The Last Tear

14 Capítulo 12 - Um segredo Revisado


Quem diria que eu teria uma boa noite de sono? Eu não tive, foi a pior noite. Eu não conseguia dormir, pensando em milhões de coisas e os lábios do Keith não ajudaram em nada. Merda, eu estava um lixo e meus olhos avermelhados só aparentavam o quão o meu humor estava ÓTIMO.

–Não dormiu bem, Kate? — Minha mãe perguntou, percebendo o cansaço ao redor dos meus olhos.

–Infelizmente, não. — Sorri para o Keith, sentado na minha frente. Ele retribuiu com o mesmo sorriso cínico que o meu.

–Por que? Teve um pesadelo? — Keith zombou como se não soubesse a causa de eu não ter dormido bem.

–Eu sempre tenho, quando olho para a sua cara e vejo que você é real. Eu acordo com uma maldita dor de cabeça e lembro a infelicidade de ter conhecido o pior elfo de todos os tempos, isso não é ótimo? — Fui amarga ao extremo e ele parecia estar se divertindo muito. Minha mãe levantou uma sobrancelha, achando estranho a minha arrogância.

–Ainda bem que não sou eu quem ela está acusando. — Gabriel disse, entrando e sentando ao meu lado, pondo uma xícara de café e bebendo. — Bom dia, Kate.

–Bom dia, Gabriel. — Respondi e ele olhando para a minha mãe, percebendo que não a conhecia. — Esta é Eliza Maureen, minha mãe. — Apresentei-a ao Gabriel e ele a cumprimentou.

–Bom dia, senhora. — Gabriel sorriu. Eu gostava quando ele sorria. Parecia um anjinho.

–Sem formalidades. Eu odeio que me chamem de 'senhora'. — Minha mãe disse sorrindo. Desde quando ela sorria? Para mim ela sempre foi uma pedra, sem sentimento algum e rígida. — Quero que me chame de Eliza.

–Certo, Eliza. — Gabriel repetiu.

Keith estava me observando.

–O quê? Quer um pedaço do meu pão? — Eu estava com uma faca e ainda passando a manteiga, e ele continuava a me encarar.

–Não, eu já tenho isso. — Ele deu um sorriso e uma bela mordida no pão.

–Ótimo, porque eu não ia te dar. — Sorri em retribuição a arrogância dele.

–Vocês podem parar? — Gabriel interrompeu a "quase briga" que iríamos ter. — O que aconteceu com os dois?

–Nada. — Eu e o Keith falamos em conjunto.

–Tudo bem crianças, chega. — A nova versão da minha mãe falou. — Onde está o encarregado deste lugar?

–É a encarregada e ela ainda não chegou. — Keith disse e a minha mãe não tinha uma tolerância igual a minha, quem teria com essa criatura metida?

–Criança, eu já disse, é melhor você respeitar os mais velhos. — Ela o avisou, desafiando-o.

–Senhora, eu não vejo nenhum ancião, só se você estiver se chamando de velha. — Keith disse de um modo tão normal e calmo que não parecia uma ofensa. Mas, era a única resposta para fazer a minha mãe estourar e olha que eu nunca a vi assim. Ela se levantou, enquanto o Keith estava sentado, comendo seu pão.

–Vamos para fora, criança. Preciso conversar com você. — Minha mãe pegou no braço dele e ele sorriu.

–Só um minuto, eu ainda estou comendo. — Disse, retirando a mão dela e voltando a comer o seu pão. Santo Deus, eu não sabia o que fazer. Ele era o primeiro ser a responder desse jeito para a minha mãe. Puta merda, eu jurava que ela ia dar um tapa nele quando a sala estava com um ar tenso e eu e o Gabriel nos entreolhamos, sem saber o que fazer. Ótimo, minha mãe voltou a ser quem era, uma ameaça em todos os sentidos. Parecia sair chamas de seus olhos.

–Mãe, por favor se acalma. — Falei para ela, que lançou um olhar de morte para mim. — Humm... A encarregada deste lugar chegará logo, certo Gabriel? — Olhei para ele, desesperada. Ela tinha que se acalmar ou alguma bosta ia acontecer.

