The Last Chance

41 Capítulo 40 - PVD DUPLO


Notas iniciais
Bom dia, amores! Trouxe um capítulo quentinho para vocês e não sei se é necessário dizer; mas TLC está entrando (finalmente) na reta final. Muito obrigado a todos os que ainda comentam a fic e que acompanham, vocês são incríveis. Sobre o cap de hoje, eu não tive muito tempo para revisar porque tudo começou corrido, mas prometo reler para corrigir os erros que passaram. Obrigada, façam uma boa leitura. >


EMMA NOLAN SWAN

James fora muito complacente ao me deixar ausente de todo o trabalho enquanto Henry se recuperava. Eu sabia como as coisas ficariam sobrecarregadas para ele, então selei um acordo de que todo trabalho de edição eu faria em casa no meu tempo livre. Henry tomava os anti-inflamatórios pela manhã assim que fazia os curativos, como criança, ele não parava por um minuto, o que deixava Branca e eu malucas.

A mulher mais velha prepara o almoço na na cozinha, enquanto me encarreguei de dar toda atenção que ele queria.

— Emma, você pode atender por favor? — disse Branca ao ouvir as batidas na porta.

— Um minuto, kid. — beijei-lhe o topo de sua cabeça e segui pelo hall para ver quem era.

Ao retirar a trava e abrir a porta de madeira, me deparei com os olhos aveludados. Primeiramente, estranhei pela visita inesperada, mas no virar dos segundos meu coração parou na garganta quando uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha. Imediatamente a abracei, sentindo suas mãos me apertarem com força.

— Ei, tá tudo bem. Seja lá o que for. — sussurrei.

Seu pranto ganhou força e ela se manteve em meus braços.

— Regina... O que foi? — me afastei um pouco para poder segurar o seu rosto, limpando as lágrimas com os polegares.

— A gente... — suspirou, tomando fôlego. — A gente pode conversar?

— Claro que podemos, meu amor. Quer ir à algum lugar?

— Eu- eu não sei.

— Tá bem, eu vou pegar a chave do carro e pedir para que Branca fique com meu garoto

— Me desculpa, eu não pensei... Você já tem tantos problemas, é melhor eu ir embora.

— Eu sou a sua namorada, não sou? Seus problemas, meus problemas. Fique aqui, não se mexa que eu já volto. — beijei-lhe os lábios rapidamente, sentindo o gosto salgado de suas lágrimas.

Tive uma breve conversa com Henry, explicando que houve uma emergência e que eu precisava sair. Para Branca, disse a verdade e aceitou ficar com o garoto de bom grado. Apanhei o molho de chaves sobre o balcão e caminhei até a porta novamente, pegando o casaco antes de sair. Como pedido, Mills se manteve do lado de fora, um pouco mais distante, mas ainda ali. Acenei para ela e esperei para que ela entrasse no carro para dar partida, não tendo a miníma noção para onde iríamos.

Regina ainda continuava em total silêncio, não dando dica alguma de onde gostaria de ir. O carro automático me concedia a liberdade de uma das mãos, assim toquei de forma suave em sua coxa, fazendo aqueles olhos ainda marejados saírem da janela e me encararem.

— Para onde? – insisti, cruzando aquela rua pela segunda vez.

— Praia.

Apesar de achar o destino suspeito, apenas afirmei com a cabeça. Não havia motivos para irmos à Coney Island, já que a temperatura não deveria estar acima dos dez graus.

O estacionamento estava vazio e dizia muito sobre o movimento do lugar, é quase nulo. Peguei uma das mantas que mantinha no porta-malas e a segui, deixando que ela nos guiasse para o lugar que desejava.

Bem afastada de tudo e de todos ela parou de caminhar e me encarou por cima dos ombros. De vagar, Regina começou a se desfazer de suas roupas, ficando somente de calcinhas e sutiã. Me estremeci com a sua atitude repentina, sentindo as rajadas de vento passar por nós.

— Você vem?

Antes mesmo que eu conseguisse responder, Mills saiu correndo em direção às pequenas ondas do mar.

