The Last Taste - Season 2

20 The Last Taste Epilogue


Notas iniciais
Ok. Vamos para as despedidas. Olha, esse um mês e meio que se passou, passou muito rápido. Eu fiquei abismado ao perceber que eu terminaria a temporada antes de completar cinco meses ou 40 capítulos, como a primeira. Essa temporada foi muito boa de escrever, melhor do que a primeira, acho que isso se dá pela prática, o treino da escrita. Eu estou muito orgulhoso de onde chegamos, não foi muito, mas pra mim, foi o bastante. The Last Taste sempre foi uma história não muito conhecida aqui no spirit, nunca teve muitos favoritos, mas os poucos que eu tinha, me estimulavam a continuar. Me orgulha muito saber que eu consegui chegar até aqui e pretendo continuar uma terceira temporada, que tem 95% de chance ser a última (os 5% é dado aos acasos da vida que pode acabar me dando uma ideia linda para uma quarta). Mas, acima de tudo, eu tenho a agradecer à vocês que leem, porque são vocês que estimulam os escritores a darem os seus melhores. Cada comentário, cada favorito, transforma o dia de um escritor, principalmente de um iniciante como eu. Quero que vocês saibam que eu adorei ler cada comentário que vocês escreveram e ouvir a opinião de vocês, isso colabora muito na hora de escrever. Saibam que vocês sempre estarão lembrados na minha conta no Nyah como os meus primeiros favoritos. Ok, abraços e beijos de lado, vamos para o que interessa :3 Esse epílogo, assim como o da primeira temporada, prevê os acontecimentos da terceira temporada. Essa terceira temporada vai ser diferente de tudo que eu já pensei pra The Last Taste. Bom, como eu avisei previamente (ou não, não me lembro), a terceira temporada só retorna no dia 18/03, aniversário de um ano de The Last Taste (juro que acabei de gritar viva), então eu vou dar uma prévia do que vocês vão ler no dia 18/03. Pra vocês não terem muito problema em se lembrar de quando sai a terceira temporada, eu recomendo vocês a me adicionar nos usuários favoritos pra quando sair a terceira temporada, vocês receberem a notificação. "A história cerca Clair Montgomery, uma menina assombrada pelo acidente de carro que lhe deu a vida. Ela, seu pai e seu irmão Ryan se envolvem em grave acidente, exatamente dezesseis anos depois da morte de sua mãe. É aí que uma desconhecida surge na vida da menina, que muda a vida de Clair por completo. Enquanto isso, ela tem que lidar com um desafio, que a separa da única coisa que pode salvar ela e seu irmão: O Amor." As probabilidades dessa pré-sinopse se tornar sinopse oficial são gigantes, sou preguiçoso assim. Mentira, sou legal. Juro. Enfim, era TUDO isso. Espero que gostem. Boa Leitura (:

Oito Anos Depois

“Myrtle Avenue, 192.”

Victor encara o endereço com preocupação. No que ele está pensando? Levar sua filha para um lunático. Mas que escolhas ele tem? Ela não pode viver assim. Está crescendo, piorando, se tornando cada vez mais frequente. Ele precisa impedi-la de se tornar algo tão abominável. Não é culpa de Leah, tem certeza disso.

Antes mesmo que ele possa notar o que está fazendo, ele se encontra dentro do carro, com Ryan no banco passageiro, sério. No banco de trás, está Clair, brincando com sua Barbie. Ele se volta para a estrada, não consegue nem olhar para aquela boneca sem lembrar do dia anterior.

Ele para em uma casinha verde e deixa Ryan aos cuidados da Sra. Berry. Não quer Ryan perto daquele homem. Ele não queria nem levar Clair, ainda mais seus dois filhos. Victor corre pelas ruas e avenidas de Nova York, nervoso.

–Para onde vamos, papai? – pergunta Clair, sem desviar os olhos da boneca.

–Visitar um amigo. – mente Victor.

Ele para em frente a uma lojinha. O número 192 está logo ao lado da porta, em dourado. De mãos dadas, Victor e Clair sobem os mínimos degraus. Ele gira a maçaneta e adentra o lugar.

Não é um lugar limpo, isso é fato. Há estantes espalhadas por todos os lugares e um balcão de vidro contorna toda a loja. Em cima das estantes e dentro do balcão, há diversos objetos, dos mais esquisitos aos mais coloquiais. Relógios, bonecos, pinturas, pequenas esculturas, brincos, anéis, latas de lixo, bolas de brinquedo... Parece um leilão de artigos para casas, só que algumas coisas estão empoeiradas ou enferrujadas. Algumas estão empoeiradas e enferrujadas.

–Posso ajudá-lo? – pergunta um homem atrás do balcão.

–Estou procurando o dono da loja. – diz Victor.

–No que posso ajudá-lo? – repete o homem.

