The Life I Do Not Expect

1 As mudanças do dia a dia


Notas iniciais
Obrigado por terem acessado espero que gostem, boa leitura ~Skyne

Sol, a linda vista do mar, eu em um carro, o vento que entra pela janela.... Eu falando isso até parecia estar feliz, mas não era o caso, estava tendo que mudar de escola, e isso porque não havia conseguido vaga na minha antiga escola, se achava que eu ia falar que estava saindo por algum problema meu e a escola, ou contar uma história emocionante, pode esquecer. Eu estava indo para o Colégio Mitin, é uma escola conhecida por ter riquinhos mimados, e não, eu não faço parte desse pessoal, outro motivo para eu ter ido era porque a empresa em que meus pais trabalham foi transportada para a Argentina e por eu ser menor de idade, eu tenho que ir com eles, não é la tão ruim, mas lugar novo é sempre assustador, mesmo sendo meu país de origem, é uma escola nova,pessoas novas,tudo praticamente novo ,mas o que mais me chateava e me deixava um pouco pra baixo era ter que deixar tudo para trás, inclusive meus amigos, mas se minha mãe dizia que era melhor vou fazer o que, no Brasil tá difícil mesmo,e a Argentina é um lugar lindo e tem bastantes coisas para se explorar e vivenciar, só para informações não sou branco igual a maioria dá população, eu sou moreno de cabelos negros e olhos castanhos tenho quase nada haver com a população de lá.

Entramos na linda Buenos Aires e chegamos a uma rua, meu pai parou o pequeno uno em frente a uma casa, e daquele carro saiu um cara de quase dois metros,negro e um tanto quanto forte... E eu saiu logo depois. Eu pego algumas malas aleatórias no porta malas e começo a por dentro do terreno, era uma casa simples mas muito bonita, um espaço grande na frente, com algumas árvores na grama, e nos fundos dá casa uma piscina que nem minha mãe sabia que teria.

— Diego, pega suas coisas e coloca no seu quarto, é a terceira porta do corredor depois dá sala.

Eu fui entrando, indo em direção ao meu quarto, a sala se junta um pouco com a com a cozinha, são apenas divididas por uma bancada de pedra esculpida,logo depois a um corredor indo para os quartos, o meu era o último do corredor a direita, entro e jogo as mochilas e malas, que estavam em meus ombros e mãos, na cama que estava em minha frente.

— Filho, você viu que já está tudo arrumado né?

— Sim mãe, muito obrigado!

— E antes que você morra, acho que a essa hora a internet já deve estar funcionando.

Eu corro na cozinha e abro uma caixa que dizia: Utensílios, volto para o quarto e abro uma das malas,e uso a faca para cortar o plástico que guardava o computador, logo que consigo retirar tudo começo a monta-lo na mesa, instalando tudo, me viro sem pensar duas vezes batendo a mão na quina dá mesa, justo onde estava a faca, sinto um leve estralo, e quando abaixo minha cabeça para olhar minha mão, vejo um pouco de sangue, neste momento só posso falar uma coisa a minha mãe.

— Ja deixei minha marca na casa— Grito segurando para não rir muito alto. E acho que neste momento vocês devem pensar que eu sou um belo de um psicopata, mas não, eu apenas não sinto muita dor, raramente algo me faz sentir dor, tipo os tapas dá minha mãe, isso sim me faz sentir dor, mas o caso é, eu não sei o motivo, apenas sei que sou assim e aceito isso.

— O que você fez? — Vem meu pai rindo alto— Não me diga que já sujou o móvel de sangue.

— Ainda bem que o senhor me conhece— E continuamos rindo. Meu pai é militar, só não consigo lembrar sua patente agora, mas o jeito que ele me criou foi como se fosse um treinamento para o exército, então já digo que podem notar umas atitudes minhas bem diferentes.

Eu fui ao banheiro, abri a caixa tirando: álcool e papel higiênico, só mesmo pra limpar, já que não foi algo tão grave assim.

