The Last Chance

10 Capítulo 9 - PVD DUPLO.


Notas iniciais
Pelo amor de deus, não me matem, eu disse que postaria assim que terminasse de responder os comentários e eu faria, porém a minha internet não me ajudou em nada e acabei perdendo toda revisão que já havia feito, me desculpem pela demora!! Obrigada a todas as pessoas que comentaram, como sempre digo, é bom saber o que pensam sobre o decorrer da fanfic!! Obs1: O capítulo seria dividido em duas partes, ou seja, apenas um PVD seria postado, mas como não quis deixar as coisas picadas*, resolvi postar os dois de uma vez. Dado a isso pode ter ficado um pouco grande, então, me desculpem, tomarei mais cuidado com o próximo! Obs2: Aconselho a escutarem a música - Calvin Harris & Disciples - How Deep Is Your Love - quando Regina diz: Que tal? Essa é uma boa música, podemos conversar depois.... Para o momento que ela se apoiou no balcão para voltar a pista, coloquem: Jason Derulo - "Talk Dirty" feat. 2 Chainz e terminem até o PVD de Emma. Como elas estão no mesmo lugar (OOOPS* SPOILER) as músicas são as mesmas, caso queiram ouvi-las. Ob3: Não revisei novamente por motivos de preguiça, isso mesmo, já havia revisado todinho o capítulo e puff**. Vou revisar mais tarde, então desculpem-me por qualquer coisa que encontrarem hahshahs!! É isso, boa leitura! Espero que gostem!

REGINA MILLS

Os lábios avermelhados marcavam um sorriso largo, os olhos num castanho marcante e os cabelos em um leve ondulado caíam na altura dos ombros, acompanhados por uma satisfação inusitada ao encarar o meu reflexo no imenso espelho do banheiro. O vestido vinho tinha sua própria sofisticação, mas ganhou um ressalte ainda maior com aqueles sapatos altos.

Uma última olhada até ouvir a campainha tocar, respirei fundo e apanhei a minha bolsa ao lado da cama, descendo as escadas cuidadosamente, sentindo o frio na barriga por saber quem estava do outro lado da porta.

Quando a abri, ficamos por alguns minutos em silêncio, apenas observando uma as vestes da outra. Kristin estava embromada em um vestido azul-marinho, que só ressaltava ainda mais aquelas esferas azuladas do seu rosto, sorri quando parei no par de louboutin em seus pés, aquele eu reconhecia há longa data.

— Vejo que ainda os tem. – me referi aos sapatos, havia dado a ela no nosso segundo mês de namoro.

— Pois é, costumo guardar as melhores lembranças. – sorriu, amaciando alguns fios loiros de sua franja. – Regina... Meus parabéns... Você está... linda. – ela pegou a minha mão, soltando os lábios em um beijo demorado no peito. Senti as minhas bochechas ficarem vermelhas e tratei logo de recolher a mão.

— Você não está nada mal. – provoquei-a.

— O tempo foi bonzinho comigo, minha cara.

— Foi muito bom...

Sai do hall e tranquei a porta atrás de mim, percebendo a mulher me encarar pelo canto dos olhos na caminhada até o seu carro. Não disse nada, até não aguentar e perguntar para onde estávamos indo, porém foi em vão, Kristin se recusou a falar.

Trocamos olhares, alguns sorrisos por todo caminho e quando o silêncio se tornava incomodo, colocávamos em pauta o que fizemos desde a última vez que nos vimos. Era estranho e ao mesmo tempo muito bom tê-la ali, ainda mais sabendo que no dia seguinte, ela já iria partir. Não sei se isso me aliviava e também não sei como me sentiria depois que tudo passasse... Um segundo abandono? Por que ela não ficava?

Tinha inúmeras perguntas para fazer e queria contar coisas que mudaram também, mas me calei quando ela estacionou em frente a uma casa noturna, uma das mais badaladas de Nova York, porém reconhecida por seu público peculiar.

— GLS, é sério? – arqueei as sobrancelhas, retirando o cinto de segurança e encarando-a.

— Eu sei que você se encaixa querida. – Kristin retirou as suas mãos do volante e esticou até a minha coxa. – Ou mudou os seus gostos?

Arrepiei-me de imediato com o seu toque, mordendo o próprio lábio quando os dedos começaram a percorrer um caminho lento. – Você sabe que eu nunca mudo...

