The Last Hope

6 Capítulo 6


Acordo com um empurrão, Anne está ao meu lado.

– Feliz aniversário Izzy! — ela grita e me abraça.

– Obrigada Anne — respondo.

– É verdade. Parabéns Isabelle. — diz Alec.

Sorrio para Alec, Tobias aparece.

– Parabéns Isabelle, bem temos que ir agora — ele diz.

Todos levantamos e saímos, como da última vez, Alec e Anne ficaram na frente, eu e Tobias atrás.

– Acho que a gente não devia contar nada pra eles, do que aconteceu ontem — Tobias diz.

– Também acho.

– Que tal hoje de novo lá?

– Tudo bem.

Ele pega na minha mão, vamos andando sem falar nada, com as mãos dadas até a casa de Jocelyn. Tobias solta minha mão com delicadeza. Jocelyn atende a porta.

– Olá. Beatrice vai poder ficar com Marlee? — ela pergunta.

Beatrice? Agora que me lembro, esse é meu nome falso.

– Sim, acho que ela pode acalmar Marlee um pouco — diz Anne.

Entro na casa e eles de despedem, vou para sala, não tem ninguém, Entro em um quarto branco, Marlee está deitada chorando na cama, eu me sento ao lado dela.

– Marlee...

– Beatrice. Oi.

– Oi.

Acaricio os cabelos dela e ela se senta, não para de chorar, ao olhar pra ela me vejo quando minha mãe morreu, desesperada. Mas eu estava bem pior.

– Por que ele se foi? — ela pergunta.

– Marlee, as pessoas um dia tem que ir, é a vida.

– Mas por que a vida é assim? Por que temos que sofrer tanto?

– Eu não sei. Ninguém sabe. Mas ele está em um lugar melhor, não pode sofrer mais — digo as mesmas palavras que Mary me dizia.

– Mas eu e todos estamos sofrendo!

Fico quieta, a manga da blusa que Anne me emprestou está toda molhada.

– Canta pra mim? — Marlee diz.

Cantar.A música que me vem e mente é uma que minha mãe cantava pra mim quando eu tinha pesadelos, meu pai cantou pra mim quando minha mãe se foi. Pego um violão e começo a tocar, Marlee se apoia em meu ombro, chorando ainda mais. Canto.

Lágrimas escorrem pelo seu rosto

Mas não tenha medo, eu estou aqui

Feche os seus olhos, o sol está se pondo

Os seus pesadelos, se tornarão doces sonhos

E o amanhã virá, com toda a esperança

Não tenha medo, ninguém apagará sua luz

Feche os seus olhos, tudo acabou agora

Os seus pesadelos, se tornarão doces sonhos

E o amanhã virá, com toda a esperança.

Paro de tocar e coloco o violão na cama, Marlee me abraça, estou chorando também.

– Por que está chorando? — ela pergunta.

– Lembrei da minha mãe. Ela também se foi.

– Sinto muito.

– Eles estão são e salvos. Ninguém fará mal a eles.

– São e salvos.

Solto Marlee e sorrio para ela, ela também sorri.

– Espero que você se recupere. Eu nunca me recuperei totalmente, mas quero que você tente — digo.

– Vou tentar.

Olho pela janela e vejo o castelo. Penso nos sonhos, Mary dizendo que ainda estava aqui, o que isso quer dizer? Ela ainda está viva? Impossível, eu vi ela bem morta na minha frente. Lembro que em todos os meus aniversários tenho sonhos esquisitos. Hoje será um dia desses sonhos acontecerem, não sei o que significam.

– Eu queria ir. Enterrar Luke com eles — Marlee diz.

– As coisas não são simples, ver alguém sendo enterrado. É horrível.

– Mas ele era meu pai.

– Muito pior, ver uma pessoa que você ama sendo enterrada.

– Foi assim com a sua mãe?

– Vi ela morrer na minha frente — digo sem pensar. Quero fazer com que as palavras voltem novamente na minha boca, mas não posso.

– Meu Deus! Deve ter sido horrível!

–Eu não pude fazer nada, muito pior. Vamos mudar de assunto.

Conversamos sobre música, Marlee já está melhor. Quando todos chegam ficam surpresos.

– O que você fez? — diz Jocelyn.

– Como assim? — digo.

– Eu tentei confortá-la de todos os modos!

– Foi força de vontade dela. Ela prometeu que iria tentar superar.

– Beatrice cantou uma música pra mim e me explicou que o papai está são e salvo agora. Ninguém pode machucá-lo. — Marlee diz.

– Obrigada Beatrice — diz Jocelyn — Vejo vocês mais tarde.

Nos despedimos e Marlee pula em mim, quando vamos embora Tobias me puxa.

– Como você consegue? — pergunta ele.

– Eu só me ponho no lugar dela.

– Você é incrível, sabia?

Sorrio para ele. Ao chegarmos ao acampamento, Anne tira um papel do bolso.

– Temos um problema — ela mostra o papel.

No papel tem uma foto minha, está escrito: " Procura-se princesa Isabelle Fray, que assassinou sua irmã Maryse Fray. Se encontrá-la, leve-a para o castelo e receberá uma grande recompensa. "

Arranco o papel das mãos de Anne. Ele capturou meu pai e está assumindo seu lugar. Não posso deixar isso durar.

– Porco nojento! — grito.

– Não ofenda os pobres porcos — diz Tobias.

– Ele não podia! Ele...

Me vem uma tontura, sempre tenho essa tontura no meu aniversário. É aí que os sonhos começam. Desmaio.

Uma sala escura é o cenário dessa vez. Dois homens virados de costas, com asas enormes como de anjos, um tem as asas negras e despenadas, diferente do outro que tem as asas perfeitas e brancas.

– Não vou deixar que você faça nada com ela, Valentim. — o de asas brancas diz.

– Ela tem sangue de anjo! Ela é diferente! Podemos ser os mais poderosos com uma gota sequer desse sangue.

– Não é tão simples, uma gota pode te matar, já que você se tornou um demônio.

– Não vai me matar! Vou ficar cada vez mais poderoso! Hodge só disse isso para que nenhum demônio a pegasse.

– Não! E você sabe quem foi a escolhida para ser a mãe dela, não sabe? Ela nunca permitirá que você tire um fio de cabelo da garota.

– Raziel, nós vamos ser os mais poderosos, vamos matar logo essa menina e acabar com a esperança de todos!

– Valentim, volte de onde você veio, e se tocar na garota irá se arrepender.

– Você vai se arrepender Raziel, você será um dos primeiros da lista.

O anjo despenado — Valentim — Sai pela janela.



Notas finais
Espero que tenham gostado, desculpem pela demora para postar.