade, menos ainda conseguem demonstrá-la em um estreia. E bom, Emmett tem me falado muito sobre você e confio, cegamente, na opinião dele. Tanto ele quanto eu sabemos reconhecer um talento quando vemos um.
Há anos o lutador não se sentia corar. Mas foi, exatamente, o que aconteceu.
– Vou me atrever a lhe dar um conselho, embora não seja seu treinador: não deixe esse talento lhe dominar, seria, realmente, um desperdício se você se tornasse tão soberbo quanto Wasp.
– Eu não tenho nenhuma intenção de chegar perto de ser qualquer coisa que James seja.
– Nem mesmo se tornar o campeão?
– Eu entrei nesse campeonato para ganhar e é o que vou fazer.
O sorriso de Jasper se tornou ainda maior.
– Competitividade, meu jovem, é o que eu gosto de ver. – Embora o empresário não fosse tão mais velho do que o lutador, existia algo como uma aura paternal sobre ele, como se todos os lutadores fossem como seus filhos. A Edward, que nunca teve um figura paterna presente, essa forma de agir parecia estranha e dispensável. – Convoque o seu treinador e se junte a mim para o almoço.
Lion nem mesmo pensou em recusar.
...
– Eu preciso admitir, você tem algo que me faltava quando ainda era um lutador: carisma. – Emmett começou a dizer enquanto ele e Edward usavam o elevador para chegar ao restaurante. – Cara, eu era bom. Bom pra caralho. Mas precisei de um século para conseguir ser notado.
– Eu mereço um pouco de sorte depois do inferno pelo que passei. – Edward forçou um sorriso. – Além disso, eu sou melhor do que você.
– Me dê um minuto no ringue eu te mostro quem é o melhor.
– Eu declino a oferta. Rosalie não precisaria de um segundo para me colocar em coma se eu te levar em qualquer lugar perto de um ringue... Para lutar.
– Quem diria que o Lion tremeria diante de uma mulher... – O treinador zombou.
Por um segundo, o lutador permitiu que seus pensamentos vagassem até outra mulher. Mulher essa capaz de fazê-lo não só tremer.
Felizmente, os dois chegaram ao restaurante antes que sua mente se tornasse uma confusão de desejo e ira.
Foram recebidos amigavelmente por Jasper e solenemente ignorados por sua esposa.
– Você não me disse que teríamos companhia... – Ela disse ao marido.
– Seja gentil, baby!
Ela não foi, é claro! Preferiu fixar sua atenção no cardápio enquanto os três homens acertavam detalhes da próxima luta de Edward.
– Nós podemos pedir, Alice? – Edward viu quando a mão do empresário alcançou a mão da esposa sobre a mesa e desviou o olhar.
– Peçam se quiserem... – Ela respondeu com evidente mal humor. – Eu vou esperar por Bella.
A menção ao nome da octogon girl roubou a atenção do lutador. Na noite passada Alice tinha feito alguma menção ao nome de Isabella e agora o ruivo imaginava saber o porquê de sua inimizade gratuita.
Como se invocado diretamente do inferno, o diabo deu o ar da graça.
Embora tenha tentado com todo o afinco, Edward não foi capaz de tirar os olhos dela. Nesse inicio de tarde, ela se parecia um pouco com a menina por quem ele tinha se encantado. Seu corpo estava todo coberto por um jeans e uma camisa de gole role que, provavelmente, tinha a intenção de esconder as marcas que ele tinha feito na noite anterior; o cabelo tampando boa parte do seu rosto como ela costumava fazer quando estava envergonhada. A única diferença estava no imenso óculos escuro que ela não retirou nem mesmo quando chegou a mesa, depois de ter seu nome chamado por Alice, e se sentar ao seu lado.
Ela o ignorou completamente. Nem um olhar em sua direção, mas ele pôde ver o balançar incessante de suas pernas sob a mesa.
Lion focou a sua atenção no rosto feminino quando Jasper a cumprimentou. Os lábios tentadores se comprimiram e ele sabia que isso significava que uma mentira seria colocada para fora.
