The Last Tear

5 Capítulo 3 - O sumiço - Revisado


Nós voamos ou algo parecido, porque eu estava tremendo e não tinha visto a aterrissagem. Eu fechei os olhos com força e não os abri até estar no chão. Nem acreditei quando ele pulou do 4° andar e estávamos na calçada. Simples assim, na calçada com um homem do tamanho de um gorila me segurango como uma princesa. Seria lindo se eu fosse um espectador passando, só que não.

–Estamos no chão. Já pode me soltar. — Ele disse e eu ainda o segurava forte.

–Ah, desculpa. — Falei soltando-o. Ele me largou e eu tinha certeza que cairia, se não fosse pelas aulas de kung-fu. Ufa, obrigada baixinho-chinês. Vai pro inferno, animal-ignorante-do-meu-lado.

–Bons reflexos. — Ele sorriu, cruzando os braços e ajustando as roupas. Ele tinha as mesmas vestimentas. Arco, flechas, preto, preto e mais preto. Um total de preto e mais preto e eu acreditaria que esse cara era emo, mas poderia ser um rockeiro muito sexy também.

– Obrigada. — Revirei os olhos com desprezo.

–De nada. — Ele respondeu, enquanto resolvi ignorá-lo e voltar para o meu objetivo. Sair da vista do Nate? Certo. Encontrar a Laura? Ainda pensando. Ir para um certo lugar? Preciso correr. E rápido.

Eu não sabia exatamente onde estava e perguntei para uma pessoa passando. Droga! Inferno de um hospital em Manhattan e o lugar do acidente se localizava a vinte quadras daqui? E mais alguns quilômetros à pé? Sem dinheiro e sem carro,que agora devia estar todo estraçalhado, correr era a única solução porque sabia que o Nate devia estar me procurando e logo estaria aqui.

Merda tripla! Meu corpo doía e a minha perna não estava totalmente curada, então meus passos foram de lento para uma tartaruga rara. A tartaruga Kate, sem dinheiro e sem carro, correndo para se salvar de um predador como o Nate.

–Quer ajuda? — Keith disse ao meu lado, andando calmamente e debochando de mim. Aquele sorriso, só aquilo podia dizer exatamente o que ele estava pensando "você não vai longe com esse corpo, humana".

–Não, eu não preciso de ajuda. — Odiava ser tratada como uma pobre coitada. — Por que você não vai embora? — Meu nível de paciência podia ser pior, muito pior, e o cara do meu lado estava atingindo um nivel vermelho. O vermelho de "pare ou eu vou criar um espetáculo".

–Estou indo. — Ele respondeu. — Embora. — Completou quando eu o olhei com raiva.

–Então vai. — Falei balançando os braços, mandando-o para longe. — Demorou.

–Estou indo. — Sorriu de lado, mostrando os dentes brancos. Ele continuou a andar ao meu lado, acompanhando os meus passos.

–Por que você conti... — Não terminei. Eu vi o Nate saindo do hospital e por sorte ele não me viu. — Droga! — Eu acelerei, por incrível que pareça, não caí ou manquei. Eu me escondi em um beco sem saída.

–O que foi? — Keith perguntou, me olhando como se eu fosse louca. Ele ainda não tinha ido embora, então o puxei para perto de mim rapidamente e bloqueei a visão do meu corpo para que o Nate não me visse.

–Nada, só o maníaco-namorado-imaginário me procurando. — Indiquei o carro do Nate, cuidadosamente para não ser percebida.

Graças a Deus que o Keith era como um muro. Um muro muito bem construído com músculos e mais músculos e só musculos para a minha felicidade.

Eu o aproximei pela camisa, quase arrancando-a de seu corpo. Nós ficamos colados. Eu estava muito perto de beijá-lo, muito mesmo e...

–Kate! — Alguém gritou e eu saí do transe em que eu estava.

Olhei ao redor e era o Nate abrindo a porta do carro e vindo em minha direção.

–Merda! — Exclamei. — Não tinha como ele me ver com você na frente! — Olhei para o keith, acusando-o.

