The Last Tear
16 Capítulo 14 - Sonhos
Notas iniciais
–Por que está aqui?! — Olhei confusa para baixo; vendo-o furioso e esperando na beira do lago. Eu estava flutuando, precisamente voando, minhas asas estavam abertas e abanavam fortemente contra o vento soprando. O lago azul refletia o formato do meu corpo esbelto em um vestido branco e celestial, ondulando com a brisa do vento. Os fios do meu cabelo foram jogados para a frente e eu estava sorrindo, calma, distraindo-me com a presença desse homem; ou era um anjo?
–Desça ou vou atrás de você, Katherine! — Ele gritou, ordenando sobre o gramado da floresta esverdeada. Essa criatura era um anjo. Ele abriu as asas com uma raiva devastadora e disparou para cima de mim. Eu não o enxergava do pescoço para cima, seu rosto me era um borrão, porém o corpo dele estava extremamente evidente e em perfeita forma, com somente uma vestimenta na cintura e mostrando a musculatura saliente em seu devido lugar. Seus braços se cruzaram e ele esperava a minha resposta. — Quer que eu vá atrás de você, Katherine?! — Perguntou me agarrando pela cintura.
–Não! — Virei-me com as asas agitadas, saindo de seu aperto e voando rapidamente para fora de seu alcance. — Eu o impeço! — As palavras saíram sem que eu as mandassem. Não era eu quem falava, era o meu corpo. Eu apenas observava meu próprio corpo se movendo sem que eu o ordenasse. Não era eu, mas outro "eu" me movendo.
–Ainda pensa que pode fugir? — O anjo falou atrás de mim, agarrando-me novamemte, tão perto que me arrepiei. A velocidade em que chegou à mim fora rápida demais, mesmo "eu" já tendo me acostumado com aquilo. Esse homem ou melhor falando, esse anjo, ele me era familiar.
–Saia! — Meu rosto estava franzido quando ele me abraçou, fazendo-me parar. — Saia de perto de mim! — As palavras saíram novamente e "eu" evitava o contato com ele.
–Sabe que não conseguirá, não é Katherine? — Sussurrou em meu ouvido, se divertindo com o esforço fracassado que eu tive para sair de seu aperto. — Eu vou te perseguir para sempre, minha querida. — Riu, mesmo eu não o vendo.
–Largue-me, Ariel! — Falei desistindo quieta e ficando cada vez mais emburrada. — Haziel não gostaria nem um pouco se me visse com você! — Mostrei um olhar de fúria para ele. Eu o detestava de uma forma amável.
–Eu sei minha querida, mil perdões. — Falou dando um beijo em meu rosto. — Não consigo ficar longe de você. — Pelo tom de sua voz as palavras eram carinhosas e seu sorriso provavelmente era doce, mesmo porque eu só me deparava com um borrão e não um rosto, ou provavelmente, o rosto de um anjo.
–Você precisa parar com isso! — Gritei, fazendo-o me largar. — Você sabe disso! Precisa me soltar! Eu não te pertenço! — Gritei exasperada.
–Se eu te soltar você vai fugir, não vai? — Ele riu. — Você sabe que eu não a deixarei ir, não para ele! — Continuou sorrindo e se mostrando irritado comigo.
–Eu já...
Tudo se apagou. As imagens, o anjo, tudo. Eu estava sem ar e minha barriga doía. Acordei sem fôlego com algo peludo e enorme ao meu lado, me lambendo, e suas patas em cima de mim, tirando todo o meu fôlego.
–Inferno! — Gritei. — Você quer me matar?! Saia daqui, agora! — Olhei furiosa para o leão, que tirou as suas patas e sentou.
–Não tem medo que ele te morda? — Keith perguntou, apoiado no batente da porta, segurando um copo com água, uma toalha de rosto e um pote fervendo. — Leo estava preocupado, assim como eu. — Falou sorrindo para o animal.
–Procupado com o quê?! — Minha cabeça doía e eu estava tonta, fraca, quando me levantei.