— Então vamos... – disse por fim, saindo do carro antes mesmo que eu pudesse me recuperar das sensações causadas pela sua audácia. Respirei fundo e esperei mais alguns segundos e abri a porta, acompanhando a loira ao meu lado até a entrada.

O local havia mudado bastante desde a última vez que estive ali, tudo de uma forma bem mais satisfatória e luxuosa. Mas era um pouco complicado enumerar os detalhes, pois algumas pessoas atrapalhavam a minha visão de um local para o outro.

A loira nos levou até o bar, sentando-se no banco e chamando pelo barman.

— O que você vai querer? – disse ela um pouco mais alto, por causa da música.

— Hum... – olhei para o homem, sorrindo. – Um Dry Martini...

— E a senhora? – respondeu ele, abrindo um sorriso amarelo, olhando para Kristin.

— O mesmo que a minha amiga aqui. – falou em tom sensual, piscando para ele e depois para mim.

Com os pedidos anotados ele se afastou e começou a fazer as nossas bebidas.

— Você tem certeza que vai querer só isso do homem? – ironizei para esconder um pouco da minha irritação, notando que ela o seguiu com o olhar.

— Sim... Eu estou acompanhada. – entendeu o recado e sorriu, me encarando dessa vez. – A menos que você queira mais alguém conosco depois que nós sairmos daqui.

Olhei para o alto, gargalhando ao perceber que ela ainda continuava a mesma, cuja qual se assemelhava a quem eu me transformei com o passar dos tempos.

— Uma ideia boa... Muito boa por sinal. – o homem se aproximou com as taças, deixando-as sobre o balcão e saindo silenciosamente. – Mas talvez essa noite... Eu quero apenas uma pessoa na minha cama.

— Hum... Então quer dizer que vou mesmo conhecer a sua casa? – tomou um gole da bebida, sorrindo através do vidro. – Mal posso esperar...

— Então... – senti a garganta arder de leve ao beber em conjunto. – O que realmente lhe trás aqui? Não diga que é por minha causa, sei que não chego a valer as incansáveis horas de viagem.

— Você vale até mais Regina. – pausou. – Embora adorasse que esse tivesse sido o real motivo, tive alguns problemas com casos diversos no meu distrito, tive que trazer a papelada para uma transferência.

— E não tinha mais ninguém para fazer isso para você? – perguntei confusa, virando-me totalmente para encara-la.

— Você sabe como funciona, se quer que alguma coisa seja bem feita, faça você mesmo... Ainda mais nessa época, final de ano...

— É... – lembrei-me da empresa. – Eu sei bem...

— Como anda os negócios da sua mãe?

Por um momento fiquei presa no passado, por mais que conversássemos sem mágoas, evitávamos falar das coisas que nos faziam lembrar do mesmo.

— Normal... – suspirei. – Ser dona de uma empresa não é uma coisa que eu esperava, mas...

— E Zelena? Não quis ajuda-la com os compromissos?

— Ela ainda está terminando os estudos, desde o acidente ela se calou... Quase nenhum contato. – era difícil falar da minha irmã, sentia falta da garota de cabelo de fogo, dos seus abraços apertados e de como ela corria para a minha cama quando as coisas ficavam complicadas entre os nossos pais.

Quando nossos pais faleceram, Zelena já não morava mais conosco. Devido à garota sapeca e irresponsável que foi, Cora Mills a enviou para um colégio interno, mantendo um contrato de mais de três anos, até que ela completasse a maioridade e entrasse na vida adulta. Com certa mágoa, minha irmã manteve-se inflexível ao receber a notícia, mantendo-se exatamente onde estava quando os caixões foram abaixados à sete palmos de terra.

— Entendo... Me fale de você, então...

— Como disse não há muito o que dizer... – levantei, terminando o drink e puxando a sua mão. – Você disse que... me levaria para dançar... Que tal? Essa é uma boa música, podemos conversar depois... — Kristin assentiu com a cabeça e largou a taça no balcão, agarrou a minha mão e tomou à frente, nos encaminhando para o meio da pista.

