The Light Of The World
10 Capitulo 10_ Sorriso de Criança, Garras de Demônio P/1
Notas iniciais
P.O.V. Minerva
Quem imaginaria que um dia eu, Minerva, a tigresa que quase matou uma fada nos Grandes Jogos Mágicos, seria pega na situação em que me encontrava, com minhas mãos frias e meu coração batendo forte, estava eu sentada em uma cadeira ao lado em que certa fada Dragon Slayer estava deitada. Seu pequeno rosto estava vermelho, sua respiração pesada, seu corpo tremendo e tão fraco ao ponto dele nem sequer conseguir abrir os olhos.
Tinha que admitir que eu estava realmente preocupada com a pequena fada Wendy. Seus amigos também se encontravam na mesma situação, principalmente a gata branca, Charlie se não me engano, ela não saía do lado da amiga nem seque por um segundo, principalmente depois que a pequena fada quase teve uma convulsão por conta da alta febre.
Gray, Natsu, Aimi e Hideo saíram há quase uma hora e meia a procura de Castitatis Lillium, uma flor que poderia ajudar a pequena fada a se recuperar. Nesse tempo em que estiveram fora Wendy piorou cada vez mais, também devia fazer uns quinze minutos que uma grande explosão foi ouvida da floresta onde foram a procura da flor e em seguida ouvi um apagão em toda a vila.
Por precaução – e para ter certeza de que todos estavam bem –, Sting, Lector, Roque, Frosh e Erza foram até o local da explosão e até agora não voltaram. A outra fada, Juvia, e o gato azul estão ajudando Eva – a garota loira que nos ajudou com nossas bagagens no dia anterior junto com outros dois rapazes – a preparar um chá medicinal para tentar fazer com que a febre de Wendy baixe ao menos um pouco.
– O que é isso? – ouvi a voz da gata branca soar.
Atentei-me para ela, mas pelo visto a pergunta de antes não havia sido para mim e sim para se mesma. Seus olhos pareciam estar fixos em algo que havia acabado de tirar da nuca da pequena fada.
– Parece com um espinho – foi a minha vez de falar.
– Como isso...
A fala da gata foi interrompida pelo estrondo da porta sendo aberta violentamente. De lá surgirão Natsu e a Titânia Erza, ambos pareciam extremamente agitados. Natsu estava todo sujo e podia-se encontra folha em seu cabelo e roupa. Sem contar um grande machucando que ia de seu ombro até a dobra do antebraço. Erza tinha em mãos tigela contendo o que parecia ser um líquido cristalino com minúsculas sementes vermelhas.
– O que está acontecendo? – A gata começou a si agitar também.
– Não há tempo par explicar – disse o Mago do Fogo –, temos que fazer Wendy beber logo esse antídoto.
Eu não estava entendendo muito bem, Charlie também não pelo que parecia.
As duas fadas se aproximaram da azulada e Natsu cuidadosamente pôs seu braço envolta da nuca de Wendy e ajudou a si por sentada na cama.
– Wendy, me escute, eu sei que você está muito mau, mas faça um esforço, você precisa beber isso.
Após terminar de falar Erza posicionou a tigela nos lábios de Wendy e virou com cuidado para não afogar a pequena fada – que parecia estar fazendo todo o esforço possível para beber o remédio.
A gata branca estava voando perto do grupo de fadas, eu, porém, estava me mantendo um tanto afastada, por algum motivo estava me sentindo um tanto incomodada.
– O que é isso Charlie? – Foi ouvida a voz de Natsu, aparentemente ele estava se referindo ao espinho que a gata branca havia tirado da nuca da gata menor minutos atrás.
– Isso estava na nuca de Wendy, mas é pequeno por isso eu só percebi agora – disse entregando o espinho ao rosado –, ela vai ficar bem, não é?
A gata estava visivelmente preocupada, já o rosado, bem, eu não consegui decifrar o que ele podia estar sentindo naquele momento, até que ele der repente virou-se e deu um soco na parede.
Eu e as outras fadas apenas o olhamos espantadas com sua ação repentina, até mesmo a azulada, que milagrosamente parecia estar bem melhor em comparação com minutos atrás.
Uma grande pressão podia-se ser sentida vinda do rosado, chegava a ser assustador, mas não tanto quanto a expressão feita por ele ao virar-se para nós.
– Aimi tinha razão – sua voz saiu rouca e carregada de ódio –, aquela pessoa realmente tentou matar a Wendy.
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P.O.V. Hideo
Eu estava sentado em um pequeno sofá de dois assentos do quarto onde eu havia passado a noite, Gray estava sob os cuidados da Maga da Água em outro quarto, apesar de vivo o moreno estava muito ferido.
