The Light Of The Past.

5 Capítulo 4 - Only she can comfort me.


Notas iniciais
Esse capítulo é mais pra demonstrar a amizade pezberry e não tem muuuuito conteúdo porque minhas provas começam semana que vem. :( anyway boa leitura!

“Eu te amo. E eu sei que não devia. Eu sei que é errado, que devemos esconder o que sentimos uma pela outra. Sei que te machuca me ver com meu respectivo, assim como me machuca quando te vejo com o seu. Mas saiba que eu sou sua hoje e pra sempre. Eu sempre estarei perto de você para te proteger. Não importa quantos anos se passe quantas pessoas eu conheça quantas vidas eu tenha vivido eu sempre vou voltar pra você. Sempre. Você é única pra mim.” – Ela disse sinceramente enquanto afagava meu rosto e deixei que meu beijo falasse por mim.

– x -

Observava o teto do quarto enquanto não conseguia tirar o sorriso do rosto. Talvez seja o sorriso mais sincero que eu já tive e também não conseguia esquecer os olhos azuis dela tão nítidos quanto o azul do céu que acabara de clarear. Ela se encontrava acomodada no meu abdômen suspirando lentamente. Ela tinha um sorriso no rosto, tão bonito quanto ela.

Afaguei seu rosto e ela abriu os olhos com dificuldade.

“Oi.” — Ela sorriu.

“Bom dia.” – Observei que ela ainda não conseguia me olhar diretamente. Desde quando nos beijamos ela ficou um pouco tímida, não me olhava nos olhos e quando olhava ela sorria timidamente.

“Que horas já são?”

“Em torno das 10. Não sei exatamente e também não sei se você fica mais bonita quando acorda ou tímida... Ou os dois.” – Eu sorri mais e ela corou totalmente, o que já não era difícil.

“E agora vermelha também né?” – Ela abriu um sorriso maior.

“Realça seus olhos, sabe...” – Brinquei e ela fechou a cara.

A gente ficou deitada por mais alguns minutos. Agora ela estava sentada no meu colo virada de frente pra mim e ela olhava em meus olhos descendo seu olhar para minha boca algumas vezes. Puxei-a mais perto e abracei sua cintura. Ela envolveu seus braços no meu pescoço e eu puxei-a mais perto beijando seu pescoço e dando leve chupadas e deixando pequenas marcas vermelhas. Eu sentia seu coração acelerar um pouco a cada beijo, fui subindo passando por sua bochecha e beijando-a nos lábios. Começou calmo e foi aumentando o ritmo. Aos poucos nós duas precisávamos de ar, mas nenhuma das duas queria parar o beijo. Eu acariciava suas coxas enquanto ela abraçava meu pescoço mais forte a cada caricia. Chegou uma hora que já não conseguia aguentar ficar sem ar e quebrei o beijo.

“Ser dançarina tem lá suas vantagens.” – Ela riu respirando normalmente, deveria ter percebido que eu estava ofegante.

“Ainda vou te deixar ofegante, só espere.” – Brinquei e ela corou mais do que antes.

Ela se levantou e só agora eu prestei atenção no que ela usava. Um short jeans e sutiã. Eu fiquei boquiaberta diante do seu abdômen, mas tentei não demonstrar. Ela riu, então acho que não deu certo. De repente fiquei um pouco tonta, minha cabeça começou a doer, como fazia antes. Eu já sabia o que viria adiante.

– x -

Ela virou-se para trás e sorriu. Era o sorriso mais lindo que eu já tinha visto e o melhor de tudo era que eu quem o fiz aparecer. Eu sorri junto dela, acompanhando os traços e feições do seu rosto.

“Eu sei que você está me encarando, não adianta tentar esconder.” – Ela continuou sorrindo.

“Você é linda.” – Eu sorri de volta, um pouco corada enquanto observava-a. Ela usava uma saia e um sutiã vermelho. Meu preferido.

“Eu sei.” – Ela saiu do quarto sorrindo sinicamente. Não contive minha risada diante da quão convencida ela era. Aquela noite fora a melhor da minha vida. Primeira vez que eu realmente pude demonstrar meu amor por ela. Ela era tão linda que eu a encarava na maior parte do nosso tempo junto. Eu poderia ficar pra sempre olhando pra ela, só observando as imperfeições do seu rosto, que são poucas. Ela era perfeita para mim, mesmo sabendo os seus defeitos. Ela não mudava comigo perto de ninguém, ela tinha um jeito único e diferente. O que mais me cativou foi seu jeito bobo de ser. Ela parece ser uma pessoa irresponsável, mas de longe é a mais responsável que eu conheço. Ela consegue trazer cor até mesmo para as pessoas mais obscuras. Eu era uma pessoa assim até encontra-la.


– x -

Fiquei observando Brittany sair do quarto e minha cabeça continuava a latejar. Quais são as razões para B parecer tanto com a loira de tais flashs? E por que eu os tenho? Observei o teto. Isso me preocupava mais do que eu deixava transparecer. Esses flashs e desmaios não são normais.