–Desculpe, não é o homem que eu esperava conhecer. – diz Victor, um tanto envergonhado.

O homem usa um terno risca de giz, com uma gravata escura sobre uma camiseta preta. Sua barba, da mesma cor de seus cabelos castanho-escuros, é mal aparada. Seu nariz é um tanto peculiar, mas Victor decide esquecer o fato de que o homem não se parecia nada com o charlatão que ele procurava encontrar.

–Bom, a minha filha, – começa Victor, nervoso. Clair está olhando algumas coisas no balcão de vidro. – é um pouco diferente.

O homem ergue uma sobrancelha.

–O quão diferente? – pergunta, se mostrando interessado.

–Bom, ontem fomos nesta loja de brinquedos comprar um presente para um amigo dela de escola. – conta Victor, observando a menina com preocupação. – Ela quis uma boneca. Eu disse que não poderíamos comprar, era cara demais.

–Hum. – resmunga o homem.

–Quando entramos no carro, ela estava com a boneca. E eu tenho certeza que ela saiu de mãos vazias da loja. Tudo parece acontecer exatamente do jeito que ela quer.

O homem apoia as mãos sobre o balcão.

–Desculpe, Sr...

–Montgomery. – completa Victor.

–Desculpe, Sr. Montgomery, mas não entendo o que o senhor deseja. – diz o homem.

Victor suspira.

–Quero que você dê um jeito para que ela seja... – ele temia a palavra que pretendia usar.

–Normal. – completou o homem.

Victor assentiu. O homem esticou seu pescoço para Clair.

–Clair, amor, você vê algo que gosta? – pergunta o homem em alto e bom tom, para que a menina escute.

–Não faça isso. – repreende Victor. – Se ela escolher alguma coisa, ela vai conseguir mesmo que não queira.

O homem sorri.

–Quem disse que eu não quero que ela consiga?

Victor se cala, começando a duvidar de que aquele homem seja um charlatão. Clair aponta para um esqueleto de pescoço em uma das estantes. Lá está um colar, prateado, com uma lua cinzenta como pingente.

–Aquilo. – diz Clair, com sua ingênua mente infantil.

O homem anda até a estante e tira o colar do esqueleto. Ele se aproxima da menina e o fecha em volta de seu pescoço. A lua cinzenta brilha por alguns instantes e se torna permanentemente azul e estrelada, como o céu lá fora. Victor arregala seus olhos, assustado.

–Esse colar é mágico?! – pergunta.

O homem ri.

–Agora é. – responde. – Veja, Sr. Montgomery, sua filha não é esquisita.

“Esquisita”. A palavra que ele mais temia. Aquele homem acertou na mosca.

–Sua filha é especial. Ela não nasceu com uma maldição. Ela nasceu com um dom. – explica o homem. – Um dom perigoso para algumas pessoas.

Victor ergue uma sobrancelha.

–Eles virão por ela. – continua o homem. – No seu décimo sexto aniversário, ela partirá de sua vida. Mas não se preocupe. Você não sentirá nada.

O homem pisca por alguns instantes.

–Bom, quase nada. – corrige, com um sorriso bondoso.

Victor, apesar de um tanto perturbado com aquelas informações, tenta se manter calmo.

–O que o colar faz? – pergunta então.

O homem suspira.

–Vai tirar todo o poder dela enquanto ela usá-lo. Irá tirar o poder até de suas memórias. Ela não lembrará do que é capaz de fazer até que o colar seja retirado. – explica. – Enquanto ela usar, toda vez que ela tentar alguma coisa, consciente ou inconscientemente, ver ou ouvir algo relacionado ao seu poder, o colar vai absorver. Literalmente, vai arrancar a magia de todas as partes de seu corpo.

Victor assente, convicto que aquela é a decisão certa.

–Mas saiba que esse colar é de grande benefício para o senhor, que quer ter uma filha... Normal. Mas vai chegar um dia em que esse colar será um problema maior do que o senhor possa imaginar.

Ele sorri novamente.

–Mas como eu disse, o senhor mal sentirá alguma coisa.

Victor não quer perguntar. Ele tem medo da resposta.

–Quanto lhe devo? – pergunta., puxando a carteira do bolso.

–Oh, por favor, nada. – responde o homem. – Esse tipo de ajuda, eu dou de graça.

Victor dá um sorriso tímido e carrega sua filha para fora da loja, mas antes de sair da sala, ele percebe algo.

–Desculpa, que indelicadeza minha. – diz, voltando-se para o homem com Clair em seu encalço. – Muito obrigado, Sr...

Ele ri.

–Outra indelicadeza. Não sei seu nome. – o homem sorri de volta. – Do que devo chamá-lo?

–Pode me chamar de William.

O homem suspira.

–William Morgan.

Notas finais
Comentem o/ Até Março!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!