The Legend of "Z"

2 Act 2: A busca


Era tarde em Madrid, Espanha, e o grupo de jovens, formado pelo projeto Genesis, caminhava tranquilo por uma estrada deserta, aparentemente sem rumo. A missão dada pelo comandante Richard era a de procurar um antigo membro dos Genesis, Dallas, que desapareceu após um combate com o Green Demon.

Um dos jovens, Tristan, se dirigia á Shiroi, o líder do esquadrão.

– Nós só estamos caminhando sem rumo, o comandante não tinha dito que o Dallas estava na África? –

– São apenas boatos, e certamente não temos como chegar à África caminhando, precisamos achar um veículo, por isso estamos caminhando por essa estrada. – Explicava Shiroi, que se mostrava incomodado com o questionamento de sua liderança.

– E você quer que façamos o quê? Vamos matar um civil e roubar o carro dele? – Ironizava Brad, que caminhava mais atrás.

Shiroi encarava Brad com fúria, e retrucava: – Pra começar, um carro não nos levaria ao nosso destino, já que há um grande oceano no caminho. Precisamos de algum veículo marinho ou aéreo. –

– Vai sonhando que eu vou caminhar até o litoral do continente. – Respondia Brad.

Shiroi ignorava o garoto, e seguia caminhando em linha reta pela estrada.

O grupo seguia andando pela estrada deserta, quando notava um antigo posto de gasolina abandonado, Shiroi apontava sem dizer uma palavra, e caminhava até o posto.

– Deve ter comida lá, e talvez achemos algum transporte! – Cogitava Krys, visivelmente empolgada.

– Não vamos nos afobar, pode não haver nada também. – Respondia Shiroi com frieza.

– Sempre sendo um estraga prazeres. – Comentava Brad, falando sobre Shiroi.

O garoto ignorava Brad, e com um chute arrombava a porta da loja de conveniência do posto.

– Procurem alimentos não perecíveis, não sabemos quanto tempo teremos até achar outro local com comida. – Ordenava Shiroi, exercendo o papel de líder.

Todos obedeciam e saiam para procurar alimentos, exceto Brad, que analisava o local.

– Parecia maior lá de fora... – Observou o garoto, que ao chegar nos fundos da loja, notou uma parede falsa.

– Ei, Shiroi, olhe isso. – Brad chamou a atenção do líder, apontando pra uma junção da parede, aparentemente feita como uma passagem secreta.

– Um fundo falso... – Disse Shiroi. – Krys, derrube essa parede. – Completava o garoto.

– E-eu? M-mas por quê? – Perguntava a garota, demonstrando uma timidez enorme.

Shiroi suspirava, e respondia de prontidão: – Sua habilidade corpo de ferro pode por a parede abaixo. –

– A-Ahhhh, mas eu fico horrível assim... – Lamentava a garota.

– Apenas faça. – Ordenava Shiroi, tentando manter a calma.

Krys suspirava, e então, seu corpo começava a ficar cinza e com a dureza de ferro, então ela corre até a parede e a derruba de uma vez. Por trás da parede, via-se um corredor bem iluminado, com uma porta de ferro em seu fim.

– Como sempre assustadora! – Brincava Brad.

– N-n-não diga coisas assim! – Gritava Krys, que ficava muito corada.

Shiroi ignorava ambos e começava a caminhar até a porta. Brad, Krys, Tristan e Moham caminhavam logo atrás. Ao caminharem um pouco mais, o grupo começava a ouvir vozes fortes e gritos vindos detrás da porta.

– Devemos fazer algo chefe? – Perguntava Moham, em seu tom calmo.

– Não, vamos seguir andando e manter a calma. – Respondia Shiroi.

Brad aparecia inquieto, e as palavras de Shiroi o faziam ferver mais ainda. O líder notava a expressão de Brad, e o questionava: – Algo a acrescentar, Brad? –

– Podem ter pessoas presas lá, talvez os gritos sejam por isso! – Dizia Brad, cogitando que houvesse reféns.

– É um risco que não podemos correr. – Disse Shiroi, tomando a decisão final.

Logo após Shiroi acabar sua frase, um grito de dor altíssimo vem da dita sala. Brad é tomado por um instinto de raiva, empurra Shiroi e chegava a frente da porta.

– Razor Wind! – Brad canalizava uma incrível quantidade de energia em suas mãos, e as lançava na porta, sob forma de vento. A rajada de vento tinha um poder absurdo, e como se tivesse sido cortada por uma espada, a porta desaba.

– Imbecil! – Gritava Shiroi, correndo até a porta, com os outros vindo atrás.

Dentro da sala, havia um grupo de 15 homens barbados e sujos, com uma família presa a cadeiras. O membro mais velho da família estava ensanguentado, e seus olhos mal abriam após tantos golpes em si. O homem que espancava o homem tinha um pedaço de ferro nas mãos e se voltava até Brad.