–S-Sim, ela chegará logo. Por que não se senta e discutimos o que aconteceu ontem à noite? — Gabriel falou rápido, mudando de assunto.

–Kate. — Minha mãe olhou para mim. Inferno, eu vou levar a culpa por causa dessa besta sentado na minha frente, comendo um pão como se fosse a coisa mais normal do mundo. Foi ele quem a fez ficar desse jeito e agora sou eu o objeto de descarga dela. — Vamos para fora. Preciso conversar com você.

–Sim, senhora. — Levantei-me e lancei um olhar de desprezo para o Keith.

Nós saímos da sala e fomos para a cozinha. Ela andava de um lado para o outro, pensativa. Aquilo me lembrava eu, ontem á noite, quando conversava com o Keith. Jesus, eu era mesmo a filha dela, até o nervosismo em relação ao Keith. Droga, agora eu sei de onde tirei tanta arrogância, claro, de um jeito diferente de se expressar.

–Pode falar. — Levantei as mãos para o alto e apoiei-me na parede. — Desconte tudo. Tudo mesmo.

–Ah, filha, descontar o quê? — Agora era o cúmulo. Eu a olhei estranho. Ela estava sorrindo. Por que ela me chamou se não era para gritar comigo? — Eu não vou descontar a minha raiva como quando eu era humana.

–Então, por que me chamou? Eu podia estar tomando o meu café da manhã, sabia?

–Kate, eu não te chamei porque aquela criança estava me irritando. Na verdade, ele até que não é tão ruim assim. — Eu fiquei boquiaberta e ela se aproximou, segurando a minha mão. — Eu quero esclarecer algumas coisas.

–Ah é? — Perguntei duvidando. — O que seria ''esclarecer algumas coisas"? Eu pensei que a SENHORA ficaria nervosa como um cão e começaria a gritar igual a uma louca como quando fazia antigamente. — Recuei minhas mãos de perto dela.

–Por que me odeia, Kate? — Perguntou. Eu fiquei chocada com a acusação. Que pergunta mais dramática era aquela?

–Eu não te odeio. — Respondi. — Eu já disse alguma vez que te odiava?

–Não, você não precisava nem falar. Estava escrito em seus olhos. — Ela pôs sua mão em meu rosto. Novamente, me afastei. — Viu, eu não posso nem te tocar. — Tá, aquilo era reflexo. Eu não estava acostumada a ela me tocar e muito menos ser compreensível e carinhosa. Essa mulher era uma pedra, ela não deveria ter afeto nem emoção.

–Olha, mãe, eu sinceramente não sei quem você é. — Falei honesta. — Quando que a senhora ficou tão dócil e virou uma ... uma mãe? — Percebi o olhar triste dela e realmente arrependida.

–Kate, eu não estava, como posso te dizer, 'lúcida'. — Tentou explicar. — E pare de me chamar de "Senhora"! Eu sou sua mãe.

–Ah é? E desde quando você ficou lúcida? — Ri. Ela não sabia o que responder.

–Desde ontem. — Murmurou baixo e eu tive que me aproximar para ouvi-la. — Eu nunca estive lúcida quando era humana, filha. Você precisa me entender. — Ela suplicou.

–ÓTIMO, agora eu sei porque sou uma aberração. — O sarcasmo era uma forma de defesa que eu tinha aprimorado automaticamente contra ela. — Um anjo e uma elfa, aí nasce uma mestiça problemática. Isso é épico.

–Você não é uma aberração. — Agora ela estava séria. — Você está acima de nós. Você é metade anjo, como poderia se chamar de aberração?

–Ah, só pelo fato de eu não ser nem um e nem outro isso já me é estranho, sabe. Uma anormal. — Minhas palavras saíram como um alfinete. — Eu não sei te explicar, mas não te odeio, totalmente, mãe.

–Totalmente? — Falou triste.

–Sim, totalmente. — Repeti a palavra. — Porque mesmo quando você era fria, grossa e nem um pouco parecida com uma mãe, eu ainda só tinha você. Bom, era melhor que nada, mesmo a senhora me rejeitando.

