The Last Tear

16 Capítulo 15 - Lembranças


Notas iniciais
AHHH!...Sério, vocês podem me xingar!

Juro por Deus(Keith kkkkkk) que não tenho mais tempo para nada e realmente, eu preciso escrever, mas...Bom, digamos que estou muuuiiitooo ocupada ultimamente 'T.T'

Beijooss!

O frio congelava meus nervos, ainda mais, e a chuva não parava. As lágrimas vieram com a chuva e o elfo não estava ao meu lado. Eu me lembro. Era o lugar secreto que havíamos estado. Eu e ele éramos amantes.

O cenário estava igual a quando o Keith me trouxe, mas só eu me encontrava ali. Eu o esperava na noite chuvosa da floresta, perto da cachoeira, a mesma do nosso primeiro encontro.

Ouvi passos, correndo, chegando até mim. Ele se aproximava, aos meus olhos, lentamente másculo e atraente e, o meu coração disparou a mil.

–Kate! — Keith gritou, agarrando meu braço, preocupado. Eu estava horrível, chorando e sem forças. — Por que me chamou?! O que aconteceu?! — Perguntou me abraçando com cuidado.

–Eles não aceitam! — Respondi trêmula. — Os anjos, meus irmãos! Principalmente Haziel, ele te odeia! — Gritei, apertando-o para que ele não escapasse dos meus braços.

–Kate, eu não vou te deixar. — Passou a mão em meus cabelos e ergueu meu rosto gentilmente, fazendo com que eu o encarasse. — Você acha que EU não consigo te roubar dos "anjos"? — Sorriu travesso e atraente, com seus traços perfeitos, junto ao lindo cabelo comprido, caindo nas costas.

–Não, eu não duvido. — Sorri calma. Ele com certeza podia fazer qualquer coisa. O elfo tinha autoconfiança ao extremo e sempre conseguia o que queria. — Posso pedir algo? — Minha voz saiu fraca.

–Qualquer coisa. — Sussurrou em meu ouvido e limpou minhas lágrimas.

–Posso ficar com você até o amanhecer? — Seu sorriso me arrepiou e depois me pegou no colo, me levando para a cachoeira e dizendo um encanto, fazendo a caverna aparecer. Era o nosso lugar secreto, nosso esconderijo.

–Mas, só até o amanhecer. — Avisou e me beijou no rosto, me pondo na cama de madeira, antiga e aconchegante que tinha ali dentro, depois se deitou ao meu lado.

Estava quente e alguém me abraçava. Fui abrindo os olhos, sonolenta e cansada. Ele ainda dormia, tranquilo, sedutor e...Sem roupas?!

–Mas que diabos você está fazendo aqui?! — Perguntei enquanto ele dormia e...Nenhuma resposta, claro. — Onde estou?! — Sentei e fiquei em silêncio, tentando me lembrar da noite passada. Nada. Eu não estava me lembrando de nada. Minha memória estava branca, sem nenhum fragmento de ontem e nem do elfo.

Olhei ao redor e o quarto não era meu, era do Keith. Minhas roupas estavam no chão e as dele também. Eu só vestia um sutiã e a calcinha, e... O elfo também, ele estava sem roupa, só com a cueca. Jesus! Minha cabeça doeu e eu fiquei tonta, quase caindo quando senti uma mão em meu braço, me segurando.

–Você está fraca, não devia se levantar! — Falou bravo e rígido, tanto que me espantei. — Deite-se! — Me empurrou e deitou ao meu lado, me abraçando, enquanto eu esperneava, querendo sair dali.

–Você ficou louco? Por que eu deveria dormir com você?! — Perguntei inconformada com o corpo próximo ao meu, quente e forte. — Não tenho privacidade nem para dormir?! — Bufei e ouvi ele rindo.

–Deus, essa humana só me dá trabalho! — Disse e me soltou, se sentando e me encarando. — Você não se lembra?! — Me ridicularizou com o olhar e eu o encarei sem expressão alguma, não entendendo nada.

–Lembro, claro, nós fizemos sexo e... Foi bom?- Respondi e ele começou a rir, bagunçando os cabelos com a mão. — O quê?! — Me envergonhei. Se não era sexo era o quê? Eu estava sem roupa e ele também. Não tinha outra explicação.

–Humana, você é muito engraçada. — Disse parando de rir. Olhei seu corpo se levantando e reparei nos músculos que ele tinha, em todo lugar. Tudo era definido e bem proporcional, até de costas era atraente.