–Você está com febre. — Avisou, olhando como se eu fosse estúpida e me empurrando para deitar. — Sua mãe foi resolver algumas coisas, em Dryadalum, e pediu para que eu cuidasse de você. — Sentou ao meu lado e deixou as coisas em cima da escrivaninha.
–Onde é "Dryadalum"? — Perguntei revirando os olhos.
–É a cidade dos elfos. — Ele mordeu o polegar e pressionou com força para que o sangue escorresse. Em um segundo ele pegou o copo, pôs algumas gotas de seu sangue e disse algo em um murmúrio.
–O que você está fazendo? — Minha voz saiu rouca.
–Seu remédio, meu amor. — Sorriu maléfico e terminou de fazer sua macumba com o copo, dando-me para beber.
–Não vou tomar isso. — Recusei-me virando o rosto e tampando a boca. Minha cabeça girou a mil com o simples movimento.
Keith ergueu uma sobrancelha e sorriu de lado achando graça com a minha manha.
–Tem certeza que você não quer tomar isso, aqui? — Ele não estava perguntando, eu sabia, mas mesmo assim fiz que não. Encarei o recipiente que estava com metade do líquido misturado com água e sangue. Eu não iria beber aquilo nem a pau.
– Ótimo. — SORRIU COMO UM DIABO e bebeu o líquido, jogando o copo de plástico no chão.
Era óbvio que ele ia fazer eu beber! Em um segundo aquele elfo do inferno pegou os meus braços e me prendeu na cama, mas a pior coisa foi que ele me forçou a beber aquele negócio amargo, amaldiçoado e feito pelo próprio diabo, beijando-me; passando o líquido vermelho do copo, que estava em sua boca, para a minha. O estúpido elfo fez com que eu bebesse toda aquela merda ensanguentada e depois riu, beijando a minha testa no final.
–Saia daqui! — Falei furiosa e o empurrado. Ele levantou e eu o observei cautelosamente, franzindo o cenho.
–Ótima garota. — Disse e se sentou na cadeira ao lado. — Daqui algumas horas você vai ficar boa. — Mostrou um sorriso sarcástico com aquelas covinhas que, se eu não estivesse furiosa, provavelmente o lamberia. — Ou, não. — Pegou o copo que havia jogado e pôs na bandeija com o resto das outras coisas em cima da mesa.
Virei com raiva para o outro lado da cama e cobri o rosto, ignorando-o.
–Muito bem, está se comportando muito bem, humana. — Soou divertido; puramente feliz com a minha atitude e me enfurecendo ainda mais depois de se aproximar e dar alguns tapinhas em meu ombro, por cima do cobertor. — Leo, venha cá. — Chamou o animal, enquanto eu o ouvia andar, se distanciando cada vez mais até a porta se fechar.
Aquela porcaria de "macumba" que o Keith me deu estava começando a fazer efeito e o sono pregou em meus olhos, aos poucos, fazendo-os fechar.
–Katherine! — Alguém me chamava. Era a voz de um homem ou talvez um anjo. — Onde você está, Katherine?! — Ele gritou, enquanto "eu" corria no meio da floresta com as asas agitadas, atravessando árvores e sorrindo alegre. Eu não me importava com nada, nem ninguém. Parecia que meu corpo estava livre e leve, correndo contra o vento gelado.
Era noite e a luz da lua me conduziu até o pequeno lago que "eu" costumava ir, mas naquela noite alguém se banhava. Era um homem. Cheguei mais perto para ver quem era e me escondi atrás de uma árvore. Ele estava de costas e seu corpo era impecável, poderia ser a criatura mais sexy e musculosa do mundo. Poderia ser um anjo também, se não fosse pelos cabelos castanhos escuros, lisos e compridos. Eram compridos, bem mais compridos que os meus, chegando abaixo da cintura.
