The Last Chance
34 Capítulo 33 - PVD DUPLO
Notas iniciais
REGINA MILLS
Muito embora eu já ter estado entre aquelas paredes, não havia reparado um segundo se quer no quarto mulher. Até porque, não tivemos uma conversa muito amigável no dia que eu entreguei aquele cheque. As paredes são claras, arriscaria a dizer que são de cor creme, igualando -se ao solado de madeira. Móveis rústicos, mas bem organizados.
Só percebi que havia feito um giro completo com os calcanhares ao ter os olhos de Emma em mim, sinto as minhas bochechas tomarem um tom mais avermelhado e percebendo ou não isso, ela se aproxima, parando há poucos centímetros. A mão que uma vez caída ao lado do seu corpo, desliza de forma lenta para a minha cintura, passando por minhas costas, me levando para si.
Aqueles olhos ainda fisgados aos meus rompem contato ao se fecharem, logo em seguida, tive os lábios tomados por um beijo. A língua de Swan não demorou para pedir passagem e ao tê-la, meu corpo inteiro estremece quando minha língua foi tocada pela sua. Emaranho os dedos nos fios loiros para ter mais controle, já notando a excitação crescer por entre as minhas pernas.
Emma aperta o meu quadril de forma enlouquecedora e cada mísero átomo vibra com aquilo. As mãos da mulher sobem por todo meu torso e ela para ali, quebra o beijo e me encara, como se pedisse algum tipo de permissão. Me livro dos seus braços e viro de costas, esperando que ela faça sem ter mais nenhuma dúvida.
O vestido então contornou os meus calcanhares e meu corpo se arrepia sem o calor daquele tecido. Logo, sinto seus lábios cobrirem o meu pescoço com beijos suaves e as mãos fazerem um caminho torturante da base da minha coluna até o meu quadril. Meus olhos inevitavelmente se fecham ao senti-la grudada à mim. Girei todo o meu corpo para frente quando não é mais suportável, tendo novamente aqueles lábios próximos demais. Mas não a beijo, apenas presto atenção em cada parte daquele lindo rosto. Minhas mãos vão até a base do seu suéter, entrando por baixo. Dedilho por alguns segundos os dedos por sua barriga, vendo-a se contrair. Swan levanta os braços e então, retiro aquela peça e não acompanho a sua jornada, tendo agora seus volumosos seios em um sutiã preto.
Os olhos claros quebram o contato e noto eles em mim. Não precisava tocar para saber, meus mamilos estavam evidentemente rígidos, quase tocando os seus se não fosse pelo bojo que ela ainda usava. Coloco mais uma vez as mãos em seu corpo, desabotoando sua calça, abaixando a braguilha e depois o tecido grosso. Ao fazer o caminho de volta, não deixo de passar os olhos por seu sexo coberto, parando muito mais próxima do seu corpo do que antes.
Como se previsse o que eu iria fazer depois, ela mesmo se desvencilhou do sutiã e libertou os seios rosados. Sua exposição me dá água na boca e não resisto mais, avanço sobre o seu corpo com ansiedade. A boca tão bem conhecida se encaixa a minha e a mão, que antes receosa, agora pousou sobre um dos seus seios, reconhecendo a maciez da pele alva. Ela nos empurra para a cama, caindo encima do meu corpo de maneira sútil. O beijo ainda nos mantém grudadas, ficando cada vez mais excitante. Cada músculo do meu corpo se contrai com a mordida que ela solta em meu lábio, me fazendo gemer e jogar o meu sexo contra a sua perna direita, sentindo a necessidade de qualquer contato. Eu a quero e que seja logo.
A boca que uma vez se juntou a minha, agora cai para o meu pescoço. E antes que eu pudesse me recuperar dos beijos e mordidas que ela ali deixou, sinto a sua língua em círculos em volta do mamilo entumecido enquanto o outro, é atendido por seus dedos. A cada volta que ela dá, eu a aperto ainda mais com as pernas. Implorando para que ela desse fim a essa tortura com gemidos abafados.
— Emma... por favor... — imploro, pois estava à ponto de me tocar, sua boca está me deixando louca.
As esferas esverdeadas me fitam e na respiração afobada ela continua a descer a boca, parando somente ao encontrar a minha calcinha. Ela me encara novamente e então, abaixa o tecido, me deixando totalmente livre.
Abro as pernas, não me importando de ficar exposta para a mulher. Emma não se demorou e de uma só vez, esmagou o meu clitóris com a sua língua, me fazendo rolar os olhos e morder meus lábios. Seu membro quente sobe e desce, vai de um lado a outro bem devagar. Sinto os espasmos cortar meu corpo quando ela se aproxima da minha entrada. Arranho as suas costas e prendo o seu cabelo loiro em um rabo de cavalo com a mão, querendo ver sua boca me chupando e os olhos intensos em mim.