A música fazia dos nossos corpos os mais próximos possíveis, seus olhos estavam vidrados aos meus e a sua mão direita apertava o meu quadril, como se ela estivesse me conduzindo. Cada vez mais perto, podendo sentir o perfume amadeirado em conjunto com o shampoo que ela estava usando, estava hipnotizada pelos movimentos, sentindo cada vez mais o roçar de ambos, até que a loira jogou a mão livre para a minha nuca e puxou-me para um beijo necessitado.

Não hesitei em ceder passagem, deixando com que a sua língua me invadisse, brincando com a minha provocativamente. Não deixamos de dançar a medida que o beijo ia esquentando, pelo contrário, ela usou a dança para apertar partes que me fizeram arfar em seus lábios, coberta de sensações prazerosas. Mas na melhor parte fui obrigada a quebra-lo, meus pulmões clamaram por oxigênio.

Ainda com as mãos ao meu redor e o rosto colado ao meu, ela sorria, apertando a minha bunda, me trancafiando em um abraço. Joguei a cabeça para o lado, pousando o queixo em seu ombro.

— Regina...

— Hum... – murmurei, fechando os olhos, sentindo saudade daquele corpo.

— Eu estou noiva...

Abri os olhos de imediato, surpresa com o que ela acabara de dizer, porém não tão quanto ao enxergar do outro lado do salão uma loira em um vestido justo e curto, loira a qual o rosto jamais poderia esquecer. E como força do destino os olhos de Emma Swan encontraram-se com os meus no meio da multidão.

— Regina... – chamou Kristin novamente, desfazendo o abraço. – Achei que iria dizer algo, até gritar... Não esperava que ficasse quieta.

Me afastei um pouco dela, sentindo um enorme nó se formar em minha garganta ao retomar totalmente a consciência e pensar um pouco mais no que ela acabara de dizer. No passar dos segundos a troca de olhares ficava ainda mais constrangedora até que Kristin me levou para um canto mais isolado do local, onde a música não chegava com tanta frequência.

— Você quer me dizer algo? – disse com falha na voz, tocando os meus ombros com delicadeza.

Refleti um pouco, abaixando a cabeça em pensar que fui tola ao achar que depois de hoje, teria de volta. Eliminei a muito custo lágrimas que se formaram no canto dos olhos e só assim, consegui olhá-la novamente.

— Eu só... – sorri nervosa. – Parabéns...

Claramente dava para se notar o quanto aquilo saiu forçado, mas fora o melhor que eu consegui.

— Eu... Eu não sabia como te contar... – segurou as minhas bochechas e inevitavelmente senti o líquido incolor ser derramado dos meus olhos. – Por favor, não chore Regina...

Retirei as suas mãos da minha face, limpando os filetes que marcavam os meus olhos de imediato. Encostei-me na parede e encarei o teto, tomando ar para encontrar uma saída de tudo aquilo. – Não se preocupe, Kristin... Isso é só... – bufei. – Só a minha ilusão se mostrando presente. – olhei nos seus olhos azuis. – Então, por que me contou só agora? Poderia ter dito quando nos falamos outras vezes.

— Das outras vezes, eu não estava em Nova York, não tinha necessidade de lhe contar algo que ainda estava no inicio... E alguns minutos mais cedo, contaria, mas você... Você estava tão contente que resolvi guardar...

— E contar em uma boate...

— Não é assim Rê, não sabia se mesmo assim você aceitaria sair comigo... Por isso não contei.

— Ah, claro. – a voz exaltada mostrou a minha indignação ao ligar os fatos. – Você queria a cereja do bolo depois que saíssemos daqui!

Kristin se calou e soltou o ar com pesar ao me encarar, eu tinha a minha resposta, ela queria apenas uma noite. Isso era fácil para mim, dormir com uma estranha apenas por prazer, uma única vez, sem compromisso, apenas sexo. Mas era ela... Kristin... ali... Trazendo a flor da pele todas as sensações passadas me pedindo isso...— Não tinha nenhum caso na delegacia, você apenas queria isso? Sexo?

— Regina... Eu tinha coisas para fazer aqui sim, não eram tão urgentes, mas você sim... Eu só... Só...

— Não precisa me explicar mais nada. – limpei a garganta, com o peito ardendo rondeado pela angústia. – Para mim já basta!

Ameacei a andar para longe, mas ela me impediu, entrando na minha frente.

— Você não vai sair daqui até terminarmos essa conversa. – disse bem perto do meu rosto.