Aparentemente, ele não foi o único a notar já que, sem aviso prévio, Alice se colocou de pé e a convocou a acompanhá-la até o banheiro.
Bella se levantou lentamente, seus movimentos em nada parecidos com os que ela fez questão de mostrar-lhe na noite anterior.
– Parece que alguém não teve uma boa noite... – Emmett comentou com uma risada quando as duas mulheres se afastaram.
Perceptivo como era, Edward percebeu o apertar de punhos do empresário a sua frente e seguiu o seu olhar a tempo de ver a morena, que ainda mexia com o seu coração, arrancar o óculos da mão da amiga e deixar o restaurante.
Definitivamente, alguma coisa estava errada. Não era da sua conta, é claro, mas Edward se perguntou se o comportamento de Isabella tinha alguma ligação com a fracassada noite que ele esperava que ela tenha experimentado.
Alice voltou à mesa poucos segundos depois e o lutador fez o seu melhor para ignorar o fato de que ela tinha os olhos lacrimejantes.
– Algo errado? – Jasper se pronunciou.
– Nada que já não tenha acontecido antes... – A voz feminina não continha nenhum resquício da contrariedade anterior. Soou mais baixa e a Edward o som pareceu repleto de tristeza.
O olhar de Emmett se fixou em Edward e o treinador não gostou da expressão que encontrou no rosto do seu pupilo. Se o conhecia tão bem quanto imaginava, aquele olhar fixo em Alice e ao mesmo tempo perdido, significava que ele já estava nas garras de Bella Swan novamente.
__________________________________________
The Lioness/ Queen Bee
_____________________________________
O luxuoso quarto de hotel estava parcialmente destruído e Isabella Swan se sentia estranhamente grata pelo mobiliário ter recebido a maior parte da fúria do seu namorado. Enquanto fitava os cacos de vidro proveniente de uma garrafa de champanhe que não chegou a se consumida, ela tentava, com afinco, apagar as imagens da última noite de sua mente.
Seus olhos queimaram, mas ela foi capaz de lutar contra as lágrimas. Não era a primeira vez que acontecia e, certamente, não seria a última. A ela só restava continuar a fingir que nada disso a atingia.
Felizmente, James ainda estava dormindo, o que dava a jovem algumas horas para se recompor.
O que mais a magoava não era o ocorrido em si, mas a forma como isso a fazia constatar que todos os seus sonhos não tinham passado de ilusões que nunca se realizariam. Tinha desejado, fervorosamente, quando era mais nova, uma vida digna de conto de fadas e, por um momento, acreditou que a teria... No entanto tudo o que tinha conseguido da vida era expor seu corpo, fingir se alguém que não era e um namorado abusivo. Ao menos, Deus tinha sido bom o suficiente para lhe dar algo ao que se apegar. Do contrário a jovem que por fora parecia tão forte e determinada já teria desmoronado.
...
Bella sentia como se sua cabeça estivesse a ponto de explodir e como se um trator tivesse passado por cima de seu corpo, dado a ré e voltado a atropela-la, mas por mais que desejasse se afundar na banheira de seu luxuoso quarto de hotel até que sua pele enrugasse ou até que se decidisse por mergulhar e não emergir novamente, ela simplesmente não podia.
Tinha aceitado almoçar com Alice e deixar de comparecer apenas lhe colocaria em mais evidência, por isso ignorou as dores, deixou parte de seu cabelo solto a cair pelo rosto e vasculhou sua mala em busca de seu maior óculos de sol.
O dia estava especialmente quente, então ela amaldiçoou a necessidade de usar uma maldita blusa de manga longa que cobria até mesmo seu pescoço e seguiu seu caminho até o restaurante do hotel.
A octogon girl vestiu o seu melhor sorriso quando avistou os amigos, mas o mesmo desmoronou ao se dar conta de que o casal não estava sozinho. Por um segundo pensou em dar meia volta e se retirar antes de ser vista, mas a voz de Alice a impediu de completar o movimento.
