The Last Hope

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Enjoy!

The Last Hope

[...] Fomos parar no convés principal. Estava cheio de monstros: lestrigões, cães infernais, dracaenae, telquines e vários semideuses.

O garoto parou como se esperasse uma deixa para continuar. Comecei a ouvir uma conversa que acontecia no meio do murmúrio de monstros.

- Você nunca vai chegar com este navio à Manhattan – reconheci a voz de Percy.

- Por que não? – disse outra voz – Você estava contando com seu amigo em posse dos explosivos?

Ficaram alguns segundos em silêncio até a mesma voz gritar:

- Nakamura!

O garoto do tapa-olho voltou a andar.

- Sucesso meu senhor. Nós o encontramos exatamente como nos informaram. — o garoto, Nakamura, bateu palmas e os gigantes me arrastaram até lá.

- Não! – Percy gritou ao me ver.

Meus olhos encontraram os dele. Apontei com a cabeça discretamente para o relógio que estava em meu pulso, tentando lhe dizer que ainda seria possível explodir o navio. Ele pareceu confuso.

- Nós o encontramos no meio-nau. – disse um dos gigantes que me arrastara até ali – Estava tentando ir sorrateiramente para a sala das máquinas. Podemos comê-lo agora?

- Logo. – respondeu Cronos e se virou para Nakamura – Tem certeza de que ele não armou os explosivos?

- Ele estava indo para a sala das máquinas, meu senhor.

- Como você sabe?

- Hã... – o garoto se remexeu, desconfortável – Ele estava indo para aquela direção. E nos contou. Sua bolsa ainda está cheia de explosivos.

Olhei para Percy e parece que compreendeu. Apenas agora notei que o mesmo fazia caretas de dor, mas a única coisa fora do normal em Percy era um corte no braço.

- Abra a bolsa dele. – ordenou Cronos.

Comecei a suar frio. Um dos gigantes soltou o meu braço, abriu a bolsa e espiou lá dentro, arqueou a sobrancelha e despejou o conteúdo da bolsa no chão. Vários monstros recuaram, com medo, mas o que caiu no chão foram latas de pêssego em calda que eu colocara lá mais cedo.

- Você, por acaso, capturou este semideus perto da cozinha? – pude ver que Cronos estava à beira de um ataque de fúria, mas se controlava.

- Hã...

- E mandou, de fato, alguém checar a sala das máquinas?

Nakamura recuou, assustado, fez meia volta e correu.

Percy me fez uma pergunta silenciosa e, como resposta, juntei os dedos com o polegar indicando que não teríamos tempo de fuga, se pressionasse o botão, o navio explodiria imediatamente.

Cronos voltou-se a Percy e continuou a falar:

- Você deve desculpar a incompetência de meu ajudante, Percy Jackson. Mas isso não importa. Agora temos você. Há semanas sabíamos que viria.

Ele estendeu a mão e balançou um bracelete de prata com uma foice como pingente, o símbolo do Senhor dos Titãs.

- Dispositivo de comunicação... Espião no acampamento. – murmurou Percy. Como assim há um espião estre nós? Bom, o impossível aconteceu: Luke se transformara em Cronos. Se era de imaginar que tivesse espiões por toda parte, mas no acampamento? A raiva se apossou de mim, podia jurar que seria capaz meter o soco nesse desgraçado se eu soubesse quem ele é.

- Não se pode contar com os amigos. Eles vão sempre desapontá-lo. Luke aprendeu a lição da forma mais dura. Agora largue a espada e entregue- se a mim, ou seu amigo morre.

No mesmo instante, o gigante que ainda me segurava colocou uma de suas mãos envolta de meu pescoço. Acabou... Não há escapatória. Olhei para Percy e sibilei: Vá. Ele sacudiu a cabeça.

Meu braço esquerdo estava livre pois o outro gigante ainda estava vasculhando a bolsa com as latas de pêssego. Então direcionei a mão livre ao meu pulso direito, onde estava o relógio.

- O que ele essstá fazendo? O que é aquilo no pulssso dele?- ouvi uma das mulheres cobras falar, ao longe.

Percy atirou Contracorrente como se fosse um dardo em direção a Cronos, assustando-o. Ele correu entre os monstros e saltou pela murado do Princesa Andrômeda. Uma saraivada de lanças e flechas se direcionaram a ele, mas poucas o acertaram.

Lembrei-me de Silena, minha Silena. De todos os meus amigos, meus companheiros de chalé, enfim, da minha verdadeira família.

Eu tinha esperança. Esperança que, pelo menos alguma parte de mim sobrevivesse e voltasse pra casa. A última coisa em que pensei antes de apertar o timer e adentrar na escuridão era que tudo acabasse bem.

Notas finais
Não sei o porque quis escrever essa one... Apenas tive a ideia...
Mas enfim, reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!