Podia sentir as minhas bochechas se incendiarem e os punhos abriam e fechavam, querendo soca-la por fazer isso comigo. — Kristin, sai da minha frente... – empurrei um dos seus ombros, passando por ela o mais rápido que consegui.

Desviei das pessoas dançantes e bêbadas por todo salão até chegar novamente ao bar, ouvindo os passos da mulher me acompanharem por trás.

— Double shot de tequila, por favor! – disse para o mesmo homem que nos atendeu, encostando as costas no balcão e vendo Kristin cada vez mais perto, com os braços cruzados e os olhos marejados. – Vá embora, por favor! – supliquei quase sem voz.

— Tem certeza que quer isso mesmo? Regina... Você entendeu tudo errado...

— Apenas vá embora! – gritei, fazendo algumas pessoas ao redor olharem para nós. Senti vergonha, eu não queria ter dito tão alto, mas foi inevitável, eu estava machucada. – Você está... noiva... Apenas... vá!

Lágrimas desceram e o seu rosto também foi banhado por algumas. Kristin se aproximou mais um pouco, tentei ir para trás, mas estava presa entre ela e o balcão. Ela abaixou os olhos e segurou o meu queixo com uma das mãos, desviei e ela o puxou de volta, levando os seus lábios aos meus lentamente.

O selo não durou mais do que alguns segundos e após se afastar disse em um sussurro:

— Adeus, Regina Mills. – e se foi, olhando-me por cima dos ombros uma última vez.

Meu coração foi ao chão, meus joelhos fraquejaram, tive que me sentar. Mais lágrimas invadiram-me a face, me fazendo fraca e dependente da dor que eu mesmo me permiti sentir.

Fiquei ali por então, não contando os minutos e muito menos as horas que iam se passando. Estava tonta, mas não totalmente bêbada, mal sabia quantos copos já teria virado e quantas pessoas já haviam passado por mim. Eu não me importava, beberia até o meu estomago dizer chega, até não conseguir ter consciência de mais nada, apenas queria que aquela mulher saísse dos meus pensamentos, da minha vida de uma vez por todas.

Apoiei as duas mãos no balcão para equilíbrio, ficando de pé com dificuldade. Apanhei o último copo da remessa lotado pelo álcool e engoli todo o líquido de uma só vez, minha garganta nem se quer protestava, já havia se acostumado. Balancei a cabeça de um lado para o outro e resolvi deixar a música me levar, caminhando até o centro da pista com movimentos suaves.

Fechei os olhos e ergui as mãos quando as notas ficaram mais animadas, sentindo corpos se esbarrarem em mim de acordo com as suas danças. Na troca de música abri os olhos, passando as mãos por meu corpo à medida que a sensualidade pairou nas novas notas, com os olhos abertos e bem espertos, me aninhei a uma garota que estava de costas para mim, sentindo o seu corpo no compasse do meu.

Suas mãos abraçaram as minhas em seu quadril, sua bunda se remexia provocante, raspando em meu centro devagar. Colei mais as nossas partes, soltando uma das mãos de seu quadril e puxando o seu cabelo para trás. Ela se curvou e arfou quando deixei meus lábios em sua nuca, seguindo para os ombros descobertos e deixei uma mordida forte ali, extremamente sem cuidado, mas que a faria gemer em meio à música que continuava a tocar.

Os movimentos bruscos e contínuos estavam me levando à loucura, não só por que não estava totalmente sóbria, mas sim por que ela sabia como me enlouquecer com aquele rebolado todo. Meu centro me fez estremecer e não consegui evitar, tive que virá-la e provar de seus lábios.

Eu só não imaginava encontrar Emma Swan na minha frente.



EMMA NOLAN SWAN

Quando soube que Belle nos trouxe para uma balada GLS, tive a imensa vontade de questioná-la sobre o motivo por ter escolhido tal casa noturna, mas resolvi ficar quieta e ter a minha possível resposta com os próprios olhos. Estava desconfiada dela já fazia algum tempo, mas perguntar algo tão pessoal não fazia o meu estilo, se Belle fizer parte do time, saberei essa noite.