Com a cabeça erguida a jovem caminhou pelo lotado restaurante e se sentou na única cadeira livre, de frente para sua melhor amiga, e fez o seu melhor para ignorar a presença ao seu lado.
Por baixo da mesa suas pernas balançavam incessantemente.
– Você não está ficando doente, não é, Estrela? — Bella sorriu com genuína sinceridade para o carinhoso apelido que Jasper a tinha dado.
– Só um pouco de frio... — Nenhum deles teriam, realmente, percebido a mentira se não fosse o suor que escorria por seu rosto.
Alice prendeu seu olhar afiado sobre a amiga por longos segundos e praguejou. Sem dizer nada, se levantou e pediu que Bella a acompanhasse até o toalete.
Elas nem mesmo chegaram a deixar o restaurante, antes que Bella fosse obrigada a enfrentar o olhar de piedade de sua amiga.
– Ele fez de novo, não é?
– Claro que não! — Isabella respondeu rápido demais para ser uma verdade.
A única resposta de Alice foi retirar os óculos escuros que cobriam os olhos de sua amiga e acariciar com cuidado o hematoma que encontrou.
– Eu sin...
– Eu acho que perdi a fome. — Bella se apressou em dizer antes de arrancar os óculos da mão de Alice e se obrigar a deixá-la para trás.
Sem ter, exatamente, onde se esconder. Isabella retornou ao quarto que dividia com James. Se recostou a porta e olhou com pesar para a figura sobre a cama. Sabia que ele, provavelmente, ficaria de mau humor ao constatar que teria que pagar por todo o prejuízo que o seu ciúme tinha causado.
Com um suspiro, a morena se permitiu escorregar até o chão, abraçou os próprios joelhos e obrigou os seus pensamentos a vagarem até um país vizinho, para o lugar onde ela chamava de casa... Para uma companhia que ela gostaria de ter no momento.
Ela sentiu, mais do que viu, quando o homem com quem mantinha um relacionamento se aproximou. Sem conseguir evitar se encolheu.
James se ajoelhou a frente da namorada e com um carinho nada condizente com a sua atitude na noite anterior, ergueu o seu rosto e retirou os óculos que ela usava.
Como sempre acontecia, ele sentiu a culpa se apossar do si ao encontrar o olhar dela. Os olhos não estavam vermelhos. Ela nunca chorava. Mas a marca arroxeada abaixo de um dos olhos o fazia querer chutar o próprio traseiro.
Sem grandes dificuldades, ele a pegou no colo. Bella não protestou. Ela sabia o que viria: ele cuidaria dela, como sempre fazia depois de uma briga e ela se sentiria enojada por não fazer nada.
O campeão se sentou na beirada da cama e a abraçou a namorada.
– Eu sinto muito, Love. – Ele sussurrou em seu ouvido. – Mas você sabe... Eu fico louco quando estou com ciúmes.
Isabella nada disse. Não existia o que dizer.
Acomodando-a sobre a cama, James se apressou em livrá-la dos sapatos, da calça jeans e por fim da blusa que ela usava. Praguejou ao encontrar as marcas de seu dedo sobre a pele macia do braço feminino.
– Eu sinto muito... – Ele repetiu. – Eu prometo que não vai acontecer de novo.
Bella cerrou os olhos com força. Quantas vezes ele já tinha prometido isso?
Ela moveu a sua cabeça de forma que seu cabelo caísse sobre o pescoço, tentando adiar o momento em que ele veria, novamente, as marcas que seu ex-namorado tinha deixado em seu pescoço.
– Você vai me dizer com quem esteve, não vai? – Ele pediu baixinho, quase com insegurança.
Bella estremeceu. No fundo, se dizia que deveria dizer a verdade e deixar que James consertasse o seu ego ferido, afinal ela não queria que Edward sofresse?
– Eu já disse... – Ela respondeu. – Eu não estive com ninguém. Você fez as marcas só não se lembra porque bebeu demais... – Era uma desculpa fraca e sem sentido, mas era única que ela tinha.
