The Light Of The World

8 Capitulo 8 _ Olhar Icomum


Notas iniciais
Olá meus pandinhas! Olha quem veio postar um cap novo - cedo dessa vez. Com o feriado eu tive um tempo para escrever então... Ah talvez depois desse eu demori um pouco para postar de novo por meu pai esta querendo tirar a net de mim, mas saibam que eu sempre estou escrevendo no meu caderninho então quando eu ter net de novo é só passa para o computador e postar novo cap. Bom agora eu quero agradecer a todos que favoritaram e estão acompanhando esta fic, vcs são D+ Sem mais delongas boa leitura!

P.O.V Autora

Gray observava atentamente a expressão presente no rosto de Aimi. Ela de todo o jeito tentou esconder sua incredulidade e espanto, mas nada passou despercebido pelo moreno. Esse segurava o braço da menor com firmeza, mas sem impor muita força, pois machuca-la não era sua intenção. Seus olhos negros estavam intimidadores enquanto esperava uma resposta vinda da loira a sua frente.

E então o semblante de Aimi mudou completamente, não deixando transparecer nenhuma insegurança ou tensão, como se via antes, no lugar apareceu apenas seriedade e um tanto de irritação.

– Não sei do que está falando Gray. Agora poderia me soltar?

– Você sabe exatamente do que eu estou falando – disse o moreno sem paciência. – Sei que o que está escondendo tem relação com o que está acontecendo. Então, diga-me!

Irritação e rispidez eram perceptíveis em Gray, assim como o fato de que ele não iria desistir até obter as respostas que tanto queria.

Aimi também não estava muito diferente, assim como Gray ela parecia estar bem irritada, mas diferente do outro ela não deixou transparecer muito em sua expressão.

Der repente uma ideia lhe veio à mente, uma ideia não muito sujeita a ser verdade, mesmo assim ela não ignorou aquele pensamento e perguntou:

– Você por acaso não sabe quem está por traz disso, sabe?

Aimi por um tempo ficou em silêncio encarando o chão até em fim voltar sua atenção para o moreno. De tudo que a loira podia fazer, de tudo que ela podia falar aquilo foi o mais imprevisível: ela riu. Uma risada calma e de certa forma irônica.

– Ah Gray, Gray... – ela começou – você não me conhece. Se eu realmente soubesse quem está por traz disso acha mesmo que eu estaria perdendo meu tempo com vocês? – O moreno pareceu refletir sobre as ditas palavras da menor, pois sua expressão passou de irritada para pensativa. – Eu só preciso de meu onii-chan para acabar com os planos dessa pessoa, mas ela não está aqui o que me leva a precisar da ajuda de vocês, só isso. Ah e mais uma coisa – ela puxa seu braço com força fazendo Gray saltá-lo. Em seguida uma expressão intimidadora juntamente com uma aura negra se formou em seu rosto delicado. – Lhe aconselho a não me tocar novamente.

Dito isso deu as costas para o moreno e seguiu seu caminho para a parte interior da pousada.

P.O.V Lucy

“Droga! Droga! Droga!!”

Praticamente gritava em meus pensamentos. Quanto tempo havia se passado desde que eu acordei ali? Três horas, quatro cinco...? Não sei dizer, só consigo pensar em como iria fazer para sair dali.

Minha garganta já doía de tanto que eu gritei por alguém, mas ninguém sequer apareceu. Eu estava irritada, frustrada e com fome – só que a ultima parte era o de menos agora.

“Droga! Droga! Droga!!”

Gritei mentalmente de novo.

O que estava me deixando mais frustrada era o fato de eu não saber onde estavam as minhas chaves.

E nisso, sem pensar dei um forte chute naquela parede sem sangue idiota, e logo era virou uma parede com sangue... Dos meus dedos!

Essa já devia ser a quarta ou a quinta vez que eu fazia aquilo, e também a quarta ou a quinta vez que eu me arrependia. Meu Deus como eu sou burra. É claro que aquilo iria doer!

Com os olhos lacrimejantes sentei no chão e comecei a massagear os meus dedos do pé na tentativa de amenizar a dor.

– Não é legal se machucar assim! – Repreendei-me uma voz desconhecida.

Dei um pequeno gritinho involuntário por conta do susto e levantei-me com pressa do chão para encontrar a dona, seja ela lá quem fosse, daquela voz.

O que eu encontrei, ou melhor, quem eu encontrei foi uma garota, um pouco mais baixa do que eu de pele clara e longos cabelos negros, esses ela deixara presos em dois rabos-de-cavalo. Seus traços eram de uma moça na base dos dezesseis a dezessete anos, ou menos.

Vestia-se com um vestido de alça vermelho no estilo vitoriano com detalhes em preto, mangas que iam de seu antebraço a seu pulso pretas com babados vermelhos, uma gargantilha preta, uma tiara de pano preta com babados e traços em vermelho e uma meia também preta que ia até metade de sua coxa, em seus pés uma botinha vitoriana marrom – impossível não notar que ela gosta de vermelho e preto.

Minha atenção foi atraída para seus olhos, pois havia uma grande diferença entre eles. Enquanto o direito possuía um tom avermelhado em sua Iris, o esquerdo possuía um relógio dourado. Exatamente, ponteiros e números em romanos como um relógio antigo.