Levantei-me e me direcionei a cozinha onde ela estava preparando nosso café.

“Torradas.” – Ela virou para olhar em meus olhos. – “Você gosta né?”

Concordei balançando minha cabeça. Continuei comparando ela com a menina dos flashs e quanto mais eu comprava mais semelhanças eu encontrava.

Fiquei ali devaneando. Aquelas cenas que eu via eram confusas, pois não era algo que eu pudesse deixar de lado, até porque ligando os fatos aquelas cenas se pareciam muito com as que eu andava vivendo. E esses “sonhos” eram muito vívidos o que me intrigava cada vez mais. Apesar de eu achar que tais sonhos aconteciam há vários séculos atrás, principalmente pelas roupas que “eu” e a loira, cujo nome eu não sei o, usávamos. O mais chamativo era do fato de aumentar a vivacidade e a quantidade de flashs quando eu estava perto de Brittany, não sei se devo me preocupar e ligar a ela ou simplesmente esquecer e acreditar que são apenas sonhos.

“San?” – Ela parecia um pouco preocupada.

“Ah... Oi.”

“Você estava me escutando?”

“Não, desculpe, estava pensando em outras coisas.” – Ela sorriu pra revelação que eu acabara de fazer, foi um sorriso sincero.

“Tudo bem, eu só disse que precisamos nos arrumar. Rachel ligou.” – Sorri. É claro que ligou. Quando ela não liga?

– x -

Tentamos entrar sorrateiramente no estúdio com a esperança de que Rachel ainda não tivesse chego o que obviamente não deu certo.

“Nem tentem.” — Ela sorriu maliciosamente – “San, como você se sente?”

“Bem.” – Sorri baixinho, nossas mãos estavam ligadas.

“Imaginei, mas isso aí.” – Ela apontou pra nossas mãos entrelaçadas – “Temos que esconder, ok? Pelo menos por enquanto.”

“Nós não estávamos procurando contar pra ninguém ainda.” – A loira interviu sorrindo.

“Só foi pra deixar claro.” – Ela sorriu também.

Seguimos Rach que já tinha planejado nosso ensaio, ela havia contratado Brittany como dançarina principal dos meus shows. Brittany acabou indo para o lado contrário encontrar os dançarinos e Rach não se conteu.

“Conte-me tudo.”

“Não tem o que contar.” – Falei sinceramente e ela me olhou feio. – “Eu juro!”

“Você dormiu na casa dela e vocês voltaram de mãos dadas.” – Ela sorriu maliciosamente. – “Ela é boa?”

Corei.

“A gente não chegou a isso. Foram só alguns beijos.”

“Ah.” – Ela pareceu desapontada – “Já não posso dizer o mesmo da minha noite.”

“Me conta. Tudo.”

“Com prazer.” – E com essas palavras ela começou a contar cada detalhe da noite, alguns detalhes que eu nem queria ou precisava saber.

Rach foi o mais próximo que tive de família depois de me mudar pra NY. Ela me conhecia muito bem e percebeu que ao mesmo tempo em que eu estava feliz também estava preocupada. Ela não sabia dos flashs apesar de eu ter cogitado contar pra ela desde o primeiro segundo. Ela também estava atenta em relação à Brittany, ela sabe que me apego fácil às pessoas. Nós nos conhecemos desde o tempo de colégio, mas não tínhamos muita intimidade, passamos a nos falar mais quando viemos para NY. Ela era muito irritante naquela época, tinha uma personalidade forte na qual desejava sempre estar acima de tudo e todos. Ser a melhor era sempre seu objetivo principal e por ela ser persistente muitas vezes conseguia o que queria. Ela tinha também o sonho do entrar na Broadway, que teria conseguido se tentasse, mas descobriu paixão por gerenciamento de shows e controlar minha agenda.

“Hey.” – Ela sorriu fracamente interrompendo meu devaneio – “Você está bem? Anda quieta ultimamente.”

“Estou sim. Eu só estou preocupada.”

“Com o quê?” – Ela pareceu curiosa. Hesitei e ela percebeu. – “Bom, quando quiser eu estou aqui, ok?”

“Eu sei. Obrigada, Rach.” – Sorri e abracei-a.

Era complicado porque nunca havia mentido para Rachel e ela sempre soube como me confortar, mas ia além de um sentimento qualquer, era uma necessidade estar perto da loira, era como se eu esquecesse como se respirava longe dela. Era difícil de explicar como eu me sentia em relação a ela até porque fazia poucas semanas que a gente se conhecia e eu nunca havia me sentido assim por alguém em 23 anos. Meu coração palpitava a cada beijo, cada carícia e até mesmo quando nossos olhares se encontravam eu automaticamente segurava o ar por alguns segundos.

Notas finais
Não pretendo demorar pra postar o próximo, mas não garanto pois preciso estudar...

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.