Tive um flashback enquanto o olhava de costas. Ele parecia estar com os cabelos compridos e usando um tecido na cintura, como um elfo?

–Quantos anos você tem?! — Falei sem pensar e o Keith se virou, surpreso.

–Dezenove. — Respondeu frio, colocando a roupa enquanto eu o observava.

–Há quanto tempo tem dezenove anos? — Falei séria. Um elfo podia viver por muitos séculos, isso eu tinha certeza.

–Há muito tempo. — Ele sorriu e me olhou triste. — É melhor você dormir, seu corpo ainda está fraco. — Tentou mudar de assunto.

–Nós já nos conhecemos? — O ignorei e continuei com as perguntas. Ele sorriu, não entendendo o que eu estava tentando dizer.

–É claro que nos conhecemos, você tem estado um bom tempo aqui, no meu quarto. — Levantou uma sobrancelha e encarou o meu corpo, coberto até a cintura.

–Elfo, você entendeu errado. — Revirei os olhos e cobri os seios. — Nós já nos conhecíamos, antes do acidente? Há muito tempo atrás? Tipo, há muito tempo mesmo, uns quinhentos anos atrás? — Perguntei me lembrando dos sonhos, e dele com os cabelos compridos.

–Não. Nós não nos conhecíamos. O acidente na floresta foi nosso primeiro encontro. — Respondeu sério e eu fiquei sem fala.

Mentira. Você está mentindo. Pensei. Não podia ser outro elfo além dele, só se ele tivesse uma cópia, um irmão gêmeo.

–Eu não estou mentindo. — Respondeu como se estivesse lendo minha mente. — Eu não minto. — Disse claro e firme. — E, eu não tenho irmão. — Me choquei com a exatidão.

–M-Mas, como que você faz isso?! — Gaguejei pasma. Ele podia ler minha mente?! — Você lê minha mente?! — Levantei em um pulo, me expondo da cintura para cima.

–Não, é você quem fala comigo. — Não estava entendendo nada. — Ou seja, seus pensamentos chegam até mim, não sou eu quem lê sua mente. Você que fala comigo por pensamentos. Mas, isso só acontece ás vezes. — Explicou quando meu rosto mostrava tudo, confusão, dúvidas e incerteza.

–Ah, claro, sou eu quem falo com você, ás vezes? — Duvidei e ele me repreendeu com o olhar, me ignorando. — Eu só faço isso com você?! — Perguntei quando não disse nada.

–Pelo que vejo, sim. Só comigo. — Alargou um sorriso malicioso, perigoso. — É algo bom. Só eu posso te ouvir. — E voltou a se trocar, de costas para mim.

–Isso é horrível! — Minha cabeça doeu, novamente. — Agora não tenho privacidade nem para pensar! — Me emburrei e deitei na cama, com os braços cruzados e franzindo o cenho.

–Ah, Que dó. — Ironizou meu comentário. — Que anjo triste, coitada. — Se aproximou e sentou ao meu lado, erguendo meu queixo. — Não pense que sofre só por isso. Outros não têm o mesmo privilégio que você, meu anjinho.

–Mas, quem tem o privilégio de ser um anjo? — Sorri, bufando irônica.

–Ninguém, por isso que anjos não tem privilégio. Eles nascem com isso, como eu. Sou um elfo abençoado, com corpo e mente de um Deus, claro. — Sorriu vantajoso, como se fosse rei de tudo e todos, orgulhoso.

–Nem tudo que pensa pode ser seu, "Deus". — Desafiei os olhos fixados em mim, vendo minha alma nua e crua, querendo meu ser, meus lábios e meu corpo. Ele apertou os lábios, estreitando o olhar e se virou.

–Não se engane quanto aos filhos de Deus e, os mais próximos dele: os elfos. — Levantou arrogante, pegando suas últimas vestimentas: o colete e a adaga. — Seu treinamento começa amanhã, mas como já se levantou, vá comer alguma coisa e depois me encontre na entrada, na sala.

Quando mencionou a entrada eu logo me lembrei do quadro, os dois anjos caindo, um segurando o outro. Aquilo era comovente.

Notas finais
Prometo que não paro essa história, vocês podem ter certeza! Mas, peço paciência... xD

Me xinguem se quiserem kkkkkk

Desculpa a demora, mesmooo!