– O que foi? – Perguntou ela curiosa.

Foi então que eu estava encarando seu olho- relógio – isso soou preconceituoso.

Tratei logo de desviar meu olhar para outro ponto fixo.

– Nada – respondi.

– Ei, ei não precisa ficar assim! Já estou acostumada a receber assim – virou-se de lados e me olhou pelos cantos dos olhos –, afinal, o normal nunca gostou do diferente, não é mesmo?

Senti um arrepio passar por minha espinha com o olhar que ela lançou sobre mim, o sorriso em seus lábios passava a impressão de inocência, mas seu olhar passava uma impressão totalmente diferente.

Involuntariamente dei um passo para trás.

– O-onde eu estou – droga isso era para parecer firme!

– Está com medo? Não devia sentir medo – aos poucos se aproximou e me abraçou. – Quando eu terminar vocês estará livre de preocupações ou aflições, estará livre de tudo... Como se nem tivesse mais vida – sussurrou a ultima parte em meu ouvido.

Sua voz soou de forma tão horrível e assustadora quanto o seu olhar de pouco tempo atrás, o que fez com que mais um arrepio corresse por meu corpo.

Não sentia algo bom estando perto daquela garota. Essas ultimas palavras que saíram em sussurro de sua boca logo colocaram em minha mente que suas intenções não eram boas e a quase certeza de que eu estava correndo perigo.

E mesmo eu nunca tendo visto aquela garota sentia com se já tivesse ouvido aquela voz, eu reconhecia aquele sussurro. E então um clarão iluminou minha mente.

“– O que aconteceu criança?”

Não... Não podia ser...

— Está sentindo muita dor?”

Aquela voz... Aquela voz era...

— Te achei... Criança de luz.”

A mesma que eu ouvi antes de vim parar aqui!

Minha respiração começou a ficar pesada e meus membros tensos. Era ela que estava sussurrando para mim quando eu estava no meu quarto. Foi ela que me trouxe pra cá!

– Onde eu estou? – Disse firme com o tom de voz elevado. – Eu quero sair daqui!

Ela ficou em silêncio e só apertou mais o abraço. E então comecei a sentir algo esquentando no lugar onde a sua pele tocava a minha, inicialmente sentia como se eu estivesse próxima a uma lareira me aquecendo, mas pareceu que eu ia me aproximando mais das labaredas de fogo para logo me lançar nelas, pois sentias como se chamas estivessem tocando a minha pele.

Aquilo começou a incomodar muito ao pondo de eu soltar pequenos gritos e gruídos de dor.

Direcionei meu olhar para meus braços já que não conseguiria ver minhas costas – onde a dor era maior –, então pude ver que uma mancha roxa começava a se espalhar por meu corpo.

Era ela... Aquela garota estava fazendo aquilo comigo!

Em um pensamento rápido a empurrei bruscamente para que se afastasse de mim. Ela tinha parte de sua franja cobrindo o olho esquerdo enquanto com o direito – agora com um tom de vermelho mais vibrante – me fitava de maneira psicopata, e seu corpo estava coberto por uma névoa negra que parecia sair de seus pés até chegar a seu rosto.

Olhei para mim mesma e me surpreendi com o que meus olhos me permitiram ver, meu corpo estava cheio de manchas roxas, que agora estavam começando a sumir, mesmo assim ainda as podia sentir queimando a minha pele.

Sentia-me assustada ao mesmo tempo em que grande raiva crescia dentro de mim.

Corri para a porta do quarto e a abri, as grades continuavam lá impedindo que eu saísse.

Em pleno desejo de escapar dali e encontrar minhas chaves a todo custo eu comecei a chutar aquelas grades de ferro desesperadamente – se eu sabia que aquilo não iria adiantar? Em sã consciência sim, mas em momentos de desespero você faz qualquer coisa.

– Me deixa sai! – Gritei já com lágrimas nos olhos. – Me deixa sair daqui!

Gritava e gritava repetitivamente aquelas frases sem parar por um segundo de chutar as barras de ferro com todas as forças que eu tinha no momento.

– Você não vai sair daqui! – Disse a voz que eu decretei ser uma das que eu mais odeio.

Nem tive tento de me virar para dar-lhe uma resposta cara a cara, somente ouvi o barulho de algo batendo em outro e no instante seguinte eu fui de encontro ao chão.

Sentia uma grande dor na parte direita da minha cabeça, perto da minha testa, assim também como algo escorrendo deste mesmo local para o meu rosto. Sentia também minhas pálpebras pesadas, minha visão turva e a consciência me abandonando.

Direcionei um ultimo olhar para a garota que me lançou o golpe, tento como ultima lembrança seus olhos, seu sorriso incomum e... Uma arma.

E então, novamente fui entregue a escuridão.

Notas finais
E é isso aí. Eu espero profundamente que tenham gostado. Depois de um comentario - livro - que uma pandinha do Spirit (eu já falei que posto essa fic no Spirit?) eu melhorei algumas coisas e dei mais vida a fic. E então, oque achram? Gostaram? Por favor comentem! Musica de encerramento: https://www.youtube.com/watch?v=qX0wfmp8zUg Imagem de encerramento: http://vignette4.wikia.nocookie.net/date-a-live/images/7/7c/Charakurumi4_0.png/revision/latest?cb=20141024042045