Notas iniciais
Muito obrigada por expressarem a opinião e o ponto de vista sobre a história. Obrigada por aparecerem e espero que continuem. Bom, estou tentando postar regularmente, então, a cada nova semana um capítulo. Façam boa leitura, beijinhos!

Para o bando de comentários machistas e super desprezíveis naquela reunião, meu cérebro só pensava em calçar cada homem ali com um louboutin e fazê-los caminhar até a recepção para sentirem na pele, que ser mulher não é nada fácil. Além é claro de esfregar em suas faces de retardo que todas merecemos respeito e total igualdade. Consigo entender mesmo de longe as porcarias que a boca suja usa para se comunicar com seu assistente. Nojo define ! Me controlo para não revirar os olhos a cada dois minutos. Macho escroto!

Apesar da total falta de humor, encerrei aquele dia com todas as propostas feitas e aceitas. Deveria estar feliz e sair para comemorar já que o ano se iniciou muito bem para a empresa, mas a minha única vontade é chegar em minha casa, preparar um bom banho e dormir por dignas 8 longas horas.

Com a chave na ignição e pronta pra deixar o prédio, ouvi um toque na janela do banco do passageiro. Com a mão no peito pelo susto, abaixo-me um pouco para ver quem seria. Com um arrepio que vai da minha coluna até o meu pescoço, destravo as portas para deixar com que ela entrasse.

— Ah... oi. – disse a mulher ao entrar.

— Oi... — procurei pelos seus olhos. — O que faz aqui, Emma?

— Ah, bem... já tem alguns dias que a gente não conversa... — vejo suas bochechas ficarem vermelhas igualmente a jaqueta que ela usa. Coloca levemente as madeixas loiras para trás, esfregando as mãos umas nas outras, como se estivesse nervosa ou com frio. — Olha, geralmente eu não faço essas coisas, estou me sentindo imensamente ridícula e envergonhada por aparecer assim do nada, mas eu... droga... isso pareceu tão fácil na minha mente. — respira fundo. — Regina...

— Sim? — retiro o cinto de segurança, virando-me totalmente pra ela. Não sei ao certo o que esperar daquela visita; mas a medida que ela vai criando coragem pra dizer o que quer que fosse, presto atenção em seu rosto, cada mínimo detalhe, até mesmo as sardas quase que invisíveis.

— A gente pode jantar noite pra sair? — franzo o cenho, totalmente confusa. — Oh, droga! Quer dizer... Você quer jantar comigo essa noite?

Sorrio com a proposta meiga.

Para qualquer outra pessoa ou convite, a resposta seria não sem pensar duas vezes. Eu estou realmente exausta, mas ali, sob a vigia daqueles olhos cor de água de uma nascente, não havia outra resposta a não ser;

— Sim, eu aceito. — disse, ainda com o sorriso cortando os lábios.

Mesmo que de forma desconcertante, ela também sorri.

— Te vejo as oito então?

Afirmei com a cabeça e quase que no mesmo segundo ela foi abrindo a porta do carro. – Ei — agarro o seu braço, sentindo uma corrente elétrica passar por todo o meu corpo. — Vamos aonde? Quer que eu passe na sua casa?

— The Halal Guys, está bom pra você?

— Impressionada.

— Isso é bom. — sorriu.— A gente se encontra lá, ok?

— Tudo bem, como quiser.

Emma me olha por cima dos ombros, sorri e sai do carro. Acompanho a sua caminhada pelo retrovisor, notando que uma vez ou outra ela olhar para trás. Massageei as têmporas por alguns segundos, resolvendo sair logo dali, já que não tinha ideia do que vestiria essa noite.

Já em casa e de banho tomado, estou sentada em frente ao closet, analisando todas as peças de roupas. Dos vestidos aos terninhos, nada ali parecia legal para se usar. Levanto da cama e resolvo ir até o quarto de Zelena.

