The Last Penguins
5 Capítulo 5 - A Invenção de G
Notas iniciais
“É difícil...” , Reclamou Justin “subir a montanha... enquanto... você tem que... matar uma horde de... zumbis” disse, dando uma tacada de beisebol na cabeça do último que faltava.
“Concordo” Disse Tia Arctic, mas que até agora não tinha matado zumbi coisa nenhuma.
Ao chegarem ao Topo da montanha, lá estava o G, mexendo num aparelho que parecia uma antena de TV a cabo plugada numa daquelas caixas grandonas e cheias de botões que os DJ’s costumavam a usar antes do termo “ser DJ” se aplicar a qualquer um que tenha um macbook.
G, ainda mexendo no aparelho, disse: “Não posso atender a parentes, pinguins afastados, não-agentes da EPF e principalmente a zumbis!”
“E quanto a velhos amigos?”, Falou Tia Arctic.
G virou-se e sorriu. “Ora, quem é vivo sempre aparece. Tia Arctic, a Diretoria, e vocês, eu lembro de vocês, vocês eram agentes!”
“Yep!” Disseram Ghe, Lila, Rodrigo e Justin.
“Bem, como podem ver, estou mexendo num novo invento. Faz parte da cura para os zumbis! Vê, esses fios estão saindo da máquina e estão indo lá pra dentro desse buraco”, Falou G, apontando para um buraco que parecia ir até o fundo da montanha. De fato, os fios estavam descendo lá. “É lá que estou mantendo um cobaia zumbi pra ver se consigo cura-lo. Querem ver?”
“Claro!” Responderam os outros.
“Venham, vamos descer por essa escada aqui”, Falou G, apontando e descendo por uma escada que levava ao fundo da Montanha.
Lá dentro parecia um tipo de caverna. Lá estava outra invenção do G, que parecia um medidor de frequência. Os fios que desciam lá do topo da montanha estavam plugados no capacete que uma cobaia zumbi, amarrada numa mesa, estava usando.
Tia Arctic achou uma experiência um tanto ousada, mas Ghe, Lila, Justin e Rodrigo acharam algo mais. Eles não acreditavam no que estavam vendo.
“Como vocês podem ver...” Disse G “A cobaia ainda tem todas as partes do corpo, ou seja, foi zumbificada recentemente.”. Eles ainda não conseguiam acreditar no que estava diante dos olhos deles.
“G...”, Murmurou Rodrigo.
“Sim?” Respondeu o Pinguim Inventor.
“E se eu te dissesse que... hrm... nós conhecíamos a cobaia?” Continuou Rodrigo.
“Sério mesmo? Que coincidência!” Exclamou G.
“Sim... ele se chama Aamelo. Eu mesmo o matei” Disse Rodrigo, pasmo.
G e os outros estavam sem palavras. Tudo o que G fez foi, suspirando, olhar para o Aamelo Zumbi e puxar uma alavanca. Eletricidade Intensa foi descendo pelos fios ligados à antena no topo da montanha e correram por todo corpo de Aamelo. Aamelo começava a deixar de ser um zumbi e voltar a se parecer um pinguim normal, enquanto saia cada vez mais fumaça dos fios, do capacete que Aamelo usava e do aparelho de G. O aparelho explodiu e cada um foi arremessado pra um canto da caverna.
Quando todos olharam diante da fumaça, Aamelo se levantou.
“Vocês! Como assim? Eu tô vivo?! Eu lembro de vocês! Seus malditos! E você!” Disse, apontando pra Rodrigo. “Você me matou! Atirou uma flecha na minha cabeça! Mas eu me sinto bem... não é como se eu tivesse virado um zumbi ou coisa do tipo... eu tô literalmente vivo!”
“Você” Concluiu G, orgulhoso “É a prova de que o apocalipse zumbi tem cura! Ou teria, se, mesmo com resultados positivos, o aparelho não tivesse sobrecarregado e explodido. Mas você está vivo, sim, isso é bom! Já sei como fazer a máquina! Só preciso recuperar os materiais necessários...”
Aamelo já estava abrindo a boca pra falar quando Rodrigo cortou:
“Olha Aamelo, sei que tivemos desentendimentos agora pouco e tal, mas, bem, nova vida, novas amizades. Você pode ser do nosso grupo, sem ressentimentos?”
“Hunf...” Respondeu Aamelo, pensativo.
“Talvez...” Completou Lila “Eu até lhe dê uma chance pra recomeçar as coisas”.
“Bom, nesse caso” Concluiu Aamelo “Eu topo.”.
Aamelo levantou-se, e, junto com Rodrigo, Ghe, Lila e Justin, subiram à escada rumo ao topo da Montanha, deixando o G sozinho junto com Tia Arctic.
