Notas iniciais
Hey Lit´s! Mais uma segunda feira e mais um capítulo para vocês! Boa leitura!

— Bom, não aconteceu realmente algo de misterioso, mas sim uma tragédia – explicou uma jovem mulher de cabelos louros presos em um rabo de cavalo.

Os demais do grupo dos habitantes da cidade fitaram-na repreensivamente. Ela não deu importância, ao invés disso, falou para el

— Talvez estas pessoas possam mesmo nos ajudar a compreender o que aconteceu com nossos garotos. Se para obter essa ajuda, eu tiver que contar sobre a tragédia dá casa das margens do ribeirão, eu o farei – ela afirmou resoluta.

— Mas Maria...

Um homem que estava ao lado de Maria tentou dissuadi-la de contar o que sabia.

— Nem mais, nem meio mais, Carlos. Eu vou contar o que aconteceu.

Flynn aproveitou a oportunidade para encorajar Maria ainda mais.

— Quanto mais soubermos, mais poderemos ajudar – ele argumentou.

Maria voltou sua atenção para os bibliotecários e para a Guardiã – ela desconhecia essa função de Eve, evidentemente – e começou a narrar.

— Umas duas semanas atrás, nossa cidade vivenciou uma grande tragédia. Um dos moradores de nossa cidade foi assassinado.

O grupo visitante fitou um ao outro. Ali poderia estar a chave para a solução do mistério. Observando, porém, a narradora dá história, constatou que havia algo de errado. Ela não parecia demostrar pesar, mesmo contando sobre uma tragédia que havia se abatido sobre a cidade.

— Parece que vocês não sentiram tanto a perda desse habitante – comentou Flynn.

— Por favor, não nos leve a mal, tampouco faça uma interpretação errada de nós – Maria retomou a palavra – Antônio, esse era o nome da pessoa assassinada, não era o que se podia chamar de exemplo de cidadão. Mesmo morando afastado, sabíamos que ele maltratava seus pais. Quando os pobres velhos vinham até aqui, nas poucas vezes que Antônio os permitia, podíamos ver as marcas dos maus tratos. Eles exibiam hematomas por todo o corpo, principalmente a mãe. Acho até que foi ele o responsável pela morte do senhor e dá senhora Pereira – explicou Maria.

— Maria, não podemos acusar ninguém, não temos provas — censurou-a Carlos – Além do mais, os mortos não podem se defender.

— Não me importa se não temos provas. Todo mundo aqui viu o que ele fazia com os pais e ninguém fez nada para ajudar – Maria falou olhando diretamente para o companheiro que estava ao seu lado. E voltando sua atenção para Flynn comunicou:

— Os pais de Antônio foram encontrados mortos em casa senhor Carsen há mais ou menos um mês. Eles tinham sinais de inanição – ela completou com lágrimas.

— E como foi que Antônio morreu? – indagou Flynn interessado.

— Há duas semanas, ouvimos o barulho de disparos vindo do rumo do ribeirão. Encontramos Antônio já morto na margem do ribeirão. Eu mesma conferi o seu pulso, pois sou técnica em enfermagem. O mais espantoso é que faz muito tempo que não recebemos nenhuma visita, exceto vocês, então é provável que quem matou Antônio seja daqui. Um de nós.

— E a polícia não investigou? – perguntou Flynn.

— O que você acha? – ela o questionou – Aqui todo mundo se conhece. Seria um insulto começar uma investigação. Resolvemos deixar de lado. Enterramos Antônio aqui no cemitério da cidade e seguimos com nossas vidas.

O grupo ao terminar de ouvir o relato sobre os acontecimentos passados da cidade trocou olhares cúmplices, estabelecendo um diálogo mudo entre eles novamente. O local descrito por Maria poderia ser fonte de magia.

― Podemos ir até a casa? – quis saber Flynn – Para analisarmos tudo – completou ao ver o olhar questionador de Maria.

Ela assentiu em concordância.

― Claro! Eu os levo – prontificou-se a jovem.

O caminho até a casa do ribeirão foi percorrido no mais absoluto silêncio. Cada um dos bibliotecários tentava encontrar resposta para o que acontecia naquela cidade, sem obter sucesso. Para terminar de chegar ao destino, eles atravessaram uma ponte de madeira a qual era a única comunicação com o outro lado.

A casa era feita de madeira e parecia abandonada. Maria abriu a porta e os deixou entrar. Desde a entrada já se podia perceber a existência de diversas teias de aranhas. O imóvel tinha um tamanho razoável. Possuía cinco cômodos: dois quartos, uma sala, uma cozinha e um banheiro. Não havia quase nenhuma mobília, havia apenas três cadeiras de madeira na sala, uma cama embolorada em um dos quartos e um colchão mofado no outro.

Ezekiel retirou de sua bolsa, a qual levava a tira colo, um aparelho que media a frequência de magia. Andaram pelos cômodos da casa analisando, quando por fim Jones informou baixinho aos seus companheiros de modo que a acompanhante deles não pudesse ouvir:

― Aqui não há evidência de magia.

― Se aqui não é a fonte, então de onde provêm esses desaparecimentos e o vale de árvores secas? – indagou Flynn intrigado, arqueando uma sobrancelha.

Ninguém respondeu. Voltando-se para Maria, informou:

― Estamos satisfeitos. Podemos voltar.

O sol já quase se punha quando eles retornaram. O prefeito veio recebê-los.

― Encontraram alguma coisa lá na casa? – ele questionou.

― Não – respondeu Flynn com pesar.

― Bem, creio que vocês devem estar cansados depois de um dia inteiro e intenso de trabalho – comentou o prefeito – Por que não se hospedam no hotel da cidade e retomam o trabalho amanhã? – ele sugeriu.

Notas finais
E então o que acharam? O que esperam para o próximo capítulo? Aguardando os comentários lindos de vocês! Beijinhos da Bia e até o próximo!!