The Light's Path

1 Adeus, Sanidade.


Notas iniciais
Acho que já falei tudo o que tinha pra falar na parte do disclaimer, mas anyway! Sejam bonzinhos e leiam até o fim? Boa leitura!

Ok, começarei pelo começo.

Bom, tecnicamente, não é o começo. Não me lembro bem do começo, então começarei pelo meio.

Olá, sou Mary Eleanor Kingsley. Eleanor Kingsley é o suficiente, obrigada.Tenho onze anos e moro no Orfanato e Internato Diana’s Future na Flórida, Jacksonville. Fora isso, não sei quem ou o que sou. Só sei que não sou normal – mas isso é meio óbvio; ningúem escreveria isso se não fosse um louco de pedra.

Mas também tenho outros argumentos para provar que não sou normal, não se preocupe! Primeiramente, você pode perguntar à qualquer um que diga me conhecer, e o que já disse é o que iram responder. Continuando, pelo que a diretora James disse, nasci e vivi toda a minha vida nesse Orfanato. Isso deveria ser o suficiente para um bronzeado atlético como os das atrizes de Hollywood, não é?

E eu...bem... Não sou o que chamam de atriz de Hollywood, não mesmo. Minha pele é muito clara e pálida – e não muda mesmo que eu me deite no jardim e espere virar um camarão (acredite, eu já tentei) – e isso em contraste com a meus olhos escuros, me faz parecer uma estrangeira, se não um fantasma. Blood Mary é como alguns espertinhos me apelidaram.

Ah, outro detalhe que nunca deixam escapar: meu cabelo. Originalmente, era de uma cor de avelã, castanho, sei lá. Era normal. Mas ultimamente, isso tem mudado e já é alvo de preocupações e brincadeiras idiotas. O que mudou? Meu cabelo sem graça mudou para uma cor muito mais sem graça: o loiro. Não o loiro bonito que algumas garotas ricas tem, mas o loiro platinado, quase branco. Tipo o daquele bruxo, Draco Malfoy? Pois é, esse loiro.

As vezes algumas mechas aparecem, outras vezes cobrem todo o cabelo mas em mais vezes são alguns fios platinados cobrindo minha cabeleira escura. Se sei como isso acontece? Claro que não. Como tudo o que acontece na minha vida, eu não sei. Inclusive o meu nascimento – tudo o que eu sei foi que fui deixada na porta do lugar com apenas algumas horas de vida.

Mas não pense que terminei com os argumentos, embora isso está mais parecendo com uma prova (se isso tiver sorte de parar nas mãos de algum professor, eu espero não ganhar um zero). Na lista interminável de anormalidades, tem uma que não deve ser tão anormal, mas adicionarei assim mesmo. Tenho ataques de fúria, às vezes, e nessas vezes, coisas ruins acontecem.

Por exemplo, já senti o ar tremular à minha frente e isso quase nunca significava algo bom – não muito diferente dos sonhos, que são histórias para outro capítulo – e um desses ataques foi causado por Lisa Rachell, uma loira esnobe e rica, por me provocar porque eu era uma orfã.

(A maioria das garotas do internato eram ricas. Delinquentes esquecidas pelos pais naquelelugar maldito, mas ricas.)

Ela me provocou por dias e eu simplesmente explodi. Eu a xinguei de loira burra, rica insolente e vários outras coisas impróprias que me deixariam escrevendo que não as devo falar em um quadro negro até que eu tivesse pelo menos trinta anos. E ela, claro, me denunciou para a diretora James – também diretora do Internato – e a mulher me suspendeu por dias. (Óbviamente, ela não podia me expulsar e me colocar na rua; ela teria que arrumar uma nova escola e pagar por isso.) Então, quando voltei as aulas, a garota estava com olheiras e parecia estar à ponto de enlouquecer por qualquer coisa a qualquer momento.

Quando perguntei à ela, pensando que ela iria me esganar, ela apenas choramingou algo sobre pesadelos e pessoas mortas. Ela também dizia ser minha culpa, então quando rezei à noite, pedi que a deixassem em paz.

(Rachell nunca mais se queixou.)

Notas finais
Aye, quem leu até o fim merece os parabéns. Gostaram? Bom, esse capítulo é mais uma introdução do que um capítulo de verdade. Eu espero que eu não tenha cometido nenhum erro, não estou tão certa de como anda o meu português... Mas o próximo vai ser maior e melhor, podem esperar! Comentários, alguém?
*som de vento e grilos tomam a sala*