Notas iniciais
Yay. Finalmente consegui achar alguma inspiração para fazer esse cap xD Na verdade, eu estou com essa ideia á um tempo. Mas aí eu troquei de PC e o que eu já tinha escrito do cap 1 estava nele, aí tive que passar pro meu outro, e foi o maior trampo e... Enfim. Boa leitura o/

Eu estava no avião, ouvindo música em meu celular, meus fones no último volume.

Eu vestia uma calça jeans, um blusão cinza e um All-Star azul.

Meu cabelo ruivo estava preso em um coque, meus olhos cinza e preto focados na janelinha.

Meu nome? Bianca Solange. Minha idade? 16 anos.

Eu estava indo de Austrália para Ottawa.

Oque me fez ir tão longe? Acho que posso explicar.

Flashback mode: On

Eu voltava pra casa, estava chovendo e, como tinha esquecido o guarda-chuva em casa, usei os livros de minha escola para me proteger, o que não ajudou muito já que fiquei ensopada do mesmo jeito.

Corria devagar e rápido ao mesmo tempo: rápido para não ficar mais ensopada e devagar por que tinha medo de escorregar, e me atrasar, o que resultará em uma coisa: Mais ensopada ainda.

Quando cheguei à porta da pequenina casa, batalhei para achar a chave em minha mochila, achei-a bem no fundo, coloquei-a na fechadura e entrei.

“Ellie vai me matar...” Pensei comigo mesma, afinal, estava molhando o chão de madeira inteiro.
– Estou em casa! – Digo esfregando meus pés no carpete e tirando os mesmos.

– Bianca! – Disse Ellie vindo em minha direção, ela parecia animada, mas quando me viu, sua expressão mudou – Você está encharcada!

“Bela observação...” eu pensei, mas não disse nada.

– Vai molhar o chão todo! Não se mexa! Vou pegar uma toalha pra você. – Ela disse e saiu em disparada, sem me deixar dizer nada, como sempre.

Ellie tinha a péssima mania de falar rápido e, por consequência, não conseguia ouvir o que a pessoa tinha para dizer.

Ela voltou segurando uma toalha amarela, me entregou e comecei a enxugar a minha cabeça.

– Essas tempestades que vem de repente... É um saco. – Eu disse terminando de me enxugar e colocando a toalha envolta do meu pescoço. – Mas, fala aí; você parecia animada em me dizer alguma coisa, o que seria?

Ela sorriu de novo, com um brilho no olhar, lembrando-se do que tinha que contar-me.

– Ah, sim! Uma cliente minha disse que a filha dela irá fazer uma festa do pijama! E pediu-me para convida-la! Ela disse que vocês são da mesma escola. Devem ser amigas, sim?

Quando ela terminou de falar arregalei os olhos... “Alguém me convidando para uma festa? Ainda mais uma festa do pijama?! Algo cheira mal.”.

– Qual o nome da menina? – Eu disse cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha.

– Seu nome é Pamela Kirsten. Conhece-a?

Eu estava prestes a dizer “Conheço, mas ela é uma vaca. Então não, não irei nessa porcaria de festa do pijama” por que era verdade: Pamela é/era/será sempre uma vaca. Mas, quando vi o brilho de animação em seus olhos verdes, não pude recusar, afinal, ela queria isso para eu poder fazer amigas, ou seja, para meu bem... Para me camuflar.

–Sim a conheço... Não somos exatamente amigas... – O que era, em parte, verdade — Bem... Quando é? – Eu disse suspirando, derrotada.

Ela pulou de alegria, seus cabelos loiros balançando abertamente.

Ellie era simples: Seus traços finos, cabelos loiros e lisos, um dos olhos castanho claro e o outro castanho escuro e levemente puxados, sempre com um toque de animação. Nunca decoro sua idade, mas sei que ela tem mais de trinta... Com mentalidade de quinze.

Ellie é tipo... Minha “mãe” adotiva. Não é exatamente isso, mas é como se fosse. Ela trabalha em um salão de beleza, mas isso é apenas seu disfarce.

Mas voltando a resposta que Ellie me dava...

– Será hoje à noite! – Ela disse sorridente.

– Então, você irá ligar para a mãe dela e confirmar minha presença em quanto eu vou fazer minha mala e tomar um banho? – Eu perguntei.

Ela assentiu e fui para meu quarto, fechei e tranquei a porta e me joguei na cama, encarando o teto.

Então comecei a ter um ataque, pensando...

“COMO EU FUI ACERTAR IR Á CASA DAQUELA VACA?!” Eu disse andando de um lado pro outro. “Talvez ainda dê para voltar atrás...” destranquei a porta, deixei metade de meu corpo pra fora, a tempo de ouvir minha mãe dizer:

– Sim, ela confirmou! Okay... Hum... 19h00min? Certo! Até! Tchau... – E ouvi o barulho do telefone sendo recolocado no gancho, o que significa que ela desligou.