– Você acha que está fazendo o quê? – Berrava o homem.

Brad, tomado por fúria, responde no mesmo tom de voz: – Quem você pensa que é pra maltratar pessoas dessa maneira! –

Os 15 homens riam, e o homem com a barra de ferro respondia: – Somos bandoleiros, e nós fazemos o que temos vontade. E agora eu tenho vontade de espancar esse velhote! – O homem golpeava novamente a cabeça do homem, que perdi a consciência e sua cabeça pendia para o lado. O homem ria, e ironizava a situação: – Será que morreu? Ou só desmaiou? – O homem gargalhava, e seus capangas o acompanhavam com risadas em coro.

Shiroi, Krys, Tristan e Moham acompanhavam a cena da entrada da sala, todos atrás de Brad, que tremia de fúria.

– Bom... Já que acabamos fazendo isso... – Shiroi estralava seus dedos, e apontava a palma de sua mão para os bandoleiros. – Juuman Volt! – Bradava o homem, e uma incrível descarga de eletricidade atingia parte do grupo de bandoleiros, e por pouco não atingia a família de reféns.

Brad, que estava atento as ações de Shiroi, se posicionava na frente de seu líder. – Você pode atingir aquelas pessoas! Não ataque assim! – Gritava Brad.

Quando Shiroi abaixava sua mão e Brad se aliviava, o chefe dos Bandoleiros atingia Brad na nuca, levando o garoto ao chão.

– Brad! – Gritava Krys, que corria preocupada até o garoto.

– Nós vamos acabar com vocês! – Gritava o bandoleiro. – Vamos lá hom- – Antes que ele ordenasse o ataque de seus subordinados, Moham já havia lançado uma adaga no meio da testa do bandoleiro. Os outros berravam de pavor após verem a morte do chefe, mas Tristan sequer dava tempo para eles correrem.

– Rock Destruction! – Dizia o garoto, que com um soco no chão, criava um enorme buraco envolta do local onde os Z’s e os reféns estavam , enquanto os bandoleiros eram soterrados.

– Vamos tirar essa família daqui. Tristan, você carrega o peso morto do Brad. – Mandava Shiroi, saltando até o local onde a família estava.

– Tsc, eu que derroto a maioria e ele que fica com a pose de forte. – Resmungava Tristan, que colocava Brad em suas costas e saia do local.

Alguns minutos depois, Brad, que repousava no banco de trás de um jeep, acordava.

– Que dor de cabeça... Ei, onde estamos? – Perguntava Brad, ainda confuso com o golpe sofrido na nuca.

Krys, que estava sentada no banco de trás junto com Brad e Moham, respondia: – Aquela família nos deu esse carro como agradecimento por termos salvos eles. –

– Entendo... E os bandoleiros? – Perguntava novamente Brad.

Krys sorria e respondia: – Foram derrotados pelo Moham e pelo Tristan, depois que... Bem... – A garota travava e não conseguia completar a frase.

– Depois de sua completa inutilidade. – Dizia Shiroi, completando a frase de Krys.

Krys corava e respondia a Shiroi: – Eu não ia dizer isso! Se não fosse o Brad nem teríamos entrado lá! –

Shiroi sorria, e ironizada: – Bradley é realmente um grande herói, não é? Desmaiou para uma pancada na cabeça. E pensar que ele quer destruir os demônios. –

Krys ia responder, mas Brad tocou no ombro da garota, querendo que ela não respondesse.

– E pra onde estamos indo? – Perguntou Brad, que estava visivelmente triste.

– Estamos indo para a Itália, e por lá acharemos um transporte que nos leve a África. – Respondia Shiroi.

Brad concordou com a cabeça, e ficou encarando a paisagem do lado de fora do carro, concordando com as palavras de Shiroi sobre sua fraqueza.

Shiroi observava o garoto pelo espelho, e o avisava: – Não adianta se entristecer com minhas palavras. Se não quer perder assim novamente, fiquei forte física e mentalmente, ou então serei forçado a tirá-lo do time. – E acrescentava: – Todos tiveram utilidade nessa invasão, exceto você, que agiu todo o tempo irracionalmente. –

Todos ficavam em silêncio, e Brad respondia um “sim” seco, sabendo que Shiroi não estava mentindo.

Longe dali, no deserto do Saara, um homem, com cabelos tapando seu olho esquerdo, com um livro aberto em sua mão direita, caminhava lentamente, enquanto fazia uma oração. – Pai, me proteja de todo o mal, me faça vencer meus demônios internos, me leve à Sua mão, me ajude, Pai... – O homem caia no chão, cansado, e em um colar, tipicamente militar, era legível seu nome: Dallas.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.