The Last Chance

15 Capítulo 14 - PVD DUPLO.


Notas iniciais
Oi gente, como estão? Já vou logo pedindo desculpas pelo meu atraso, mas dessa vez, não foi culpa minha. Meu notebook resolveu virar independente e só funciona quando quer agora. Hilário, mas é verdade. Dado a isso devo alertá-los que provavelmente mais atrasos venham a acontecer pelo mesmo motivo, então, não me matem. Também gostaria de colocar em pauta o assunto: reviews. Galera, o retorno de vocês para com a história anda me deixando um pouco chateada, notei que tenho mais de 200 acompanhamentos e que nem a metade da metade aparecem para comentar! Isso é horrível sabe, parece que não estão gostando ou que alguma coisa não os agrada. Veja bem, você não gastaria ao menos cinco minutos para deixar a sua opinião ao final do capítulo... então, por que parece tão difícil? Por favor, mudem isso... Comentários me motivam bastante, mesmo que sejam simples... Desculpem as pessoas que estão sempre presentes, desde já, quero agradece-las! É isso ai, aproveitem o capítulo e mais dois novos personagens! ** word parou de funcionar, então me desculpem pelos erros... combinações e etc akjsdas, vou dar um jeito de revisar mais tarde.** Evil kisses ♥

REGINA MILLS

— Você está demitido. — essa foi a minha palavra final ao olhar nos olhos intensos de Graham.

— Regina! — bateu enfurecido na mesa, se levantando da poltrona com o movimento. — Você não pode fazer isso!

— Não só posso, como já fiz. Aqui, a sua memorável carta de recomendação. — terminei, assinando e carimbando o documento.

O encarei seriamente, estendendo o papel que o pertencia. Ele o arrancou da minha mão com hostilidade, passando os olhos rapidamente pelo que nele havia escrito.

— O quê?! Você chama isso de carta de recomendação? Que merda é essa, Regina? Servi você como um escravo durante meses, sem ao menos reclamar e é isso que eu ganho? Não consegue fazer algo decente? — bufou, batendo à mesa novamente. — Já não chega esse motivo chulo pelo qual está me mandando embora.

Olhei para Elsa que se perdia em algo ao encarar através da janela, agradecendo mentalmente pela mente dispersa da garota.

— Primeiro; você estava literalmente aos berros com a sua coleguinha de trabalho. Falando em alto e bom som blasfêmias e alimentando a porra* do seu ego com coisas que você mesmo sabe que não são verdadeiras. Você é um rato… Eu o tirei do esgoto, te alimentei com as minhas migalhas. Você nunca foi mais do que alguém que sobrava na minha diversão. — sorri ironicamente. — E você sempre gostou… sempre fez o que eu mandei! — os punhos do homem abriam e fechavam, mas não me impediram de continuar. — Segundo; sua carta de recomendação está mais do que boa, ou você prefere que eu substitua por algo como: “Ótimo desempenho para encontrar prostitutas em bordéis sem ser visto.” ? Poupe-me de sua indignação, homem! Se não está contente, eu sinto muito, mas aqui… você não trabalha mais.

Graham me fitou de uma maneira que eu nunca tinha visto, amassou o papel que eu havia lhe dado e sorriu. Engoli seco com a atitude dele, achando por alguns segundos que iria correr até a minha mesa e agredir-me. Claro, não deixaria isso acontecer, mas confesso que senti medo de sua reação, porém, não transpassaria isso a ele, não daria aquele gostinho ao homem barbado.

— Eu não preciso de você, Regina. Você do contrário, precisa de mim… Ou já pensou como irá encontrar as putas, iguais a você, para comer?

Não pensei duas vezes para levantar da cadeira, caminhei furiosamente até ele. — Veja lá como fala comigo! — agarrei seu queixo, sentindo sua respiração irritada de encontro com a minha.

— Uh. Eu não preciso mais te obedecer, Regina. — retirou o seu rosto da minha mão, sorrindo de forma sínica. — Sabe de uma coisa…

— Oquê?

— Aquela mulher que você tenta tanto substituir… Emma Swan… — gargalhou. — Ela nunca vai gostar de você!

— Cala a boca! — revirei os olhos, jamais queria que Emma gostasse de mim, não da maneira como aquelas palavras haviam sido colocadas.

