The Last Chance
38 Capítulo 37
Notas iniciais
James amou desde o princípio o trabalho de Swan e, sabia se a mulher investisse, ela cresceria rapidamente. O homem que fora um prodígio de sua família, se viu seguro de suas sensações e então, fez de Emma sua sócia nos negócios, podendo assim ter mais tempo para se dedicar a sua vida pessoal, onde tinha a melhor amiga de Emma como âncora.
A loira não precisou pensar duas vezes, aceitou de bom grado a oferta. "Quem nunca pensou em ser seu próprio chefe? Trabalhar com o que gosta?" . — raciocínio lógico.
Finalmente, ela se sentiu feliz em poder oferecer ao seu filho a estabilidade que sempre sonhou.
—
Não precisou conter o riso, está sozinha e não envergonha-se de sorrir para a foto de uma mulher, ou até mesmo para a foto das duas. Sob a luz vermelha de seu cantinho preferido, ela olha atentamente para as fotos que havia revelado. Deveria sim estar fazendo o seu trabalho, mas não conseguirá resistir a ideia de ter aquelas fotos, tê-la de uma forma palpável e real. Com os olhos atentos ela pendura a última foto e a faz como sua favorita, pois nela viu-se ainda mais apaixonada por cada simples detalhe.
Emma poderia ficar remoendo todas as coisas que aconteceram nas últimas semanas e tirar um tempo para si, mas decidiu ocupar-se com trabalho e tentar assim, esquecer todas as coisas ruins que Ariel trouxera para sua vida com aquele fatídico episódio. Sua mente usou a palavra "esquecer", mas ela sabia, não havia como. Ser abusada, deixa marcas na alma. Mas a sua maior inspiração para ser quem ela quiser, para superar aquilo, está ali pendurada de diversos ângulos e focos, Regina Mills trás paz ao seu coração.
Emma se demorou ao limite de estar atrasada para sair do laboratório de revelação. Trancou a porta e correu para o estúdio, onde tudo já estava organizado para que a sessão de fotos com as modelos logo fosse iniciada.
Assim, o dia logo se tornou pequeno demais para todas as coisas que ela precisava fazer. Por volta das 18 horas, seu corpo começa a reclamar da posição que ela está em sua cadeira. Não precisa fotografar mais ninguém, porém, as edições ganham toda a sua atenção. Por mais que Emma não tivesse muita experiência naquele mercado, ela faz o seu trabalho, e muito bem.
ー Graças a deus! — murmura para si mesmo, podendo enfim ir para casa.
Antes de fechar o estúdio, Emma recordou das fotos que havia deixado no laboratório e correu para ir buscar, está louca para ver como elas ficariam na luz branca. Se antes já estava feliz, agora, seus olhos brilham com uma Regina de carne e osso a esperando do outro lado da rua. Guarda as fotos em sua maleta e se atenta ao atravessar.
ー Oi, Regina! — se aproxima, selando seus lábios calmamente. Apreciaria mais o beijo se a mulher mais velha não se afastasse.
Desde o acontecido com Ariel, Regina respeitou todo espaço possível de Emma e não a tocou de nenhuma forma. As noites das duas se resumiam a longas conversas, alguns programas de TV e por fim, caírem no sono com a loira abraçada a mulher.
ー Wow, isso foi... quente. — sussurra para a loira, tendo sua cintura abraçada com firmeza pelas mãos da outra. — Como foi hoje?
ー Agitado. E a empresa? Está tudo bem por lá?
ー Estamos crescendo. — dá de ombros.
ー Você deveria ver essa sua cara de superioridade. — cutuca Emma. — Se bem que eu a adoro. Então, eu fiz algo ou esqueci de alguma coisa?
ー Por que a pergunta? — Regina está encostada no capô do carro, enquanto Emma se infiltra no meio de suas pernas.
ーVocê... aqui. — sorri sem graça. — Marcamos algo? Não me diga que eu esqueci.
