The Light Of The World
4 Capitulo 4_ Aimi Nakamura P/1
Notas iniciais
P.O.V Wendy
Já devia fazer uns dez minutos que estávamos andando. Eu, Charlie, Happy, Erza, Juvia, Gray e mais a frente estavam Sting, Lector, Rogue, Froshe e Minerva. Sim, estávamos seguindo os membros as Sabertooth.
Como isso aconteceu? Bom, foi bem assim...
Flash Black on
Depois que Natsu-san saiu correndo – e furioso – da guild, também não consegui ficar por lá muito tempo, não com todos agindo e em todo momento me perguntando se eu sabia algo sobre essa “tal” – como eles diziam – Lucy. Voltei para casa acompanhada de Charlie, que estava em meus braços. Durante todo o trajeto até a Fairy Hallis (eu acho que é assim que se escreve) ambas escolhemos o silêncio.
Entrei de cabeça baixa em meu apartamento e fechei a porta atrás de mim. Logo tratei de colocar Charlie no chão, em seguida encostei-me e na parede ao meu lado e assim me permite deslizar até que estivesse sentada no chão, abracei minhas pernas e escondi meu rosto em meus joelhos. Não demorou muito para que as lágrimas quentes começassem a cair de meus olhos, afinal, estava segurando este choro desde que Lissana-san E Mira-san havia dito que não conhecia nenhuma Lucy, naquele momento, para tentar ser forte, engolir todas as lágrimas que ameaçavam sair como uma cachoeira de meus olhos e elas desceram rasgando minha garganta.
Charlie tentou de toda forma me acalmar, ao menos para que eu respirasse direto já que tudo que conseguia fazer era soluçar, mas no final nem mesmo ela conseguiu se segurar por muito tempo. Acabou que ambas chorávamos abraçadas, colocando para fora tudo aquilo que estávamos segurando desde manhã, apesar de Charlie estar mais calma de que eu naquele momento.
Depois de um tempo assim, quando já estávamos mais calmas – apesar de algumas lágrimas finas, de vez em quando, ainda investirem em escorregar por meu rosto – deparei-me com um aroma estranho no ar, sabia que já havia sentido aquele cheiro, mas no momento não conseguia me lembrar a quem ele pertencia.
Então ergui minha cabeça, pois antes ainda a escondia em meus joelhos, e me deparei com uma moça, seus cabelos eram negros e longos e algumas mechas estavam presas, seus olhos eram de um tom castanho-escuro e possuía um corpo esbelto e bem definido. Logo reconheci aquela moça como sendo Minerva, da guild Sabertooth.
Assustei-me brevemente com sua presença, Charlie parecia estar da mesma forma que eu, mas, afinal, o que a donzela da Sabertooth estaria fazendo em minha moradia? E, principalmente, com que objetivo?
Pelo visto ela havia percebido nossa preocupação, pois logo soltou:
– Não se preocupe, não irei fazer nada a vocês – disse com mínimo sorriso em seus lábios pintados por um vermelho intenso. – Apenas preciso que vocês venham comigo.
Charlie pôs-se a minha frente no mesmo momento.
– E por que você precisa disso? – Perguntou a exeed com uma feição séria.
– Olha, sei que antes eu poderia não ter passado uma boa impressão aos membros da sua guild, mas eu mudei e nesse momento tudo que eu quero fazer é ajudar – falou fitando o chão com uma feição um tanto tristonha -, e, além de tudo, sua amiga não foi a única Maga Celestial a desaparecer.
Ao ouvir isso meus olhos imediatamente se arregalaram e minha boca formou um “O” quase perfeito.
Se eu ouvi certo, então quer dizer que a Lucy-san não foi a única Maga Celestial a desaparecer? Isso quer dizer que a Maga Celestial da Sabertooth também desapareceu.
Não entendia mais nada, quer dizer, eu já não entendia antes, agora com essa informação minha mente deu vários giros.
O que tudo isso queria dizer? O que estava acontecendo?
– O que você quer dizer com isso – perguntou Charlie já que tudo que Ru conseguia soltar eram gruídos estranhos por conta das palavras que entalaram em minha garganta.
Minerva nos observou séria por alguns minutos. Talvez estivesse pensando bem nas palavras que diria a seguir. E como resposta disse:
– Yukino, a Maga Celestial da Sabertooth juntamente com a princesa Hisui, também Maga Celestial, desapareceram há dois dias e, assim como provavelmente aconteceu com sua amiga, ninguém além de mim e outras pessoas, as quais eu mencionarei depois, conseguem se lembra delas.
Flash Black off.
Senti meu braço ser cutucado por uma patinha pequena i fofa, ato que me distraiu de meus devaneios fazendo-me voltar ao mundo real novamente. Logo constatei que a responsável por este ato fora a exeed branca em meus braços.
Seus olhos castanhos claramente exibiam preocupação, provavelmente não devia estar fazendo boas expressões enquanto lembrava-me do ocorrido pela manhã.
Lancei-lhe o melhor sorriso que podia e conseguia naquele momento, tentando passar-lhe a informação de que eu estava bem e que ela não precisava se preocupar. Como resposta, um doce sorriso brotou em seu rosto, o que me deixou feliz.
Passei tanto tempo perdida em pensamentos que nem notei em que momento havia adentrado uma floresta.
Depois de mais algum tempo andando por aquela floresta chegamos a um local aberto, apenas composto por grama e alguns troncos de árvores. Ouvi Sting-san murmurar algo sobre termos chegado. Agradeci mentalmente de finalmente termos chegado – sinceramente não aguentava mais andar, parecia ter passado uma eternidade.
Ao longe pude ver três figuras em pé paradas, provavelmente nos esperando. Uma dela eu pude reconhecer de imediato. Natsu, que por acaso estava com a expressão mais séria que eu já vi em seu rosto. Os outros dois eu não reconhecia, eram eles um homem alto de cabelos meio prateados e uma garota – provavelmente – encapuzada, impedindo-me de ter a visão de seu rosto.
– Vocês demoraram – disse o albino/prateado assim que nos aproximamos.
– Pedimos perdão por isso – Rogue-san finalmente disse algo desde que o encontramos trazendo consigo Erza-san e Happy.
A figura encapuzada pôs-se no meio de todos e, sem dizer uma palavra, despiu-se de sua capa, finalmente dando a ver suas características físicas. Seus cabelos ondulados de tom loiro claro batiam abaixo de seus quadris tendo duas de suas mechas presas em chiquinhas uma franja grande que quase cobria seus olhos, seu corpo, mesmo sendo pequeno – ela era um pouquinho mais baixa que Levy -, apresentava um tanto de volume, mas o que mais me chamou atenção – e acredito que também chamou a atenção de todos ali — foram seus olhos. Seu olho esquerdo tinha um tom de oliva penetrante enquanto o direito estava coberto por um tapa-olho em forma de rosa.
Suas vestes resumiam-se em um vestido cor-de-rosa claro de mangas longas e alguns babados, uma gargantilha também cor-de-rosa e botas da mesma cor que iam até sua coxa.
– Olá, eu me chamo Aimi Nakamura. Agora que estão todos aqui, acho que já posso começar a contar o que está acontecendo – sua voz era doce e serena, quase que hipnotizante.
Mesmo que ela aparentasse está calma, uma parte de mim não gostava do que estava por vir.
Fale com o autor