— Ué… Você acha que pagar para as mulheres transarem com você a agrada? — rui novamente. — Regina, Emma Swan pode até parecer tentada, mas no fundo ela tem é nojo de vo…

Não deixei com que ele terminasse. Explodi num súbito ódio e esbofetei com toda força o lado direito da face do homem, fazendo ele cambalear para trás. Ele segurou a parte afetada com uma das mãos, massageando o lugar que já começava ganhar uma cor avermelhada pela devasta pancada.

Sorri por dentro. O tapa havia sido na medida certa. — Quem você pensa que é para falar comigo dessa maneira, ein?! — ralhei indignada, querendo acrescentar outro tapa no rosto do homem quando ele se aproximou de novo, porém dedos magros abraçaram o meu braço, impedindo-me.

— Regina… — disse a loira, puxando o meu quadril para trás com a outra mão. — Ele está te provocando. Pare com isso, não vale a pena perder o controle assim.

— Deveria ouvir a sua nova puta! Não vai querer perder o controle, vai? — deu um passe para frente, piscou, com escárnio estampado em seu semblante.

— Ahhhhhh! Mas isso não vai ficar assim! — me soltei bruscamente de Elsa e fui em direção ao homem.

Graham não correu (mas se fosse eu no lugar dele, correria. — pensei), parecia não se intimidar. Ficou ereto quando ergui a mão mais uma vez.

— Bata! Bata de novo!

— Ai, Regina! — Elsa entrou no meio de nós dois, chacoalhando-me. — Se controla, Rê! Não tá vendo que é isso que ele quer?

Ponderei o olhar entre os dois, semicerrando os olhos e analisando mais uma vez a face dele.

Depois de alguns segundos, concordei com a cabeça, chegando a conclusão que a loira estava certa. Abaixei os ombros e fui para trás, tomando meu espaço pessoal de volta.

— Escolheu bem, parece. — provocou audacioso.

Revirei os olhos.

— Okay, eu cansei disso. Se deseja sair daqui com um pouco de dignidade, saia agora! Caso contrário, mandarei os seguranças para tirá-lo à força daqui.

Deu de ombros, como se não se importasse.

Passado alguns segundos, ele caminhou até a porta e me olhou pela última vez. — Um dia, você pagará por tudo o que está fazendo. — concluiu com um sorriso ridículo no rosto e se foi.

Quando a porta enfim encontrou o batente soltei a respiração apressada, sentindo as bochechas queimarem de raiva. Sempre soube que esse dia chegaria, só não imaginava que quando viesse, alcançasse o nível tão baixo como tal.

— Uau! Pelo jeito você é muito amada aqui. — ironizou Elsa, quebrando o silêncio.

Sorri.

— É, digamos que eu causo isso nas pessoas. — brinquei.

— Quebrou o coração do pobre rapaz… Coitado, Rê!

— O quê? Acha que ele estava…

— Apaixonado? Claro! — disse convicta. — Ele não faria esse drama todo por nada.

— Hum, não sei. — caminhei até ela. — Aliás, desculpe-me por isso. — empurrei-a contra a parede. — Não trouxe você aqui para isso… — falei baixinho em seu ouvido, raspando os lábios em seu pescoço.

— E nem pra isso… — me olhou com um sorriso safado, empurrando-me para trás. — Depois resolveremos isso… agora, quero saber porquê a minha priminha me ligou com tanta urgência? O que deseja?

Lambi os lábios, recordando-me de quando Elsa e seus pais costumavam a nos visitar, pretendendo passar uma temporada inteira em nossa casa. Sempre fomos bem próximas, onde depois de alguns anos, a nossa brincadeira na calada da noite tornara-se explorar uma o corpo da outra.

Era de longe feito na mais pura curiosidade. Recai o meu primeiro toque sobre os seios recém-formados de Elsa. Eram pequenos e conseguia abraçá-los por inteiro com a palma da mão. Mordia os lábios quando ela fez o mesmo, e então, decidi escorregar para o abdômen liso, nutrido por uma pele pálida e macia. Continuei a caminhada, parando em sua feminilidade, fazendo a menina fechar os olhos. Não soube de inicio oque estava acontecendo, movimentei meus dedos no local desconhecido, ouvindo da garota um grunhindo estranho. Quis rir, o que ela está sentindo? Mas então, ela repetiu o ato em mim, me concedendo a mesma sensação que corria seu corpo. Óbvio, não sabíamos o que estávamos fazendo, ou sabíamos mas era muito difícil para tentar entender. A única coisa que tínhamos plena certeza, era que tocar ali, em um ponto específico, nos fez explodir por dentro, de uma maneira surpreendentemente boa.

