The Leader of my Faction

27 27- Laboratório de armas


Notas iniciais
Boa leitura

Thomas

Estava no elevador com Kate ao meu lado. O elevador acabara de chegar no térreo da Pira e Kate já andava apressadamente até uma porta. Ela abriu-a e entrei logo em seguida dela. A porta dava para um conjunto de escadas que deveria ser usada em caso de incêndio. Ela começou descer os lances de escadas até chegarmos a uma sala com dimensões grandes.

Nela havia diversas coisas. Dentre elas estavam algumas armas que provavelmente eram protótipos, um lugar para testa-las e havia um quadro perto de uma das mesas que tinha alguns rascunhos de armas. Em um dos cantos havia um conjunto de paredes de vidro com uma sala dentro e Kate se dirigiu para lá. Ela abriu a porta de vidro e acendeu as luzes.

Dentro daquele cubículo havia um laboratório com alguns microscópios e bicos de bunsen. Havia duas bancadas e elas estavam sujas com pólvora e alguns sais. Em uma das paredes havia uma lousa de caneta com algumas coisas escritas. Não era um laboratório muito equipado como os da Erudição mas eu acho que dava para fazer o que tinha planejado.

– Não chega perto de ser como um da Erudição mas eu acho que da para gasto. Desde quando a Audácia tem esses laboratórios? — Perguntei me virando para ela.

– Meu antecessor, Erick, percebeu que o índice de criminalidade em Chicago estava aumentando e por isso ele mandou montar esses laboratórios'. Não temos permissão de criar armas de alta destruição mas variações de armas de patrulha que não fazem nenhum estrago.

– Intendo.... Você trouxe o soro?

Ela tirou a ampola com o líquido azulado do bolço. Ela o repousou encima da bancada que estávamos próximos.

Com cuidado, peguei uma das lâminas do microscópio e posicionei ao lado da ampola. Peguei a ampola e quebrei a parte superior, onde tinha que ser quebrado e com cuidado, coloquei uma pequena quantidade na lâmina. Coloquei a novamente no microscópio, demorei um tempo para focar a imagem ampliada mas consegui.

Não era um microscópio de ponta como tinha na Erudição mas dava para o gasto. Consegui ver o que queria e logo pensei como eu iria fazer para tirar aqueles transmissores dali sem precisar da tecnologia de ponta da Erudição.

– Por acaso aqui não tem uma centrífuga, ou tem? — Arrisquei

– Não, como eu disse: isso é um projeto de laboratório — Ela falou sentada em um dos bancos que tinha na bancada.

– Ok... Então me de um Becker ou qualquer recipiente que possa ir ao fogo — Pedi

Ela foi até uma pia que havia na ponta da bancada e tirou um erlenmeyer. Aparentemente a vidraria estava limpa.

– Espero que um erlenmeyer funcione — Ela falou o nome da vidraria

– Então você sabe o nome disso?

– Por que não saberia? Só por que eu sou da Audácia de criação eu não posso saber? Não faz tanto tempo que me formei sabia!

– Eu achei sexy.

– Está flertando comigo? Você parece um nerd da Erudição assim!

– Querida, esqueceu que eu já fui um prodígio da Erudição e é por isso que Norton me quer de volta. E outra você é minha namorada, estou no meu direito de flertar com você — Falei enquanto despejava o resto do soro no erlenmeyer.

– Gosto quando você flerta comigo mas agora você está tentando passar a perna no Norton, então concentre-se! — Ela falou e não pude deixar de sorrir

Pedi um isqueiro para ascender o Bico de Bunsen e logo ela trouxe. Liguei o gás e o ascendi, colocando a vidraria encima da chama. Pedi novamente a ela que me trouxesse um pouco de água e um termômetro.

– Eu sei o que você está fazendo, temos um destilador aqui — Ela falou

– Por que você não me disse logo — Falei desligando o fogo

– Talvez eu estava ocupada de mais pensando como seus flertes são como os dos garotos da Erudição, querido — Ela falou e não pude deixar de sorrir.

Ela abriu em um dos armários e tirou o aparelho de la de dentro. O que realmente me espantou foi a Audácia ter um equipamento daquele.

– Nós temos isso para separar os componentes da pólvora — Ela falou sem eu mesmo perguntar

Ela me ajudou a montar o equipamento e logo estávamos separando os transmissores do resto do soro. Demorou uns cinco minutos até tudo estar separado, após todo o processo, colocamos o soro dentro de um pequeno recipiente e jogamos fora os transmissores. Na verdade o incineramos. Por fim, arrumamos tudo, e ao sair ninguém perceberia que havíamos feito.

+++

Estávamos no nosso canto no fundo do abismo, sentados lado a lado e segurava sua mão. Observava a pulseira de prata que havia em seu pulso. Kate já havia injetado o soro nela.