Receosa em ficar seminua naquele lugar, olhei de um lado para o outro e comecei a me despir lentamente. O que eu não faço por você Regina...

Sentia todos os pelos do meu corpo ouriçar a cada passo que eu dava. A água, como previ, estava trincando. De uma vez, mergulhei para chegar até Regina que se mantinha de costas. A abracei e mesmo quase submersa pela água congelante, seu corpo é quente como labaredas. Apoio o queixo em seus ombros, fazendo esforço para não bater os dentes uns nos outros.

— Zelena é fruto de um estupro. – ela disse de repente.

Arregalei os olhos, assustada com a sua fala. — Como assim?

Por alguns segundos ela se manteve calada e eu apenas esperei que ela criasse coragem novamente para se abrir. A voz que antes embargada, começou a tecer com fúria a história por trás no nascimento de Zelena e o passado de Robert Gold e Cora Mills. Me aninhei ainda mais a ela, beijando-lhe os ombros sem saber muito bem o que dizer. Tive curtos relapsos de memória, sentindo o revirar do estômago da noite na casa de Ariel.

Mas o momento não era meu e, sim o de Zelena.

— Zelena já sabe disso? — perguntei.

— Estou criando coragem para contar a ela. Confrontei Gold mais cedo, ainda estou irritada e não quero falar coisas sem pensar. Tenho medo da reação. Zel ainda é jovem, pode meter os pés pelas mãos. Quero que ela entenda que independente da paternidade, ela sempre será uma Mills, sempre será a minha irmã.

— Amor, Zelena sabe se virar e depois de conhecê-la, eu aposto que ela tem maturidade suficiente para encarar isso da melhor forma. Você não precisa se martirizar com isso. Não é culpa sua...

— Se eu conseguisse me lembrar... Archie disse que eu a acompanhava em alguma das visitas.

— Isso não mudaria nada. Você era apenas uma criança. E quem é Archie?

— Um investigador. – respondeu, se virando para mim.

— Entendi. – respirei com dificuldade, sentindo meus pulmões doerem com a temperatura da água. — De qualquer forma, você não deve se culpar pelos erros dos outros. Regina, isso é um fato. Se você a ama como sua irmã, essa coisa que aconteceu, não mudará em nada... nada no seu presente com Zelena. Só muda o passado, apenas. – retirei alguns fios de cabelo de seus olhos. – Agora, podemos por favor... voltar para a areia. Sinto que meu corpo está a ponto de pifar com essa água gelada.

— Tudo bem, eu só precisava de um banho gelado. – ela deu de ombros, me encarando. — Sua boca está ficando roxa, talvez devêssemos mesmo voltar.

Afirmei com a cabeça e esperei que ela tomasse à frente, mergulhando de volta à praia deserta.

Recolhi cada peça de roupa com certa pressa, percebendo que de nada adiantaria colocá-las se nossos corpos estivessem molhados. Peguei a manta e chamei Regina para sentar ao meu lado e jogando a outra ponta por suas costas, cobrindo-nos.

— Da próxima vez que você quiser tomar um banho gelado, faremos isso em casa. – falei, tentando tapar os meus seios com a mão livre. — Terei o prazer de desligar simplesmente o gerador ao invés de cometer a loucura de entrar no mar nesse frio.

— Por que está quase pelada? — me encarou.

— Você me pegou em casa desprevenida. Não estava usando sutiã, só a regata e o casaco. E claro, as calças.

— Hum. Não sei se já lhe disse, mas tem seios muito bonitos, Emma.

— Bom-bem obrigada. — a olhei pelo canto dos olhos, sentindo minhas bochechas corarem.

— Olhe para mim. – o fiz, mirando aqueles lindos olhos. — Obrigada... por estar aqui.

Sorri e deixei os meus dedos se escorrerem por seu rosto, tomando seu cabelo molhado entre os dedos e a encarando ainda mais de perto. — Estou onde eu deveria estar. — sussurrei tão perto que senti sua respiração se cruzar com a minha.