–Kate. — Ela me olhou muito, mas muito triste. Deus do céu, eu nunca a vi assim. Agora que eu percebi, de um dia para o outro eu a vi com todo tipo de expressão que nos meus 16 anos de idade eu nunca a tinha visto nela. Ela estava sentindo algo pelas minhas palavras e essa era a primeira vez que eu não fui rejeitada. Ela sempre me olhava como se eu fosse um monstro ou um erro. — Eu sinto muito. Sinto muito mesmo por ter feito essa parede entre nós, filha. — Ela se ajoelhou e pegou nas minhas mãos.

–É, mas o tempo perdido nunca volta, "mamãe". — Ela olhou para baixo. O clima estava pesado. Nós ficamos em silêncio por um tempo. — Porém, as perdas podem ser curadas ao longo dos anos.

–Obrigada, Kate. — Ela me abraçou muito forte e eu não sabia ao certo se retribuia ou não, mas o fiz.

–Ainda acho que não te conheço direito, mãe. — Murmurei.

–Mas agora você pode me conhecer melhor. — Ela estava sorrindo. — Ainda bem que a criança me avisou. — Ela disse e eu congelei.

–Ele te avisou, o quê? O que o Keith te avisou?

–Ele disse que você não estava me reconhecendo e disse que era para eu conversar com você. — Ela respondeu. — Você não sabia? Ontem à noite ele passou no meu quarto, antes de ir dormir.

–Aquele idiota...! — Virei em direção á porta, quando esta se abriu.

–Vai ficar parada, aí? — Keith perguntou. — Outros precisam passar, sabia? — Ele me olhava querendo que eu saísse da frente. Eu ainda o encarava imóvel.

–Como que...Por que? — Eu estava pasma. — Vem aqui um minuto. — Agarrei o seu braço, arrastando-o. Nós saímos da cozinha e eu nos levei para algum quarto, depois de puxá-lo pelo corredor.

–O que você quer? — Ele me disse indiferente, depois que o larguei. — Você adora me arrastar para quartos, não?

–Olha, criança, por que você foi avisar a minha mãe sobre o que eu estava pensando sobre ela? — A raiva começou a transbordar pelo meu sangue, subindo até a minha cabeça.

–Por que você está tão nervosa? — Ele bocejou. — Sua mãe está feliz, você está feliz, todos estão felizes, final feliz. — Ele riu percebendo algo.

–Por que está rindo? — Perguntei. A minha paciência estava se esgotando com ele.

–Será que é por causa de ontem? Eu só fui no quarto dela para avisá-la, depois que nós tivemos aquela ''conversa''. — Ele abriu um sorriso. — Ciúmes?

–De quem? Você e a minha mãe? — Agora eu estava rindo. Ele se afastou da parede e me jogou contra ela. — Vai fazer o que, me beijar? Pode parando. — Tentei afastá-lo de mim, mas ele não saía. Sua força me impedia de movê-lo dali, mesmo eu o empurrando. Eu não iria beijá-lo novamente, não. Eu tinha certeza que não o faria nunca mais.

–Você ainda é humana, não conseguirá ter forças para impedir um elfo como eu. — Sorriu diabólico e todo orgulhoso. Eu estava pouco me importando com elfos, anjos e seres humanos agora.

Já era muito para se ouvir em um único dia e eu comecei a rir para não meter a mão no rosto dele.

–Olha, Romeu, eu não sei porque mas você me deixa puta da vida, sabia? — Eu estava segurando sua gola com tanta força que dava para ver ela se amassando e por pouco não virando pó.

–Isso é bom. — Ele sorriu. — Só eu consigo te deixar assim tão brava, não é?

–Por incrível que pareça, sim. — Murmurei cerrando os dentes. — Por que avisou a minha mãe que eu estava desconfiando dela?

–Porque você estava e com certeza não teria uma conversa decente se ela não começasse primeiro. — Bom, por um lado ele estava certo, mas foda-se. Por que ele não podia ter me avisado, antes de sair do quarto, que ia falar com ela?