— Pode me ajudar com uma coisa? — disse, tendo passagem para entrar.

— Onde você vai? Porque está só de calcinha na minha porta? — brincou.

— Cala a boca. Emma me chamou para jantar. — abri o seu closet, dedilhando sobre todas as suas roupas. — Acho que preciso fazer compras, não consegui encontrar nada "diferente".

— Está querendo impressiona-lá? — disse a ruiva, analisando suas roupas também.

— Apenas estou enjoada das minhas roupas.

— Hum. — o tom é irônico, mas resolvo não questionar.

— Como você está?

— Estou bem. Meu fígado está novinho em folha. — semicerrei os olhos para ela. — Ok, eu não irei beber tão cedo... não faça essa cara. E você? Aparentemente se resolveu com a Emma, ela até te chamou pra jantar. Você ligou? Ou foi ela?

— Não para nenhuma de suas perguntas. Ela apareceu pessoalmente no estacionamento e aí, fez o convite.

— Mas vocês chegaram a conversar? — retirou um tubinho preto do cabide, peguei a peça nas mãos, notando o grande decote que ia até quase o umbigo.

— Não. — respondi com o vestido colado ao corpo, de frente para o espelho. — Acho vamos fazer isso ainda.

— E... você está preparada? — me encarou com aquelas bolas de gude azul água.

— Eu nã-o sei.... Não sei o que esperar depois das coisas que aconteceram, principalmente por eu não ter ido atrás dela e tudo mais.

— Explique-se... eu deveria estar me sentindo culpada?

— Deveria se sentir culpada por ter me dado uma baita dor de cabeça, mas em relação à Swan, eu simplesmente precisava ajeitar as coisas para poder falar com ela novamente.

— Certo. Coloque um scarpin com esse vestido que ficará perfeito.

O seu conselho foi anotado mentalmente, beijei suas bochechas geladas e, voltei ao meu quarto com o vestido nas mãos. Antes de colocá-lo, dedico quase trinta minutos a uma maquiagem digna para um jantar. Olhos delineados e cílios esticados com a boa máscara. Pele uniforme, blush na medida correta e claro, a boca marco com um vermelho vinho, totalmente matte. Com o molho de chaves em mãos deixei a casa, sendo seguida pelo olhar da minha irmã em sua janela.

A caminho do restaurante, sinto a umidade dos meus dedos cada vez que eu movimento volante, estou suando frio, digamos que um pouco nervosa para encontrá-la. Me identifico na recepção e um garoto super gentil me acompanha até a mesa reservada. Soltei um "uau" mentalmente, pois jamais imaginaria que Emma lembraria de fazer certa reserva.
Chequei as horas no meu celular, estou alguns minutos adiantada, então, não deveria me preocupar. Olhei o cardápio, analisando cada item que ele contém, somente pratos finos. Não é atoa que o mesmo tinha cinco estrelas abaixo do seu nome.

— Já escolheu o que vai comer, senhora?

Assim que abro a boca e elevo os olhos para responder, todo meu ar se prende. O corpo muito bem esculpido em um macacão branco, recortes que deixavam o colo e uma pequena parte de seu abdômen serem mostrados. O rosto angelical, quase sem nenhum tipo de maquiagem, apenas uma cor suave nos lábios. Cabelos ondulados, caindo como cascadas em seus ombros.

— Ainda não me respondeu. — sorriu ao sentar, me devolvendo ar aos pulmões.

Balancei a cabeça de um lado para o outro, tirando a imaginem daquele corpo que pairava sobre os meus olhos.

— O-ooi. — engulo seco, estou sem jeito, com certeza a olhei descaradamente. — Então, tem muita coisa boa aqui.

— Isso é verdade. — respondeu, pegando para si um cardápio também. — O número 2.6 parece ser bom, o que acha?

— Já comeu aqui?

— Não! — piscou. — mas gosto de analisar os ingredientes e bom, não tem como ficar ruim a mistura desses aqui...