A música e o ambiente estavam agradáveis, tratei de passar os olhos por toda extensão, percebendo que valia o preço de nossas entradas. Cumprimentei algumas pessoas que estavam no nosso caminho, já que a minha companheira conhecia todas elas. Pegamos as nossas bebidas um pouco mais tarde, para mim; uma cerveja bem gelada e Belle resolveu ficar com o seu destilado, bebendo-o lentamente para que o efeito não fosse drástico nos primeiros minutos.

Interagimos com algumas garotas e Belle ficou bem tranquila com a aproximação de uma delas, abri um riso para mim mesmo vendo minhas suposições tornarem-se reais. Enquanto a conversa corria para assuntos banais, aproveitei para dar uma olhada mais à fundo, mas dessa vez nas pessoas que estavam ao nosso redor. Corpos dançantes, olhos fechados, bocas cantando a música ao fundo, mãos para o alto, rostos e feições jamais vistas, tudo tão diferente até encontrar uma mulher com curvas e muito bem vestida no meio do salão agarrada a outra, pude perceber, mesmo de longe, o quão forte era a química que tinha naqueles passos, seria aquela, a namorada de Regina Mills?

Observava-a pelo canto dos olhos a todo tempo, estava linda, muito diferente com aquelas roupas, mais curtas e justas e não tinha nada de formal, nem ao menos seus cabelos, pois eles sim ficaram muito diferentes quando ondulados. Conversei um pouco mais com as garotas e quando fui olhar aquela mulher novamente, notei que aqueles olhos haviam se encontrado com os meus. Meu rosto queimou de vergonha quando fui pega em flagrante, mas em nenhum momento consegui desviar do castanho exorbitante que cruzava todo o local. O contato foi quebrado quando uma mulher a quem a abraçava lhe chamou a atenção e apenas quando vi que eu estava olhando para o nada novamente, respirei fundo, voltando para o grupo de pessoas ao meu lado. Sentia os pelos dos meus braços arrepiados e as batidas do coração exaltadas, fazendo eu as ouvi-las até mesmo com todo aquele som.

— Emma você está bem? – a voz de Belle me tirou dos meus pensamentos.

— Estou... é que... tem uma pessoa aqui... – falei, olhando na direção que Regina estava. – Que não deveria... estar.

Belle não era boba, então, seguiu o meu olhar. Quando a viu, tratou de colocar a mão na boca, como se tivesse levado um susto, assim como eu.

— Wowwww, não esperava que Regina frequentasse esse tipo de local. – murmurou, ainda encarando a mulher.

— Muito menos eu! – bufei. – Ainda é uma boa ideia ficarmos aqui?

Ela sorriu. – Claro, Emma! Sua boba, Regina não é a nossa chefe aqui... – tomou um gole de sua bebida. – Ela é apenas uma conhecida! Vem! Vamos dançar!

Belle estava muito mais do que certa, Regina não atrapalharia a nossa noite, então, aceitei o seu convite e caminhei com ela e suas amigas para perto da onde o DJ tocava, onde a música era ainda mais alta.

À medida que o som ia entrando em nossas cabeças, os corpos ficavam cada vez mais leves. Novas bebidas passavam por nós por amizades que iam se formando, minhas pernas já estavam bambas e sabia que mais algumas doses eu perderia totalmente o controle. Mal conseguia enxergar Belle, eram tantas pessoas no local escuro, que nem me dei conta que a garota estava aos beijos com uma morena alta.

— Wooooooooooow! Eu sabiaaaa! – abracei a cintura das duas, quase me enfiando no meio para interromper o beijo.

— Emma! – protestou Belle.

Quando a moça que a acompanhava se virou, quase caí para trás. – Srta. Lucas!

— Você não é estranha... – estreitou os olhos como se estivesse resgatando suas memórias. – Você estava com a gostosa da Mills na minha cafeteria aquele dia! – ela se contorceu, pois minha amiga a beliscou com força. – Desculpa... Mas você sabe docinho, Regina é...

— Acho melhor você ficar quieta, Ruby! – fuzilou Belle, cruzando os braços.

— Ai meninas... vamos dançar! – disse não querendo causar nenhuma confusão e muito menos falar de Regina ali dentro.

Tomei o último gole que havia naquela garrafa e dei as costas para as duas, entrando no meio da multidão e acompanhando o ritmo da música.