Mãos fortes se apossaram do rosto feminino obrigando a jovem a olhá-lo.
– E a sua calcinha?
Isabella forçou uma respiração profunda e repetiu a mesma história que havia dito antes.
– Eu a tirei quando fui ao banheiro... Eu estava molhada.
James não foi capaz de conter uma risada.
– Eu poderia acreditar... Mas não dois sabemos que você nunca fica molhada. Não para mim.
E tencionando comprovar o que dizia, ele deixou que sua mão corresse pelo corpo da jovem até alcançar a sua intimidade. Como sempre, Bella não reagiu as suas caricias.
– Você está mentindo para mim, Love. – James aumentou o ritmo com que a tocava. – E é isso que me deixa louco.
– Por favor... – Bella se odiou por implorar, mas não se sentia capaz de lidar com uma nova briga.
– Me diga! – O lutador exigiu, forçando dois de seus dedos a penetrá-la. Isabella se contorceu pelo desconforto provocado pelos movimentos de James sem que ela estivesse excitada.
– Alice... – Ela gemeu quando ele aumentou o ritmo. Era sua última cartada e ela, em seu intimo, rezou para que funcionasse. – Era para ser uma brincadeira. Você sabe que ela gosta de te provocar... E que nós sempre nos divertimos assim. Você nunca se importou antes.
– A vadia não gosta de mim.
A morena não podia culpar a amiga pela inimizade que sentia por seu namorado.
– Eu estava bêbada. Todos nós estávamos bêbados. Eu juro, baby, não há mais ninguém além de você.
Para a felicidade de Bella, James retirou os dedos de seu interior.
– Eu deveria mostrar a ela o que a sua brincadeira idiota causou... – O punho de James acertou o colchão fazendo o corpo feminino balançar.
Bella o puxou para um abraço.
– Não! – Disse com firmeza em seu ouvido. Não queria colocar sua amiga em problemas, especialmente, esse tipo de problemas. – Eu não quero que você arrume confusão por minha culpa. Eu sinto muito! – Com algum esforço ela se colocou sobre o colo masculino. – Me perdoa? – Ela fez a sua voz mais sedutora e passou a distribuir beijos pelo pescoço do lutador.
Não demorou muito para que ela conseguisse roubar a sua atenção. Quando suas costas voltaram a encontrar a maciez do colchão, Bella sabia que tinha, enfim, conseguido reverter a situação. Precisaria avisar Alice que tinha usado seu nome, mas sabia que a amiga não se importaria em ajudá-la... Mais uma vez.
A visão de seu namorado vestindo um preservativo não significou nada para ela, mas um autêntico suspiro de alivio escapou por seus lábios ao vê-lo retirar o lubrificante da mesinha de cabeceira.
– Me diga, Love, nem todos eram tão atenciosos assim, não é? – James comentou com o seu habitual tom sarcástico, enquanto espalhava o liquido gelado sobre a intimidade da namorada.
Isabella o ignorou, como sempre, e manteve-se imóvel enquanto ele se colocava por cima do seu corpo.
Ela fechou os olhos, o que foi um erro. Pela primeira vez, em anos, sua mente a transportou para outro lugar, outra época e mesmo consciente de que seu corpo estava sendo manipulado por James, tudo o que conseguia ver, ouvir, tocar era um jovem ruivo, de encantadores olhos azuis.
Os olhos verdes se fecharam quando a luz da luminária foi posicionada em sua direção e seus braços se cruzaram sobre o peito, escondendo os seios nus.
– Edward, por favor! – Ela choramingou parando seus movimentos.
– Eu quero te ver, baby. – Ele disse com um sorriso. – Você é tão linda assim... Por cima de mim.
O rosto alvo de Isabella esquentou. Não era a primeira vez que eles faziam amor, mas ela ainda se sentia envergonhada.
Sua timidez foi esquecida quando ele começou a acariciá-la intimamente. Antes que Bella se desse conta já tinha voltado a se mover.