A morena retira alguns fios do rosto de Emma que o vento trouxera. Ela sorri e por um segundo, quer congelar o tempo para poder observá-la infinitamente. Sua paixão pela outra mulher transborda por seus brilhantes olhos castanhos.
ー Estraguei algum esquema? — semicerra os olhos.
ー Claro, o esquema que eu tenho com a minha cama, só se for. Estou feliz por ver você, mas existe algum motivo específico para estar aqui? — insiste, como se algo estivesse sendo escondido.
ー Eu posso me juntar a ela, se esse for o problema. E sim, existe um motivo.
ー Fala logo mulher, eu sou ansiosa e curiosa, vai me matar do coração.
ー Está bem. — concorda, enfiando a mão no bolso esquerdo de seu casaco, retirando um pequeno objeto dali. — Tenho um presente para você.
ー Mas meu aniversário já passou. — responde Emma confusa.
ー Apenas abra.
Com as mãos trêmulas, Emma pega a caixinha e olha para sua amada mais uma vez. Respira fundo, desfaz o pequeno laço vermelho e retira a tampa.
Sua expressão é impagável, o cenho franzido e os olhos suspeitos.
ー O que isso abre? — analisa, pegando a chave.
ー Aquilo. — aponta para o outro lado da rua.
Emma acompanha para onde o dedo da mulher aponta e sente um misto de sensações muito embora esteja confusa ainda.
ー Eu não entendi... Está me dando a chave da sua magnífica BMW? Tipo, a chave reserva?
ー Como você é boba. — Regina beija rapidamente a sua bochecha.
ー Ei, me respeita! — indaga, falsamente magoada. ー Se explique, por favor.
ー Não estou te dando a minha chave reserva, estou te dando o meu carro. Acho que já passou da hora de você ter a sua própria condução e, obviamente, não depender mais da carona de ninguém, exceto da minha é claro. — sorri. — Eu não sabia qual carro comprar, e como você sempre disse gostar do meu, uni o útil ao agradável. Mas caso você queira outro, amanhã a g....
Regina não consegue terminar de falar, sua voz é interrompida por um beijo roubado. Seus braços contornam a cintura da mulher mais baixa e ela a levanta do chão, finda o beijo e a olha nos olhos. — Você não precisava fazer isso...
ー Eu precisava sim. — encosta suas testas. ー Tudo por você.
ー É um presente muito caro, eu já te devo mui...
ー Shiiiiii... cala a boca. Não estrague as coisas, apenas prometa que cuidará muito bem dele.
ー Oh, eu certamente vou cuidar. Obrigada! — beijou-lhe o canto da boca. — Então esse é o seu carro, agora? — olha para o sedan que há pouco Regina estava encostada.
ー Não, eu nem sei de quem é esse carro. — sorriu.
ー Deve ser por isso que aquele cara ficou olhando para nós da janela do restaurante. Provavelmente, estamos dando uns amassos encima do carro dele. Uh, isso é estranho demais!
Gargalham em conjunto.
ー Pode me colocar no chão agora? — pede a mais velha, sentindo o seu vestido subir cada vez mais com o aperto.
Emma assente e rapidamente a coloca no chão. Está totalmente sem palavras para o presente que havia ganhado e, sente que um simples "obrigada", não é de longe o suficiente. Não que Regina exigisse algo em troca, mas ela sente que precisa agradecer com todo o seu coração e, não é obviamente só pelo carro, mas pelos motivos que a fizeram ganhá-lo. Mills a está protegendo, novamente.
Emma teve um pouco de dificuldade para se adaptar ao veículo automático, mas com a ajuda de sua namorada, as coisas se tornaram bem mais fáceis. Como Regina ainda não havia escolhido o seu novo carro, Emma se prontificou a levá-la para casa. A inversão dos papéis fez um frio correr pela espinha de Emma, já que sempre era ela quem estava no banco de passageiros. Ao seu ver, é uma responsabilidade enorme.
Com os olhos atentos ela estaciona em frente à Mansão Mills.
ー Chegamos inteiras, isso já é um bom começo. — murmura Regina, se desvencilhando do cinto de segurança.