Rebolava não me importando muito com o cumprimento do meu vestido, estava escuro e qualquer coisa que viesse a aparecer, não seria nada demais. Fechei os olhos deixando o meu corpo ser levado pelas batidas até sentir alguém se juntar a mim, me fazendo estremecer com o movimento que ela intercalava para as nossas partes se tocarem. Sua mão forte abraçava o meu quadril e não pude deixar de gemer quando ela puxou o meu cabelo, me curvando até o seu colo. Sua boca macia caiu sobre os meus ombros e quando chegou na beira, ela me mordeu, lançando fogo ao meu sexo. Gemi baixinho quando os lábios ainda percorriam o meu dorso, mexendo ainda mais o meu quadril para que a minha bunda tocasse o seu antro.

Achei que os meus sentidos já haviam se perdido, que a bebida já subiu a cabeça quando de repente ela me virou, e novamente cruzei com aqueles olhos castanhos.

— Regi...

Não consegui continuar a pronúncia, suas mãos tomaram os dois lados da minha face e Regina me puxou para um beijo inesperado. Os lábios inesquecíveis sugavam os meus, hesitei a mexê-los por um instante, mas ao sentir sua língua tocar-me pela primeira vez, não resisti e acabei abrindo a boca para que ela me invadisse.

Milímetro por milímetro ela conheceu e indagou uma dança sensual entre nossas línguas, soltando o meu rosto e abraçando o meu quadril, aprofundando ainda mais um beijo. O gosto de hortelã, misturado com uma taxa alta de álcool não me incomodou, pois acredito que eu estava em uma situação muito similar. Sentia o meu centro piscar com toda aquela aproximação, nossos corpos estavam tão colados que nem se quer o vento passava por nós, até que meus pulmões ardiam à medida de suas necessidades e então, terminei o beijo.

A respiração entrecortada de Regina mostrou que ela estava em seu limite também. Ameacei ir para trás, mas ainda estava presa por suas mãos. Olhei para ela, vendo seu peito subir e descer e apenas quando uma das luzes bateu em seu rosto, notei lágrimas descerem rapidamente.

Fiquei confusa e em silêncio, esperando alguma reação da mulher. Mas ela continuava da mesma maneira, até que resolvi criar coragem e começar a falar.

— Tá tudo bem, Regina? – perguntei baixo, pois não precisava ser muito alto, já que estávamos tão próximas.

— Sim... Claro... – fungou. – tudo ótimo. – suas mãos se afrouxaram e ela me soltou, se afastando um pouco mais. – Só sirvo para... ser jogada fora e depois... depois eu... – parou de falar e enxugou o rosto. – Vá se divertir, Emma Swam... Você não precisa de alguém como eu estragando a sua noite, desculpe-me por isso...

Não esperou resposta e me deixou ali, sem ao menos me dar a chance de tentar entende-la. Não me dei conta e nem sei por que havia saído dali, só sei que quando ela jogou fora suas pulseiras, eu também joguei as minhas, retirando os saltos para poder andar mais rápido até ela.

— Ei, Mills, espera! – gritei ofegante.

Ela olhou para trás, mas não parou, até parece que andou ainda mais depressa. Droga mulher, eu estou de vestido, sabe lá deus onde ele vai parar se eu correr...

Não havia escolha, se eu quisesse alcança-la teria que correr. Então, com muita coragem, apressei os passos, segurando uma mão a barra do vestido e a outra os sapatos.

— Você não me ouviu? – disse, chegando ao seu lado.

— Volte para festa Swan. – respondeu de cabeça baixa.

— Ah, espera aí! – agarrei o seu braço, fazendo ela parar de andar.

Quando vi que ela não sairia dali, apoiei as minhas mãos nos joelhos e recuperei o ar. Arrumei o meu vestido de maneira adequada e só assim dei inicio a caminhada.

— O que aconteceu com você? – perguntei.

Regina e eu não tínhamos nenhuma intimidade fora a dos negócios, desde a última conversa, ela se afastou bastante de mim, não criando nem se quer uma amizade.

— É irrelevante para você, Miss Swan.

Um vento gelado passou por nós, estremeci e vi que ela também sentiu o mesmo.

— Bom... – suspirei. – Que tal você me dizer e eu afirmarei se é ou não? – perguntei com graça, sorrindo ao terminar de falar.

— Acho melhor não. – respondeu.