“Okay... Agora não dá mais para voltar... Merda” eu pensei suspirando, voltando ao meu quarto e trancando a porta.

Peguei minha mochila roxa escura, coloquei uma roupa íntima, meias, uma camiseta e um short para eu usar no dia seguinte, um pijama, uma escova de dente e desodorante.

“Certo” pensei, e suspirei. Olhei para o pequeno relógio em cima da bancada ao lado de minha cama. 18h17min. “Ainda tenho tempo de sobra”.

Fui à minha pequena estante de livros, peguei um que eu estava para terminar a um tempo, de capa vermelha de couro, daqueles bem antigos. Deitei na cama e comecei a lê-lo.

Eu estava tão envolvida na história que nem vi o tempo passar, apenas percebi quando Ellie me chamou.

– Bianca! – Ela me disse, através da porta – Sairemos daqui 10 minutos!

“10 minutos?!” Eu disse olhando para o relógio e, realmente, eu era uma cabeça dura de não ter notado esse tempo.

Corri para o banho desesperada, lavei meu corpo, minha cabeça e a saí do boxe correndo.

Coloco um suéter pois estava meio frio lá fora, uma calça jeans e um All-Star, nem me preocupei de pentear o cabelo, apenas prendo ele em um rabo, pego minha mochila e saio do quarto.

Ellie estava na porta de casa, me esperando com suas coisas.

Ela abriu um sorriso sem dentes, destrancou a porta e saiu, saí logo após ela.

Entro em seu carro no banco do passageiro, deixando minha mochila nos bancos de trás e dou um suspiro, Ellie me olha e diz, ligando o carro e começando a dirigir:

– Tem certeza de que quer ir?
– Certeza,
certeza, eu não tenho né... – Ela me olha franzindo as sobrancelhas – Estou brincando, não converso muito com Pamela mas ela parece ser legal – Por favor que ela acredite nisso, por favor que ela acredite nisso...
– ‘ta bom então... – Bingo! – Qualquer coisa pode me ligar, tudo bem? – Assenti e então ela para o carro, em frente a uma casa branca de três andares (sem contar a garagem), com um portão preto e três carros na garagem (já reconhecendo um, que Pamela usava para ir ao colégio).
Pego minha mochila, olhando a casa, dou tchau pra Ellie e saio do carro.
Fico um tempo olhando para a casa, com a boca entreaberta. Procuro por uma campainha ou um interfone, acho ele perto da parede que separava a casa de Pamela com as outras.

Toco o interfone e uma voz masculina fala por ele.
–
Quem é?
– É Bianca Solange, vim para a festa do pijama que Pamela está fazendo.
O interfone fica mudo por um tempo, fiquei na esperança do cara não acreditar e me expulsar dali, mas logo ouço um barulho vindo do portão e ele destranca, abrindo apenas uma fresta. Empurro ele e entro na casa, dou um aceno para Ellie e me devolve com um sorriso e saí de carro.
“Ainda não consigo acreditar que estou fazendo isso...” penso com um suspiro. Bato duas vezes na porta e ouço algumas risadas e gritos. Ouço pés descendo as escadas e a voz irritante de Pamela, enquanto a mesma abria a porta.

– Deve ser a pizza! – Ela disse e quando me viu, ergueu uma sobrancelha, deu um sorriso de lado e disse, se encostando a porta e cruzando os braços – Ah... É só a Solange.
Pamela tinha cabelos castanhos com algumas luzes, pelo o que ela diz, naturais. Um olho verde e o outro azul, mas você tinha que notar bem para perceber, pois os dois pareciam ser verdes. Ela tinha um corpo esbelto e bem bonito. Agora ela vestia uma calça de pijama branco com bolinhas azuis claras, cor da sua camiseta de pijama regata, ela também estava com um rabo de cavalo alto e chinelos.
Duas de suas amigas estavam atrás dela, uma de pele negra, olhos e cabelos da mesma cor e outra de cabelos pretos, com olhos azuis muito claros (o que eu suspeitava de que eram lentes de contato).
– Também estou feliz em te ver, Kirsten – Digo sarcasticamente.
– Entre, fique à vontade – Ela disse sem ânimo algum e vendo as unhas. – Iremos todas dormir no sofá da sala, então não precisa usar o lençol, certo?
Rolei os olhos e assenti, soltei meu cabelo e guardei a chuquinha na mochila.
– Kirsten, onde tem banheiro? Preciso me trocar.
– Não precisa ser tímida, Bianca – Disse a de lentes – Não tem ninguém em casa além de nós.

