The Line Between The Stars And The War
3 Family Tree.
Notas iniciais
O dia em que Carina ouviu pela primeira vez o nome de Walgurba e Orion Black foi no seu aniversário de 5 anos. Foi rápido. Vago, e cheio de repulsa carregados por Andrômeda.
— Desde que Carina não puxe ao lado de Orion e Walgurba... Ela sempre será bem-vinda.
Ela, na época, não ligou. Sabia que se perguntasse não obteria respostas.
Ela só foi saber verdadeiramente quando tinha 15 anos, quase 16. Eram seus avós paternos. E ela descobriu de uma forma... Pertubadora.
Ela pisou na casa empoeirada com receio. Era tudo tão... Verde. E preto. E tinha um ar pesado que a deixava ofegante.
—QUEM OUSA PISAR NA CASA DE MEUS PAIS?- Uma voz ecoou, a fazendo pular. Ao lado dela, seu pai pulou na voz e seus olhos cinzas se arregalaram.
Ambos os pares de olhos Black se encontraram com um retrato. A imagem era de uma mulher bem vestida e com uma expressão fria.
— Você! Como ousa? Entrar aqui... Depois de todos esses anos... Depois de ter sido queimado da árvore...
— Sempre bom te ver, mamãe. — Seu pai falou com a voz carregada de ironia. — Princesa, já conheceu sua avó Walgurba?
Não. Ela não conhecia. E queria continuar não conhecendo.
Ela deixou pra lá os nomes e figuras da família de seu pai à muito tempo. Eles eram tudo o que Sirius e Carina não queriam ser.
Mas ela jamais pensou que iria encontrar Orion Black em carne e osso, na sua frente (E muito menos esperava que ele fosse tão parecido com seu pai.).
Ela só não sabia o porquê de ele estar ali, no salão principal de Hogwarts, olhando para ela como se olhasse para uma entidade sobrenatural.
— Pai!- ela ouviu a voz de Régulos ao fundo. O homem pareceu voltar do transe em que entrou e se virou para o filho mais novo.
Assim que o homem saiu do campo de visão da garota, sua mãe se virou para ela dizendo:
— Sabe quem é?
Ela se contentou em balançar a cabeça em sinal de negação.
Sirius Black apareceu na frente dela em um piscar de olhos, junto a ele, James e Remus.
— Por que meu pai estava aqui?- Ele fala,respiração pesada e olhar sério em seu rosto.
Ela viu de canto de olho sua mãe se afogar com o suco e falar:
— Aquele era seu pai? — ela fala com os olhos arregalados encarando bruscamente Orion Black, que saia do salão acompanhado de Regulos.
— Me responda, Carina. O que ele queria com você?
—Eu não sei...- Ela falou com sinceridade.-Ele não falou comigo. Só ficou me olhando...
O Black mordeu os lábios com vontade e ela viu a mãe dela inconscientemente lamber os dela.
— Ai meu Deus eu vou vomitar. — ela disse em voz alta. A atenção foi voltada para ela e Carina decidiu que já era hora dela calar a boca.
— Sinceramente, Marlene e Black! Vocês acham que ela vai querer ver a mãe dela flertando com um idiota como você? É quase tão errado quanto ver os próprios pais...- Lily se alto interrompeu, seus olhos verdes se arregalaram em compreensão.Ela estava com a boca aberta e parecia querer emitir algum som, mas sem sucesso.
Carina viu o olhar de Lily, aquele olhar que parece que descobriu as Américas, e sorriu torto e com vergonha.
Felizmente, nem seus pais e nem os marotos, pareciam ter entedido.
— Eu tenho que ir!- Carina falou se levantando.- Lily, será que você pode me acompanhar?
—Espere! Eu já estou indo...- Marlene falou tentando parar a filha e melhor amiga mas ambas já estavam fora do Salão Comunal.
