The Light Of The World
15 Capitulo 15_ Tudo Que Eu Posso Fazer É Aguentar
Notas iniciais
P.O.V Rogue
A situação já estava ruim o suficiente, mas Hideo conseguiu piora-la após golpear Natsu. Apesar de que no meu ponto de vista a sua ação não foi errada, pois mesmo que todos estivessem irritados com Aimi machuca-la não devia ser opção antes de ouvirmos o que a mesma tem a dizer como explicação.
Mesmo assim Natsu parecia não querer saber disso, no momento ele estava sendo completamente levado pela raiva.
Aimi estava sentada no chão com as mãos segurando ambos os braços, que a propósito se encontravam com grandes hematomas, Natsu estava um pouco distante de si, seus olhos ardiam em puro ódio e suas chamas queimavam intensamente em seus punhos cerrados. A única coisa entre ele e Aimi no momento era Hideo, o mesmo não parecia nem um pouco intimidade com o outro.
– Saia da frente – rosnou Natsu.
– Não.
– Por que está protegendo ela? – A voz de Juvia saiu rouca e intimidadora. – Ela estava disposta a deixar Gray-sama e Wendy para serem marionetes!
Só agora eu vim perceber como os olhas da maga da água exalavam tanto ódio quanto os de Natsu. Se me lembro bem era ela quem parecia possuir grande afeição por Gray.
Isso só piorava a situação, Juvia olhava para Aimi como um caçador olha sua presa antes de atacar. Se continuasse dessa forma em pouco tempo uma batalha seria travada.
– Deveríamos ouvir o que ela tem a dizer antes de fazermos qualquer coisa! – Hideo.
– Eu penso da mesma forma que Gray, brigar uns com os outros só nos custaria tempo e em todos os minutos que passamos discutindo aqui nossas amigas estão lá, sofrendo o que quer que seja nas mãos daquelas pessoas! – Digo já sem paciência.
– Rogue tem razão – Erza se pronuncia –, não podemos perder mais tempo.
– Eu não quero ouvir nada que essa desgraçada tem a dizer – solta Natsu encarando Aimi. – Vamos continuar, mas você não vem conosco. E se você tiver o azar de me encontrar novamente eu vou ti transformar em cinzas!
– Concordo com Natsu, não quero ter que ficar mais um minuto ao lado dessa nojenta! – Juvia.
Em meio a essas palavras Aimi apenas permanecia na mesma posição com a cabeça abaixada e sua franja escondendo seus olhos. Esse ato parece só ter irritado mais Natsu e Juvia.
Mesmo a pequena Wendy encarava a loira com raiva, essa expressão em seu rosto até hoje era desconhecida a mim.
– Eu sei onde ela está escondida, a pessoa que levou suas amigas – Rin. – Eu posso levar vocês até lá.
– Ótimo – Natsu. – Então vamos logo.
P.O.V Lucy
Duas semanas... Três...? Há quanto tempo mesmo eu estou aqui? É difícil dizer quando nem mesmo sei se é dia ou se é noite.
Já faz um tempo desde que me “mudarão de quarto”. Agora estou no que parece ser uma cela de calabouço. Até que é uma cela limpa, as paredes eram brancas, assim como o piso e havia uma cama com colchão também branco encostada a parede lateral direita, mesmo assim não deixa de ser um lugar desconfortante.
Mas quer saber de uma coisa? Que se dane! Tanto faz aqui como no outro quarto, eu não deixo de estar presa nesse lugar infernal.
Outra vez quando eu estava sendo levada por alguns guardas da Mono para receber o “tratamento especial” dela, acabei passando por outros guardas no corredor. Um deles perguntou “Então é Rayan-sama que está atrás da fugitiva?” e o outro respondeu “Sim. Quase sinto pena dela.”. Eu não consegui parar de pensar nessa conversa desde então.
Pelo que eu descobri, o tal de “Rayan-sama” é o cara sinistro que sempre estava com a Mono, mas quem será a fugitiva de quem eles falavam?
Fui retirada de meus devaneios ao ouvir a porta da cela ranger, dando sinal de que havia sido aberta. Minha atenção é automaticamente atraída para a pessoa que cometeu tal ato.
Era uma mulher alta de cabelos perolados na altura dos ombros, a mesma possuía olhos da cor do vinho e trajava uma camisa larga cinza e uma calça jeans preta, calçava botas pretas que alcançavam até seus joelhos. Ela poderia facilmente ser identificada como humana se não fosse por seu rabo marrom-avermelhado com a forma de uma foice na ponta e um par de asas, semelhantes às de um morcego, em suas costas.
– Hora do meu “tratamento especial” – brinquei enquanto me levantava do chão.
– Mono-sama a está esperando no mesmo lugar de sempre – ela diz com a voz serena e um mini sorriso estampado nos lábios.