ー Não me subestime, eu sou piloto de fórmula um. — brinca Emma, encarando-a.
ー Jamais faria isso, é notável a sua aptidão com o volante.
ー Obrigada. — diz, empinando o seu nariz. — Então, quer fazer alguma coisa hoje? Assistir um filme naquela sua televisãozona?
ー Está se auto convidando para entrar em minha casa?
ー Alguém tem que fazer isso, não é mesmo? — brinca.
ー Estou sem as suas preciosas pipocas, você comeu tudo da outra vez que veio. — revira os olhos, ainda encabulada com o gosto que Emma tinha para certos tipos de comida.
ー Ora, isso é o de menos. Estou de carrão agora. — pisca para a morena. — Escolha o filme, que eu vou até o supermercado para comprar as guloseimas e a pipoca.
ー Tudo bem... Algum gênero específico?
ー Deixo as suas ordens... Mas nada de documentários, escolha algo legal.
ー Eu sempre escolho coisas legais.
ー Claro, mas sem documentários para essa noite.
A mulher de cabelos escuros assente com a cabeça e se aproxima um pouco, sela os lábios de Emma e sai do carro, pedindo para que a outra tivesse cuidado e que não demorasse muito.
E assim a loira tentou fazer, exceto pela enorme fila que teve que enfrentar no supermercado. Aquilo tomaria bons minutos de sua noite.
REGINA MILLS
Enquanto Emma pareceu ignorar o meu pedido para que fosse rápida, me concentro em encontrar algum filme "legal". Talvez, ela tivesse razão, eu sou péssima para escolher esse tipo de coisa. Pego meu celular, preciso de uma ajudinha.
" Me ajuda a escolher um filme, Sis"— envio a mensagem.
"Emma está em casa?"— Zelena responde tão rápido que me assusto com o vibra call.
"Sim, ela quis vir essa noite. Então, alguma sugestão?"
"Vocês precisam transar, caso contrário, não vai ter mais nenhum tipo de filme pra ver."
"Apenas me ajude na escolha do filme."— discutir sobre aquilo não levaria a nada, pois só faríamos quando Emma estivesse bem para tal.
"Certo. Bom, Azul é a cor mais quente é um filme legal."
"Zelena..."
"Ah, é um filme bom. Tente esse. Sem julgamentos."
"Não sei porquê eu ainda peço ajuda para você. Voltará para casa hoje?"
"Por que eu sou esperta. E não, ficarei na casa da Ruby essa noite. A casa é toda sua maninha."
Ignoro sua última mensagem e tento escolher algo decente. Mas à medida que os minutos vão se passando, percebo que o mais interessante é o que Zelena havia indicado. De qualquer forma, esperaria por Emma para que ela me ajudasse a decidir.
Quando ela finalmente chegou, semicerrei os olhos ao encará-la.
ー Não me olhe dessa forma, Srta Mills. Não tenho culpa se as pessoas fazem estoques para o fim do mundo.
ー Pelo visto, você também fez o seu. — retruco, analisando a quantidade de sacolas em seu braço.
ー Não quero que falte essas coisas aqui. — dá de ombros. — Fiz um favor a você, te poupei de ficar procurando as minhas preciosidades.
Reviro os olhos.
ー Eu não sabia que eu namorava com uma criança.
ー Há males que vem para o bem, não é mesmo? — deu uma piscadela. — Vou guardar isso e já venho.
ー Eu nem preciso dizer, mas... fique à vontade.
Foi e voltou tão depressa que me assustei;
ーTudo bem se eu tomar banho aqui? Eu iria passar em casa para fazer isso antes de voltar pra cá, mas demorei demais naquela fila. — para ao meu lado, se abaixando já que eu estou sentada no carpete.
ー Claro. — olhei em seus olhos. — Caso queira tomar no meu banheiro, tem um roupão reserva na segunda gaveta do balcão.