–Por que limpou a boca? — Falei abruptamente, lembrando a cena com ele ontem no quarto. Desviei o olhar dele, certificando-me de que ele não visse o arrependimento nos meus olhos por ter mencionado o que aconteceu ontem à noite.

–O que sobre ontem? — Ele estava brincando comigo. — Não entendi. — Disse.

Não respondi e não ia responder. Como que eu consegui abrir a boca para fazer essa pergunta? Idiota, idiota. Mil vezes idiota.

–Ah, você está falando sobre isso? — Ele me forçou a olhá-lo, segurando o meu rosto com as duas mão e depois me beijando. Puta merda, eu disse que não iria beijá-lo e agora ele me força a querê-lo. Eu ainda estava empurrando-o, mas ele pegou os meus pulsos e os segurou com uma das mãos, pondo meus braços sobre minha cabeça. Merda. Ele continuava me beijando, até eu o morder. Vitória!

–Droga, humana! — Ele se afastou, limpando a boca. — Isso foi o que aconteceu ontem à noite.

–O quê? — Perguntei perplexa.

–Você me mordeu! — Ele disse com raiva e eu comecei a rir. — Você me mordeu, menina!

–Eu te mordi? — Perguntei. Não tinha lembrado de tê-lo mordido, mas acho que eu o fiz. Eu devia ter estado muito fixada nele ontem e nem percebi. — Foi por isso que você limpou a boca?

Ele assentiu, franzindo o cenho. Eu não sabia do que eu estava rindo, mas eu não conseguia parar, era muito engraçado e até sentei no chão.

–Olha, desculpa. — Eu não estava sendo totalmente sincera. — Eu não sabia e eu não senti nenhum gosto de sangue quando estava te beijando.

–É claro que você não sentiu, porque eu me afastei antes. — Ele apertou os olhos, parecendo frustrado e formou um sorriso no canto dos lábios .

–Certo. — Levantei. — Desculpa.

–Se ajoelhe. — Ele cruzou os braços, aproximando o seu rosto até eu sentir o hálito de menta. — Peça perdão por machucar meus lábios.

–Claro. Pode esperando no dia do Nunca para eu me ajoelhar. — Virei e abri a porta do quarto. — Vamos, Elfo.

–Vá na frente, humana. — Ele apontou para a porta e eu fui primeiro.

Keith me seguiu, quieto, só me observando. Nós voltamos para a cozinha e a Karen conversava com a minha mãe. As duas pareciam empolgadas.

–Oi, Karen.

–Olá, Kate. — Ela respondeu. Estava com um brilho nos olhos. — Sabia que você voltaria. Mas, não sabia que Liza era sua mãe.

–Liza? — Olhei para minha mãe, que estava sorrindo. — Desde quando você ganhou esse apelido?

–Eu não ganhei. Eu já tinha esse apelido, Kate. — Ela respondeu. — Nós éramos melhores amigas quando eu era criança. Eu não sabia que a responsável pelo lugar era a Karen.

–E eu estou feliz por você ter voltado, Liza. Depois do que aconteceu, 10 anos atrás, nós não soubemos onde as outras elfas estavam, ainda mais com os anjos caindo. — Karen sorriu, dando as mãos para a minha mãe.

–Eu não estou entendendo nada. — Falei. — Eu não quero entender mais nada. A minha vida era de uma garota normal, não todas essas palhaçadas. Elfos, anjos. A merda do inferno também existe?

–É claro que existe. — Keith disse. — Você morre e puff!...Inferno. — Ele sorriu.

–Boa explicação, Sr. Esperto. — Falei com um sorriso cínico.

–Kate, 10 anos atrás, quando você ainda era pequena, houve uma guerra, entre elfos e os anjos que desceram na Terra. — Karen disse. — Esses anjos, eles estavam procurando alguma coisa, nos corpos de algumas elfas e as extorquiam, sem o conceito de outros elfos. Começou-se uma busca pelas elfas. A cada dia, duas ou três elfas desapareciam, foi então que houve a guerra. Muitos foram mortos e os anjos foram embora, mas ninguém sabe se eles ainda estão na Terra.