Preciso admitir que Gray é realmente incrível por ainda estar vivo, pelo que Aimi disse ele deveria ter morrido sete minutos depois de ser atingido pelo espinho venenoso daquela besta gigante, mesmo assim ele conseguiu aguentar até termos feito o antídoto.
Segundo o raciocínio da loira, a pessoa por trás do desaparecimento das Magas Celestiais sabia que era Wendy, assim como também sabia que ela podia ajudar a todos com sua magia de cura menos a si mesma, por isso Wendy era considerada por essa pessoa como uma “ameaça que precisava ser eliminada”, então essa pessoa enviou Yo-kais para envenenar Wendy e quem mais fosse preciso.
Desde que saímos da floresta não consigo tirar o momento em que Aimi usou uma de suas chaves celestiais da minha cabeça, eu não fazia ideia que existiam espíritos como aquele.
Regulus Aurum, a Montaria de Guerra. Um imenso leão vestido com uma armadura dourada e prata, seu pelo era amarelo ofuscante como a luz de um raio e correntes elétricas passavam por seu corpo a todo o momento.
Depois de esse espírito usar seu poder não me admirei por te ocorrido um apagão em toda a vila, eu seque me surpreenderia se tivesse ocorrido um apagão em toda Magnólia.
As memórias de como consegui o ferimento em minha costa ainda está bem claro na minha mente.
Flash back on
[...] e então Regulus Aurum concentrou uma enorme esfera de raio e com rugido feroz a lançou em direção ao Yo-kai, que não teve nalguma chance contra o ataque. Em compensação ouve uma intensa explosão e vários pedaços de tronco, galhos e farpas voaram por todo lugar.
Natsu tentou livrar ele e Gray com suas chamas, mesmo assim os dois ainda saíram com ferimentos, principalmente Natsu com um grande machucando em seu braço.
Atentei-me para aloira a certa distância de mim, ela encarava o chão e devia estar perdida em pensamentos, pois nem ao menos percebeu quando várias farpas e galhos pontiagudos estavam indo na sua direção.
Eu estava exausto e não conseguiria usar minha magia naquele momento, então eu só consegui pensar em correr e entrar na frente da loira, recebendo assim o ataque no seu lugar.
Flash back off
Fico feliz que ela tenha ficado bem, em compensação minha costa está toda machucada, mas isso não é algo que eu tenho que pensar agora, o mais importante é... De todas as pessoas... Por que tinha que ser ela!
E então eu acabei sentado na beira desse sofá com ela sentada bem ao meu lado. Ela tinha em mãos um lenço branco, em cima da mezinha a nossa frente havia uma tigela com o chá da Castitatis Lillium e algumas ataduras e band-aid.
Aimi se disponibilizou a me ajudar com meus ferimentos já que não eram poucos, mesmo assim eu não consegui deixar de sentir uma inquietação quanto a isso.
– Eh, Hideo?
Sua voz baixa ecoou por meus ouvidos, e por algum motivo a minha inquietação só aumentou.
– Será que você poderia tirar sua camisa? É que ela vai atrapalhar já que é de manga comprida.
Não sei por que, mas meu coração bateu um tanto mais forte ao ouvir isso e senti um leve ardor no meu rosto, e o que mais me deixou frustrado é que eu nuca senti isso antes.
Não havia sentido nenhum em eu estar me sentindo daquele jeito, ela tinha razão, meus ferimentos eram nos braços e na costa, é claro que a camisa ia atrapalhar.
– Claro – respondi.
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P.O.V. Lucy
– Eh? Não vai comer?
Pela décima vez aquela garota irritante me perguntou, eu já estava para virar o prato de comida na cara nojenta dela.
Minha testa estava enfaixada com uma atadura por conta do golpe que essa doida me deu, e agora ela, depois de ter me sequestrado, me deixado presa nesse maldito quarto e me agredido, vem querei se fazer de minha amiga!
“Quem sabe não tem veneno nessa comida”— pensei.
Se bem que esse não é um pensamento para ser descartado já que essa garota é claramente doida, ela apenas esconde sua verdadeira face atrás de seu sorriso de criança.
– Não acha que se nós quiséssemos mata-la já não teríamos feito isso sem precisar botar veneno em sua comida? – Ouvi uma voz rouca e sombria. – Para mim já chega de ser legal com insetos como você, já é hora de lhe mostrar seu lugar criança de luz nojenta.
Der repente foi pegar por um par de olhos intensamente vermelhos, e antes que eu me desse conta, aquilo começou.
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