The Last Chance
4 Epílogo
Notas iniciais
Ele estava sentado no canto da sala precisa, era um dos poucos sonserinas que entrava ali, um dos poucos que estava contra Voldemort. Graças à Gina as pessoas já não desconfiavam tanto dele.
Nott observava o murmúrio na sala, Neville voltava, mas não sozinho. Até o próprio Theodore se levantou surpreso quando o Trio apareceu sorridente atrás do Longbotton. Os estudantes aplaudiam e os parabenizavam, mas Theo não tinha reação, depois de tanto tempo ela estava ali. Seu sorriso, seus cabelos... Céus, ela estava machucada! Ela não pareceu vê-lo nem procurá-lo e antes que ele saísse de seu transe eles deixaram a sala, ele nem mesmo ouvira o que estavam fazendo ali!
Assim que Hermione atravessou a porta ele foi atrás, mas Snap chamou todos alunos para o salão, seu coração acelerou só em pensar o que aconteceria se o diretor descobrisse o Trio ali, as torturas eram constantes no castelo desde a morte de Dumbledore. Theodore estava perdido, porém, ele não entendeu nada quando Harry deu um passo a frente e McGonagall se opôs a Snap, nem quando levou uma bronca indiretamente já que a diretora da Grifinória espantou os Sonserinos dali, só ele e mais quatro prevaleceram.
Ele foi atrás de Hermione quando todos começaram a lançar feitiços de proteção, ele correu contra a multidão, mas quando viu a cena de Rony e Hermione de mãos dadas correndo para o banheiro feminino ele não aguentou e cambaleou caindo no chão arrasado.
Ele esperou tanto tempo pra encontrá-la novamente, sempre que podia perguntava a Gina por notícias, mas nunca recebeu nenhuma, ele tinha que ter percebido que ela ficara tempo demais com Rony, ele estava mudado, com o físico mais atraente... Como ele fora tolo em pensar que ela não se renderia ao ruivo!
A guerra passou como um borrão para ele. Theodore duelou poucas vezes e conseguiu se salvar, deixou escapar uma lágrima quando viu o corpo sem vida de Harry, mas ele resistiu e continuou contra Voldemort, no início era tudo por Hermione, mas ele entendeu e formou sua própria opinião, não queria que sua vida tomasse o mesmo rumo que a de seu pai. A confusão tinha passado e muitos estavam feridos no salão principal, Nott viu a família Weasley lamentar a morte de Fred e, mesmo não gostando do garoto também se entristeceu.
Sentou sozinho em uma escada no canto, ele tinha se afastado de Zabini e tinha pouquíssimo contato com Draco, mas pensava se eles estavam bem.
– Ai, que saudades, Theo! Você está bem? Eu não te encontrei, achei que você tinha ido embora quando a Gina me contou... – ela sorria, mas não recebeu nada em troca.
Ele levantou sério e disse num tom neutro:
– Não precisa disso, Hermione, você pode voltar pro Rony sem culpa.
– O quê?! Quem te falou isso?
– Ninguém me contou, eu vi.
– Viu o quê? Isso é uma brincadeira? Eu senti tanto a sua falta não faz isso comigo — ela o abraçou, mas ele não a envolveu com seus braços.
– Eu vi vocês dois de mãos dadas indo salvar o mundo. – ele respondeu sarcástico.
– Aquilo não foi nada, — ela sorriu triste. – eu juro que não. Eu esperei por você cada um desses dias, por favor, você não pode me rejeitar por um ciúme bobo! A gente combinou que eu ficaria com quem mais precisasse, não foi? Eles não precisam mais de mim e, na verdade, sou eu quem preciso muito de você. – nesse ponto ela já tinha lágrimas nos olhos.
El não respondeu logo em seguida, estava convencido de que ela estava falando a verdade, mas ele precisava fazer uma decisão. Desde quando completara a maioridade tinha aquela ideia em mente, já tinha sua herança e pegara o anel da mãe, todos os dias o anel ficava em seu bolso e agora era a hora.
Ele se soltou da morena, ainda sério, nervoso. As lágrimas começaram a escapulir dos olhos dela. Céus, ela estava entendendo tudo errado.
– Hermione, — ele chamou se ajoelhando na frente dela. – eu sei que a gente ficou muito tempo sem se ver e tudo pode estar confuso pra você mas eu sei exatamente o que eu quero, pode ser cedo de mais, mas... Você sabe, eu já fiz dezessete – Herimone o olhava assustada, o coração acelerado. – e aquela casa é grande demais para eu ficar sozinho, então... Hermione Granger, — ele pegou o anel. – você aceita casar comigo?
Ela arregalou os olhos e pôs a mão na boca.
– Eu sei que não tenho a caixinha, mas o anel vale, não?
– Ai, meu Merlin! É Claro que vale! E é claro que eu aceito! Eu sei, é muito cedo, mas a gente pode esperar e... Eu quero casar com você, sim! – ela chorava alegre com o anel no dedo. — Você tem que conhecer meus pais, céus, eles nem te conhecem ainda, vão me matar! Mas eu aceito! E o Harry e o Rony vão querer arrancar sua cabeça fora, mas eu não ligo, eu aceito! E é óbvio que a Gina vai querer ser a primeira a saber e ela e a Luna vão brigar para serem as madrinhas, mas a gente pode...
Nott se levantou e a abraçou fazendo-a ficar quieta.
– Que saudade da sua falação, Mione. – ele riu
Ele a olhou nos olhos carinhosamente e a beijou com cuidado, ele sentia tanta falta que tinha medo dela escapulir de seus braços.
– Eu te amo, Theodore Nott.
– Eu também te amo, futura Hermione Nott.
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