Regina sorriu grata, se aproximando e colando nossos lábios. O beijo inesperado caiu como uma lareira para o meu corpo, me aquecendo em cada mínimo pedaço. Emaranhei ainda mais os meus dedos em seus fios , sentindo sua língua rondeando os meus lábios. A deixei entrar, tocando-a lentamente com a minha, aprofundando o beijo de maneira cálida.

A mulher mais velha foi curvando a sua musculatura, até se deitar. Me senti no dever de cobri-la com meu corpo, ficando totalmente arrepiada ao sentir sua pele contra os meus seios. Tinha sua língua brincando com a minha de forma provocante, onde suas mãos arranhavam as minhas costas embaixo daquela manta.

— Eu estou morrendo de vontade de você... — arrastei a minha boca para o seu pescoço, chupando-o com ganância. — Mas estamos... — ela gemeu, levantando sua coxa diretamente contra o meu sexo. — Porra... Estamos em público. Podemos ser presas...

Levei minha boca até o meio de seus seios cobertos por um sutiã preto, escorrendo a língua na pele arrepiada. A desejava mais do que tudo e apesar da minha mente tentar me controlar, meu corpo a atacava com saudade.

— Droga... — falou entredentes, com um sorriso escondido. — Tem areia em todo lugar. E você tem razão. — bufou.

— Exatamente... — concordei, sorrindo e encarando aqueles lindos olhos, havia vida neles novamente.

Dei-lhe um último selo antes de abandonar o seu corpo e ajudá-la a levantar. Vi Regina se abraçar à manta, pegar suas roupas e caminhar em direção à onde havia estacionado o carro. Coloquei somente à regata e peguei as calças e sapatos, seguindo-a.

— Vai dirigir assim? — encarou ela pelo canto dos olhos, terminando de ajeitar o seu vestido.

— Entrar em um jeans é meio complicado quando se está molhada.

— Hum, mas já pensou como vai descer do carro quando chegar à seu apartamento?

— Ainda não, mas darei um jeito de descobrir. — liguei o carro — Quer ir para casa? Mary é uma ótima cozinheira, podemos terminar o que começamos na praia.

— Ainda tenho coisas para resolver...

— Vai falar com a Zelena?

— Sim.

— Se for por esse motivo, está perdoada então. — pisquei. — Te deixo na sua casa então?

— Por favor.

Me dei ao luxo de colocar uma playlist indie enquanto fazíamos o caminho de volta. Muito diferente do trajeto mais cedo, Regina me olhava nos olhos e parecia muito mais leve, como se tivesse tirado uma tonelada dos ombros. Nos sinais vermelhos aproveitava para roubar-lhe sempre um beijo, fazendo com que ela sorrisse sempre que eu me aproximava e me esquecia um pouco de que estávamos no trânsito.

Quando a deixei em sua casa e a vi caminhar, tive absoluta certeza de que havia sido alguém importante naquele dia, pelo menos para ela.

Minha Regina is back.

REGINA MILLS

O banho demorado fez o seu devido trabalho de retirar toda aquela areia do meu corpo e empurrá-la ralo à baixo. Sentia o peito mais leve, mas ainda havia receio no meu caminhar de volta ao quarto totalmente limpa. Zelena não estava em casa como pensei, está na Apple, fazendo todo o trabalho enquanto eu lidava com aquela situação. Era bom estar sozinha depois da conversa com Emma, me renderia tempo para formular como contaria todas aquelas coisas para ela.

Não sentia fome, mas o oco no meu estômago mandava sinais claros de que eu deveria ao menos comer algo para não desmaiar. Caminhei pela grande cozinha, procurando algo que me trouxesse algum tipo de interesse. Abri e fechei a geladeira, nada. A fruteira, parecia natureza morta, sem vida, sem cor.

Cereal... Ceral matinal

Meus pés se agilizaram para chegarem nos armários e como uma maluca, comecei a caça. Portas abrindo, portas fechando. E lá estava, bem ao fundo uma velha caixa de Froot Loops. Rapidamente despejei uma boa quantidade em uma tigela e acrescentei um pouco de leite e ali mesmo, sentada no balcão, comecei a comer.