Ela sai da cela e eu sigo atrás dela, mas antes que eu consiga sair um guarda encapuzado com uma máscara de raposa vem até mim e logo estendo minhas mãos já sabendo que ele colocaria algemas nos meus pulsos.
Uma das coisas que percebi no tempo em que fiquei aqui é que a guarda mais forte são aqueles que se encontram sem máscara e sem capa, os que assim se encontram possuem um nível de poder inferior aos que assim não se encontram.
Fiz o mesmo trajeto de sempre, a mulher albina à minha frente e outros dois guardas encapuzados atrás de mim.
Quase tudo naquele lugar era branco, assim também como por todo lugar podia-se ver relógios marcando horários diferentes. Chegava a ser irritante ter quase a mesma visão sempre que eu virava um corredor.
Paramos frente a uma grande porta de metal. De todos os lugares por aqui aquele era o que eu mais odiava.
Estendi minhas mãos para a mulher esperando que ela retirasse as algemas das mesmas, mas a albina apenas sorriu e balançou a cabeça em negação e seguiu a abrir a porta para que eu adentrasse a sala. Não pude evitar um pequeno riso ao lembrar o provável motivo que fez com que ela não retirasse as algemas.
Assim que a porta se encontrou aberta tratei de entrar logo no cômodo antes que algum dos encapuzados atrás de mim me jogasse para dentro como aconteceu da ultima vez.
Quando já estava dentro da sala senti um corpo ser prensado contra o meu em um abraço.
– Não vai me afastar e marcar meu rosto com a sua mão hoje, Ai-chan? – Mono pergunta enquanto se afasta par me encarar.
Seu sorriso inocente, como sempre, estava se fazendo presente em seus lábios. Lanço-lhe um mini sorriso tentando fazê-lo parecer tão inocente quanto o dela e lhe mostro minhas mão algemadas.
– Hoje se preveniram – disse me afastando um pouco –, mas acho que eles podiam se prevenir melhor.
Logo após a minha fala juntei meus braços e bati como os cotovelos na cabeça a “criatura dócil” a minha frente – sua baixa estatura me ajudou. Em seguida dei-lhe um forte chute na barriga, que a fez cair sentada no chão.
Pode até parecer loucura bater em alguém que nem precisa de motivos para te torturar, mas foi por esse motivo mesmo que eu fiz aquilo. E mesmo, que diferença faz uma pequena dor de cabeça ou de barriga nela? Comparado aos machucados e hematomas que ela deixa no meu corpo aquilo não era nada!
A cena de Mono caindo sentada no chão acabou sendo um tanto engraçada, fazendo com que uma pequena risada escapasse da minha boca, mas a mesma logo foi abafada quando eu senti algo rasgar as minhas costas me fazendo gritar e cair de joelhos.
– Pare! – Ordenou Mono, já de pé, ao perceber que o guarda se preparava para me chicotear novamente. Ele logo obedeceu.
– Guardando a punição para ser feita por você? – Perguntei.
Ela apenas voltou a sorrir e se aproximou de mim para me ajudar a levantar. Ao fazer isso se pôs na ponta dos pés e sussurrou suavemente em meu ouvido:
– Se me atacar de novo... Eu vou quebrar suas pernas.
“E desde quando você precisa de motivo para ferrar meu corpo?”— Pensei.
Ela faz sinal para que seus guardas saiam deixando nós duas sozinhas naquele lugar.
Logo sinto algo gélido sendo preso a meus tornozelos e pescoço, em seguida já estou prensada contra a parede, as algemas em meus pulsos agora possuíam correntes que puxavam ambos os meus braços deixando-os esticados.
Olho para Mono e percebo que a mesma tinha uma caixa de dardos nas mãos.
Um arrepio percorreu meu corpo ao imaginar o que ela iria fazer. Será que aquilo poderia ser pior do que uma sessão de chicotadas ou choques? De qualquer forma tudo que eu podia fazer agora era me preparar mentalmente para o que viria a seguir.
– Ai-chan, sabe por que eu te chamo assim?
– Sei lá, mas prefiro você me chamando assim a que por meu nome verdadeiro. Seria nojento demais.
Der repente sinto algo perfurar meu braço esquerdo. Um gruído de dor escapou da minha boca. Olho para o dardo em meu braço antes que ele desapareça deixando apenas um furo emanado sangue como sinal de que esteve lá.
– Você sabe aonde eu vou mirar agora, Ai-chan?
– Coxa direita, mão direita, barriga, coxa esquerda, tornozelo direito e assim por diante – disse sem muito interesse. – Percebi essa sentença enquanto você me chicoteava na ultima vez.
– Nossa! Como você é observadora! – Mono disse com uma expressão falsa de impressionada.
Novamente solte um gruído de dor ao sentir minha pele ser perfurada, dessa vez havia sido – como eu tinha previsto – a coxa direita.
– Ei, Ai-chan, eu queria te contar uma historia – falou com um sorriso divertido. – Ela é sobre cinco divindades adormecidas.
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