Fiquei em choque. Não sabia o que dizer, e nem o que pensar. Meu pai biológico é realmente o lidar da rebelião ? Mas como ?

– Sente-se, lhe contarei tudo enquanto não esta na hora de irmos até o galpão.

Concordei com a cabeça já que nenhum som saia de minha boca e Steven continuou:

– Na época que seus pais se conheceram não havia tanto ódio entre as espécies quanto houve durante a grande guerra, naquela época eles ainda conseguiam se suportar. Até que então durante uma visita ao castelo dos lobisomens seus pais se conheceram.. Uma rainha e um capitão do exercito dos lobisomens.

O que ? Capitão ? Ai meu deus. Pensei logo após ele terminar de me contar a historia. Fiquei imaginando como meu progenitor não estava morto a essas horas, fala serio, minha mae traiu o rei e mesmo assim ele não os matou ? Essa historia com certeza não estava completa.

Me desliguei um tempo simplesmente para me desligar disse e pensar em Rick. Levantei e disse aos três membros da rebelião que aparentemente sabiam mais sobre minha origem que eu:

– Não adianta vocês me olharem assim. Não tenho tempo para pensar nisso. Temos que buscar o Rick. E pronto.

Eles não discutiram, simplesmente pegaram algumas facas e outros tipos de armas e se dirigiram ate o carro e eu os segui.

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Estava bem escuro ao chegar ao local onde supostamente deixaram o Rick, mas como minha visão é extremamente boa conseguiu enxergar por onde entrariam os e por onde sairiamos. O plano não era perfeito. Resumindo nós entrariam os, matariamos quem estivesse no caminho, pegariamos Rick e sairiamos. O que poderia dar errado ? Não é mesmo..

Steven e Hamish foram na frente com um punhal em cada mão, já Lucas estava transformado e indo atrás de mim. Logo quando entramos já avistamos duas fadas e um vampiro em frente a uma porta, aparentemente era ali que estava Rick, eu esperava que fosse.

Lucas foi pelo lado esquerdo se esquivando entre uma parede e outra, já Hamish foi olhar o outro lado da sala para ver se havia mais pessoas ali. Steven mandou que eu ficasse atrás dele em silêncio, como se eu fosse odecer. Steven deu o sinal e que a matança comece !

Lucas pulou em cima do vampiro e mordeu sua mandibula enquanto o vampiro gritava e tentava tira-lo de cima dele, já Steven jogou um dos punhais direto na cabeça de uma das fadas, a outra em vez de ficar e lutar tentou fugir, eu sedenta de sangue, joguei um pedaço de ferro que havia no local que atravessou suas costelas, ele morreu ali.

Não senti nenhuma magia no local, então imagino que com a rebelião Theo deve ter retirado a magia das fadas, bom para mim.

Logo depois Hamish apareceu coberto dr sangue, não dele, claro.

entramos na sala e avisa mais vampiros prontos para nos matar, jogaram umabestaca e eu a peguei antes que rasgasse minha pele e entrasse no coração, rapidamente a lancei de volta atravessando a cabeça de um deles que caiu no chão morto, ou melhor, morto de verdade né ?

E lá estava ele, amarrado em uma cadeira de metal no final da sala, havia sangue em todo seu redor e ele estava muito branco, imagino que a beira da morte.

Me aproximei, dessamarei ele e o abracei forte, não pretendia nunca mais soltar, ate que o ouvi dizer baixinho.

– Ai, também é bom ver você, mas estas esmagando minha coluna.

Eu soltei uma risadinha e o ajudei a levantar. Estava feliz em ve-lo vivo, mas ainda tinha que conversar sobre meu pai.

Durante a viagem de volta ao "esconderijo" que tinha encontrado Steven mais cedo não disse uma palavra. Não sabia necessariamente o que dizer e também não queria começar uma briga com o Rick. Era tao bom te-lo de volto que não queria o perder novamente.

Depois de termos chego eles discutiram algumas coisas em uma mesa de madeira rustica próxima ao sofá onde eu estava e depois, Hamish nos levou parar casa.

Não disse nada a viagem inteira, não que fosse muito longe, mas mesmo assim. Chegando em casa Rick disse:

– Você.. Esta brava comigo ? — apenas o olhei e ele percebeu que sim.

– Como você pode ? Como pode esconder isso de mim ? — Eu disse antes que ele começasse a se desculpar.

– Me desculpe, ta bom ? Ele pediu para esperarmos e ver se você era de confiança...Eu não..- Mas o interrompi antes que ele terminasse a frase.

