Notas iniciais
Depois de quase um mês, ressurge algo da escuridão, o que seria ? Ah! O novo capítulo! Hehe, sinto pela demora, mas dessa vez o capítulo foi maior, espero que realmente agrade vocês. Um colega meu que estava lendo a fanfic perguntou se estava próximo do fim. Não quero dar spoilers nem nada, mas eu não pretendia fazer uma fanfic muito grande. Mas ainda há chão para nossa querida dupla andar, não se preocupe, ainda há história que precisa ser contada. Enfim, ao capítulo!

Andados alguns quilômetros e passadas algumas horas, a dupla finalmente chegara em um local seguro para passar a noite. Já havia anoitecido e os rapazes agora encontravam-se dentro das ruínas do que parecia ser uma farmácia. Era um dos poucos locais na cidade abandonada que parecia ainda estar inteiro e sem a vigilância da tropa rebelde de vagalumes. Antonio vagou devagar e atentamente pelo local a procura de quaisquer medicações ou objetos que poderiam ser úteis ao longo da jornada. 'Nada... Parece que aqueles malditos vagalumes revistaram toda a cidade.' Pensou o moreno de orbes verdes. Ele olhou em volta apenas para encontrar o rapaz mais novo olhando pela janela, encarando a escabrosa paisagem a fora.

"Lovi, o que foi ?" Perguntou o espanhol se aproximando do rapaz, tentando quebrar o clima com aquele apelido.

"Não é nada. E do que diabos você me chamou ?" Lovino encarou o moreno espanhol que se desfez em pequenas risadas.

"Seu nome é Lovino, então você é Lovi." Antonio pronunciou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. "É um apelido fofo porque você é fofo." Ele pode perceber o rapaz receber um tom rubro às suas bochechas ao ouvir a última parte. 'Definitivamente, eu adoro irritar crianças. ~' Pensou Antonio, sorrindo divertido para si mesmo.

"N-Não me chame assim, eu não sou fofo, idiota!" Constatou Lovino, sentindo seu rosto mais vermelho a cada risada que o mais velho soltava. Logo Antonio parou de rir, porém continuou soltando um caloroso sorriso na direção do mais novo, que fingia não perceber por estar com seu rosto virado. Os dois permaneceram em silêncio até finalmente Lovino se pronunciar quietamente.

"Será que realmente eu vou ajudar..?" Antonio olhou confuso para o mais novo. "Eu digo.. Será que meu sangue vai ser útil pra fazer uma cura e ajudar a humanidade ? Seria a primeira utilidade que eu teria..." O mais novo abaixou a cabeça enquanto falava.

"O que está dizendo, Lovi ? É claro que vai ser útil, e não seria a primeira utilidade coisa nenhuma." Antonio sentou-se ao lado do rapaz enquanto conversava com o mesmo, não ligando para a proximidade que estava com o mais novo e para as palpitações que sentia em seu coração. "Você é um bom garoto e tem uma familia que te ama, não diga essas coisas sobre não ter utilidade." Ele bagunçou de leve o cabelo do mais novo.

"Hmpf, você não sabe de nada. Qualquer coisa que eu faça, Feliciano faz melhor, então de que adianta eu existir afinal ? Ninguém liga pra mim mesmo." Lovino foi surpreendido quando Antonio segurou em seus ombros com força, olhando sériamente em seus olhos.

"Nunca mais diga isso, está me ouvindo ? Nunca." O tom do espanhol era sério, mais do que o mais novo nunca havia presenciado. "Não importa que seu irmão faça algumas coisas melhores, eu não quero ouvir você dizendo essas besteiras sobre não existir só porque ele é melhor em algumas coisas. Você é um rapaz bonito, inteligente, gentil quando quer, bom por dentro. Você tem suas qualidades assim como seu irmão tem as dele." Segurando os ombros do mais novo, Antonio puxou-o devagar para um abraço. "Então, por favor, não diga mais essas besteiras, Lovi. Seu avô liga pra você, seu irmão liga.. Eu ligo pra você, Lovi."