– Eu amo a forma como seus seios saltam... – Ele sussurrou. – Amo a forma como você cora quando eu te digo coisas como essa. Amo a forma como você vai fechar os olhos e gritar o meu nome quando gozar.
– Oh Deus! – A jovem gemeu fazendo o namorado sorrir.
Ela era quente e o deixava louco, mesmo com toda a sua timidez. Seu corpo respondia a ele com intensidade e isso era tudo o que importava.
Ele a virou e se acomodou sobre ela. As investidas se tornaram mais rápidas e necessitadas e tudo o que se ouvia no pequeno quarto eram os gemidos causados pelo ato intimo de ser amar.
As pequenas unhas dela arranharam as costas alvas, mas Edward não se importou. Sua atenção estava, completamente, presa na forma como ela se contorcia, fechava os olhos e se entregava ao prazer que ele dava a ela. Ele a seguiu no clímax e ambos desabaram tentando normalizar a respiração descompassada.
– Eu te amo! – Ela sussurrou baixinho e ele sentiu seu coração inflar de felicidade.
– Eu também te amo, baby!
Isabella necessitou de toda a sua força de vontade para não chorar quando seu deu conta de esteve presa em lembranças enquanto seu atual e possessivo namorado entrava e saia de seu corpo. Deus! Ele a mataria se soubesse que ela esteve pensando em outro.
Felizmente, James não precisou de muito tempo para se satisfazer.
Ela o observou, ainda jogada sobre a cama, quando ele caminhou até o amplo banheiro. Quando o barulho de água foi ouvido, ela soltou da cama e correu até a sua mala. Se sentia suja e usada, mas teria que esperar por um banho.
Sem se importar com as roupas que estavam sendo jogadas ao chão, ela alcançou o fundo da mala e retirou de um compartimento uma pequena caixa. Com as mãos trêmulas, Bella abriu a pequena tampa e ouviu a melodia suave invadir o quarto. Olhou para o interior da caixinha de música avistando um papel amarelado dobrado muitas vezes, um cordão e um pequeno pedaço de fita vermelha.
Um nó se formou em sua garganta.
– O que você está fazendo? – Bella perguntou com uma pequena risada ao ver o namorado amarrar um pequeno pedaço de fita vermelha em seu dedo anelar esquerdo.
– Eu gostaria de poder e dar um anel, como você merece, mas por enquanto isso é tudo o que eu posso dar... E o meu amor.
O sorriso da jovem se tornou ainda maior.
– Seu amor é tudo o que eu preciso. – Ela acariciou o rosto marcado do jovem rapaz a sua frente, se sentindo feliz que apesar dos hematomas provocados pela luta que ele tinha ganhado a pouco, ele estava bem.
O peito dos dois jovens estavam oprimidos e ao mesmo tempo radiante.
– Eu estou feliz por você! – Ela disse sinceramente. – É o seu sonho se tornando realidade.
– Vem comigo. – Ele disse de repente.
Bella apreciou, e muito, a proposta.
– Eu não posso. – Disse com pesar. – Eu não sou emancipada como você e meus pais jamais permitiriam. Só mais alguns meses e eu vou poder ir atrás de você. Eu vou para a faculdade, ou meus pais vão achar que sim.
– Eu vou voltar. – Ele disse com convicção. – Antes da formatura. Eu vou voltar e te buscar.
– Você promete? – Isabella tentou, mas não conseguiu conter as lágrimas.
– Eu prometo, se você prometer que vai me esperar.
– Sempre! – Ela garantiu.
– Então, eu prometo: Eu vou voltar, não só para te buscar, mas para te ver até que você possa ir comigo e vou mandar cartas, e-mails, sms...
Bella não o deixou terminar, o puxou para um beijo doce e repleto de amor e tristeza pela separação eminente.
– Você nunca voltou. – A jovem morena disse segurando a fita. – Você mentiu. E eu nunca vou te perdoar por isso.
CONTINUA...
Notas finais
xoxo
Fale com o autor