Suspirou, e olhou para Sirius. Garota complicada... Ele soltou uma risada gostosa de ser ouvida,pelo menos por Marlene, os olhos da loira brilharam, porém ela se repreendeu mentalmente.
(...)
— Me explique direito essa história!- Lily Evans estava exasperada e Carina Black sabia que, assim como o filho dela, a ruiva estava prestes a sair gritando.
—Olha só, eu não sei explicar isso. Não sei da história. E não, não estou pretendendo dizer ao meu pai. — A loira estava afoita, Lily sabia agora daonde conhecia as tantas expressões que Carina fazia. Eram todas a perfeita união entre Marlene Mckinnon e Sirius Black.
— Isso... É loucura! Ela e ELE. É louco, muita loucura... Quer dizer, não me leve a mal, mas eu jamais pensei que eles dois iriam ter algo além de uma ficada ou uma transa.
— Eca! Eu realmente não precisava destes pensamentos novamente na minha cabeça, Lily!
— Olha só! Eu não posso esconder isso dela! Ela é uma das minhas melhores amigas.
— Hmhm, sei! Por algum acaso você falou para sua melhor amiga o fato de você estar saindo com James Potter?- Carina arqueeou a sobrancelhas de uma maneira tão Sirius Black, que Lily quase se matou por ela, Alice e Marlene não terem reaparado antes.
— Eu? Não!- Lily corou até a raiz dos cabelos. Ela ouviu Carina gargalhar, a risada era tão escandalosa quanto a do Black, a diferença é que a da menina não parecia um latido como a do pai dela, Lily a compararia com a de Marlene, melodiosa e contagiante.
— Okay! Vou fingir que acredito!- o sorriso sacana de Carina se desfez. — Olha,Lily... Eu sei que é difícil, você descobrir algo tão importante como isso e não poder compartilhar com sua amiga, mas isso é pelo bem. Pelo futuro. Me promete, Lily? Que não vai falar nada para ela?
A Evans tentou escapar dos olhos cinzas de cachorro abandonado de Carina Black, mas não conseguiu. Suspirou e disse:
—Okay, eu prometo.
Ela viu o sorriso singelo de Carina e arqueeou uma de suas sobrancelhas ruivas:
— É, ele é realmente parecido com vocês as vezes.
Lily não pode negar que ficou confusa.
(...)
James Potter e Remus Lupin não eram do tipo de amigo que são fissurados nos relacionamentos de seu colega de quarto e amigo para a vida, Sirius. Ele era do tipo garanhão que ficava com todas.
Mas após a aparição de Carina, a filha da Marlene, não se podia negar que Sirius estava com carinha de cachorro abandonado toda vez em que a mãe e a filha saiam do local.
— Ei! Cara! 'Cê ta bem?- James façou para o Black assim que Marlene se levantou para ir de encontro a Lily e Carina.
Sirius pareceu sair de seus desvaneios, seu rosto perdido, e seus olhos gritavam tristeza, ele suspirou. Sorriu. Aquele sorriso forçado.
— Claro que sim!
(...)
Carina estava a caminho da aula de poções com o maior tédio de todos. Sua cara provavelmete teria continuado igual, se ela não tivesse sido puxada para dentro de uma sala.
— Shhh!- uma voz disse em seu ouvido.
Ela se virou e o viu. Orion Black, ali em sua frente e a olhava como se fosse uma peça rara e à muito perdida.
— Eu vou lhe perguntar apenas uma vez...- ele disse. Cinza no cinza, os olhos do avô e da neta presos em uma batalha de furia e confusão. — Quem é você? E por que se parece tanto com o meu primogênito?
Carina ficou paralisada por uns segundos, logo após, abriu um sorriso digno de Sirius Black e falou:
— Eu pensei que você, ou melhor, você e sua esposa, tinham afirmado naquela noite que apenas Régulos era seu filho.
Orion arregalou os olhos.
—Lembra?- Ela tornou a falar.- "Você é uma desonra!", "Sirius I deve estar se virando no túmulo!", "Nunca mais digas que eis meu filho!" Você se lembrs dessas palavras, Orion?