Desde então, sempre que Elsa vinha com seus familiares, nos encontrávamos na dispensa, onde ninguém poderia ver ou nos ouvir dado a distância dos quartos do mesmo. Porém aquela sádica brincadeira de jovens não duraria muito, pois Zelena, minha irmã nos flagrou quando veio em uma das noites buscar um pote de geleia. Zelena ficou estática, minha irmã mais nova nos encontrou completamente nuas, uma na frente da outra, acariciando “aquelas” partes. Elsa no segundo seguinte colocou suas roupas rapidamente, correndo atrás de Zel desesperada. Já eu, me vesti com paciência, peça por peça, sem me apressar. Minha irmã não diria nada, tinha certeza, pois apesar da pouca idade, vi de longe naqueles olhos claros como céu, um misto de curiosidade, semelhante ao de Elsa quando o primeiro toque aconteceu entre nós.

— Hey! Regina! — a voz me trouxe de volta para o presente. — Tá viajando, é?

Sorri, me aconchegando na poltrona, descansando os braços no suporte almofadado.

— Desculpa, estava apenas recordando algumas coisas. — falei maliciosamente e Elsa respondeu com um dos melhores sorrisos, entendendo o que de fato tirou a minha atenção. — Bem… Eu preciso da sua ajuda.

— O quê? Minha ajuda? — falou com escárnio, me fazendo semicerrar os olhos. — Sorry, do que você precisa?

— Zelena. — respondi seca, fazendo a mulher anuir o riso que se escaparia.

— O que tem a sua irmã?

— Ela estará em casa daqui duas semanas. Você sabe… festas natalinas… rever os familiares, aquela bobeira toda.

— Zelena vai vir pra cá? New York?

— Isso te incomoda?

— Sim… Quero dizer, não… mas...

— Ok. Você está me confundindo. — franzi o cenho. — Achei que se gostassem.

— Eu fiz com que ela fosse parar num colégio interno. Provavelmente o sentimento não seja recíproco.

— Em parte, é verdade. Se mamãe não tivesse as encontrado, ela não estaria lá. Mas Zel foi idiota, eu a avisei, “nunca faça isso no nosso quarto”... Ela não ouviu e deu no que deu. — respirei fundo. — Enfim, irá me ajudar?

— Não sei, Regina. Rever Zelena pode ser um problema.

— Por quê? Não lembro de nenhuma briga de vocês.

Nunca entendi direito o que as duas compartilhavam. Não teve aquela espécie de ciúmes ou coisa do tipo quando Zelena pediu a Elsa para tocá-la da maneira que fazia em mim. A loira por outro lado, ficou receosa, Zelena era mais nova do que nós duas, mas eu consenti, assegurando que se ela realmente quisesse, aquilo não tinha nada de ruim.

Quando Cora Mills descobriu sobre o suposto envolvimento das garotas, não tardou a tomar sua decisão, mandou a filha para um colégio interno e expulsou a sobrinha no meio da noite, deixando claro que se a visse perto de uma de nós novamente, contaria ao seu irmão o que a filha havia feito.

Depois disso, Elsa nunca mais voltou.

— Sua irmã é problema, Rê.

— Isso eu sei desde quando aquela ruivinha nasceu.

— O que você quer que eu faça, exatamente?

— Apenas faça ela se divertir… É algo simples, não é? — arqueei as sobrancelhas.

— Depende, Gina. Já faz um tempo que não converso com a Zel. Não acho uma boa ideia. — sorriu triste. — Mas por que você precisa de mim? Sua irmã adoraria se divertir em sua companhia.

— Essa maldita empresa! Não poderei dar tanta atenção a ela, preciso de alguém que faça isso por mim. — coloquei as duas mãos na frente do busto. — Quebra esse galho por mim?

— Isso não é um galho, é uma árvore das grandes! Mas espera, trabalhará no Natal?

— Não. Claro que não. — me senti ofendida. — Estou falando dos outros dias.

— Hum… Tudo bem, mas tem uma condição?

— Qual? — disse animada, pronta para qualquer regra à cumprir.

A loira se levantou, caminhou até a porta. Estranhei, mas logo sorri quando percebi o “click” da chave rodando na fechadura.