— Ah, claro. — sussurro sincera, chamando o garçom ao levantar um dos braços.

Pedidos feitos. Silêncio e olhares se esquivando a todo segundo.

— Você está muito bonita, Regina.

— Obrigada. — respondo sem jeito. – Eu te digo o mesmo, você ficou muito bem com esse macacão.

— Obrigada...

Antes que caíssemos no eterno silêncio novamente, decidir dar início a conversa que deveríamos ter tido há semanas.

— Bom, antes de mais nada, gostaria de me desculpar por não ter entrado em contato com você durante esses dias que se passaram. Eu tive inúmeros problemas, além do que eu estava cheia de reuniões e compromissos de última hora. Encarecidamente, me desculpe...

— O que aconteceu?

— Bom, assim que retornei para casa, tive a surpresa de encontrar a minha irmã em coma alcoólico. Ela ficou internada durante três dias e, precisou de cuidados durante esse tempo todo que passou. Além desse motivo, com algumas coisas na cabeça, estou investigando a minha própria família. Fora a empresa.

— Como ela está agora? Como assim a sua própria família?

— Ela está bem, querendo colocar as asinhas para fora novamente, mas estou conseguindo controlá-la. Longa história... — respirei fundo. — me desculpa... Eu queria ter conversado com você antes... Como você está?

— Eu acho que.... bem. E você?

— Estou bem. Por que acha que está bem? Por que não tem certeza?

— Estou com algumas coisas na cabeça...

— Que tipo de coisas? — perguntei curiosa.

Quando Swan abriu os lábios para responder o garçom trouxe os nossos pratos, voltando meio minuto depois com um vinho rosé. A pergunta ficou no ar e notei naqueles olhos, que ela responderia somente após o jantar.

Extraordinária posso afirmar. A comida está extraordinária. Sinto a explosão de sabores no céu da boca, sendo muito mais deliciosa com um bom gole daquele vinho. Apesar de muito apetitosa, sinto falta de um diálogo ali, comemos em pleno silêncio, trocando alguns olhares, uma ou duas esbarrada de pernas, mas nenhuma palavra foi dita.

— Mais vinho? – disse, enchendo a sua taça e apontando para a minha. Afirmei com a cabeça, tomando o cristal entre os dedos assim que ele já estava cheio pela bebida.

— Eu amo esse vinho. — sussurrei ao bebericar. — A comida estava... uau.

— Eu gostei também, confesso que nunca havia bebido antes, mas estou impressiona com o sabor. — disse, olhando da sua taça para mim. Seus olhos estavam intensos, seus movimentos muito mais decididos. É fácil ler suas expressões ultimamente, mas agora, eu não sei o que esperar.

Entramos em uma conversa a qual não me agradou de início, eu nunca cobraria o dinheiro para a cirurgia do seu filho, mas Swan estava disposta a entrar nesse assunto. Então eu simplesmente deixei com que ela derramasse os seus planos para quitar a sua dívida. Depois, ela começou a contar sobre ter iniciado algum tipo de trabalho, senti um leve pesar em meus próprios olhos, gostava de ter Emma na empresa... pena que fui tão imbecil. Respirei fundo e prestei atenção na maneira que ela soltava as palavras arrastadas naquele sotaque britânico. Isso mesmo, britânico. E inevitavelmente os lábios da mulher se tornaram muito mais atrativos a medida que a conversa se escorria, o assunto era interessante, mas a boca rosada...

— Regina...

Elevei os olhos. — Sim?

— Eu perguntei se você gostaria de comer mais alguma coisa? Ou mais vinho? – disse sorrindo.

— Ah, não. Eu estou satisfeita, obrigada.

— Certo. — ela acenou para o garçom e pediu a conta.

Retirei a minha carteira da pequena bolsa e, quando eu ofereci meu cartão ao homem, ela empurrou delicadamente a minha mão. — Eu a convidei, eu pago.