– Norton colocou um GPS nesse negócio — Comentei

– Não duvido que haja uma bomba aí dentro — Ela comentou e eu ri

– Espero que não tenha!

– Espero que o que você fez tenha dado certo. Obrigada mais uma vez — Ela agradeceu mais uma e deixo a cabeça pender no meu ombro

– Eu acho que deu, Norton não vira atrás de você tão cedo...

– Assim espero! O que você pretende fazer?

– Fazer o que?

– Sobre a proposta dele...

Durante o dia inteiro, fiquei pensando sobre o que Norton disse. Norton me dera uma chance para me salvar, ou pelo menos me manter a salvo por um tempo. Caso que recusasse, ele enjeitaria aquela droga em mim e viraria um escravo sob o efeito do soro. Não tinha para onde correr. Cheguei a conclusão que o mais sensato a fazer é me entregar a Norton, ajudar no que for que envolva o soro. Mas eu precisava conversar sobre isso com Kate.

– Já pensou escolher a Erudição? — Perguntei

– Eu já te disse que nunca pensei em deixar a Audácia — Ela falou

– Eu sei mas você com sua super divergência, tinha mais três opções além da Audácia... — Ela me corta

– Thomas, onde você quer chegar com isso?

– Na verdade, eu acho que eu cheguei na minha decisão. Eu vou me entregar.

Ela se levantou em um salto. Ficou em pé na minha frente, me encarando com a imensidão azul escuro que chama de olhos. Neles pude enxergar um reflexo de desespero e um pouco de medo, mas ela logo tratou de esconde-los.

– Você realmente sabe o que esta fazendo? — Ela me perguntando me fitando

– Kate, essa é a única maneira de nos manter a salvo! Se eu não o fizer seria um subordinado do Norton sob o efeito do soro! Aí sim ele terá todo o seu poder sobre mim — Eu falo me levantando

– Como você pretende nos manter a salvo? Não sou a única que é DV e você não é o único Divergente! Há mais pessoas que iriam sofrer as consequências da fanatismo de Norton! — Ela falou com um certo desespero na voz.

– Eu sei disso! Mas eu vou conseguir salvar.... — Ela me corta

– Ah sim, enrolando Norton! Norton é mais esperto do que metade da Erudição junta, Thomas!

– Eu posso destruir a arma mais uma vez, já fiz isso uma vez!

– Ah sim, ele reproduzira novamente, não é mesmo? Como ele fez agora!

Abri a minha boca mais uma vez para falar mas fechei no mesmo estante. Não havia mais nada a ser dito. Ficamos em um silêncio desconfortável até Kate dar um longo suspiro e passar as duas mãos no rosto. Após esse gesto ela começou a se mover até a escada mas parou no meio do caminho e olhou para mim sob o ombro

– Amanhã será o último dia do terceiro estagio , daqui há um dia será a Prova Final, será dia que você se tornará um membro oficial da Audácia, Norton estará lá assistindo. Enquanto você faz a prova quero que lembre disso: você pode até se entregar para Norton, mas quanto tudo isso acabar e ainda estiver vivo, considere-se um sem-facção! Como eu disse no primeiro dia de iniciação: não tolero traidores! — O tom da sua foz era calmo e isso deixava a mensagem mais ameaçadora.

Ela continuou a andar até a escada. E subiu em dois em dois degraus. Quando chegou ao topo, conseguir só pude ouvir o barulho da porta batendo com força.

Kate e Norton quando queriam, podiam ser parecidos um com o outro. Apesar de Kate não matar pessoas, ela sabia como atingir uma pessoa com suas atitudes. Kate sabia perfurar as feridas de todos. Ela sabia ser cruel quando queria. Isso a fazia indestrutível. Talvez ser um líder indestrutível nessa cidade tenha se tornado negócio de família. Kate e Norton não poderiam ser destruídos, nem mesmo a morte destruiria eles. Isso os faria mais fortes.

Longos minutos depois, subi as escadas e fui para o dormitório. Chagando lá, ignorei todas as perguntas de Alex e simplesmente deitei na minha cama. Fechei os olhos e logo tratei de dormir. No meio do sono, tive sonhos sobre soros, Divergentes e DVs morrendo e também com uma loira com olhos azuis escuros sendo torturada e morta em um dos laboratórios da Erudição. O mais interessante foi que ao acordar não me importei com eles.

Notas finais
*Aviso* Leitores da Fic, estou com um problema. A Fic tem 51 leitores e por capítulo tenho somente 1 comentário! Isso não é legal, galera. Sei que vocês são pessoas legais e podem fazer melhor... Fantasminhas, eu não mordo, Okay? Nos vemos no próximo capítulo. Kisses para todos vocês!