Perdição. Tentação.
— Me fode agora... eu não tô aguentand-o mais... — rebolo em sua boca, sentindo a língua brincar com a minha entrada e subir para sugar o meu clitóris.
Ela com certeza ouviu o meu pedido, mas o ignorou completamente, continuando com os movimentos circulares no meu ponto sensível. Os meus dedos se perdiam no mar de cabelos loiros, tentando empurrar a sua boca para a minha entrada, que se encharcava a cada novo segundo com as suas investidas. A sensação que queima o ventre começou dar seu delicioso sinal, eu iria gozar sem ao menos ser penetrada.
Emma passa a língua de forma certeira e abandona a minha intimidade. Ela faz o caminho de volta rapidamente. Seus lábios inchados e vermelhos raspam propositalmente nos meus, sinto a pulsação forte pelo abandono não conseguindo ficar parada e tentando me aliviar novamente em sua coxa.
Jogando o seu peso para um dos braços que está ao lado da minha cabeça ela sorri, os olhos brilhando e, do nada, mata o sorriso com um beijo que ela inicia. Assim que sinto o meu gosto em sua boca, seus dedos escorrem em lentidão para a minha boceta, onde sem mais brincadeiras, ela me invade com dois deles.
Abafo o meu gemido em seus lábios quando ela começa a se mover em minha entrada. É lenta e cuidadosa, eu poderia gozar assim, mas eu quero mais, quero que ela me foda com força, com fogo. Coloco as minhas duas mãos em suas costas, dedilhando cada pedaço de pele até chegar a sua lombar. Emma ainda está de calcinha e passo por baixo dela, apertando sua bunda com malícia.
O corpo encima do meu se estremece e ela abre os olhos. Com luxuria naquelas orbes, os dedos se afundam de uma vez. Firmes.
— Ah-ah... — ronrono, querendo mais daquilo.
Ela repete o movimento, girando os dedos pra baixo, me fazendo arfar ao chegar ao meu ponto g. Não há tempo para o gemido ecoar novamente pelo quarto e muito menos as unhas terminarem de afundar em suas nádegas, pois ainda mais rápido do que antes ela me invade.
De novo. E de novo.
Palavras em espanhol escapam e nem mesmo eu consigo entendê-las, pois são ditas com a respiração entrecortada. Emma impõe um ritmo delicioso, enquanto os olhos não desistem de me fitarem. Tento acompanhar o seu movimento com o quadril, porém cada vez que a sinto dentro de mim, meu corpo inteiro estremece e eu paro no meio do caminho. Mas então, a boca da mulher se escorre pelo meu corpo e o beijo salpica em meu sexo. Os lábios abraçam novamente o meu clitóris e ela o chupa intensamente, não deixando de afundar-se em mim.
— Em-mma... — gemi o mais baixo que consegui ao sentir as paredes do meu interior ficarem cada vez mais apertadas. — Dios...
Com os lençóis agora entre os dedos, olho uma última vez para o monte de cabelos entre as minhas pernas e no revirar de olhos, sinto o orgasmo transformar o meu corpo em milhares de pedaços. Seus dedos saem devagar e rapidamente, sinto sua língua por toda fenda.
Abafo os grunhidos enquanto ela ainda me chupa, tendo que implorar para que ela subisse ou eu ficaria louca. Swan demora mais alguns segundos ali e ao deitar-se ao meu lado, ela solta um sorriso amável.
Não recuperada de suas ações, tento controlar o fôlego em silêncio, não deixando de prestar atenção nas bochechas avermelhadas e os cabelos desgrenhados da mulher.
— Eu não entendi nada do que você disse em... espanhol. — sussurrou, como se aquele fosse o maior barulho que já fizemos até agora. Enganada.
— Eu nem se quer consegui formular uma frase inteira... — admito. — Eu estava em uma situação muito crítica...
— Estava? — a encaro e ela tem agora uma de suas sobrancelhas curvadas.
— Muito. — passo a língua por entre os lábios secos, me aproximando um pouco mais de seu corpo a minha frente. — Posso repeti-las pra você, mas você terá que falar tudo o que eu disser...
— Eu não sou nada familiarizada com o espanhol, Regina.
Apoio a cabeça no braço que está sob a cama, ficando totalmente de lado. Levo uma das mãos para o meio de seus seios, descendo e subindo pelo seu abdômen rígido. — Eu acho que elas ficariam sexy saindo de você...
