The Legend of the Angels A lenda dos anjos
4 Capítulo 3- o encontro
Notas iniciais
Dean andava apressado, estava realmente ansioso para encontrar o amigo, Thomas e, enquanto andava pela calçada, viu uma senhora de vestes roxas falando:
– Você é o garoto!
– Desculpe senhora, mas, que garoto?
– Você! Você é o guardião!
– Acho que está falando da pessoa errada.
Dean correu até a esquina mais próxima, e andou se perguntando:
“De novo aquela tal coisa de guardião? Isso deve ser o Thomas fazendo uma brincadeira comigo”
***
– Oi Dean! – falou Thomas, na porta de sua casa.
– Oi Tom!
– Então, vamos entrar?
– Claro.
A casa de Thomas era bem moderna, com vidros, fogão elétrico, mesa de jantar enorme e paredes brancas. Para Dean, era perfeita.
– Tom! Cadê meu fone de ouvido? — uma garota com shorts de couro e camisa branca de repente apareceu, seus cabelos ruivos reluzentes e um rosto branco com olhos castanhos estampados.
– Desculpe Dean, essa é a minha irmã, Jenny. — disse Tom.
– Ah, prazer, sou Dean, o amigo do Thomas.
– Prazer, sou a irmã dele. – Jenny falava com um sorriso.
– O fone está ali no móvel. – O garoto disse.
– Valeu!
Jenny foi pegar o fone preto no móvel.
– Olá Dean! — Falou o pai de Thomas, Tony Blazer.
– Olá senhor Blazer!
– Você quer beber alguma coisa?
– Não, tudo bem senhor. Só vim fazer um trabalho com Thomas.
– Ah, tudo bem.
– Então Dean, vamos logo?
– Sim, vamos.
O garoto seguiu Tom até seu quarto, de paredes brancas.
– Então, onde estão as tais “respostas”?
Tom pegou um livro bem parecido com o que Dean acabou de ler na biblioteca, porém, era esverdeado.
– Tá vendo esse símbolo Dean?
– Sim.
– É aquele mesmo da bolinha, mas sabe o que significa?
– Não. – Dean apenas falava com expressões vazias.
– Significa a união do bem e do mal, uma asa negra e outra branca, um anjo do lado branco, e outro do lado negro.
– Ok, então?...
– Essa união forma os “guardiões”, anjos do bem e anjos do mal, divididos meio a meio. Acredite ou não, mas...
– Mas o que? – Dean perguntou curioso.
– Você é um guardião!
Blackman começou a sorrir na mesma hora.
– Isso é uma piada, né? Ah, entendi, você tá fazendo uma brincadeira comigo, aí contratou aquela velhinha, não é?
– Que velhinha?
– Eu sei que você está mentindo Tom, então, pare.
– Você quer provas, não é?
– Claro.
– Pai! – Thomas gritou absurdamente alto.
– Fala Tom!
O pai de Thomas chegou na hora.
– O que foi Tom?
– Sabe aquela história dos guardiões?
O rosto de Tony ficou pálido.
– S-sim. Olha Dean, nós queríamos falar isso a você faz um tempo.
– Não, não pode ser verdade! – com uma expressão de assustado o menino falou.
– Dean Blackman, você é um dos guardiões. – falou Tony.
– Mas, não é possível!
– Sim, é muito possível. – disse Thomas.
– Então, eu sou um anjo?
– Sim.
– Vocês todos são?
– Sim, menos a Jenny.
– Mas ela sequer sabe disso?
– Não. – afirmou Tony.
– Ah meu Deus, como isso é possível? Uma hora atrás eu era um fracassado, e agora eu sou um anjo?
– Olha, você vai entender tudo depois.
– Ok.
Dean saiu da casa dos Blazer rumo à sua casa, boquiaberto.
“Anjo. Não pode ser! Tenho que encarar os fatos. Mas, espera... S-se sou um anjo, não posso, quer dizer se eu tivesse chance, namorar a Stephanie” – pensou.
***
– Oi tia!
– Vamos Dean, preciso lhe dar uma coisa...
Tiffany agarrou o garoto para a sala.
– O que foi?
– Pegue este livro, e guarde com você.
Tiffany deu um livro azul-esmeralda parecido com o que Dean tinha pego na biblioteca.
– A legião? Mas, espere...
– Isso mesmo, você é um guardião, e já deve saber disso.
– Você sabia esse tempo todo? Por que não me disse nada?! – Dean falou furioso.
– Achamos que não era maduro o bastante, mas agora que descobriu...
– Ok, mas como encontro essa tal legião?
– Leia o livro, ele lhe dirá a resposta.
***
“Vejamos” — pensou o garoto
Dean abriu o livro e não encontrou nada, apenas páginas amassadas, sem palavra nenhuma.
– Mas o que é isso? Porque esse livro não funciona? Queria tanto saber onde se encontra essa legião...
O livro começou a ficar preto, até ficar minúsculo, e desaparecer, depois, a rua em que Dean andava desapareceu, e então, um lugar totalmente branco surgiu.
– Que diabos aconteceu? Eu morri?
– Silêncio garoto... – uma voz calma surgiu no meio daquele branco.
– Quem é? É o senhor, Deus?
– Não, mas na hora certa irá se encontrar com ele. – a voz continuou.
Dean ficou branco.
– Eu morri mesmo?
E então, desmaiou.
– Acorde, acorde! – uma voz fina começou a falar com Dean, seus olhos semiabertos, deitado no chão.
Ele levantou rapidamente, recuando.
– O que você quer?
– Mestre, ele acordou!
– Ah, ótimo, ótimo!
A mesma voz que Dean estava ouvindo falou, era um senhor velho, com uma barba relativamente grande comparada à seu tamanho.
– Quem são vocês?
– Nós somos a Legião, meu jovem.
– Então, eu não morri?
O tal senhor sorriu.
– Não, não.
– Ah, ok. – disse Dean , aliviado.
– Olá, eu sou o James. – um rapaz forte e loiro, assim como Thomas estendeu a mão à Dean.
– Olá, sou o Dean.
– Nós sabemos.
– Eu sou a Clarice, bem vindo! – a menina de cabelos loiros falou, com uma voz doce.
– Tudo bem? Tim. – um rapaz se apresentou, com seu cabelo “Black Power”.
Ainda sobrou uma menina ao canto com um olhar bravo diretamente à Dean. O garoto se direcionou a ela.
– Oi, sou o Dean!
– Megan. – roucamente falou, olhando para o horizonte, encostada numa coluna.
– Você precisa da sua roupa garoto! – o senhor falou.
– Ok, mas qual o seu nome, senhor?
– Meu nome é Gruk.
– Ok, mas, onde pego minha roupa?
– Aqui amigo. – Tim virou para Dean lhe dando uma roupa preta e branca, com o símbolo das duas asas.
– Obrigado!
– Não é nada!
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