The Light's Path

3 Uma árvore geneológica "convencional"


Notas iniciais
Fiquei ocupadíssima essa semana, mas sempre que podia vinha aqui e lia e ficava louca pra postar esse capítulo que tá escrito há décadas aqui...Espero que não tenha ficado tão pequeno quanto imagino já que era enorme e cortei em duas partes pra postar...Mas enfim, aproveitem a leitura.

Nos despedimos rápido de Euterpe e pegamos a tal carona. Era um caminhão de instrumentos musicais. Não tentei discuti em nenhum momento enquanto tentávamos subir discretamente como carga, e achei melhor ficar calada e apenas seguir com os passos da música (não, isso não foi uma piadinha infame).

Eu não me incomodava, pelo menos não agora, se eu estava seguindo o meu amigo, e se o tal lugar não fosse um Acampamento Meio-Doido. É, talvez eu estivesse louca também, mas enfim.

Nós nos aconhegamos perto de um piano, e Jack pegou um dos violões do canto do caminhão, e tentou tocar alguma coisa como Emergency do Paramore. Eu nunca tinha visto ele tocar, mas ele tocava bem e só depois de duas músicas ou três, eu criei coragem de falar.

- O que foi isso? – a coragem veio, mas a voz ainda estava tremida, droga. Mas me amigo pareceu me entender completamente, e invéz de fazer uma piadinha sobre meus ouvidos e gosto musical serem velhos, ele deixou o instrumento de lado.

- Você já estudou sobre os deus gregos do Olimpo e tal. Bom, essas lendas são reais.

- Aham. Hora de acordar, né? – eu revirei os olhos antes de os fechar com força. Só os abri depois de um segundo, mas nada parecia ter mudado.

- Acredite, essa reação é bem normal. Mas vamos pensar por um lado, isso explica a minha fã de presas e minha tia Musa.

- É. Mas é...ok, pode fazer sentido. – Isso sou eu falando? – Então, quem é o seu pai?

- Deus do sol. – ele falou, olhando para o violão.

- Tipo...Apolo?

- Não chame nomes assim. Nomes tem poder e eu não tenho certeza se ele ficaria feliz de ver o que fizemos. Mas sim, é ele.

- E sua mãe?

- Filha do deus da guerra. Vive no Texas.

- Você não mora com ela?

A ideia de ter pais parecia surreal para alguém como eu, e assim, eu não conseguia entender como alguém trocaria viver no aconchego da sua casa para um internato de meninas nojentas. Ele suspirou, e seu semblante de repente se tornou mais cansado. A cicatriz em sua bochecha ainda tinha o ar de covinha, mesmo quando ele fazia essa cara, então eu podia notar que tinha tocado em um ponto fraco.

- Nós brigamos há uns cinco annos. Ela não queria um filho, só amou meu pai uma vez...Ela tem um temperamento difícil. Mas envia cartas às vezes, dizendo que está com saudades...

- E porque não a visita?

- Não é seguro. Você não vê a srta. Montgomery? Existem piores por toda a parte.

- Peraí, se estou aqui e você esta me dizendo essas coisas...

- Sim, você é uma meio-sangue.

Olhei para a embalagem de saxofone do meu lado direito. Eu não sabia quem era minha mãe. Agora teria um pai...Um deus! Uau...Isso é tão legal...

Ok, isso tá ficando cada vez mais estranho.

- Então...quem é meu pai olimpiano? – eu continuei o interrogatório, após um momento de silêncio.

- Não dá para saber se ele não te proclamar seu.

- Como assim?

- Eles enviam um sinal. Às vezes chega, às vezes não.

- Hmm. – isso não me animou tanto como a outra ideia, mas tentei não parecer tão desapontada. Tentei. E mudei de assunto. – Você disparou aquela flecha?

- Sim.

- Porque era bronze?

- Bronze celestial mata monstros. Apenas monstros.

- Por isso você atirou na professora? Porque tinha certeza? – ele fez que sim, e o seu sorriso se abriu um pouco. – E o que aconteceria com os não-monstros?

- O bronze os atravessa como se eles fossem feitos de fumaça.

- Que encorajador. E como eu vou me proteger? – eu levantei uma sobrancelha, esperando que eu parecesse ao menos um pouco menos boba do que eu imaginava.

- Eu não sou o suficiente? – ele falsificou uma cara de choque, me fazendo rir um pouco. – Brincadeira, Euterpe me deu isso.

Ele procurou algo na bolsa e me mostrou uma pequena faca bronzeada, com alguns detalhes escitos em grego antigo. Se tratando da Musa da Música, pensei que poderia ter algo relacionado à isso, então não perdi muito tempo tentando lê-los quando ele me deu a faca, me dizendo que era apenas uma temporária e que eu teria uma própria quando estivesse treinada.

Eu dei de ombros e peguei a faca, que surpreendentemente, se ajustava muito bem na minha mão. A girei com os dedos e sorri, antes de cravar a faca na madeira do chão do caminhão. Foi a minha vez de fazer o outro rir como um idiota.

- Vamos deixar isso em um lugar seguro, beleza? – ele falou, depois de um tempo enquanto a guardava na bolsa.

Eu apenas assenti e bocejei, me encostando na parede do caminhão. E adormeci logo, vencida pelo cansaço.

Notas finais
Eu fico animada escrevendo sozinha e bolando ideias e mais ideias, mas sem reviews não funciona e vou acabar desistindo mesmo. Mas se alguém ler, qualquer comentário serve, até crítica ruim mesmo. Então...Reviews???
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.