“Malditos” Reclamou G “Eu trago de volta o amigo deles, e não recebo UM obrigado! Mal-Agradecidos. E ainda destroem minha máquina! Até consertar tudo isso, vai demorar um tempão...”
Tia Arctic olhou para os lados, e depois disse:
“Eu estou sozinha com você dentro de uma caverna...”
“Sim, está.”. Disse G, mais preocupado em recolocar os fios nas entradas certas
“Ninguém pode nos ouvir aqui do fundo da montanha...” Continuou Tia Arctic
“Sim, ninguém.” Concordou G, soldando o Metal para concertar o capacete.
“Tudo pode acontecer...” Concluiu Tia Arctic.
G parou de soldar o metal, virou pra ela e disse:
“Não.”.
E voltou a soldar.
Tia Arctic, então, também subiu pela escada.
“Mulheres são tão estranhas...” Disse G, consigo mesmo, enquanto soldava o metal do medidor de frequência.
Bom, depois disso, Tia Arctic e O Grupo seguiram caminhos diferentes. A Tia Arctic, bom, acho que voltou pro iglu dela e comeu todas as batatas fritas que tinham sobrado pra passar aquela depressão, mas isso é assunto pra outra história, pra outra fanfic. Já o Grupo, bem, fizeram um acampamentozinho com o que tinha sobrado das mochilas (e era muita coisa, devido ao pequeno furto que fizeram na Resistência do Rinque) e ficaram lá um tempinho, discutindo pra onde deveriam ir agora.
“Acho que o Farol é uma boa opção”, Comentou Justin. “Lá é um lugar grande, espaçoso, e ouvi dizer que o Rory, o pinguim construtor, morava lá, então deve ter comida, e, com algumas tábuas que temos aqui, podemos fechar a porta e prevenir ataques zumbis.”.
“Caramba, Justin... ótima ideia!” Admitiu Aamelo.
“Mas isso é assunto pra amanhã”, Cortou Ghe. “Já é de noite agora. A madrugada é muito propensa a ataques zumbis. Apesar de ser muito perigoso dormir a céu aberto nessas condições, receio que termos de passar a noite aqui”.
“De fato...” Concordou Lila.
E assim foi. Antes de dormir, acenderam uma fogueira, e assaram umas carnes que eles tinham pego lá na Resistência do Rinque. Da Resistência, eles também haviam pego barracas, travesseiros e cobertores. Aamelo tentou dar umas cantadas fajutas na Lila, mas nada tinha sido muito efetivo por enquanto. Por fim, apagaram a fogueira e dormiram.
No dia seguinte, Ghe acordou com o barulho que... bem, aquele barulho que os zumbis costumam fazer.
“Mas que droga, viu? Não se pode nem dormir em paz sem essas malditas hordas virem te encher o saco e...” Ghe olhou bem para o zumbi e acordou todo mundo com gritos altos de “GENTE, GENTE, GENTE, OLHA ISSO!”
Todos vieram, e se depararam com aquela visão. Era o G, zumbi, com vários cabos de sua invenção amarrados em volta de seu pescoço, como se fossem uma forca.
“O... o... o G... se matou?”, Murmurou Lila.
“O maluco se enforcou com a própria invenção...” Disse Justin, perplexo.
“Eu acho que”, Concluiu Aamelo “Os danos que a explosão causou na invenção do G foram tão críticos que ele deve ter gastado a madrugada inteira e não ter conseguido reparar sua invenção... e, você sabe, ele é Gary, o Pinguim Inventor... ele nunca deixa uma invenção sem conserto. Deve ter sido um choque grande demais pra ele ter falhado dessa vez... acho que ele não resistiu, e acabou se matando.”.
Mas quando Aamelo terminou de falar e foi ver, G já jazia falecido no chão, morto por um golpe de taco de beisebol do Justin.
“Acho que foi isso mesmo” Concordou Justin “Mas enfim, agora já é tarde.”.
E assim, prosseguiram até o Farol. Mataram alguns zumbis no caminho. Toda aquela agitação não estava fazendo muito bem ao pé torcido de Lila. Acabou que Aamelo carregou-a durante o percurso. O fardo da matar zumbis ficou por conta de Ghe e Justin, enquanto Rodrigo estava economizando flechas por ter perdido uma ao matar o Aamelo e duas tentando acertar o Herbert.
Ao chegarem no Farol, por sorte, não encontraram nenhum zumbi. Ghe checou o andar de cima, e estava tudo ok. Logo selaram a porta com tábuas e colocaram Lila numa cadeira de rodas que estava lá. (pelo jeito alguns sobreviventes estavam fazendo uma espécie de hospital lá, mas provavelmente eles morreram) Tiraram as coisas das mochilas, que começaram a ficar muito pesadas (sem falar no chapéu do Ghe que já estava quase amassando a cabeça do coitado de tanta comida) e estabeleceram uma base ali.