A loira voltou a me fitar, andando de encontro a minha mesa. Logo notei a sua mão descer em conjunto com o zíper na lateral do seu corpo, deixando o vestido azul-claro cair em seus pés.

Eu tinha a vista privilegiada do corpo magro. Porém em uma minúscula lingerie ela me fez salivar, sentindo o formigamento no centro já quente.

— Vamos relembrar os velhos tempos. — disse num fio de voz, levando suas mãos para trás e se desfazendo de seu sutiã, deixando seus seios lindos à mostra.

— Não precisa falar duas vezes. — levantei e caminhei até ela. Agarrei a sua cintura e a puxei para um beijo com pressa. — Eu quero… Em cima da mesa… — sussurrei entre seus lábios, passando as mãos bruscamente em todas as suas curvas.

— Como quiser… Majestade.

EMMA NOLAN SWAN

Os dias foram se passando e eu parecia carregar o mundo nas costas. O sono, tornara-se o meu pior inimigo, pois a mente parecia nunca se acalmar, vivendo em uma constante tempestade para procurar uma solução para a quantia necessitada.

De acordo com o Dr. Whale, sua amiga, a tal da Arizona Robbins concordou em ajudar, permitindo que a quimioterapia fosse feita ali, em New York. Mas de qualquer forma, teria que levar Henry até Seattle para fazer a cirurgia. Após uma longa conversa com o homem, descobri como funcionava todo processo de preparação de meu filho e, que teria poucos dias para conseguir toda aquela grana ou Henry poderia não suportar a retirada do tumor. Entrei em pânico, sabendo que seria impossível conseguir quase R$35.000,000 reais em menos de duas semanas.

Henry faria a sua primeira sessão de quimioterapia hoje de tarde, onde só foi possível pelo dinheiro que eu consegui no banco e por Mary, que se prontificou a levá-lo, já que eu… teria que trabalhar. Meu coração se afundava no peito por não poder estar ao lado dele, mas o que eu poderia fazer? Mesmo que não seja muito, mas o mero salário que ganho na Apple ajudava de alguma forma com as despesas da casa ou com os medicamentos que Henry teria que tomar.

Foi difícil contar a ele o motivo que teria que ir ao hospital naquele dia. Mas, mais difícil ainda foi responder uma de suas perguntas:

— Mãe, eu vou morrer?

Aquilo me massacrou por dentro, meus olhos no rodar dos segundos se encheram de lágrimas. Tive que me esforçar para não cair em prantos, não queria apavorá-lo.

— Eu nunca deixarei isso acontecer, garoto! Tá ouvindo?

Puxo-o para um abraço cheio de dor, apertando-o e soltando beijos no topo de sua cabeça carinhosamente. Fecho os olhos à medida que ele acalma a sua respiração em meu colo e as suas mozinhas relaxam em minha cintura, Henry estava caindo no sono novamente e eu teria que ir trabalhar. Beijei-o pela última vez antes de colocá-lo na cama, colocando em mente ao deixar o quarto que; mesmo sem saber de onde ou como começar, eu caçaria alternativas em todos os lugares. Estando disposta a fazer de tudo para salvar sua vida.

Aquela ideia rodeou a minha mente todo o dia, não prestando atenção em quase nada do que acontecia na empresa. Belle, devido a um resfriado não pode vir trabalhar, então, não tinha com quem conversar ou até mesmo desabafar. Estava perto da hora do almoço quando ouvi passos vindo em minha direção e no minuto seguinte, aquela voz soou em meio ao silêncio.

— Miss Swan. — disse um pouco impaciente.

— Sim? — olhei-a por cima dos ombros.

— Tem uma entrevista marcada para as três. — sorriu se afastando. — Se prepare.

— O que? Como assim? — franzi o cenho, olhando pela primeira vez naqueles olhos castanhos.

— Uma entrevista, ué. — revirou os olhos, se afastando, colocando a bolsa em um dos ombros. — Ela é sua! O currículo está na minha mesa… Pode pegá-lo, a porta está destrancada.

— Mas eu nunca entrevistei alguém! — falei nervosa, sentindo as bochechas corarem.

— Hum… — sorriu grande. — Então trate de se esforçar na sua primeira vez.

Com isso, a Srta. Mills deixou a sala.