ーMas é claro que será no seu banheiro, não troco aquela ducha por nada. — brinca, se levantando. ー Coloquei a pipoca no microondas e trouxe vinho, caso esteja com vontade de beber. Ah, tem algumas minhocas cítricas no armário... Enfim, não vou demorar mais do que dez minutos.
E dessa vez, ela cumpri a sua promessa. Com os cabelos molhados e o corpo em um roupão vermelho, ela se senta ao meu lado já no sofá. Ofereço uma taça de vinho e ela prontamente aceita. Seus olhos então foram para a Tv, sinto a minha garganta secar e viro a taça, um pouco envergonhada, pois todo mundo sabe que filme é aquele e principalmente, sobre as cenas quentes de sexo.
ー Nunca vi esse filme, mas já ouvi falar. — me encara. ーVamos ver esse?
ー Como não? Se você quiser, podemos escolher outro.
ーMeu único parceiro de filme, não tem idade suficiente para a classificação indicativa. — se aproxima, encostando a sua cabeça em meu ombro. — Aperta o play logo.
Respiro fundo três vezes e encho a minha taça novamente, apertando o botão para que o filme começasse.
Emma se agarra à sua bacia de pipoca e acaba com ela nos primeiros 15 minutos de filme e, eu pela segunda vez, me levanto para pegar outra garrafa de vinho. Eu sei qual cena vem a seguir, por isso acabei com o último gole e decido me ausentar.
Da cozinha consigo ouvir os gemidos e sei que meu estado seria mais desconfortável se eu estivesse na sala. Enquanto mantinha as mãos firmes para girar o saca-rolhas, sinto um par de mãos abraçar a minha cintura e a respiração quente bater em minha nuca.
ーEntão é aqui que você está se escondendo? — sussurra com a voz grave.
Engulo seco e sinto o arrepio cortar a minha espinha. Largo rapidamente a garrafa, onde por pouco quase a derrubei.
ー Não estou me escondendo. — pigarreei, sentindo o aperto de suas mãos ao meu redor. — Você vai perder o filme.
ー Está muito quente lá.. — ela cola os nossos corpos e preciso me apoiar na bancada. ー Eu estou com saudades de você...
ー O que está fazendo? — uma de suas mãos sobe e alguns segundos depois, sinto o vestido ficar frouxo.
ー Você sabe... — seus lábios vão fazendo trilha pelo caminho que o tecido já não cobria, enquanto as mãos a ajudavam.
ー Emma... — deixo um gemido escapar quando suas mãos acariciam as partes internas das minhas coxas e a sinto próxima da minha bunda. — Você vai perder o filme...
ー Sua pele é tão macia. É tão maleável ao meu toque... — suas mãos seguem para a minha canela e logo após, sobem em tortura na parte de trás dos meus joelhos.— Dane-se o filme. — mordisca lentamente a minha bunda. — Você é bem mais interessante!
A umidade começa a marcar a minha calcinha, sinto cada músculo do meu íntimo vibrar com seus toques. Tombo a cabeça em seu ombro quando ela me abraça novamente e dessa vez, começa a apertar os meus seios por cima do sutiã. Empino a minha bunda para ter mais contato, completamente excitada.
ー Você me quer? — sussurra.
Lambo os lábios e engulo a sua resposta, porque ela obviamente sabe qual e. Pego a mão que está em meu seio esquerdo e a enfio em minha calcinha, sentindo os dedos de Emma se mexerem propositalmente.
— Me leve ao seu quarto...
Não posso negar que adoraria foder ali, daquela maneira, forte e selvagem. Mas atendi ao seu pedido, não deixando a garrafa de vinho para trás.
Ao estar entre das paredes que eu bem conheço, me desvencilho do pouco de roupa que me restava, não tendo pudor algum em ficar nua em sua frente. As esferas esverdeadas me analisam com fome, sentia-me encharcar. Alguns passos à direita, coloco a garrafa e as taças no criado-mudo, enchendo-as pela metade.
Voltando a atenção para a mulher, meus olhos ficam como os seus, tendo a boca salivando ao analisar o seu corpo despido por completo. Faz semanas que não a via daquela forma, que não aprecio o seu corpo como ele merece. Mas agora, eu a quero em mim, quero sentir a sua pele na minha, seus dedos, seu calor.