“Sabe no que eu estava pensando?”, Falou Lila.
“O que?”, Perguntou Rodrigo, que, graças ao material de construção de Rory, estava conseguindo forjar um bocado de flechas novas para seu crossbow.
“Como o G virou zumbi sem ao menos ser mordido?”, Questionou Lila.
Todos pararam o que estavam fazendo no instante para pensar a respeito.
“Eu acho que é um vírus no ar”, Concluiu Rodrigo.
“Talvez todos nós já estejamos infectados”, Completou Ghe “Mas precisamos morrer para as características zumbíficas fazer efeito.”.
“E acho que, mesmo o zumbi que não virou zumbi por ser mordido e sim por ter morrido de algum jeito, tem a mordida tão potente quanto a de um zumbi que foi mordido.”, Disse Justin.
“Mas porque diz isso?”, Perguntou Aamelo.
“Porque antes de eu conseguir matar o G, ele me mordeu, e estou começando a me sentir muito mal...”. Dito isso, Justin começou a vomitar e ficar pálido.
“NÃO, NÃO, NÃO, NÃO!” Gritou Lila, recuando e pegando seu taco de hockey “Eles pegaram o Justin!”
“Ok, ok, nada de pânico... aqui parece ser um tipo de hospital que algum grupo que morava aqui anteriormente improvisou... e tem umas coisas de quando o Rory morava ai, então acho que se tivermos sorte a gente improvisa uma cura.”, Raciocinou Ghe.
“É, acho que isso pode funcionahehswsdsdableeeeeeaaaaaargh...”, Declarou Justin, e seus olhos começavam a ficar turvos.
“Acho melhor prendermos ele numa cela improvisada por enquanto”, Sugeriu Aamelo “Para evitar riscos.”.
E assim foi feito.
Tentaram diversos meios em Justin, desde testes com máquinas até poções improvisadas na hora, mas nada funcionava.
Então, Ghe pediu para todos se afastarem. “Já sei como cura-lo.”.
“Como?!”, Perguntaram os outros.
Ghe foi até a prateleira aonde eles tinham deixado a comida e pegou uma banana.
Ele foi até a cela de Justin, descascou a banana e enfiou-a na boca do pobre pinguim zumbi.
“Uma banana?!” Contestou Lila
“É rica em potássio.” Explicou Ghe.
Todos estranharam a ideia de Ghe, mas estranharam mais ainda o fato de Justin parecer cada vez menos zumbi a cada mordida na banana.
“Viu? Está funcionando!” Exclamou Ghe “Passem outra ai!”
Rodrigo passou outra banana pra Ghe, que descascou e passou para Justin, que depois de algumas mordidas, voltou a ser um pinguim saudável.
“Ghe, até que enfim uma dessas suas ideias malucas funcionou.”, Admitiu Lila.
“M-mas o que? Gente, voltei!”, Comemorou Justin.
“Acho que acabo de descobrir a cura pro apocalipse zumbi.”, Disse Ghe, orgulhoso e satisfeito.
“Sua satisfação presunçosa durará pouco...”, Falou Aamelo.
“Ora, porque?”, Perguntou Ghe.
“Aquela era nossa última banana...” Disse, triste, Aamelo.
“Ora, a gente arranja outras depois!”, Falou Ghe. “O que importa é que já sabemos o que fazer se um de nós for infectado.”
E passaram o dia descansando, cochilando e cantarolando musiquinhas do Beethoven.
“Bem, então, pelas conclusões finais”, Disse Ghe “O vírus se espalha tanto pelo ar, tanto quanto pelo contato com os infectados. O vírus causa uma abstinência por falta de potássio tão grande que os infectados, de algum jeito, acabam virando mortos-vivos. E cura pro vírus é comer duas bananas.”.
Todos suspiraram.
“Saudades da época em que as coisas faziam sentido...”, Lamentou Lila.
Aamelo estava fazendo uma arma nova, devido ao fato dele ter perdido sua arma de fogo após ser morto pelo Rodrigo. Tratava-se de um guitarra, com alguns anzóis enfiados nela, E um grande arpão na ponta.
Rodrigo havia subido, para o Posto de Observação. Estava observando pelo telescópio quando viu algo totalmente inesperado. Logo, desceu, agitado, para avisar aos outros.
“O Migrator está chegando!”, Anunciou.
Ninguém acreditou, então, na hora, todos foram para o Posto de Observação e olharam pelo telescópio.
“Caramba, ele está realmente bem perto daqui...”, Disse Justin.
“Que perto o que! Ele tá ancorando! Vamos descer!”, Contestou Ghe.
E assim, desceram até a praia, e sinalizaram para o Rockhopper ve-los.
Porém a medida que o navio ancorava, eles repararam que o Rockhopper estava de fato lá, mas não da forma que eles esperavam.
Continua...
Notas finais
The Last Penguins!
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