Lovino devagar abraçou de volta o mais velho, sentindo seu rosto corar porém também sentindo um leve sorriso brotar em seu rosto ao ouvir as palavras do moreno. Após alguns breves minutos abraçados, o menino italiano soltou o mais velho, sentindo-se melhor e murmurando para ele um breve 'Grazie'.

"Vou procurar comida para nós, fique aqui e não saia em hipótese alguma."Antonio levantou-se, deixando o rapaz sentado em um tronco que estava servindo de banco para eles. O rapaz apenas assentiu.

"Mas e se aparecer algum infectado ou um vagalume ?" Proferiu o rapaz, assustado com os possíveis perigos que poderia se envolver.

"Use isto." Antonio colocou um revólver em cima de uma das bancas que haviam lá dentro. "Sabe usar uma arma ?"

"É claro que eu sei, idiota." Lovino desviou o olhar levemente raivoso.

"Então não haverá problema, apenas aguente firme até eu voltar." O rapaz assentiu novamente, e então, o mais velho saiu.

–xxxx(Isso é uma linha para separar os intervalos de tempo)xxxx-

Já fazia algum tempo desde que o espanhol havia deixado o local onde Lovino estava, o que deixava o rapaz inquieto. 'Ele deve voltar logo, é um soldado treinado pra isso. Droga, por que eu estou tão preocupado ? Ele é só um soldado idiota que vai me levar pra um laboratório e depois sumir da minha vida, isso, só isso... Não é como se eu gostasse dele só porque ele foi gentil comigo e.. Porque ele disse que ligava pra mim.. Não! Ele pode ser um cara legal mas eu não gosto dele, não é como se meu coração acelerasse quando eu olho naqueles.. Grandes, brilhantes e perfeitos olhos verdes, ou quando vejo aquele ninho bagunçado e lindo que é o cabelo dele, ou quando ele mostra aquele sorriso perfeito dele.. O que há comigo ?! Por que estou pensando isso dele ?! Somos dois homens! E apesar disso, ele nunca gostaria de mim.. Certo ?' Os pensamentos martelavam a mente de Lovino, levando devagar o garoto a deitar-se e cair no sono. Naquela noite, Lovino sonhou com o espanhol. No sonho, não havia vírus, ou guerra, ou infectados, ou vagalumes, nada disso. No sonho, os dois estavam em uma gôndola em Veneza, estava de noite e as estrelas brincavam no céu. Os dois rapazes estavam de mãos dadas, e o mais velho sorria para Lovino. Céus! O sorriso daquele homem era tão perfeito quanto tudo nele. No sonho, não havia sons, mas Lovino pode ler os lábios de Antonio gesticulando 3 palavras, as quais ele sabia muito bem quais eram, só não conseguia acreditar.


O rapaz acordou exaltado quase caindo do tronco onde se encontrava, suando do sonho que acabara de ter. Lovino levou uma de suas mãos ao rosto apenas para perceber que o mesmo encontrava-se quente e provavelmente vermelho. Ele olhou em volta e encontrou o espanhol deitado no chão dormindo. Suas roupas estavam ensanguentadas, mas ele não parecia machucado. Muito pelo contrário, o espanhol dormia quieto e imerso em sonhos. 'Ele deve ter encontrado infectados lá fora..' Pensou o rapaz, isso explicaria o sangue. Lovino apenas virou de lado e tentou voltar a dormir, rezando para que não tivesse mais sonhos com Antonio.

Notas finais
Eu recebi um review (obrigada, inclusive!) que me chamou atenção. Foi da Spottedxfire, primeiramente obrigado pelo(s) review(s), eu vi que você já havia deixado antes, obrigado. Foi apontado que este Antonio dessa fic era um tanto raivoso, quando o Antonio comum é zen. Muito bem observado, eu também estava reparando que ele estava meio OOC, só que existe uma certa "explicação" pra ele ter esse comportamento na fanfic, que vai surgir em algum momento. No capítulo em que explicar o passado dele, implicitamente vai explicar o porquê do comportamento dele ser meio agressivo. E ao longo da fanfic, daqui pro fim, ele tende a ficar mais zen, ainda não abandonando sua postura de soldado e protegendo nosso querido Lovi. Mais uma vez obrigado pelos reviews e até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.