Desacostumada com aquilo, apenas revirei os olhos e guardei o objeto, sentindo-me estranha com a inversa. Eu sempre era quem pagava o jantar e afins.

Caminhando ao seu lado por entre as diversas mesas, notei alguns olhares maliciosos para a mulher, sabendo o quão bonita e bem vestida ela está aquela noite. Pegamos nossos casacos na entrada e um pouco mais aquecidas, saímos do restaurante, sendo abraçadas por um vento gelado.

— Podemos caminhar um pouco? — sugeriu, olhando para o fim da rua. — Eu gostaria de terminar aquela conversa.... – sussurrou, como se aquilo fosse um segredo.

Afirmei com a cabeça e esperei que ela desse o primeiro passo, mostrando a direção que gostaria de ir. Senti novamente o soar frios de mãos e a cada vez que seus ombros esbarram nos meus, um arrepio toma toda base da minha coluna. Já um pouco distante e digamos até que sozinhas, já que as ruas estão vazias, parei de andar.

— Diga... o que tem na sua cabeça?

— Você. — sussurrou mais uma vez.

— Eu? — franzo o cenho, um pouco confusa.

— Sim. Eu não sei... eu não sei como explicar. – ela fecha os olhos por alguns segundos. — Talvez eu esteja sendo equivocada, mas eu espero do fundo do meu coração estar certa sobre isso. Você sabe, desde o começo eu sempre fui atraída por você. Eu nunca, nunca em todos os anos da minha vida me senti tão atraída por alguém, como eu estou por você. Puta merda! Nunca senti tanto tesão por alguém. Depois da noite que passamos juntas, eu não consegui parar de pensar em você um único minuto. Me desculpe por isso, por ser tão sincera, mas eu preciso de mais... eu não estou falando de sexo... eu não quero ser mais uma dessas mulheres que você coloca na sua lista....— deu um passo à frente, ficando a menos de um palmo de distância, leva sua mão ao meu maxilar, deslizando a ponta de seus dedos gelados. Arrepio-me. — Eu preciso de mais do que sexo com você... — a outra mão abraça o meu quadril, juntando ainda mais os nossos corpos. — Eu estou... — sinto os pelos de todo o meu corpo ouriçados. — Eu estou completamente apaixonada por você Regina Mills.

Por alguns segundos acredito que o meu coração irá explodir com aquela revelação. Sua respiração irregular, queima em minha pele. Swan fecha os olhos e então, de repente, sinto os seus lábios tomarem os meus de forma lenta. Não percebi quando ela se moveu, apenas senti os lábios pressionarem os meus e as mãos, dessa vez, apertarem e trazerem o meu corpo cada vez mais para perto do seu.

Com um som abafado, eu agarro o seu pescoço com as duas mãos. Sentindo os cabelos macios enrolarem quase que de imediato em meus dedos. Emoção e excitação banha aquele beijo, e cada minuto sinto sua ansiedade contra os meus lábios.

Swan desliza a língua para fora, passando pelos meus lábios já entreabertos para recebê-la. A língua é maliciosa e brinca com a minha de um lado para o outro. Sugo o seu lábio inferior, dando selinhos após uma fraca mordida. Quando a respiração aperta e as palavras se amontoam em minha garganta, findo o beijo, encostando nossas testas e ainda sim, mantendo os olhos fechados.

— Eu... Eu... — aquelas palavras não eram usadas há um bom tempo. Ela sorri, como se entendesse. Respiro fundo e as mãos que antes seguravam o seu cabelo, estão espalmadas em seus ombros. Procuro pelas suas esmeraldas e quando as encontro é a hora daquelas palavras serem ouvidas...— Eu estou igualmente apaixonada por você, Emma... mas...

— Sem mas....

E antes que eu pudesse até mesmo ficar vermelha, suas mãos me acalentaram e a sua boca mais uma vez tomou a minha. Um sorriso tímido foi trocado entre o beijo e naquele momento, algo estranhamente bom se agitou em meu estômago. Como o famoso clichê...