Me afasto, dando alguns passos para trás até sentir o móvel contra o meu joelho. Deito-me lentamente sem perder a conexão com os olhos claros, chamando-a com o indicador para se juntar a mim.
Não precisou de dois segundos para ela se aproximar da cama. Deitou devagar sobre o meu corpo e de maneira automática, toma os meus lábios em um selo demorado para logo depois, incendiar-me com um beijo lascivo. Enquanto sua língua me invade sem precedentes, sua mão abraça a minha perna e a coloca em seu quadril, me deixando aberta para ela. Com a destra ela dedilha em minha virilha e quando penso em respirar, ela pressiona o meu centro molhado, fazendo pequenos e grandes círculos do meu clitóris à minha fenda. Arfo em seus lábios, sentindo minha boceta exigir mais de seus toques. Ela suspende o beijo e me encara, sorrindo pelo meu aparente sofrimento.
— Você fica ainda mais linda quando me quer dentro de você...— brinca com seus dedos mais uma vez, entrando apenas pela metade e o tirando tão rápido como colocou. — Eu faria o que fosse preciso para ter você assim sempre...
Lambo os lábios, sentindo meu broto inchado de tanto tesão pela forma que ela o manipula.
Controlar o meu quadril está fora do alcance, acompanho o seu ritmo à risca, sentindo o latejar da minha boceta molhada.
— Por favor... Eu preciso de você agora, Emma... dentro... dentro... — suplico, de olhos fechados — ... dentro de mim!
Atendendo prontamente o meu pedido, Swan me invade com um único dedo. A moagem começa lenta e seus seios se juntam aos meus, enquanto sua boca suga o meu lábio. Cravo as minhas unhas na primeira coisa que consigo, suas costas foi "O" alvo quando a sinto ir fundo novamente. Emma deixa um gemido baixo escapar da sua boca para a minha. E como se ouvisse as minhas preces, mal dá tempo de sentir a falta do calor do seu corpo quando ela se movimenta, pois assim que o faz meu mamilo é alvo de sua boca molhada.
— Eu preciso de... mais... — jogo o meu quadril para frente, dizendo aquelas palavras quase pulando de necessidade.
Ela solta o mamilo túmido e sorri ao me encarar e sem nenhuma forma de aviso, colocou mais um dedo, escorrendo sua boca quente para o meu ápice. A língua molhada e ágil faz toda a minha boceta piscar em volta dos dois dedos que se movimentam cada vez mais rápidos.
Não há um filete de ar que ouse a passar entre a sua boca e o meu sexo. Os lábios chupam forte, a língua faz os tortuosos círculos ao redor da entrada. Estou a ponto de enlouquecer.
— Emma...
Os cabelos de Emma estavam espalhados por meu abdomên. Torturada por não conseguir a visão de Swan me chupando, emaranho os meus dedos e retiro os fios dourados da frente. As esmeraldas me encaram e ela brinca com o meu clítoris, mantendo o olhar fumegante. Sua língua coloca pressão suficiente para me levar a borda do precipício. Os dedos se movimentaram ainda mais rápido e fundo.
— Ãnh...anh... — o gemido sôfrego escapa. Tudo levou meio segundo.
Ao sentir a sua língua ir e voltar mais uma vez, arqueio as costas, tirando o quadril quase que inteiro do colchão. Os espasmos tomam cada músculo do meu corpo e como recompensa, o líquido do forte orgasmo transborda por seus dedos.
Fecho os olhos, eu preciso de um minuto. Mas Emma tem a língua em meu sexo e mesmo ainda tremendo, não a faço parar. Aproveitaria aquele orgasmo até a última energia.
Gota por gota ela sugou e em seu abandono, solto um gemido baixo. Estava quente novamente.
Swan se aconchega ao meu lado e, já recomposta eu a encaro. O corpo fodidamente gostoso se estica para poder alcançar o criado-mudo e pegar uma das taças. Com o movimento, foi me dado suas costas e vi os arranhões que marcam a pele alva.
