The Light... The Darkness...

17 Capítulo 17: Sinais parte 2


Notas iniciais
Demorei muito para postar esse cap, não é?
Sem contar com a demora eu acho que ficou bom para entender e tirar a pulga atrás da orelha.
Os cap a seguir vão definir os momentos finais e mostrar todo o sentido da fanfic. Desde o começo.
Beijos!

Pagamos e saímos. Claire ligou para o meu pai para que ele viesse nos pegar em frente a uma praça de recreação. Durante a espera não pude esconder a cara de aflição que estava.

- Você está bem?

- E por que não estaria? – Estava sentada em um banco, movimentava meus pés para frente e para trás.

- Bom, eu não sei. Talvez você mesma queira me dizer.

O carro do meu pai parou do outro lado da rua. Em direção oposta a nossa, ele deu uma buzinadinha e nós fomos até ele.

- É impressão sua Claire. Eu estou ótima! – Entramos no carro.

- E ai como foram às compras? – Meu pai ligou o carro.

- Ótimas, não é Melissa?

- Hum hum. – Olhava a paisagem.

Não íamos direto para casa, Claire resolveu fazer um jantar espacial esta noite, então fomos ao supermercado. Para chegarmos tínhamos que passar novamente por aquela loja e pela biblioteca que ficava em frente.

Estava com o vidro aberto, o vento esvoaçava meu cabelo. Em um minuto fechei os olhos e esqueci tudo. Quando os abri vi Elizabeth entrando na biblioteca que a tinha visto.

- Mais um sinal. – Exclamei baixo. Pedi para o meu pai que parasse o carro. – Já que vocês vão ao supermercado. E eu odeio ir ao supermercado. Eu estava pensando em ler um pouco. – Claire e meu pai trocaram olhares.

- Tá ok. – Meu pai destravou o carro. – Mais você volta sozinha para casa.

- Sem problema. – Sai do carro e parei em frente à biblioteca.

Ao abrir a porta respirei fundo e senti uma brisa arrepiar todo o pelo do meu corpo.

- Fique a vontade. – Disse um atendente atrás do balcão. Assenti com a cabeça e percorri os longos corredores da biblioteca.

Estava tão aflita que não prestei atenção em nenhum dos detalhes da biblioteca e nem no rosto do homem que falou comigo.

No final de um dos corredores tinha uma caixa repleta de livros velhos e lacrados com cadeados. Como um diário. Menus um que estava caído no chão. Abaixei e peguei. Não, não era um diário, era um livro repleto de desenhos estranhos e palavras em outra língua que não consegui identificar. Senti novamente o mesmo arrepio.

- Sessão reservada! – O atendente arrancou o livro da minha mãe.

- Desculpe, eu não sabia.

- O cadeado não te disse nada? – O atendente fechou o livro com a cabeça abaixada.

- Na verdade não, por que aqueles estavam fechados e esse não! – Ele levantou a cabeça e fixamos os olhos um no outro.

Ele era branco, alto, forte e com os cabelos loiros jogados de lado. Me lembrava muito o Tyler.

- Pera ai. Você é o Tyler.- Ele confirmou.- É você mesmo. – O abracei. – O que faz aqui?

- Mês de festa dos fundadores, a cidade fica uma loucura. Vim passar o final de semana com a minha mãe e vim ajuda- lá com a biblioteca.

Iniciamos uma conversa. Percebi que ele pegou aquela caixa de livros antigos e colocou em um pequeno armário, também com chave. Tyler colocou as outras chaves em uma gaveta comum.

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Dean POV:

Como sempre fazemos quando chegamos em uma nova cidade, alugamos um quarto. Não era um dos melhores dava “pro gasto”.

As paredes estavam pintadas de um verde exército, tinha uma mesa com uma televisão caindo aos pedaços, e uma cama de casal que fazia barulhos quando sentávamos ou deitávamos. A luz estava fraca o que dava ao quarto um aspecto de jogo de terror. Tinha um banheiro cheirando a gamba morto, nem me atrevi a entrar para conferir o resto.