Eu não tinha olhado a hora até aquele tal momento, peguei meu celular e o liguei, quando admiro a linda hora, ainda são 16:40 aqui,pelo menos o horário não muda entre Brasil e Argentina,como eu disse antes, eu estou indo para um colégio um tanto quanto fora dos meus padrões, é um com uma condição financeira alta, uma classe alta.... Traduzindo é um colégio de rico, e eu não sou rico, obviamente, mas eu aceito isso... Porque minha mãe demorou e batalhou para virmos, ainda mais, vir para onde eu nasci.

— Você começa amanhã na nova escola, sei que vai ser difícil estar em uma escola diferente, mas pode ser tudo tranquilo.

— Pode acabar até sendo tranquilo, mas ainda digo que não tem como eu gostar disso, não gosto de pensar em ter que me enturmar novamente.

Minha mãe apenas revira os olhos,enquanto vai se dirigindo a entrada dá casa para buscar algumas coisas, mais precisamente foi botar meu pai para dentro para montar os móveis e guardar algumas coisas, já que ela estava cansada para poder continuar a guardar as coisas, mas como meu pai não é bobo, ele aproveita e chama o escravo aqui para "ajuda-lo", tô tipo: eu faço oitenta porcento de tudo e ele o resto, mas fazer o que, meu pai é meu pai, eu apenas fico quieto e aceito.

Nós ficamos a montar tudo aquilo até às 21:30, já não aguentava mais abrir caixa, fui andando em direção ao meu quarto só querendo me jogar na cama e apagar, só podendo acordar na outra década, justo na hora que fui jogar as coisas na cama, ouço minha mãe me gritando ao quarto ao lado, me levanto calmamente com o sono revestindo o meu sono, e vou andando em direção ao quarto igual a um zumbi.

— Fala mãe...

— Só queria pedir pra você pode montar o gaveteiro antes de dormir.

— QUE??? ESCRAVATURA VOLTOU E NÃO ME INFORMARAM???

Eles riam e berravam, enquanto eu ficava parado com uma cara de pasmo a frente da cama deles.

— Calma filhão, sua mãe está apenas brincando, só íamos te desejar boa noite.... E pedir pra desentupir a pia,quando você voltar amanhã dá escola.

— Pô pai, engraçado, mas eu vou dormir.

A cara do meu pai fechou sem demonstrar raiva, mas deixando um clima tenso no ar.

— Não é brincadeira?— Ele apenas balança a cabeça negativamente— OK... Eu chego e faço isso... Mais alguma coisa querem pedir pro seu escravo???

— Acho que basta por hoje, mas amanhã você também faz o almoço, estaremos fora amanhã resolvendo papelada, seu pai em um lugar e eu em outro.

Eu apenas fiz um sinal de joinha enquanto me retirava do quarto deles, entrei no meu e com dois movimentos básicos, chuto a porta,a fechando, logo quando eu ia me deitar, meu telefone toca, o abro e vejo que é uma mensagem dos meus amigos que acabei deixando no Brasil.

"Diego eu sei que tá tarde, mas se já estiver com internet, entra pra falar com a gente"

Logo após ler, pulo para a cadeira do computador, ligo e abro Spinter, é um programa pra conversar, mandar mensagem e etc pelo computador. Fico falando com eles até umas 23, e antes que diga que de uma hora pra outra eu perdi o sono.... Sim eu perdi, porque preferi falar com meus amigos, depois daquela conversa longa, desligo o computador e me jogo na cama, pegando no sono logo em seguida.

E crianças isso foi o que aconteceu no meu primeiro dia na "nova vida", e se acham que contarei a vocês apenas mais uma história de um adolescente, é porque vocês não conhecem a minha bagunçada vida.

Notas finais
Agradeço por terem lido a história, e espero que tenham gostado do primeiro capítulo, o segundo será postado semana que vem. Caso queiram me enviar mensagens, estou a dispor para responder. Um abraço! ~Skyne
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.