Balançou a cabeça negativamente. Reviro os olhos e ainda sensível, passo uma perna para cada lado do seu quadril, sentando em seu ventre. Curvo-me para ficar na altura dos seus lábios. — Por favor... — sussurro. — Tu voz... Tus labios... Son perfectos para la pronunciación.
— Regina... eu... — abaixo ainda mais o meu corpo e beijo o seu pescoço, mordendo devagar após o descolar dos lábios. – Isso é provocação... como irei me... — suspira.— concentrar na pronúncia...?
— Se não repetir, eu irei parar... — beijo sua clavícula, deixando a língua escapar e descer até os seios. — Yo quiero que continúe, me toque quiero sentirte...
— ( eu quero que continue, me toque, quero te sentir) — repetiu devagar e com muita dificuldade.
Continuei a explorar o seu corpo, deixando a boca chupar os mamilos claros e já duros. Levo a outra mão para o esquerdo, girando o indicador e o polegar, o prendendo. Com o rosado entre os dentes, a encaro, vendo seus olhos comprimidos e a boca semi-aberta.
— Yo estoy enloqueciendo, eso ... así. — vou para o outro seio, aplicando os mesmos movimentos no mesmo.
— ( eu estou enlouquecendo, isso... assim...) — ainda com a língua enrolada, repetiu.
Continuo.
Beijo sua barriga com toda calma, relembrando em cada canto do seu corpo a última vez que estávamos em situações parecidas. Chego na barra da sua calcinha, não conseguindo conter a vontade de passar a língua por aquele pequeno "limite".
Repito o ato inúmeras vezes. Swan se contorce.
— Regina... — ela geme de forma quase inaudível quando deixo minha mão deslizar por cima de sua calcinha.
Sinto seu broto inchado e a umidade em toda parte.
— ... yo estoy enloqueciendo, quiero... — Forço o indicador em sua entrada e depois faço círculos, notando o atrito do tecido ser útil para deixá-la ainda mais molhada.
— Regina... por favor... — me encara.— Me deixe sentir você, sua boca... por favor. — ela rebola a medida que o indicador sobe e desce.
Arrasto o tecido lentamente para o lado e assim, atendo prontamente o seu clitóris com os lábios. O gosto e a maciez familiar, faz meu centro pulsar. Deixo a língua descer um pouco mais, onde provoco a sua entrada com círculos e mais círculos. Emma abafa os gemidos e eu subo novamente para o broto sensível, sugando-o.
— Oh... meu deus. — geme, colocando suas mãos no topo da minha cabeça, começando a mover o quadril.
Me retiro dali e arranco a sua calcinha, não demorando mais do que dez segundo para estar com a sua boceta molhada entre os lábios. Levo um dedo para brincar com a sua entrada, ameaçando diversas vezes a penetração. Emma puxa o meu cabelo e me faz encara-la. — Me fode...
Gostando do seu tom, empurro dois dedos de surpresa para dentro de sua vagina. E ainda a olhando, vejo sua boca soltar um gemido para ela logo prender os lábios em uma mordida. Eu poderia gozar só de observar a sua expressão facial. Descarrego todo aquele tesão voltando a chupa-la, invadindo sua entrada ainda mais fundo.
Sinto que posso aumentar o ritmo, e assim o faço. Indo e vindo de maneira rápida, sentindo em cada movimento o seu corpo ainda mais meu. Emma empurra a minha cabeça ainda mais para frente, parecendo estar próxima do orgasmo.
— Reg... — geme gostoso enquanto eu continuo a chupar e estoca-la fortemente.
Sinto sua entrada cada vez mais apertada e molhada. Passo a ponta da minha língua de um lado para o outro em seu clitóris de forma bem rápida. Ela solta um gemido alto e assim, todo seu corpo treme, fazendo escorrer o gozo por entre os meus dedos.
Não saio dali até todo o seu sexo estar devidamente " limpo " de seu sulco, demorando um pouco mais e aproveitando de sua sensibilidade.
Deito ao seu lado e a vejo com os olhos cobertos, deixo um beijo em cada uma das mãos e me aconchego (sem saber se podia) em seu ombro, passando o braço direito por sua barriga e entrelaçando uma das pernas a sua. — Está tudo bem?
Vi um sorriso surgir por uma pequena brecha entre as palmas. — Sim...
— E porque está com o rosto tampado?
Levantei um pouco a cabeça para poder olhá-la.
— Eu... eu estou com vergonha...
— Vergonha? — franzi o cenho, não entendendo muito bem. — Vergonha do que?