— Como sabe? — ele falou com a voz fria, porém evidentemente quebrada.
— Por que está aqui, Orion? O que faz em Hogwarts? Me responda, e eu lhe respondo!
— Regulos me chamou. Me disse que havia uma garota que veio do futuro, a filha de uma grifana, mas que ela, ou melhor, você, era parecida com ele. E eu acho que agora tenho a resposta da minha pergunta.
— ELE QUEM, ORION? VAMOS! DIGA-ME O NOME DELE, E O QUE ELE É SEU!
Orion ficou boquiaberto com a audácia da menina loira, nunca haviam gritado com ele daquele jeito, principalmente alguma mulher.
— Foi o que pensei... Não comsegue admitir que ele é seu próprio filho. O que é uma idiotice, pois ele, Sirius, foi mais homem em plenos 17 anos, do que você toda a sua vida.
Orion riu, e um calafrio percorreu sua espinha o quanto aquela risada lembrava-a de Narcissa Malfoy misturada com a insanidade de Bellatrix Lestrange.
— Você é definitivamente filha de Sirius.
Ela estava farta já daquilo, virou as costas e rumou em direção a saída. No momento em que abriu a porta, seus olhos se arregalaram ao ver James e Remus atrás dela.
Ambos olharam para ela adminirados e ela não pode deixar de se perguntar como ela deixou que isso tudo acontecesse.
(...)
— Você é filha do Sirius? Como aquele cachorro pode ser seu pai?
— Então... Quando o papai e a mamãe decidem ter um bebê...
— EU NÃO PRECISO SABER DISSO, CARINA! — James Potter berrou transtornado. Mexia nos cabelos incansavelmente, o que assim como acontecia com o Harry, deixava Carina Black extremamente irritada.
— Olha bem com quem é que tu ta gritando! Eu não tenho culpa de nada!- Ela falou e fez a melhor carinha de cachorro que caiu do caminhão de mudança.
Jamez suspirou, tentando se acalmar, se sentou no sofá da Sala Comunal da Grifinória e deixou Remus falar.
— Okay, Carina. O que James estava querendo dizer é: Como você pode esconder algo tão importante de todos nós?
Remus John Lupin. O tio Remus estava ali, em sua frente, falando com aquela voz calma que ele sempre usou para conversar com ela e Harry, quase como se repreendese eles. Os olhos de Carina se encheram de lágrimas ao lembrar do corpo falecido dele em 1997.
— A única coisa que eu posso dizer é: era necessário. Eu peço à vocês dois, por favor, não digam nada,a nenhum deles. Eu já ocultei meu sobrenome do mapa, ele não vai ver quem sou. Então, por favor, tio Remus, tio James, não digam nada ao meu pai.
James e Remus se encararam por um tempo e disseram:
— Fazer o que não é mesmo?
(...)
— Você está estranha!- Sirius disse para ela naquela noite no jantar.
— Hm? Impressão sua!
— Não é não! Algo está te atingindo.
— Eu to bem.
— Foi meu pai não foi? Ele foi falar com você.
— Não! Eu não tenho nada, Sirius!-Carina falou impacientemente.
— Carina, eu não sei o que meu pai queria aqui em Hogwarts, e muito menos o que ele queria com você. Mas coisa boa não é. Me prometa, que vai se cuidar. Que vai ficar longe dele. -Sirius encarou a menina com os olhos em súplica.
— Olha, Sirius...
— Me prometa, Carina!- ele falou fortemente.
— Eu prometo.-ela falou em meio a suspiro.
"É sua triste realidade
É a sua árvore genealógica desarrumada
E todos te deixaram com todas essas questões
Você vai ser como seu pai foi e o pai do seu pai?
Você tem que carregar o que eles deixaram?
Não, esse não é o seu legado
Esse não é o seu destino
O ontem não te define" — Family tree, Matthew West
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