Notas iniciais
Olá internautas. Então, parece que minha história teve mais demanda do que o esperado, fico muito feliz com isso. Ah, uma dúvida que surgiu quanto à alguns amigos meus que leram a fanfic e que pode ter surgido quanto a vocês. O nome da fanfic é "The Last of Us" se referindo literalmente "O último de nós", mas neste caso, levando em conta o sentimento que os personagens vão desenvolver até acabar, o que restará deles, entendem ? O nome do jogo é apenas "Last of Us", sem o The, porque se refere à última pessoa de nós, quem restará no meio desse apocalipse, ok ? Espero ter sanado tais dúvidas. Qualquer pergunta ou questionamento, por favor podem fazer. Sem mais delongas e enrolações, ao capítulo!

Era uma manhã comum.

Comum para alguém que já estava vivendo aquela catástrofe há alguns meses.

Comum para Antonio.

Como já acostumado, o moreno, após terminar seus afazeres na pequena casa em que estava abrigado, deveria dirigir-se ao quartel para conversar com seus superiores. No dia anterior, um dos militares de patente superior à do espanhol lhe disse que os coronéis tinham uma notícia a dar ao rapaz, algo que não haviam dito a nenhum outro membro do exercito espanhol. Nada nunca havia sido mantido em tanto sigilo, mas não era surpresa que contassem como Antonio, afinal, o rapaz era um herói, ou pelo menos era considerado como tal após seus feitos militares. "Herói". Antonio nunca entendeu muito bem esse título, pelo menos não quando era imposto à ele. Ele não se considerava um herói. Sabia de seus feitos, e justamente por isso não era um herói.

O moreno balançou a cabeça afastando pensamentos desnecessários. Terminou de tomar seu café-da-manhã que era composto apenas de suprimentos em pó, comprimidos de vitaminas e alguns pães que pareciam estar mofando. Era difícil conseguir suprimentos nesta situação. 'Se não morrermos pelos infectados, morreremos de fome.' Pensou o moreno. Antonio sempre foi um rapaz muito alegre e sorridente, todavia, depois da epidemia e da possível morte de seu melhor amigo, o espanhol acabou sucumbindo em uma depressão profunda. Não obstante isso, Antonio ainda sorria e melhorava com o tempo, apesar de não ter mais esperanças ou fé.

Guardou o que restava de comida em seu abrigo, apesar de pouca, não poderia desperdiçar comida assim. Enquanto dirigia-se a saída para o encontro com seus superiores, o moreno avistou uma foto empoeirada em um porta-retrato quebrado em cima de um móvel de madeira um tanto acabado. Na foto, havia um garotinho, um rapaz um pouco maior e uma mulher nem tão velha e nem tão nova, porém bonita. O rapaz era o irmão de Antonio, nascido na Espanha porém mudou-se para Portugal para estudar Física Nuclear ou algo relacionado a isso. A mulher da foto era a mãe de Antonio, Carmén Fernandez. Muitos, na pequena cidade em que Antonio viveu em sua infância, conheciam sua mãe. Além de pequeno porte, a cidade sempre fora muito hospitaleira, isso incluía a mãe do moreno, que era uma vendedora em uma das feiras locais, o que explica o amor platônico de Antonio para com tomates. Por último, o garotinho sorridente da foto era Antonio. O moreno olhou para a foto e sorriu de leve.

"Vou orgulhar vocês. Podem esperar." Ele disse enquanto guardava a foto em seu bolso.

Com suas armas apostas, o espanhol deixou sua casa e rumou ao quartel.

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Chegando ao quartel, Antonio foi recebido com continências de muitos de seus colegas. Reciprocando todos os cumprimentos, seguiu para a sala de seus superiores. Bateu na porta de madeira da sala e adentrou o recinto logo em seguida.

"Carriedo, finalmente. Sente-se, por favor." Um de seus superiores falou. O moreno se aproximou e sentou-se.

"Os senhores queriam falar comigo ?" Disse o rapaz.

"Sim, temos uma notícia que nos foi confirmada ontem. É altamente confidencial, e você é o herói de nosso exército, o soldado mais aclamado de nosso país." O estômago de Antonio revirou um pouco ao ouvir as palavras "herói" e "aclamado".

"Pois bem, prossigam." Respondeu o rapaz.

"Foi-nos informado que um fato interessante ocorreu na Itália há alguns dias. Foi descoberto o caso de um rapaz que foi mordido por um infectado há algumas semanas e ele continua intacto até o dia de hoje." Antonio surpreendeu-se. 'Isso é impossível.. Todos que foram mordidos até hoje transformaram-se em infectados e foi assim que a epidemia se espalhou.'

"Então esse garoto é algum tipo de cura para a humanidade ?" Antonio interrompeu seu superior antes que o mesmo continuasse a explicar a situação. O homem assentiu, o que fez com que Antonio se arrepiasse. 'Então.. Depois de tempos acreditando que tudo estava perdido, apareceu uma cura para esse vírus, não é ?' Pensava Antonio.

"De qualquer forma, a única maneira de produzirmos uma cura para os infectados e uma vacina para o que resta da humanidade seria levando o rapaz para um laboratório ainda ativo com sobreviventes em território alemão. Esse laboratório ainda possui tecnologia para desenvolver a cura para EQ-6, devemos levar o rapaz para lá." Continuou o homem. "Sendo você um de nossos melhores soldados, se não o melhor, convocamos-o para ser transferido para a Itália e auxiliar no transporte e guarda do rapaz."

'Encarregar-me do garoto que pode ser a cura para a humanidade ? Díos mio...' Embora estes fossem os pensamentos de Antonio, ele não recusaria uma missão tão importante que envolvesse a salvação daqueles que ainda restavam neste mundo juntamente a ele.

"Eu compreendo senhor, e aceito esta missão. Não o decepcionarei." Disse o moreno firmemente.

Antonio sabia que seria difícil, porém, para o espanhol, uma missão dada é uma missão cumprida.

Notas finais
Então, é isso, vou tentar escrever mais na próxima, ainda não quero apressar muito a história porque estou desenvolvendo-a. Eu sei que deixei muito vago sobre a família do meu querido Tonio, não pretendo entrar muito nesse assunto a menos que vocês me cobrem um flashback sobre ele. Ah! Já ia esquecendo, li alguns reviews (obrigado pelos reviews, alias!) e vi algumas pessoas falando sobre "a morte do Gil" e como ficaram chateadas. Quando um indivíduo é infectado pelo vírus EQ-6, ele apenas passa por estágios até sucumbir em si mesmo e morrer. O vírus, ao longo do tempo, vai corroendo os órgãos do indivíduo, e para tentar sanar essa corrosão, o infectado busca carne humana, assim como órgãos humanos, para poder se alimentar das células constituintes daquele órgão e possivelmente "regenerar" o que o vírus degenerou, essa é a causa da fome por carne humana. Acabei explicando demais, direto ao ponto. Apenas correram boatos de que o Gilbert foi infectado, não sabem se é verdade, ele pode estar vivo, infectado ou já morto. Terão que ler para descobrir. Beijos e até o próximo capítulo.