Ele olhou para trás e me olhou de volta, depois me carregou, do mesmo jeito que ele havia me carregado quando estávamos no quarto do hospital. E começou a correr.

–O que você está fazendo?! — Perguntei enquanto ele corria comigo no colo.

–Te ajudando. — Ele disse em uma velocidade anormal. Parecia que eu estava em um carro. Literalmente um carro. Isso não era normal, realmente não era.

–Por que? — A pergunta que eu não deveria ter feito neste momento, mas eu fiz. Por que esse cara estava me ajudando?

–Não sei, mas você é uma humana interessante. — Falou dando um sorriso, daqueles que você fica hipnotizada. — Vai ser divertido te assistir. Você é uma humana engraçada. — Confusão passou pelo meu rosto, e depois raiva.

–Em primeiro lugar, eu não me chamo humana. Meu nome é Kate e eu já te disse isso. — Respondi curta e grossa. -Em segundo lugar, não sou atriz para você achar nada engraçado, muito menos sou palhaça. — Ele começou a rir. Sério, ele riu muito. Dava até para sentir o seu abdome se contraindo a cada gargalhada.

–Humanos são todos iguais, porém você é diferente. — Ele sorriu. — E você é muito engraçada, para completar o divertimento. — Voltou a rir.

–Você também é humano, não é? — Interrompi seu momento estúpido e mudei de assunto.

–É claro que não. — Falou em um tom de desprezo, mostrando o quanto ele não gostava de ser chamado de "humano". — Não me compare com vocês. — Franziu o cenho.

–Então, você é realmente um elfo? — Levantei uma sobrancelha. — Porque eu não acredito nessas baboseiras. — Como se elfos fossem reais, me poupe.

–Eu sou real, acredite. — Deu aquele sorriso confiante e os seus olhos estavam mais brilhantes, olhando para mim com certeza. — Você me vê, não é? — Acenei com a cabeça e ele continuou. — E eu sei que eu sou tão bonito que pode me chamar de Deus se quiser.

–Sim, ou talvez babaca-convencido. O que seria ideal para você. — Dei uns tapas em seu peito. — Idiota. — Sorri falso e ele começou a rir, novamente.

–Muito bem,humana. — Disse com um sorriso sarcástico no rosto. — Posso te chamar de rainha tartaruga?

–Só se você beijar os meus pés, elfo. — Examinei suas orelhas. Elas eram normais. — Por que você não têm as orelhas pontudas? — Fiz a pergunta do ano, a que eu estava ansiosa pela resposta, apesar dele não me convencer com a sua loucura.

–Por que vocês, humanos, acham que nós somos desse jeito? Pequenos e com orelhas pontudas? — Me olhou com nojo. — Isso sim é que não dá para acreditar.

–Ah, talvez ninguém nunca viu um elfo de verdade. — Sorri ignorante. — Ou vai ver é o que as histórias em quadrinhos dizem. — Ele me olhou confuso.

–Você é a primeira. — Ele sorriu. — Não vá contar para os seus amiguinhos burros ou o seu namorado esquisito que você consegue nos enxergar. — Ele piscou para mim. — Ou eu tenho dó do que eles farão com você.

–Claro, por que eu iria contar que eu vi um elfo? Para ser internada, só se for. — Essa conversa estava cada vez mais estranha. — Gente, eu vi um elfo! E ele fala, mas é muito burro! — Bati palmas e isso o fez rir, muito.

–Chegamos. — Parou e me atirou no chão, sem um aviso prévio. Minha bunda chocou-se contra a grama e terra e verde.

–Chegamos aonde? — Olhei distraída ao meu redor e reconheci o local.

–Onde você queria estar. — Ele sorriu, curvando aqueles lábios que me hipnotizaram por um momento. Droga de elfo, ou maluco doido. Ele podia ser muito gostoso quando queria.