Devido a mente perturbada, parei de prestar atenção nos detalhes. Até mesmo em Regina que vivia me tentando, porém ao ligar os fatos, percebi que uma de minhas suposições tornara-se realidade. Graham, havia sido demitido, então, tal entrevista seria ligeiramente para substitui-lo.

Sem delongas quando voltei do almoço, fui até a sala da mulher, como ela mesmo recomendou. Um pouco receosa ao entrar, (jamais adentrei tal lugar sem a companhia de Regina, parecia errado estar ali sem sua presença) tive que respirar fundo e assim, abri a porta.

Bom, Mills disse que estaria encima de sua mesa, eu só não imaginava que a mesa da mulher estivesse tão lotada de papéis. Cocei a cabeça não sabendo se procurava o papel dentre as suas coisas ou não.

— Que situação! — murmurei para mim mesmo, tomando coragem para achar o meu papel; já que não teria outra opção.

Quando enfim o encontrei, depois de alguns minutos, acidentalmente acabei deixando cair uma pasta lotada ao chão. Murmurei alguns palavrões e me agachei, catando-os rapidamente. Sem querer, acabei prestando atenção em uma das folhas, não era da minha conta, mas fiquei curiosa quando vi o faturamento anual da empresa grifado por um marca-texto vermelho. Fiquei encabulada, era tantos zeros que eu mal consegui contar a quantidade. Era muito dinheiro. Muito dinheiro mesmo.

Organizei a mesa antes de deixar o local, pensando que em outra vida, eu poderia nascer uma Regina Mills.

(...)

— Bell… Mac… Droga… Bell Mac-l… Ugh! Bell Maclaver! — comprimi os olhos. — Que nome estranho! — pensei alto demais, esquecendo-me que a garota estava ali. — Ah, desculpe-me!

— Tudo bem. — disse ela, sorrindo gentilmente. — Se ficar mais fácil, me chame de Tinker.

— Tinker? — arqueei as sobrancelhas. — Como Tinker Bell? A fada? — me segurei para não rir na frente da moça.

— Sim, mas é só um apelido. — pareceu envergonhada, pois desviou o olhar.

— Hum… — repreendi-me, o que eu estava fazendo? Deveria ser educada e não caçoar do candidato.— Está bem Tinker… Vamos começar.

“Vamos começar?”. Hilário, mas eu não sabia realmente como começar. Era estranho avaliar alguém sem ao menos receber os requisitos que Regina queria. Mais estranho ainda, era eu estar ali.

O tempo foi passando e recordei-me de quando fui entrevistada para Apple, então direcionei à garota as mesmas perguntas.

Tinker, ou Bell, era de longe uma boa pessoa, conseguia sentir a sua áurea assim que a mulher começou a detalhar sua vida. Simpática a loira, gostei de seu perfil. Bonita e bem vestida, aposto que seria um prato cheio para Regina. Okay. Isso não é legal. Revirei os olhos para mim mesmo, não sabendo por que estava tão desconfortável ao imaginar Mills com graça com a loira. Cheguei a quase anular o currículo da moça, mas seria muita injustiça, não cabe a mim julgá-la por meus próprios e desconexos pensamentos.

— Tudo bem, Tinker. Encaminharei o seu currículo para a minha chefe e ela decidirá. Assim que obtivermos uma resposta, ligaremos para você. — falei por fim, concluindo a entrevista e oferecendo-lhe um aperto de mão ao levantar.

— Estarei aguardando. — falou sorridente, apertando a minha mão levemente.

Estávamos em uma sala reservada e acompanhei Bell até a porta, acenando e sorrindo quando ela se foi. Se eu tivesse me encarando do outro lado, com certeza veria o quão patética era a minha expressão facial, concluindo que eu não servia para esse tipo de coisa; avaliar pessoas.

Voltei a minha mesa, colocando o currículo de lado e liguei o computador. Quando o plano de fundo se acendeu na foto de Henry com o logo da empresa ao lado; Uma ideia passou por minha mente… Com certeza não era o que eu queria... Mas me fez sorrir boba por alguns instantes…

— Regina… Mills...

Notas finais
Touche!! Agora vai, não vai? Graham foi demitido, o que acharam do momento de discussão entre ele e a Regina? Será que ele tem potencial para se vingar dela? Se sim, vocês imaginam como? O que vocês acharam da Elsa? Acham que a Tinker deve se tornar "regular" kkk? E a Emma, como se saiu nesse capítulo? Um beijo e até o próximo!