Gelei ao ouvir ela, e se eu fosse obrigada a me trocar na frente delas?! Não, não... Isso não...

– Fica no corredor, a primeira porta – Ela disse me apontando – Se ela não quiser se trocar aqui, tudo bem, Gabriela, assim não nos deixará cega.
Eu quase,
quase me troquei ali mesmo só para contrariar ela, mas no fim lembro-me que não posso fazer isso e sigo em direção ao banheiro para me trocar.

Assim que voltei, encontro ela em rodinha, provavelmente falando do tanquinho dos jogadores de futebol da escola, típico papo de gente como elas, enquanto isso fiquei num canto afastado mexendo no celular, lendo algum livro virtual.
Passaram-se algumas horas, eu ficava apenas no meu canto lendo enquanto elas ficavam fazendo qualquer outra coisa que eu não tinha interesse.

– Certo, pessoal, hora de dormir! – Diz Pamela, arrumando as cobertas e os travesseiros – Solange, você vai dormir no chão, tudo bem? É que não tem lugar no sofá – Diz ela, sendo que o sofá cabia umas sete pessoas deitadas.

Rolo os olhos e digo, pegando o travesseiro e a coberta que ela me oferecera.
– Certo... Bons pesadelos para vocês... – Digo e me cubro para dormir.

Sonho com a mesma coisa de sempre: a 8 anos atrás, em minha casa. Mas eu não vejo a cena em primeira pessoa, vejo em terceira. O que é um pouco estranho.

Acordo com uma mãe em minha boca, e quase grito quando vejo a... Coisa, em minha frente.
Ela tinha dentes pontudos, pele cinzenta, olhos negros e cabelos da mesma cor, que pareciam flutuar diante de meus olhos.

O mais estranho foi perceber que era Gabriela.

– Eu suspeitava desde o início que era você, mas tive certeza quando você não quis se trocar em nossa frente, você devia se esconder melhor.

Tentei me debater, me levantar, fazer qualquer coisa, mas senti meu corpo muito pesado para isso.
– Gostou da minha magia? Faz com que as pessoas não possam se mexer.

– Você disse pessoas. Mas eu não sou uma pessoa – Diz a voz de Pamela.

Tive tempo apenas de ver Gabriela irritada e soltando um som estranhos antes de ver um borrão e ela sair de cima de mim, olho para o lado que ela saiu e me deparo com uma cena um tanto... Horrível.
Pamela tinha asas brancas com as pontas das penas dourado, tinha pequenos chifres na cabeça, suas garras brancas eram angelicais, assim como seu rabo que tinha um tufo de pelo dourado na ponta. Seus cabelos, antes presos, estavam soltos e longos. E ela vestia uma calça e uma blusa brancos.
– V-Você... – Digo sem achar as palavras certas.

Assim que ela se virou para me olhar, ela deu um sorriso, mostrando seus caninos.
– Sei que pode parecer estranho, mas, assim como Ellie, fui mandada para te proteger.
– Me...Proteger...? – Digo não assimilando direito.
– Sim. Nunca se perguntou do porquê de eu sempre estar ao seu lado?

– Agora com você falando...

– Preciso que você venha comigo, Bianca – Ela diz estendendo a mão – Em parte que precisamos, realmente ir para um lugar importante e em parte que essa praguinha aqui pode acordar a qualquer momento.

Se eu não estivesse tão confusa soltaria uma risadinha, mas minha cabeça estava a ponto de explodir.

Aceito a mão da menina que arruinou minha vida no colégio?

– Para onde vamos? – Digo arqueando uma sobrancelha.

Ela sorri e diz com o maior prazer:

– Para a mesma escola de Demônios que Ellie frequentou.

– Escola... De Demônios? – Digo duvidosa. – Você não me parece um demônio...

– Ah, isso? É de família, mas posso te garantir que sou um Demônio. – Ela diz sorrindo.

Solto um suspiro.

– Certo, irei com você.

Flashback mode: off

Claro que ela ainda não me explicou tudo, tanto até que ela nem estava ao meu lado nas cadeiras, estava á duas fileiras atrás porque não tinha lugar, mas ela disse que iríamos de qualquer jeito para Ottawa... Tirando isso, ela não me disse mais nada.

Não sei se me surpreendo com o fato de (1) existir uma escola para Demônios ou (2) o fato de Pamela Kirsten ser um deles, e ainda ter me salvado de alguma... Coisa que eu não sabia o que era.

Minha cabeça estava tão confusa que poderia explodir, mas apenas esperei pacientemente aquela viagem para, então, conseguir esclarecer tudo.

Notas finais
Vocês podem notar que tem uma mudança em relação aos parágrafos, peço desculpas, mas esse PC é assim >u< Me avisem qualquer erro de ortografia e... Até o prox cap o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.