Observei a figura se banhando e ficava pensando em como ele era tão envolvente apenas jogando água nos cabelos e mostrando seu formato másculo a cada movimento que fazia. Andou com a água batendo em seu colo até a beira do lago. Meus olhos estavam arregalados e surpresos depois que saiu da água e não pude evitar de vê-lo inteiramente. Reparei em cada parte de seu corpo: as pernas torneadas, cobertas por um manto enrolado na cintura, que ele pôs, o abdómen definido, os peitos e os braços fortes, mostrando algumas veias grossas em torno deles e do pescoço e o rosto mais perfeito que de um anjo. Seu nariz alto, os lábios vermelhos, as sobrancelhas definidas e suas maçãs do rosto altas. Aquilo era ele. Eu tinha certeza que era ele. Era o Keith
Os traços, a forma, tudo! Era o estúpido elfo que me deu o maldito remédio!
Eu estava bem próxima de onde ele se trocava. Minha atenção voltou para a voz me chamando, novamente.
–Katherine! — A voz gritava, alertando-me de que ele estava próximo, fazendo-me olhar para trás. Esse "alguém" estava muito, muito longe mesmo. Minha audição era boa e precisa a longa distância, mas "ele" continuava me chamando. — Onde diabos você está, Katherine! — Sorri com o que ele disse. Eu estava me escondendo dele.
Quando me afastava da árvore, por um acaso pisei em um galho que se quebrou, fazendo um barulho.
–Quem está aí?! — Keith gritou, assustando-me.
Algo voou quase me cortando, mas eu desviei rapidamente com os reflexos de um anjo. Era uma adaga. A mesma adaga que o Keith usava e que agora, estava presa na árvore, atrás de mim.
–Mas como ousa jogar uma adaga em mim! — Gritei furiosa. Peguei o objeto, cravado na árvore e o lancei na direção dele. Ele a segurou antes que acertasse seu rosto.
–Mas que "anjo" ousaria olhar um elfo se banhando?! — Falou em tom de sarcasmo. — Pelo que sei, um anjo nunca espreitaria um elfo nú. Se você não sabe, minha querida, vai contra a minha privacidade e as regras de educação. — Agora ele me olhava diretamente nos olhos com um sorriso apreciativo e perigoso.
Meu corpo estava á mostra, não mais nas sombras. Ele seguia até mim, exibindo-se somente com uma manta na cintura e os pés descalços, igual a um anjo e ao mesmo tempo um demônio, sorrindo diabólico.
–Não ouse tocar em mim! — Ordenei quando estendeu a mão em direção ao meu ombro e eu desviei. Seu sorriso se alargou e soltou um riso.
–Nem para tirar isto? — Ergueu uma taturana bem na frente dos meus olhos. — Por acaso ela é sua amiga? — Sorriu quando viu minha expressão com nojo.
–Obrigada. — Minha voz saiu firme e clara. — E adeus, elfo. — Virei-me voltando para as sombras. No entanto, ele me espantou com a sua rapidez, parando a centímetros na minha frente, impedindo-me de passar.
–Por que me observava, meu anjo? — Perguntou com um brilho de curiosidade nos olhos.
–Por nada, eu estava perdida e agora preciso ir. — Sorri sarcástica me desviando de seu corpo e continuando a andar. — Apesar de que, não foi tão ruim assim. — Murmurei ainda sorrindo e ignorando sua presença, andando de volta para o caminho que tinha percorrido.
–Katherine! — "Ele" estava mais perto. Meu corpo não se moveu em resposta ao chamado dele.
–Droga! — Voltei em direção ao Keith, no sentido contrario ao qual eu ia, e comecei a correr.
–Hey! — Keith me seguiu e agarrou meu braço. — O que aconteceu?! — Ele me olhou preocupado, com os olhos azuis-acinzentados.
–Nada que lhe diz respeito! — "Eu" não me importava com ele e o elfo estava se divertindo. — Me solta! — Ordenei.
Ele sorriu, pegando-me no colo e começando a correr.
–Mas, o que você está fazendo?! — Resmunguei. — Me solte! Eu sei como andar, correr e até voar! — O olhei furiosa. — Não preciso de um elfo, ainda mais me carregando! — Fiz ele rir.
–Não, você não precisa de um elfo, ainda mais te carregando. — Ele ainda ria.
–Então me larga! — Gritei com muita raiva. A raiva de um anjo prestes a invocar algo.