— Desculpe-me por isso. — passo o indicador pelos rastros das minhas unhas.
Ela para de beber e me olha por cima dos ombros. A visão é devastadora.
— Eu gosto. Não se desculpe. – leva a taça à boca, lambendo os lábios para limpar os respingos do vinho.
Tentada com a visão, me aproximo ainda mais, ficando de joelhos atrás de seu corpo. Fico parada, apenas observando ela repetir o ato com a taça de vinho.
— Faça o que está pensando. Me toque. — a voz rouca e calma me arrepia.
Eu não sei como, mas ela está certa, eu quero tocá-la.
Delicadamente coloco o seu cabelo para o lado, deixando os meus lábios matarem a saudade da pele com alguns beijos suaves na curva do seu pescoço . Muito mais perto do que antes, sinto os meus mamilos endurecerem assim que raspam em suas costas. Gosto daquele contato. Gosto de sentir sua pele com a minha.
Após marca-la com o seu consentimento, desço a boca para a sua coluna, fazendo uma trilha de beijos lenta e instigante. Emma larga a taça em seu local de origem e vai se movimentando pela cama. Fico em sua cola e sinto o meu sexo pingar quando ela deita de barriga para baixo, empurrando suas nádegas para mim.
— Continue. — sussurrou.
Incapaz de negar meus desejos, continuo com a trilha de beijos, apalpando sua bunda quando minha boca alcançou o cóccix. Ela abre um pouco mais as pernas e deixa o quadril erguido. A observo por vários segundos e com mais saudade ainda, deixo minha língua se escorrer para a boceta úmida e rosada.
O gosto delicioso é reconhecido pelo meu paladar e isso só faz com que eu aumente os movimentos circulares em seu clitóris. Sinto o seu quadril rebolar em minha boca, como se implorasse por mais. Deixo a língua provocar a sua fenda, entrando e saindo algumas vezes.
— R...– enfio novamente a língua. — Meu deus... Ãnh...
A fodo deliciosamente daquela maneira, sentindo o seu corpo cada vez mais tenso. Posso terminar daquela forma, mas eu quero levá-la ao alto, quero que ela me sinta dentro, totalmente preenchida. Levo dois dedos a sua entrada mas não a estoco , espero que a sua necessidade os empurrassem para dentro. Quando ela finalmente o faz, acompanho o seu gemido. Dentro e quente, comecei a me movimentar em seu íntimo, sentindo o seu quadril acompanhar os movimentos devagar.
Assim como desci por suas costas, fiz o caminho de volta beijando-a por inteira até encontrar o seu pescoço. Com a mão livre, retirei alguns dos fios de seu rosto, podendo apreciar de perto a sua sanidade ser arrancada. Deixo os lábios se acalmarem em seus ombros, notando um sorriso aparecer em sua boca.
Sinto a sua bunda contra o meu sexo e daquela forma, me excito ainda mais para vê-la se desmanchar. Mantenho o ritmo, entrando e saindo com rapidez e um pouco de força. Alguns minutos a provocando, encontro o seu a famosa carne esponjosa e sinto as paredes de Emma começaram a se contrair em meus dedos, onde os gemidos tomaram proporções mais altas.
— Goza pra mim. — arrasto a minha boca até a sua orelha, sussurrando as três palavras pausadamente.
Seus dedos se prendem aos travesseiros, sua bunda se empina, Emma está à borda. Com a mão esquerda, infiltrei-me por seu quadril e deixei meus dedos se molharem em seu clitóris, começando a masturbá-la.
À medida que meus dedos vão cada vez mais fundo, seu broto inchado é abraçado pelo meu indicador e dedo do meio da outra mão. Seu corpo quente e suado fica desinquieto, mostrando o quão aquela atitude a ajudou. Massageei intensamente seu ponto sensível.
