The Last Penguins
10 Capítulo 10 - O Doutor Dança
Notas iniciais
“Cima... direita... esquerda...” Dizia Garywald, enquanto acompanhava, desajeitado, os movimentos.
“Aquela galera sobre qual a gente mentiu da comida grátis no Forte Nevado já deve estar voltado...” Disse Lila, tensa e suando frio.
“... baixo, cima, baixo, cima, direita... AW, ERREI! Droga, vou ter que recomeçar tudo do zero... Cima, direita esquerda...”
Todos já estavam começando a ficar nervosos.
“... baixo, cima, baixo, cima, direita, direita, baixo, cima, esquerda...”
Eles começavam a ouvir vozes revoltadas de dezenas de pinguins se aproximando.
“... esquerda, esquerda esquerda, baixo, baixo, direita...”
Agora, ouviam vozes de CENTENAS de pinguins revoltados se aproximando.
“... cima, baixo, direita, direita, baixo, baixo, cima...”
Agora já dava pra ver eles pela janela, e pareciam bem zangados.
“Acho que seria um péssimo momento pra lembrar...” Sussurrou Ghe, com um pouquinho de nervosismo. “Que eu quebrei a fechadura e agora a porta está aberta.”
“... direita, cima, baixo, esquerda, direita, cima, baixo, esquerda...”, continuou Garywald. “Ei, até que estou pegando o jeito nisso!”
“Ei, quantas sequências você tem que fazer pra destruir essa coisa?”, perguntou Bampede.
“100 sequências”, respondeu Garywald.
“E em qual você está?”, perguntou Justin.
“Bem,,. Estou na... 12.”, respondeu Garywald.
Nesse momento, foi ouvido o som de um baque: A porta lá em baixo havia sido aberta, e batido na parede, ou seja, aberta com raiva.
“DANCE, DOUTOR, DANCE!” Gritou Ghe, desesperado.
“... cima, cima, baixo, baixo, direita, esquerda, cima, baixo, cima, cima...”, continuava Garywald, agora nervoso e com pressa.
“Pessoal...”, começou Ghe. “Acho que teremos de descer para atordoar esses terceiros.”
“Atordoar?”, contestou Azul.
“É, sim, você sabe, segura-los um pouco lá em baixo até que Garywald complete as sequências. Só não sei como faremos isso...”, respondeu Ghe.
Lila, receosa, falou:
“Acho que teremos de entrar numa briga.”.
“GIOPPO!”, solicitou Garywald.
Um pinguim simples, de touca azul, apresentou-se.
“Esse é meu assistente, Gioppo”, falou Garywald. “Gioppo, você se importa de ajudar os rapazes nessa briga?”.
“Tudo bem, eu ajudo!”, disse Gioppo.
E assim, fizeram. Desceram as escadas e começaram o bate-quebra com os terceiros para impedi-los de chegar até Garywald.
Depois de um tempo de pancadaria, Aamelo perguntou:
“Qual sequência você está fazendo agora, Garywald?”
“... cima, esquerda, baixo, baixo... estou na trigésima quarta!”, respondeu ele.
“Droga, ainda falta muito...”, disse Ghe, após levar um murro na cara do homem que era dono do café naquela época, e tinha um bigode bem estranho, e afasta-lo com um empurrão.
Mais alguns minutos de pancadaria se passaram.
“E agora, Garywald?”, perguntou Lila, após nocautear o homem que era o dono do Palco naquela época.
“...esquerda, esquerda, direita, baixo, esquerda, direita, cima... Sequência número 68!”
Mais alguns minutos de pancadaria...
“Chefe...” Falou Gioppo, que estava trocando sopapos com um rapaz que futuramente colocaria o primeiro barco de boiacross no ancoradouro.
“Estou na 96! Estou acabando! Cima, direita, direita, esquerda, baixo, baixo...”
Mais alguns minutos...
“100! ACABEI! ACABEI! CONSEGUI! A MÁQUINA VAI SE AUTO-DESTRUIR!”, anunciou Garywald.
Um grande estrondo de explosão foi ouvido.
Alguns segundos depois, quando todos abriram os olhos, o laboratório de Garywald fora destruído.
“Doutor Garywald VIII...” Disse Ghe.
“Sim?”, Perguntou Garywald.
“Até mais, e obrigado pelos peixes.”.
E assim Ghe, seguido por Gioppo e o grupo saíram correndo montanha abaixo pra alcançar a TARIDS, seguido por alguns cidadãos. (aqueles que não haviam sido nocauteados ou estavam cansados demais para correr)
Correram, correram e correram. Finalmente chegaram na TARDIS, entraram e Ghe fechou a porta.
“Ufa”, disse. “Agora estamos seguros. Nem o exército de Gengis Khan passaria por essa porta trancada, e olha que eles tentaram!”
“Uau, isso é grande! Pra onde vocês vão agora?”, perguntou Gioppo, admirado.
“Vamos voltar pro presen... bom, no seu caso, estamos indo pro futuro.”, disse Lila.
“Acho que terei de ir com vocês, pois está meio perigoso sair lá fora agora com esse povo zangado ai... Vocês se importam?”, perguntou Gioppo.
“De forma alguma!”, disse Bibi.
“Espero que Garywald se vire bem sem mim... e também torço pra me adaptar rápido aos costumes futurísticos de vocês”, concluiu Gioppo.
Todos suspiraram um pouco, enquanto Ghe programava a TARDIS para voltar ao presente.
“Será que funcionou?”, questionou Azul.
“Vamos descobrir agora...”, falou Ghe, enquanto a TARDIS começava a voltar a fazer barulhos estranhos e balançar.
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