–Não vou te largar. Você não conseguirá se esconder de seu "amigo" sem mim. — Suspirou. — Eu conheço a floresta inteira e posso achar um lugar que ele nunca encontrará. — Sorriu para mim. — Sinta-se lisonjeada com a minha ajuda. — Falou por fim.
–Me sentir "lisonjeada com sua ajuda"?! — Eu ri. — Mas que absurdo você está falando?! — Bufei. — Como um elfo pode ser tão arrogante?!
–Qualquer um pode ser arrogante, meu anjo. — Sorriu de lado, um tanto atraente. — Principalmente eu. Adoro ser arrogante. — Disse como se fosse óbvio.
–Me largue, Elfo! — Gritei puxando seus cabelos. — E pare de me chamar " meu anjo"!
–Você é um anjo muito difícil, não?! — Ele parou, franzindo o cenho, e "eu" soltei seus cabelos. — Certo. — Disse pensativo depois que me largou, fazendo-me cair. — Me siga. — Começou a andar, atravessando as árvores e indo até o som da água e de uma cachoeira.
–Elfo arrogante! — Gritei estressada. — Onde está indo?! — Perguntei o seguindo.
–Você não quer se esconder?! — Respondeu e apontou para a cachoeira. — Ali é um bom esconderijo.
–Onde estamos?! — Olhei ao redor e não tinha nada de diferente, apenas uma cachoeira e mato, mato, mato, árvores e mais mato. — Haziel com certeza vai brigar comigo... — Falei pensativa, observando o nascer do sol.
–Quem é Haziel?! — O elfo gritou, meio ao barulho da água batendo nas rochas. Eu o seguia, prestando atenção em seu movimento. Ele colocou a mão na parede, ao lado da enorme cachoeira e disse em latim: — Aperire!
A cachoeira se dividiu em dois e dava para ver uma caverna por detrás dela.
–Vamos! — Keith ordenou.
–Kate! — Alguém me chamava. Tudo ficou preto e eu só ouvia a voz me chamando. — Kate, Acorda! — Era a voz do Keith e ele me balançava, parecendo preocupado. Eu estava no quarto, deitada na cama, não estava?
–O que foi? — Respondi sonolenta, abrindo os olhos aos poucos. — O que foi, Keith?
–Sua temperatura aumentou! — Ele estava preocupado e minha visão turva. — Droga! O que aconteceu com você?! — Perguntou para ninguém em específico. Bom, ao menos não para mim.
–Não aconteceu nada. — Minhas palavras saíram meio tortas e incoerente; e ele não sabia o que fazer, pensativo, andando de um lado para o outro. Eu estava tonta.
–Seu estado não é normal. — Disse furioso, olhando para mim como se eu tivesse culpa. — Quando estava dormindo, no carro, não parecia que estava doente... Mas que inferno! — Parou e sentou na cadeira, ao meu lado. — Droga! Faz dez horas que você está assim, nesse estado! E não tem ninguém nesse maldito prédio! — Ele parecia frustrado.
–Eu não estou tão ruim assim para você ficar bavo. — Falei mole e dando a mão para ele. O 'elfo frustrado' me olhou calmo.
–Kate, pode ter certeza que você não está ruim. Você está péssima! — Sorriu meio calmo e tenebroso, dando-me arrepios com sua expressão triste. — Só tem uma forma de te curar e eu não queria fazer isso, até agora. — Ele desviou os olhos de mim e bufou. — Droga! — Gritou e tirou o cobertor, carregando-me no colo.
–Onde está me levando? — Perguntei tonta, com a cabeça rodando a mil.
–Para o meu quarto. — Falou calmo, correndo até o seu aposento. Ele abriu a porta que estava com uma placa escrito "Keith" em latim e me pôs em sua cama, sentando-se no chão, não sabendo o que fazer.
–Olha... — Ele estava meio que sem jeito e bagunçando os cabelos com a mão, tentando achar um jeito de dizer alguma coisa. — Eu vou ter que tirar a sua roupa, tudo bem? — Falou tão sério que eu ri, achando graça. Aquilo foi ilógico. — Não estou brincando, Kate. — Ele me encarava muito, mas muito sério.