Foi tão rápido que nem reparei quando entramos na floresta, no mesmo lugar do acidente. O carro ainda estava lá,de ponta cabeça, e haviam marcas de sangue no chão. Tentei encontrar a Laura, qualquer coisa mostrando que alguém poderia ter levado o corpo dela, no entanto era impossível. Não achei nada. Procurei de canto em canto. Fiquei um bom tempo olhando o carro e pensando em como perdi o controle, saindo da pista.

– O alce! — Gritei alto.

–O quê?! — Keith perguntou, surpreso com a declaração.

–O alce na estrada! Você viu, certo? — A esperança de que o alce tinha uma relação com o acidente era a unica forma de explicar alguma coisa.

–Sim. Fui eu que o colocou lá. — Sorriu orgulhoso, cruzando os braços.

–Você o quê?! — Perguntei incrédula. — Por que?! — Meus braços caíram, desapontada.

–Porque eu sou um ser muito bondoso para ajudar uma humana. — Respondeu dando um sorriso desinteressado e ignorante.

–E você me ajudaria, por quê? E ainda colocando um alce na estrada, morto?! — A raiva, a confusão e a tristeza começaram a se mostrar, ficando cada vez mais forte a cada palavra.

–Bom, isso explicaria muita coisa, sendo que você nem saberia o que era a "coisa" que fez você se distrair e acabar em um acidente. — Disse calmo e deu de ombros.

–AH, ótimo! E um alce ajudaria muito! — Coloquei a mão na cabeça, pedindo a Deus para não perder o controle. — Espera! Como você sabe que não era um acidente e sim uma coisa voando direto no carro? — Desconfiei dele e dei um passa para trás.

–Porque eu vi o que foi direto em vocês. — Respondeu sério e confiante. — E não era um alce, isso você pode ter certeza. — Seu sorriso apareceu, novamente para me irritar.

–Lógico que não era um alce! — Andei até ele e o puxei pela camisa, ele se curvou e ficou da mesma altura que eu. — Você me viu pedindo ajuda e não fez nada?! — Fechei a minha mão, explodindo de raiva e tentei dar um soco em seu rosto, porém ele a segurou.

–Vai com calma, humana. — Deu aquele sorriso cínico e eu devolvi o mesmo. Só que ele não percebeu o motivo do meu sorriso e que eu ainda tinha minhas pernas, livres, então o chutei bem no estômago. Foi um ataque desprevenido e o acertei em cheio. Ele se curvou, colocando a mão na barriga. Aquela barriga dura e o seu corpo musculoso estavam curvados. Sorri como uma vencedora.

–Isso foi por não ter me ajudado naquelas circunstâncias. — Mostrei o dedo do meio. — E isso é por me trazer até aqui. — Agarrei sua camisa e fiz ele ficar de frente para mim, depois o abracei. — Obrigada.

–Você é uma humana muito estranha, sabia? — Deu um meio sorriso e afastei-me dele. — Me chuta e depois me abraça. — Sorri de volta, sem ressentimento. — Muito esquisita, humana.

–E você é um elfo falso, porque não tem as orelhas pontudas. — Respondi no mesmo tom, sem a raiva me consumindo. — Ainda não acredito que você é um elfo. — Virei as costas para ele.

–Eu também não. Sou muito bonito para ser um elfo, muitos parecem humanos comuns. Se quiser pode me considerar um Deus, como vocês humanos o chamam. — Sorriu como se fosse um rei e me olhou como se eu fosse uma plebéia.

–Claro, e Deus se autoproclama bonito. — Revirei os olhos.

–Não sei — Deu de ombros. — No entanto, se ele é meu pai então sim, ele é bonito. Muito bonito. — Seu sorriso deu um nó na minha garganta. Droga, ele tinha esse jeito confiante que eu adoro em um cara. Merda de elfo.

–Somos irmãos, meu amigo. — Dei alguns tapinhas em seu ombro e ele me olhou como se quisesse pisar em mim e eu fosse um inseto ao ponto de ser esmagado.