— Tudo bem... – não iria insistir, era uma decisão dela de contar ou não, mas não poderia deixar de perguntar: — Essa coisa aí, que aconteceu, tem a ver com o beijo? – ruborizei e encarei os meus pés para não ter que olhá-la.

— Não, Emma. – vi pelo canto dos olhos ela sorrir. – Aquilo foi espontâneo, me desculpe... Eu sei que você não gosta e que prometi respeitar você... Apenas me dei...

— Tá tudo bem... Acho que nós duas bebemos bastante. – eu sabia que não era verdade, pelo menos não no meu caso, ainda tinha consciência das coisas que fazia.

— Sim, acredito que tenha sido isso. – disse com graça na voz. – Então, Miss Swan, já respondi a sua pergunta, pode voltar agora.

— Estou bem aqui fora, talvez por hoje tenha sido o suficiente.

— Por incrível que pareça, penso igual.

Regina me causava arrepios, mesmo quando estávamos longe, era estranho sentir aquilo, mas de uma forma aparentemente boa. Ficamos em silêncio enquanto a caminhada se estendia por mais alguns quarteirões, uma vez ou outra trocava olhares e alguns sorrisos com Regina, porém não aguentava manter contato por muito tempo por todo constrangimento pelas coisas que já haviam rolado entre nós.

— Aquela mulher que estava com você, onde ela está?

— Foi embora. – respondeu friamente.

— Por quê? – me arrisquei a perguntar.

— Por que eu a mandei. – mais uma resposta sem mostrar sentimento algum.

— Hum... – engoli seco. – Ela é sua nam...

— Você não vai querer entrar nesse assunto, Emma. – me cortou, deixando claro que ela não queria falar sobre isso, o que supostamente me deu outra resposta, era por causa dessa tal mulher que Regina chorava há alguns minutos.

— Desculpe-me...

— Não tem problema... – sorriu e parou de andar.

— O que foi? – perguntei confusa, dois passos à sua frente.

— Minha caminhada termina aqui, Swan. – sorriu.

— Oqu-êê? Você mora nesse casarão? – arregalei os olhos, vendo a mansão em minha frente.

— Se você se refere a casa, sim, eu moro aqui. – respondeu e retirou da sua bolsa um ninho de chaves.

— Uau... – murmurei, olhando as enormes pilastras que enfeitavam o hall ao longe.

— Acho que isso é um elogio, correto? – se afastou. – Gostaria de entrar? Talvez se surpreenda com as escadas ou a minha cozinha.

— Oh-ohoh-oh não, não. – respondi rapidamente. – Quer dizer, é melhor não.

Regina afirmou com a cabeça, entendendo claramente o que eu quis dizer com aquilo. Começou a caminhar pelo gramado e disse sem se virar:

— Boa noite então, Miss Swan.

— Boa noite, Mills.

Voltei para casa em silêncio, um pouco atordoada demais com as coisas que vinham à mente. Graças a deus que o caminho não era tão longo, pois sentia que meu corpo congelaria caso ficasse mais alguns minutos na rua.

Me livrei às pressas de toda aquela maquiagem pesada, aquele vestido curto e corri para debaixo dos cobertores, completamente arrepiada pela queda brusca de temperatura. Meus olhos encaravam o teto cor de creme, piscavam e voltavam a ver aquela imagem até que quando as pálpebras se abaixaram novamente e, eu fui longe, onde acabei me lembrando de apenas uma só coisa que aconteceu durante toda a noite...

Os lábios daquela mulher junto aos meus mais uma vez...

Notas finais
** ahhhhh, vou usar um pouquinho das notas para dizer que para quem acompanhava This is Moment, dei inicio a parte 3** —_____ Agora, vamos aos questionários :P Regina teve o seu coração quebrado duas vezes pela mesma pessoa?! wowww Alguém aí tem noção de como isso vai influenciar em suas ações daqui para frente? Hum... E esse beijo aí? O primeiro que foi completo e que Emma não repudiou, resmungou ou se quer reclamou! Será que as coisas finalmente estão ficando nos eixos para as duas? Ou é apenas porque Emma ficou com pena da morena e não a quis magoá-la ainda mais? E Belle? Beijando a Ruby? Aprovam? TANTAS DÚVIDAS... Contem-me tudinho oque acharam!!! Volto em breve!!! Evil Kisses