Apesar do gosto não ser tão presente quanto a uma caixa nova, meu paladar me guiou para algo além da cozinha, da casa, me levou à infância. Me peguei sorrindo ao recordar de como Zelena e eu sempre brigamos pela quantidade, sempre medimos para ver se Cora dividia igualmente. Ou quando durante a noite ela me pegava roubando alguns, tentando ganhar vantagem enquanto todos estavam dormindo. Apesar das brigas bobas e pela competição de quem tinha mais atenção, sempre fomos boas uma com a outra. E eu, como irmã mais velha a defendia das crianças da escola, que praticavam bullying com ela por ter sardas e cabelos ruivos. (ou de fogo, como costumavam chama-la) . Quando nossa mãe a mandou para o internato eu sabia que perderia grande parte do seu desenvolvimento e que não poderia mais defendê-la de ninguém, então, o único conselho que eu dei à ela antes de partir foi para ser forte, extremamente forte e não deixar com que ninguém lhe desse ordens, que ela era dona do próprio futuro e que era inteligente o suficiente para se virar sozinha. Bons momentos, boas conversas, boas irmãs...

Me perdi no tempo com aquelas lembranças e, só me dei conta das horas quando ouvi a porta da frente se abrir. Sai de cima do balcão e coloquei o recipiente vazio na lava-louças, fazendo o caminho de volta ao quarto.

— Ei, Gina. — a doce voz me fez parar antes que eu subisse o primeiro degrau.

Respirei profundamente para ter coragem de encara-lá.

— Oi. — a respondi com um meio sorriso.

— Está tudo bem? — perguntou a mulher dos olhos claros, se aproximando e deixando sua bolsa no criado-mudo à direita.

— Lembra daquela conversa? Acho que chegou a hora de eu ser sincera com você. Tudo bem?

— Claro, Regina. – sorriu.

Sem dizer nada até que estivéssemos confortável, nos guiei até o sofá na sala, sentando-me de frente com ela.

— Antes de tudo eu gostaria que você soubesse que independente da nossa conversa, você sempre será a minha irmã e eu sempre vou amar você além de qualquer coisa ou alguém.

— Eu sei... Eu sei. Eu também te amo além de tudo. Mas me conte agora o que tanto te atormenta minha irmã?

— Eu disse a você várias vezes o quão estranho eu achava toda aproximação dele, toda preocupação e zelo por mim e, principalmente por você. Assim que as coisas se ajeitaram eu resolvi ir atrás de respostas e enfim, contratei um detetive particular para investigá-lo. – recostei no sofá, tomando aqueles segundos para poder respirar um pouco. — Archie foi à fundo na "história-vida" e descobriu coisas sobre a nossa mãe, sobre a amizade dos dois. Mas Cora era livre e jovem e então, conheceu o nosso pai, se entregando a uma paixão.

— Regina... de quem estamos falando?

Ignorei a sua pergunta por agora, tentando tecer algo justo e que ela pudesse ouvir com calma.

— Mamma se afastou quando percebeu que as coisas estavam ficando estranhas entre os dois, dando maior prioridade à seu casamento. Ele se afundou com o desprezo, mas Cora quis ajudá-lo e aí, bom... aconteceu.

— O que? O que aconteceu?

— Se prepara para ouvir isso, por favor.

— Cora pelo que tudo indica foi assediada pelo bêbado nojento. E, não contente com o que já havia feito, assim que ele recebeu a notícia de que iria ser pai, pediu a ela que abortasse.

— O que? Nossa mãe? – o azul dos seus olhos mostravam confusão. — Bem, é uma história horrível e jamais pensei que ela havia passado por tudo isso. Sinto muito. Mas assim... por que isso me machucaria e me faria duvidar do seu amor de irmã? O que isso interfere em nossa vida? De quem estamos falando exatamente? Quem é o estuprador?

— Zelena, mamãe ficou grávida de você aquele dia. Robert Gold não é só um cara intrometido, ele é o seu pai... E eu, eu sinto muito por ter que te contar isso...