O rosto todo ruborizado se mostra e ela me encara. — Acho que gemi alto demais... quando eu cheguei lá...
Tento conter o riso, mas é em vão. Ela com certeza está muito mais vermelha agora.
Pego sua mão, colocando meus dedos entre os seus, deixando-os sob os meu peito. Saltito beijos em cada uma das suas digitais. — Não tem problema... se alguém tivesse nos ouvido, com certeza saberíamos à essa altura, eu não fui muito silenciosa também.
Sua respiração foi funda e ela encarava o teto. — Não se preocupe com isso, ninguém nos ouviu... eu te garanto. Vem aqui.
Me posicionei da maneira que eu ficasse à altura e deixei meus lábios a tomarem de forma atenciosa. Não é um beijo rápido, desesperado. Tudo ali remetia a calmaria e eu consigo sentir cada detalhe de sua língua, sinto intensamente cada um dos seus movimentos. Quando o ar faltou aos pulmões, nos separamos e eu volto a posição inicial, porém, bem mais aconchegada ao seu corpo.
O silêncio é agradável e a medida que o tempo passa, sinto seus dedos escorrerem de forma lenta em minhas costas. Fecho os olhos por alguns segundos, apenas aproveitando o seu calor e aquele carinho.
— Dorme comigo essa noite? — ouvi o seu sussurro.
Apenas afirmo com a cabeça, não precisava negar, eu quero aquilo. Quero dormir ao seu lado.
Ela salpica um beijo em minha cabeça e sinto seu corpo se arrastar para longe. — Onde vai?
— Irei pegar mais um cobertor... Irá esfriar.
Eu a vi caminhar nua por todo o quarto, como se eu estivesse em câmera lenta. Por um momento cheguei a pensar que aquilo seria um sonho, mas soube que não quando ela retornou após apagar as luzes, se posicionando como uma concha atrás de mim.
— Regina...
— Oi, Emma?
— Você é tão quentinha.
— E você é três vezes o oposto. Está congelando, mulher. Passe o seu braço por cima da minha barriga e se aproxime mais, me deixa te esquentar um pouco.
— Obrigada... — fez o que eu pedi, me arrepiando com seus pés gelados.
— Irei te dar um par de meias bem grossas. — sussurro, entrelaçando os seus dedos aos meus.
— Regina...
— Hum?
— Eu amei tudo o que aconteceu...
— Eu também Emma... Eu também amei... cada segundo...
Nenhuma outra frase precisou ser, ou foi dita. Estou exausta e sinto os meus olhos pesarem toneladas a cada novo piscar. Noto que o adormecer nunca foi tão acolhedor ao ouvir somente o som de nossas respirações, sentir o seu abraço, sentir tal corpo se aquecer com o meu. Fecho os olhos de uma vez e me deixo levar, querendo ter Emma Swan em meus sonhos também.
EMMA NOLAN SWAN
Sou despertada pelo assovio do vento ao passar por meus ouvidos. Vou girando meu corpo de forma emburrada, querendo mais algumas horas de sono. A medida que tento me acostumar com aquela claridade, o borrão em minha frente vai tomando forma e em um quase pulo, vejo Henry parado na porta do quarto.
Passo os olhos rapidamente por toda cama, dando graças a Deus por estar coberta e ter a morena ainda dormindo, da mesma forma que eu. Esquecendo naquele momento de sua condição.
— Henry, meu amor.... — olho para o despertador. — O que faz aqui? Ainda são sete e meia, você não tem aula hoje.
— Eu sei... mas é que...— coça os olhos e aperta o bicho de pelúcia em sua mão. — Quero me deitar com você, mamãe.
Se Regina ou Henry pudessem ver, com toda certeza estariam rindo da minha cara agora. Engulo seco, não sabendo ao certo o que fazer, notando ele cada vez mais próximo da cama.
— Querido, a mamãe... er... — cocei a cabeça. — A mamãe está acompanhada.
— Quem está com você?
O corpo ao meu lado se mexe e a mesma reação que eu tive ao vê-lo, Mills também tem. Seus olhos estão esbugalhados e a mão segura o lençol com força. — Meu deus, que susto!
— É a Regina, mamãe?
Olho rapidamente para a mulher, não sabendo se o respondia. Ela balança a cabeça para cima e para baixo, como se desse permissão para dizer que ela é quem me faz companhia.
— Sim, meu amor. Regina está aqui.
— Hum... então você não foi para a sua casa ontem? — com uma mão no queixo ele se aproxima.
