The Librarians e o Vale das Árvores Secas
5 O Encontro com a População
Notas iniciais
Flynn Carsen assustou-se ao ouvir a voz grave da mulher desconhecida. Ela os fitava esperando uma resposta.
― Vocês são surdos? Eu perguntei quem são vocês e o que querem aqui – ela tornou a questionar batendo agitadamente um de seus pés no chão. Já possuía problemas demais com que se preocupar, não precisava de modo algum de um bando de estranhos invadindo sua cidade justo no momento que enfrentavam um grave problema.
Flynn, o Bibliotecário mais velho apressou-se em responder em português:
― Olá! – ele a saudou – Somos os Bibliotecários.
A mulher fez cara de quem estava confusa e que não entendia aquela resposta.
― Bibliotecários? Por que estão aqui se não temos uma biblioteca?
O grupo não contava com aquela informação. Lançaram olhares furtivos tentando encontrar alguma desculpa plausível. Foi Flynn quem respondeu novamente:
― Eu sou Flynn Carsen e estes são meus companheiros de trabalho Eve Baird, Jacob Stone, Cassandra Cillian e Ezekiel Jones – ele apontou a cada um enquanto os apresentava – Nós somos os Bibliotecários e viemos ajudar a descobrir o que aconteceu com os filhos de vocês...
A mulher o interrompeu, desconfiada:
― Como vocês sabem o que aconteceu com os nossos filhos? Não falamos nada com ninguém, a não ser com a polícia de Goiânia.
Eve que estava ao lado de Flynn resolveu provocá-lo:
― Quero ver você sair dessa, sabichão – ela comentou baixinho quase sem mover os lábios – Eu disse que precisávamos de um plano.
Os olhos de Flynn brilharam quando uma ideia perpassou-lhe a mente.
― Justamente isso! Fomos mandados de Goiânia para ajudar vocês. Trabalhamos junto com a polícia, somos responsáveis por catalogar as árvores do vale, seus tipos, espécies e frutos e minha amiga Eve tem conhecimento sobre comportamento juvenil. Ela ficará responsável por coletar as informações sobre os adolescentes – Flynn explicou e não ousou olhar para Eve que certamente estava enfurecida pelo troco que ele lhe dera devido a sua provocação. Porém, embora ele tivesse dito que ela ficaria responsável por conversar com as famílias, ele não seria maldoso o bastante para deixá-la em maus lençóis, pois sabia perfeitamente que ela não falava português. Ele apenas a ouviu sussurrar:
― Você me paga Flynn!
— E como saberemos que vocês não têm participação nos sumiços? – a mulher tornou a indagar.
― Não tem como saber. Vocês terão de confiar em nós – respondeu Flynn sinceramente.
― E como vocês chegaram aqui? — eles ouviram uma voz masculina vinda do fundo. Os demais componentes do grupo abriram espaço para que ele pudesse passar, Era um homem alto, bem vestido, de cabelos castanhos curtos – Só se consegue chegar aqui de carro e eu não vejo o de vocês.
― Nosso carro pifou a alguns quilômetros daqui. Terminamos o trajeto a pé – mentiu Flynn.
― O Miguel pode ver o que há com o carro de vocês. Ele é o mecânico da cidade. Não há nada que ele não possa consertar – garantiu o homem.
― Não precisa! – Flynn protestou – Já acionamos o seguro – ele inventou uma desculpa. Se alguém da cidade fosse até a estrada descobririam a mentira que ele tão prontamente havia inventado.
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