Ao ameaçar preenchê-la com mais um dedo, seu corpo se entrega. Seu sexo vibra em tesão, enquanto o sulco escorre por sua entrada, molhando-a ainda mais. Deslizo em beijos rápidos para o seu sexo quente, o chupo lentamente para não o machucar por conta da sensibilidade. Emma se empina e me definho com a visão.
— Eu poderia nunca sair daqui. — sussurro, lambendo sua entrada que já parecia molhada novamente.
Abraço o seu quadril com ambas as mãos, virando-a com uma necessidade absurda de ver o seu rosto de satisfação. Bochechas coradas. Olhos vidrados e os malditos dentes prendendo o lábio.
— Você fode a minha cabeça quando morde assim essa sua boca. — anuncio, abrindo ainda mais as suas pernas, levando uma mão para o meu sexo e constatando o quão molhada eu estou novamente. Lambo os lábios e os mesmos dedos molhados eu passo em sua boceta, ouvindo um gemido gutural escapar por entre seus lábios.
Assim que a onda de calor começou a tornar-se insuportável eu me encaixo entre suas pernas e, colo nossos sexos. Gememos quando o seu clítoris abraça o meu. Molhada o suficiente para que a tomasse daquela forma, apoio minhas mãos em uma das pernas que ela levanta e começo a me mover de forma lenta e precisa. Meu corpo escorrega tão facilmente no seu que posso jurar que nunca me senti tão encharcada como estou agora.
— Mais rápido, Gina... Por favor. — suplica e aperta a minha bunda, me fazendo gemer e a obedecer quase de imediato.
Nossos corpos dançam juntos e posso sentir a conexão tornar-se cada vez mais intensa. Abraço o meu próprio seio com a mão livre e belisco o biquinho, levantando a cabeça para gemer ainda mais. Emma se apoia em seus cotovelos e seus olhos que uma vez verdes, são tão negros quanto a luxúria que banha nossos corpos.
— Você é tão gostosa, porra! — fala com a voz totalmente rouca, mexendo o seu quadril mais rápido para que sua boceta fodesse a minha.
Rebolo encima de seu broto inchado cada vez mais rápido, querendo-a tão dentro de mim que se fosse possível eu a engoliria até o fim. Apelo para os meus instintos mais selvagens e vou e volto com muito mais força. Emma segura a minha bunda e enquanto aperta, ela morde o lábio inferior.
— Eu vou... — choramingo e aperto os meus seios agora com as duas mãos e assim que meu corpo começou a ter rigorosos espasmos, as pernas ao me redor se fecham e um gemido alto escapa da garganta de Emma Swan.
Desfaleço em seu colo por alguns instantes, sentindo o gozo escorrer entre minhas coxas. Por minutos nossas respirações ofegantes é ouvida e no cair do silêncio, seu corpo se aconchega para que eu pudesse estar na altura de seu rosto. Os olhos esverdeados estão suaves novamente e um pequeno sorriso ameaça a brotar em seus lábios. Me aproximo um pouco mais e sem saber se poderia ou não abraço a sua barriga e entrelaço as minhas pernas as suas.
— Eu estava com saudade do seu cheiro. — diz ela, deixando um beijo no topo da minha cabeça.
— Eu estava com saudades de você...
— Obrigada por... — respirou fundo. — Obrigada por ter esperado..
Levanto um pouco a cabeça e abraço o seu rosto com a mão direita, trazendo-o para mais perto. Selei seus lábios calmamente.
— Não precisa agradecer por isso... Eu esperaria quanto tempo fosse necessário.
Ela nada mais disse, apenas sorriu. Deito em seu peito novamente e sinto seus dedos mapearem as minhas costas, em um carinho meigo. Fecho os olhos e ali me encontro conforto.
— Regina... — sussurra.
— Sim? — respondo, ainda de olhos fechados.
— Eu amo você.. — disse ainda mais baixo, quase sem voz. — Muito...
Sorrio e a olho novamente com o coração aquecido, tendo mais do que certeza da reciprocidade de nossos sentimentos.
— Eu também amo você, Emma Swan...- sorri. — muito...
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