Sentei na cama. O colchão afundou, levantei rápido para não ir junto.

- Cara, temos que fazer alguma coisa. Normalmente nós somos os mocinhos!

- Dean não faz sentido. – Sam jogou a mochila na cama e tirou de um dos bolsos uma foto em preto e brando da Elizabeth quando criança. – Ela era só uma criança não tinha culpa de o pai ser um cretino!

- Talvez possa ser um espirito raivoso em busca de vingança.

- Vingança de quem? Da Melissa? – Fiquei calado. – Com todos os espíritos raivosos que lidamos eles tinham motivo aparente.

- Então você tá querendo dizer que Elizabeth é do bem?

- Ao que tudo indica. Se ela representasse o mal teria atacado a Melissa ou outra pessoa qualquer.

- O que você tem sobre o colar dela? – Mudei de assunto.

- Só que tem dois símbolos que representam os anjos e os demônios. O que também não faz muito sentido.

Joguei minha jaqueta na cama e fui até a porta.

- Ei Dean. Vai aonde?

- Vou até a máquina de mistérios ver se consigo resolver isso. – Sorri e bati a porta.

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Melissa POV:

Eu tinha certeza de três coisas: Elizabeth tinha me trazido para cá, de uma forma ou outra ela estava me dando sinais, e por último aquele livro iria me dizer algo muito importante.

- Uau como a hora passou rápido! – Menti. Olhei para o relógio. – Tenho que ajudar a namorada do meu pai a fazer o jantar. Só não te convido por que nem eu mesma sei quem vai.

- Sem problemas. Nos vemos na festa dos fundadores. – O abracei.

- Tchau. – Sai.

Enquanto andava até minha casa tive a louca ideia de voltar à biblioteca de noite. Eu teria que arranjar uma desculpa ou teria que sair escondida de casa.

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Sam POV:

- Vamos lá Sam. – Tirei o notebook da capa e liguei na tomada.

www.google.com

Símbolos antigos

- Segundo os estudiosos os símbolos antigos representam principalmente proteção e adoração. Nunca foi provado ao certo mais muitas pessoas dizem que símbolos em moedas, colares e outros objetos tem um poder sobrenatural. Ex: Estrela de Davi. É uma forma de proteção contra demônios. Crenças acreditam que pode- se prender demônios dentro de um desses.Ex: A maça e a asa. A maça representa o pecado, ou seja, a maça que Adão comeu. A asa representa os anjos. Sozinhos nada representam, mas acompanhados de... – O computador começou a abrir outras telas. A luz começou a piscar. Tirei o notebook da tomada e o desliguei, mas não adiantou.

"Quando se rompe a represa toda água que vai volta!!"

A luz se apagou. Automaticamente fui para fora do quarto, fiquei no corredor do hotel. Olhei para os dois lados e vi que as luzes lá estavam acesas, quando abri a porta do quarto percebi que a luz tinha voltado e a tela do notebook estava no mesmo site que eu estava vendo.

- Quando acompanhados de uma profecia podem prender almas de anjos em colares e pedras preciosas. – A tela do notebook piscou e apagou. Depois só senti um cheiro de coisa queimada. Era a tomada.

- Droga! Droga! Não me notebook não! – Finge um choro.

“Back in Black” – O celular tocou. Coloquei o notebook sobre a cama.

“O gostosão”

Atender Recusar

- O que foi Dean?

- Elizabeth foi cremada. Então nem adianta...

- O colar de Elizabeth prende alma de anjos!

- Mas como?

- Através daqueles símbolos e uma profecia, mais meu notebook pifou.

- Taylor disse uma coisa sobre prender alma de anjos.

- Então ela quer aquele colar?

- Não. Ela disse que já tinha a alma dos anjos.

- Mas a Melissa disse que o colar está protegido.

- A menos que alguém de dentro do City America tirasse e colocasse o colar.

- A pergunta é: Quem?

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Notas finais
Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.