–Eu nunca teria uma irmã humana nessa vida. Muito menos por espírito. — Sua voz, que agora a pouco estava calma e sarcástica, ficou severa e grossa. — Nós, elfos, somos filhos de Iluvatar e temos seu sangue em nossas veias, diferente dos humanos.

–Sangue de quem? — Isso estava complicado. De onde ele tirou esse nome? Iluvatar? Sério, não tem como acreditar em um louco que se parece como humano e age como um, falar sobre ser um elfo.

–De D-E-U-S. — Disse lentamente a palavra. — Como vocês o chamam, "O grande criador do universo". — Ele levantou as mãos para o alto.

–AH, sim. Então vocês são como anjos? — Revirei os olhos, nada interessada com as maluquices.

–Não. — Ele colocou as mãos nas têmporas, fechando os olhos, impaciente. — Anjos são só os mensageiros de Deus e nós, elfos, fomos criados para ficarmos na Terra e equilibrarmos a harmonia entre os humanos e os outros seres como os filhos das trevas. — Comecei a rir muito alto. Ele parecia um personagem de um livro. O cara estava doido, totalmente e loucamente doido.

–Filhos das trevas? — Bufei e ri. — Por que o negócio dos "filhos das trevas"?

–Você viu um, enquanto estava chocada com a perda de sua amiga. — Respondeu dando um sorriso. — Preciso explicar,humana?

–Não, eu entendi. — Meu humor mudou, assim como o meu rosto. Eu estava séria. — Eu entendi, não sou burra ao ponto de não perceber o que é um lobo e um bicho com grito de besta, desaparecendo no ar.

–Ótimo. Menos uma coisa para explicar. — Falou sarcástico.

–Por que a relação entre "filhos das trevas" e os "humanos"? — A curiosidade aumentava.

–Porque os humanos são os que atraem energia negativa, ou seja, os demônios e os filhos das trevas. — Ele respondeu como se fosse óbvio. — Chega. — Levantou uma mão quando abri a boca para perguntar.

–Chega com o quê? — Cruzei os braços, teimosa.

–Com as perguntas. Eu nem deveria ter te contado isso. — Passou a mão pelos cabelos e foi quando eu vi um símbolo com a forma de lua em sua testa. Ela era pequena e parecia ser uma marca de nascença. Levantei a mão para tocá-la e percebi que a marca era lisa, como se fosse parte dele.

–Onde conseguiu isso? — O Keith tirou a minha mão de sua testa e se afastou dando um passo para trás.

–Em um super-mercado. — Sorriu e eu levantei uma sobrancelha, não gostando da besteira que ele disse.

–E lá tinha algum anti-elfo para a sua personalidade? — Ele riu. Eu não estava aguentando e ele me irritava.

–Eu nasci com isso. — Ele apontou para a própria testa. — É um símbolo que mostra que sou um elfo.

–Isso é estranho. — Dei de ombros e prossegui. — Por que um símbolo?

–Porque nós ganhamos o dom do terceiro olho e isso prova que Iluvatar está sempre conosco. — Deu uma pausa e completou. — O que eu acho estranho, porque nunca vi Deus. — E deu de ombros.

–E qual seria o "dom" do terceiro olho? — As perguntas surgiam uma após a outra na minha cabeça.

–CAÇAR. — Seus olhos brilharam como o de um predador. — Mais especificamente, demônios e filhos das trevas.

–Sua explicação não me ajudou muito, elfo. — Olhei para ele com um quê de "não sei do que você está falando" e ele levantou uma sobrancelha. Ótimo. — Se não deu para perceber ainda, eu não sou do seu mundo-barra-imaginário, elfo.

–Lógico, vocês humanos não têm a mesma inteligência que nós. Por um minuto eu esqueci, perdão. — Disse todo cheio de si e eu revirei os olhos. — Nós recebemos dons e um deles foi a visão aguçada. Ela nos permite enxergar melhor durante a noite para sentirmos a presença dos demônios e dos filhos das trevas.

– Nossa, que legal...- Falei sem entusiasmo algum, porque eu não estava acreditando em nada. — E eu acho que você é um pouco doido. — Ele começou a rir.