— Borboletas no estômago. — deixo escapar assim que ela pausa o beijo.

— O que disse? — me encara, confusa.

— Oh, nada. — murmuro envergonhada, me repreendendo mentalmente. — Bom... acho melhor voltarmos... está ficando tarde para caminhar por essas ruas.

— Você tem razão. — como um cobertor arrancado no meio da noite, a temperatura cai quando ela se afasta.

Caminhando de volta, deixo a mão direita esticada ao redor do meu corpo, e bem, ela rapidamente a tomou e entrelaçou os nossos dedos. A olhei pelo canto dos olhos surpresa com a ação, notando um sorriso tímido escapar por seus lábios.

— Posso te levar pra casa? — perguntei, destravando o carro com o controle.

— Estou de carro.

— Ah, oh... bom. — então não são só as roupas que mudaram, Swan agora tem um carro. — Parabéns...

— Por que está me felicitando?

— Pelo carro....

— Ah-h... — o sorriso abre ainda mais. — Não é meu. Na verdade, é do namorado da minha amiga... ele gostaria de ficar sozinho com ela no apartamento, aí me emprestou o carro. Digamos que nos ajudamos essa noite. — deu de ombros e eu me encosto no capô, com muito mais frio do que antes.

— Não tô sentindo os dedos dos pés. — disse com humor negro.

— A temperatura caiu bastante mesmo. — se alinha entre as minhas pernas quando eu subo alguns centímetros e sento sobre o automóvel. Ela segura o meu quadril com as duas mãos. Não sei o que Emma havia tomado durante os dias que se passaram, mas aquele caminhão de atitudes está me deixando muito satisfeita. — Obrigada por ter aceitado o meu convite.

— Eu não poderia negar. — admiro seu rosto.

— O que vamos fazer agora? Quer dizer, — sorriu envergonhada ao perceber o duplo sentido — Como vai ser entre a gente?

Não tinha dúvida alguma sobre o que havia confessado há alguns minutos e, acredito nas suas palavras. Em todas elas. Eu só estou com medo de entrar em algo com tanta esperança e, depois ser deixada como antes.

— Vamos devagar. – murmurei, colocando uma mecha que insistia em cair em seu rosto, atrás de sua orelha. — Eu adoraria pedir uma mulher tão linda como você em casamento, ponderando os diversos olhares que você recebeu no restaurante, percebi que tenho bastante inimigos. — ela gargalhou, empurrando a cabeça para trás acompanhando o riso — Brincadeiras à parte, eu quero ir devagar, quero aproveitar e conhecer você. Assim como você deve querer me conhecer... — apanho o seu queixo com o indicador e o dedão, fazendo a ponte com seus olhos novamente. — Não sei o que ou até onde iremos, nem ao menos tenho vontade de saber, mas eu gosto da ideia de poder tentar algo....

— Eu também... eu também gosto da ideia de tentar algo com você...

Por mais que estivéssemos grudadas, soltei o seu queixo e fiz um movimento para que ela se aproximasse, levo a minha boca até a sua orelha.

— Você não tem ideia do quão gelada eu estou por dentro. Não excitada e fria, estou congelada. Se eu permanecer por mais dez minutos nesse tempo, eu juro que vou morrer muito antes de lhe dar mais alguns beijos...

— Certo. Certo. Vamos para casa então, por mais que eu queira lhe roubar mais alguns beijos entendo que está realmente frio essa noite.

— Vem aqui. — agarrei o colarinho de seu casaco e findei aquele último encontro em seus lábios. — Borboletas no estômago.

Escapou de novo, mierda!

— Disse algo?

Neguei rapidamente com a cabeça, envergonhada. Seus lábios acariciaram os meus levemente e um sorriso brotou entre eles...

Borboletas e todas as partes....

Notas finais
Mwah, ♥️