Me arrasto um pouco mais para o meio da cama, deixando um espaço para ele deitar e ficando mais perto da mulher. Pego um dos cobertores que sobrava nos pés da cama para cobri-lo, assim ele não perceberia que eu não uso nada.
— Não fui não. — respondeu com um meio sorriso, me abraçando por trás.
Sua nudez me arrepia e eu disfarço o gemido que se formava em minha garganta com um tosse seca. — Deite aqui. — seguro as axilas do meu filho e o coloco ao meu lado.
— E o que vocês ficaram fazendo?
A encarei por cima dos ombros, sentindo minhas bochechas esquentarem. As mãos da mulher sobem e descem lentamente pela minha barriga, não melhorando nada a minha situação.
— Ei, curioso. Você disse que veio dormir comigo, então vamos fazer isso, hum? — beijo o topo de cabelos castanhos.
— Ta... bo-om mamãe. — disse entre um bocejo, virando a cabeça para o lado direito, sabendo a direção certa pra olhar. — Boa noite, Gina...
— Boa noite, meu bem. — respondeu em um fio de voz.
Ele sorriu, apertou novamente o ursinho e se virou de lado, se encaixando da mesma forma que eu estou em Regina.
Tudo novamente tornou-se silencioso, exceto pela respiração do garoto que ficou pesada. Achei que Mills havia pegado no sono também, mas ao sentir seus lábios abraçarem lentamente a pele das minhas costas, tive a certeza que não.
De forma cautelosa viro-me, tendo agora os olhos cor de chocolates conectado aos meus. Estamos de frente uma para a outra.
— Bom dia... — ela sussurra, sorrindo.
Acompanhar o seu sorriso foi inevitável. Ah, como eu gostaria de ter a minha câmera aqui agora, para poder capturar você assim... A pele âmbar de seus ombros e todas suas curvas cintilam quando a luz do sol cruza por seu corpo. Um dos seios esta exposto e cai sutilmente para o lado. O mamilo entumecido chama a atenção. Continuo a divagar sobre o corpo e o abdômen liso acompanha a sua respiração. O cobertor cobre a volta do seu quadril até o sexo e, para o declínio de qualquer sanidade, ele passa por seu ventre, se perdendo em alguns centímetros em suas coxas e pés. Percorro todo caminho de volta, registrando cada pedacinho daquela mulher em minha memória, deixando é claro, seu rosto como "última" recordação. A boca inchada, naturalmente rosada. A cicatriz que corta o lábio a faz única. Os cabelos desgrenhados movendo-se com a brisa, deixando alguns fios em seu rosto. Olhos atentos e aquele sorriso carregado de gentileza.
Não havia dúvidas, Regina Mills é o ser mais contraditório que existe. Enquanto o corpo te leva ao delicioso inferno, o rosto remete a paz, te faz ir ao céu em um piscar de olhos.
— Você é muito linda... — falo baixinho, levando uma das minhas mãos até a sua boca, fazendo o caminho da cicatriz. — Eu a adoro. Ela é marcante. Bonita...
— Obrigada, Emma...
— Desculpe-me por isso... — girei os olhos em direção à Henry. — Eu achei que tivesse trancado a porta ontem...
— Não tem problema... Ele não sabe que... — abaixou ainda mais o tom—... estamos peladas. E bem, o seu menino dormiu super rápido.
— Ainda bem, eu não saberia lidar com mais perguntas. E acredite, se não fosse o corte e o sono, ele perguntaria muito mais.
— Eu não duvido... ele é bem falante!
— Você não está com frio?
— Não... — sorriu. — Meu corpo é quente...
— Isso eu sei... Ma-am... Mas está congelando! — me encolho, não entendendo como ela suportava.
— Gostaria que eu te esquentasse como ontem?
— Por favor... — imploro.
Mills se coloca ainda mais perto, ficando a poucos centímetros de mim. Sinto a respiração quente se misturar com a minha. Muito embora não abrisse um sorriso completo, nossos olhares se encontravam como imãs.
As mãos pequenas, sobem e descem por meus braços, tornando tudo mais quentinho e convidativo. Em uma espécie de abraço, deixo a minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas calmas do seu coração.
— Que tal a gente dormir mais um pouquinho? – sugeri, sentindo o sono chegar de novo. — Está muito mais confortável agora...
— Tudo bem...
Os dedos da mulher tomam uma pequena parte quase atrás da minha orelha, movendo as unhas para baixo e para cima. Ah, o famigerado; cafuné. Sinto o cheiro natural de seu corpo com o requisito de um perfume caro, sorrio ao me pegar adorando mais um de seus detalhes, logo sabendo que em segundos cairia no sono acolhida por seus braços...
Fale com o autor