–E o que eu tenho a ver com isso? — Perguntei.

–Você tem tudo a ver com isso. — Minha mãe disse. — Você é o anjo que eles estão procurando.

–Certo, eu, estou sendo procurada? — Era muita palhaçada para um dia só. — Por anjos? Por quê?!

–Nós não sabemos. — Karen respondeu.

–Tudo bem, vocês não sabem, mas quem disse que eu sou um anjo? — Perguntei.

–Eu disse. — Minha mãe falou, firme. — Você é, porque você tem uma marca. A marca de um anjo.

–Eu tenho a marca de um anjo, onde que eu nunca a vi?! — Revirei os olhos. — Eu conheço muito bem o meu corpo e eu nunca vi nada parecido com uma marca estranha.

–Na nuca. — Minha mãe respondeu. Bom, era um lugar onde não se dava para enxergar, então tinha lógica. Levantei o cabelo e passei a mão na nuca. Não senti nada.

–Aqui? — Perguntei. Todos olharam. Até o Keith olhou estranho, menos minha mãe, ela já sabia. — O que foi? Tem algo de errado? — Merda, nessas horas eu queria ter um olho na mão.

–Não. — Keith disse. — É só, simples.

–Por que simples? — Perguntei. Ele me olhou como se eu fosse idiota. — Sr. Sou Foda, eu não tenho um terceiro olho, ainda mais na nuca.

–Olha, essa marca é simples, mas diferente. — Ele afirmou. — São asas e no meio das asas tem um...

–São o quê?! — Eu o interrompi. — Droga, Eliza Maureen! Por que você não estava lúcida antes e me disse que eu tinha asas no meio da nuca?! Eu amarro o cabelo e esse negócio aparece?!

–Eu não tenho culpa. Ainda não sei o porquê do efeito do "esquecimento" desaparecer. — Ela falou e parecia saber o que eu ia perguntar agora. — Não, humanos não enxergam as asas, só os seres sobrenaturais como elfos,anjos,demônios e entre outros.

Ótimo, então quer dizer que um anjo ou um demônio que me visse com o cabelo preso sabe o que eu sou? — Perguntei com calma. Era uma pergunta que fazia sentido, as peças estavam se encaixando.

–Sim, possivelmente. — Karen respondeu.

–Certo e levaram a Laura por quê? — Mudei de assunto. Eles poderiam ter levado a Laura por terem visto a marca do anjo e isso podia ser a causa de a levarem. — Eles não estavam entendendo. — Eles me querem! Foram anjos, não foram?

Todos ficaram pensativos, ás vezes um olhando para o outro, até o Keith falar.

–Sim, pode ser uma hipótese, mas não está 100% garantido que foram os anjos . — Keith respondeu. — Podia ter sido demônios, humanos e até mesmo elfos.

–Claro, podia ser várias coisas, mas a única explicação até agora foi essa. — Retruquei.

–Nós vamos discutir isso direito, Kate. — Karen falou e depois completou. — O Conselho quer vê-la amanhã.

–Você só pode estar brincando, Karen. — Keith respondeu. Eu não estava entendendo, quem era o Conselho? — Eles vão perturbá-la até ela não ter segredo algum.

–Sim, esse é o propósito do Conselho, por isso que a chamaram. — Karen disse. — Porém, Kate, você não pode falar nada sobre o que conversamos hoje, ou vai ser pior, certo, Liza?

–Sim, não abra a boca sobre o que conversamos agora, entendeu? — Minha mãe pôs a mão em meus ombros. — Esse assunto, sobre você, se encerra hoje.

–Certo. — Respondi. — Quem é o Conselho?

–É uma organização com elfos de toda parte do mundo, onde se interrogam pessoas, elfos, anjos e seres como você, indefinidos, supostos a serem humanos que nos enxergam. — Keith disse. — Eles podem te ajudar a encontrar uma solução sobre o caso da sua amiga também, mas dependerá das suas respostas.

–Bom saber. — Dei um sorriso, confiante.

–Amanhã de manhã o Keith te acompanhará até o Conselho. — Karen disse. Keith franziu o cenho, não gostando nada do que ouviu.