– Ótimo, e então eu sou de confiança o suficiente para você ? Porque para mim, quem não é de confiança aqui é você! — e sai da casa o mais rápido que pude, não deixando que ele nem se quer começasse uma frase ou tentasse me impedir.

Vaguei por varias e varias ruas, algumas com casas luxuosas e outras o que poderia ser considerado um "barracão". Ate que encontrei um bar, com uma aparência terrível, era um lugar neutro, ou seja, para todos os tipos de seres supernaturais.

Quando entrei todos me olharam, eu diria que por eu ser uma mulher no meio de tantos homens. Sentei em um banco que tinha próximo ao bar e pedi whisky. Quando já estava na segunda dose senti um cheiro familiar. Olhei para trás e vi ninguém menos que o cara que tinha conhecido na cachoeira. Ignorei por um segundo até me lembrar que o Rick veio a ser raptado momento antes de nossa conversa.

Levantei-me e fui em direção de sua mesa. Sentei ao lado de um cara enorme, um vampiro. A minha frente estava o homem que eu havia conhecido simplesmente me olhando, assim como o cara a seu lado.

– Então.. — comecei a dizer, e logo completei. — achou a casa do Alarick ?

– Infelizmente não.

Sorri e disse:

– Engraçado, um pouco antes de eu conversar com você, advinha o que aconteceu ?

– Não faço a minima ideia — respondeu

– Alarick tinha sido pego.. Da para acreditar nessa coincidência?

Nesse momento ele se levantou para sair dali, foi nesse momento que levantei-me e deu um soco bem forte no seu nariz, com a força que tenho ele voou ate a parede e destroiu boa parte dela, os seus dois amigos levantaram e vieram para cima de mim. Jutei o estomago do maior e ele foi parar em uma dar mesas, do outro quebrei o pescoço, ao menos não matei, certo ?

Me aproximei do cara que tinha socado e o peguei pelo pescoço.

– Então, vai me dizer que não foi você ? Eu disse rindo.

– Se eu dissesse a verdade você acreditaria ?

– Eu estou um pouco bêbada, então provavelmente não, mas tente.

– Eu sabia do ataque, mas Alarick mandou que eu olhasse como você estava.

– Hmm, deixa eu ver. Não estou muito afim de acreditar. O que sera que eu devo fazer, hein ? — disse ironizando. Logo após terminar de falar isso senti um frio estranho no estômago, olhei para trás e avisa dois homes que tinham acabado de chegar próximos a porta e me olhando, um era alto e loiro e deveria ter a minha idade, uma fada, e o outro mais alto ainda, deveria ter 1,90, cabelos castanhos e olhos verdes, aparentava ter ins 30 anos, mas como era um lobisomens talvez tivesse mais. Soltei o vampiro e comecei a olhar para eles, ate que o mais alto disse:

– Hope Vampelt ? — Pois é, vampelt era o sobrenome da minha mãe, e como a maioria das pessoas não sabe nem se quer o nome de meu pai, chamam-me assim.

– Sim ? — Respondi friamente.

– Seu pai gostaria de te ver. — disse agora o loirinho.

Não entendi porque do nada ele queria me ver, então apenas sorri e os segui para rua. Eu sei que não deveria confiar neles, mas não estava me importando muito com o que podia acontecer, foi um dos momentos da minha vida que eu não me importava em morrer ou não, eu diria que estava em paz comigo mesma, mesmo tendo tantas perguntas sem resposta ainda.

Chegamos em um galpão um pouco menor do que aquele em que Rick estava e então entramos por uma grande porta de ferro na frente.

Não acreditei no que vi ao entrar. Varias fadas, vampiros e lobisomens juntos, e como não é novidade, todos olhando fixamente para mim.

Continuei andando ate que eles me indicaram uma porta que aparentemente não levava para uma sala tao grande e eu entrei.

Lá aviam dois vampiros, uma fada e um lobisomem em volta de uma mesa redonda, aparentemente discutindo planos de guerra. Olharam para mim e o lobisomem, aparentemente o líder e bom, o meu pai, mandou que eles se retirassem. O fizeram e ele pediu que eu sentasse em uma cadeira próxima a mesa.

– É bom finalmente conhece-la — disse ele com uma voz meio rouca.

– Bom, antes de tudo daria para mim ao menos saber o seu nome e o que você quer ? — Eu sei que fui ríspida, mas poxa o cara não apareceu minha vida toda, se é que é realmente ele e agora simplesmente manda uns caras irim me buscar e dizer que ele quer falar comigo ? Faça-me o favor.

– Me desculpe não ter aparecido durante sua vida, mas o rei lhe deixava com muitos guardas.. Meu nome é Gabriel, mas eu gostaria se você me chamasse de.. Pai

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.