–Por que VOCÊ vai tirar as minhas roupas?! — Tentei imitar meu tom normal de desentendida, mas minha voz saiu fraca. — Isso é estúpido. Primeiro, eu consigo tirar as minha próprias roupas, segundo, por que eu deveria?
–Porque eu vou "dormir" do seu lado e, para curar a sua febre anormal, você e eu, precisamos estar sem roupas. — Disse lentamente e completou. — E se não quiser, claro, não precisa tirar as suas roupas íntimas, mas é só se você não quiser. — Sorriu atrevido, voltando ao seu estado normal.
–Idiota. — Revirei os olhos. — Ok, mas eu quero que você saia do quarto até eu entrar embaixo das cobertas. — Falei sonolenta e rouca. — Saia do quarto até que eu me dispa. — Apontei para a porta, empinando o queixo.
–Nem parece estar doente me ordenando aqui e ali. — Disse com um sorriso de canto. — Chame quando terminar, milady.
–Saia logo! — Falei como se fosse atacar o travesseiro nele, que era impossível com o meu estado atual.
Minha cabeça rodou e rodou. Eu estava mais tonta do que quando acordei pela primeira vez. Foi estranho sentar e tirar a minha blusa preta e a minha calça jeans; o processo estava sendo difícil. Ainda bem que a minha lingerie realçava os meus seios e as curvas do meu corpo. Joguei as roupas em cima da cadeira e entrei apressada embaixo do cobertor.
–Humm... — Eu não sabia como chamar ele agora. Elfo ou Keith? — Inferno! Mordomo! — Minha cabeça ficou confusa e eu disse por impulso.
Ele entrou e eu o encarava indiferente, o que ele também fazia, tirando a adaga do bolso e a pondo na escrivaninha, depois as botas pretas que o deixava com um estilo diferente de assassino, o que eu gostava. Então lentamente, aos meus olhos, ele tirava o colete e sua camiseta preta. É, aquilo sim era muito bom. Seu corpo estava no mesmo estado que do sonho. Ele tinha todos os músculos do corpo bem definidos e não vulgar, bombado ou ridículo. O corpo do Keith era de um Deus. Aquilo era totalmente proporcional e extremamente lindo, olhando me deixava em êxtase, imagina quando ele me tocasse?! Meu deus!
–Gostou de algo? — Peguntou se divertindo, depois de tirar as calças . Fiquei boquiaberta com o que vi. Ele usava uma cueca boxer preta e eu não conseguia falar um "ah". O cara era um "Deus" na parte de cima e um "Ahh...Deus!!" na parte de baixo!
–Estou satisfeita. — Sorri para ele e o elfo começou a rir. — O que você vai fazer, agora? — Eu estava muito empolgada para o que iria acontecer e em meu limite total, tanto em estado emocional quanto em estado físico. Eu não ia aguentar ficar muito tempo acordada. Minha febre estava me afetando terrivelmente em tudo.
–Você vai ficar próxima de mim e eu vou meditar, passando um pouco da minha aura para você. — Explicou, deitando do meu lado e me abraçando cuidadosamente. Seu corpo estava quente e reconfortante, o que eu não sentia a um bom tempo. Eu não era virgem desde o ano passado e ter sexo com os caras era bom, mas o melhor momento era estar abraçada desse jeito; às vezes, era muito bom essa sensação de estar sendo protegida.
Sorri como qualquer garota esperando estar abraçada com um homem ou com um elfo desses e... EU ESTAVA!
–Meu deus, eu não aguento mais! — Falei sonolenta. — Minha febre está me fazendo de idiota. — Reconfortei o meu corpo no calor do peito dele e ele acariciou os meus cabelos, beijando-os. Sua mão era leve e gentil, passando os dedos sobre eles e fazendo eu pegar no sono, lentamente.
–Então durma. — Sussurrou gentilmente sexy em meu ouvido. — Mas não por muito tempo. — Disse e eu sorri.
O silêncio era bom e o carinho do Keith melhor ainda. O sono me apagou por completo e os sonhos, não apareceram mais. Era um alívio. Minha alma estava quieta, assim como a minha mente.
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