Por mais que eu imaginasse qual seria a sua reação ao saber, jamais estaria inteiramente preparada para aquilo, para ver sofrimento nas lindas esferas azuis. Zelena ficou catatônica por alguns instantes e eu me aproximei, entrelaçando os seus dedos aos meus. Uma palavra sequer saiu de sua boca e o silêncio transformou-se em tormento. Mas eu não poderia quebrá-lo, talvez, ela precisasse daquilo para assimilar todas as coisas.

Me mantive ali quieta, vendo o seu rosto se empalidecer cada vez mais ao passar dos minutos. Minha garganta seca me fez tossir e ela voltou a me encarar como se acordasse de um transe, balançando a cabeça para cima e para baixo;

— Então isso quer dizer que não somos irmãs totalmente. — travou o maxilar. — E eu sou uma bastarda. Rejeitada.

Pulei em cima de seu corpo, abraçando-a de maneira firme. — Você continua sendo a minha irmã, totalmente e inteiramente. Jamais repita isso Zelena; Jamais!

— Eu estou lidando com os fatos. — resmungou, não me abraçando de volta.

— Está enxergando de maneira errada. — afastei-me para encarar mais de perto os olhos frios. — Henry Mills te amou da maneira mais bonita que ele pode. Eu não sei se ele sabia disso tudo, mas ele a tratou como filha, assim como eu que sempre e, irei continuar, te considerando "a melhor irmã do mundo". Eu amo você com todo o meu coração e independente da maneira como você foi concebida, o meu amor continuará sendo o mesmo. A tratarei da mesma forma e lhe respeitarei como sempre fiz.

Uma lágrima solitária escorreu pelas bochechas marcadas de sarda.

— Eu sei que as coisas estão bagunçadas aí dentro dessa sua cabeçinha maluca, eu mesma demorei semanas para criar coragem para falar disso com você, então, eu irei intender profundamente se você precisar de tempo e espaço para absorver todas essas coisas. É um pouco inconveniente à essa altura pedir para você esquecer essa parte da sua história, mas eu adoraria se a gente pudesse exterminar Gold de nossas vidas e continuar a viver normalmente, como estávamos fazendo antes desse passado tórrido cair em nossas mãos.

— Quer mesmo que eu continue aqui? Ser sua irmã?

— Meu amor, não é querer. Você é a minha irmã e ponto. Isso é totalmente indiscutível.

— Eu preciso confrontá-lo. — disse com ódio.

— Eu te apoio totalmente. Já tive a minha vez com ele. Apenas organize seus pensamentos, ele pode dizer coisas que a deixe fragilizada... magoada. Você merece mais do que isso.

— Tudo bem... Eu... é... Obrigada por me contar... tudo.

— Não me agradeça por isso... Eu só te machuquei com isso tudo, mas eu não poderia esconder, você precisava saber quem era aquele homem. Quem ele realmente é.

— Agora. — fungou pesado. — Agora eu sei quem é o Robert.

Senti o peito arder quando o silêncio caiu entre nós e os olhos começaram a derramar dor. Não a queria daquela maneira, sua alegria sempre me colocava em um patamar inalcançável, o sorriso então...

— Está com fome?

— Não muita. — respondeu ainda em soluços.

Levantei de supetão, saindo do seu campo de visão sem mais nada a dizer.

Havia sido mais rápida do que a primeira vez. - pensei comigo.

— Pronta para comer a melhor coisa do mundo? — disse, entrando novamente na sala.

— Uh? Como assim? O que tem aí mastercheff?

Apenas entreguei o seu recipiente e deixei com que ela visse com os próprios olhos.

Com a mão livre ela enxugou os olhos, suspirando.

Fiquei atenta à sua reação.

E então, o seu sorriso mágico veio como luz em todo aquele cômodo. É lindo revê-lo.

Eu sabia que ela entenderia a referência.

Froot Loops...

Notas finais
Froot LOOPS para quem não conhece, é aquele cereal todo colorido em forma de pequenos donuts. Enfim, comentem sobre o que acharam. Volto em breve, beijinhos ♥