–Seu namorado chegou. — Avisou, após olhar para trás e sorrir maléfico.

Depois de dez minutos ouvi o Nate gritando o meu nome. Ele provavelmente estava perto.Deus, o cara não largava do meu pé!

–Vamos sair daqui. — Peguei a mão do Keith e comecei a andar, só alguns passos porque ele parou.

–Pode esperando, ser-humana. — Ele largou a minha mão. — Eu te trouxe aqui, mas você vai voltar com ele. — Apontou para onde o Nate estava vindo ou devia estar vindo, pois não dava para enxergá-lo.

–Por quê?!Por que eu tenho que voltar com ele?! — Fiquei histérica de um segundo para o outro. — Eu ainda não achei nada, nem uma pista para me ajudar a encontrar a Laura. Não posso ir agora!

–Se você achou ou não é problema seu, mas eu não posso deixar você entrar no meio da floresta. — Se pôs na minha frente, impedindo que eu passasse.

–Ótimo. — O desafiei, cruzando os braços e empinando o nariz. — Vou precisar passar por você? — Sorri, confiante com as minhas habilidades de Kung fu. — Ótimo.

–Sério? — Ele deu um sorriso de lado, surpreso com a resposta.

–Sim. — Coloquei a mão na cintura. — Já te chutei uma vez, posso fazer de novo.

–E eu não sabia que você era boa de briga. — Ele disse, sorrindo ainda mais, apreciando o desafio. — Tudo bem, tente.

Avancei em sua direção.

Tentei dar um golpe, mas ele segurou a minha mão. Então fui rápida e o soquei do outro lado,mas nem o acertei porque ele foi mais rápido e me segurou com a outra mão livre, depois me imobilizou com uma delas. Sem me dar por vencida tentei chutá-lo e ele me derrubou, me prendendo com o seu corpo em cima de mim.

–Droga. — Serrei os dentes, tentando soltar as minhas mãos dele.

–Eu disse que você não ia conseguir. — Sorriu ainda em cima de mim.

Ouvi os passos e sabia quem era. Nate.

–Kate! — Disse ofegante e eu olhei para cima, tentando enxergá-lo através do Keith ainda em cima de mim.

–Oi Nate. — Respondi, no chão com o Keith. Ele não ia se afastar? Ele venceu, o Nate chegou. A minha posição não estava nada bonita e no chão ainda por cima.

–O que você está fazendo? — Nate perguntou com um olhar estranho.

–Sentindo o chão e apreciando o lindo céu. — Falei sarcástica e sorri, não me importando com o Keith que começou a rir. — Sai de cima de mim! — Olhei para o elfo e murmurei baixo para ele.

–O que foi? — Nate perguntou.

–Nada. Só alguém em cima de mim. — Olhei para o Keith, enquanto ele se levantava e se afastava.

–O que? — O Nate olhou confuso para mim. — Não estou vendo ninguém. — Ele olhou ao redor.

–Como assim você não está vendo ninguém?! — Não entendi direito o que ele disse.

–Bom, pelo que eu vejo só tem você e eu aqui. — Apontou para mim e depois para ele. — Você está bem? — Olhou preocupado para mim, enquanto eu não tive reação.

–Sim, estou. — Fiz uma cara de "por que?" para o Keith e ele deu um sorriso.

–Até mais, humana. — Keith despediu-se, caminhando para as profundezas da floresta.

–Hey! Não foge, não! — Corri para ele. Contudo, era tarde. O Nate me segurou. — Me solta! — Esforecei-me ao máximo para tirar as suas mãos de perto de mim. Ele me segurou mais forte.

–Não, você não está bem! — A criatura não queria me soltar, droga!

–Claro que estou! — Olhei furiosa para a droga do Nate. — Me larga! — Ordenei.

Ele me soltou e o keith já tinha ido embora. Eu sabia, eu o vi indo. Ele se foi. Puff, como mágica.

–Droga, Nate! — Gritei frustrada.