The Last Chance
44 Capítulo 43
Notas iniciais
THE END
Dia "D"
O sol à beijar o mar anunciou que estava na hora. Os reflexos do entardecer enalteceram a beleza dos crisântemos e rosas brancas espalhadas por todos os lugares, trazendo mais cor ao dia tão bonito. Sorrisos foram destinados à entrada do belo jardim quando a melodia de abertura começou a tocar, era notória a ansiedade de todos ali, mas não chegava aos pés do que Regina Mills estava sentindo.
A mulher que tanto se policiava se enxergou tão docemente apaixonada, que suspirou profundamente ao ver Emma Swan em um vestido azul bebê, acompanhando sua melhor amiga Mary Margareth Blanchard até o altar.
Os cabelos loiros ondulados, com uma pequeno dente de leão atrás da orelha foi como uma espécie de paz em seu coração. Saltos, oh sim, Emma Swan usa um par de sandálias nude, que a fazia flutuar. Maquiagem, espetacular,. Pensou que a fase do "frio na barriga" havia passado, tola derretida, tão enganada Mills.
Emma assim que ofereceu a mão de sua amiga à seu sócio e também amigo, procurou por Regina e seguiu para se sentar ao lado de sua namorada. Sentiu certo rubor pela maneira que os olhos castanhos a seguiram até o acento. Mas logo se colocou a observar sua fiel espectadora.
— Você está linda. – sussurrou, vendo um sorriso se abrir no rosto da morena.
— É, você não está tão mal. — brincou, jogando-lhe um beijo silencioso.
Emma o retribuiu e se não fosse o cerimonialista começar a falar, seus olhos se manteriam no corpo ao seu lado, onde o vestido delineava todas as suas curvas, inclusive os seios. Ambos vestidos tão iguais, mas tão diferentes ao mesmo tempo pela estrutura e corpos.
Blanchard estava vestida de neve e encantava aos convidados. A grande calda, o véu e os olhos tão brilhantes quanto os de James. Amor banhava todo o local. O "sim" soou como música e, o beijo apaixonado timbrou a nova vida de ambos com felicidade.
— Mamãe! – disse Henry ao se aproximar. — Como eu me sai? – se referia às alianças levadas por ele ao altar.
— Perfeito, garoto! – bagunçou os cabelos castanhos. — Gina, gostei do seu vestido. Você está muito bonita e elegante!
— Obrigada meu amor. O seu traje está espetacular, mas... — levou as mãos para a gravata borboleta, colocando-a no lugar. — Pronto! Agora sim.
— Obrigada...
— Ei, porquê só a Regina ganha elogios... rum?
— Ah, mamãe... deixe de ser ciumenta, você também está legal.
— Legal? — cruzou os braços em falsa chateação.
Regina assistia aos dois com um sorriso bobo no rosto, se um fotógrafo a pegasse, ela com toda certeza ficaria envergonhada.
— Uh, tá linda também mamãe... – deu de ombros.
Emma assim sorriu, satisfeita pelo elogio.
Para a pista de dança foram todos encaminhados e ao som de uma música típica, os recém-casados bailaram lindamente.
— Eles estão tão bonitos, não acha? — cochichou Emma no ouvido de sua namorada. — Meu garoto vai acabar passando mal, olha como ele está comendo aqueles doces.
— Foi um dos casamentos mais bonitos que eu já fui. Formam um belo casal. — respondeu no mesmo tom. – Deixe-o, crianças gostam de doces...
— Não só crianças...
— É, você também. — sorriu.
As duas estavam sentadas, apenas observando. Emma notando os outros casais caminharem para a pista, se colocou de pé rapidamente e estendeu a mão para Regina, a chamando claramente para dançar.
— Sério? — ergueu uma de suas sobrancelhas, contestando se iria ou não.
— Prometo não pisar em seu pé. Vamos, todos estão dançando. A música já já melhora para um ritmo mais animante.
— Olha, um só pisão e eu volto a sentar.— brincou e abraçou a mão da outra com a palma.
A loira a levou mais para o meio da pista e devagar se aninhou ao pequeno corpo. As pequenas mãos de Regina abraçaram sutilmente os ombros de Emma e devido ao salto, seus olhares se conectaram mais facilmente. Sorriram e então, balançaram de acordo com o ritmo.
Haviam duas atmosfera naquele salão, a dos noivos obviamente notado por todos e, a de Emma e Regina, que pareciam estar em uma bolha só delas, onde os olhares se apreciavam, as mãos acalentavam e os passos se deslizavam cada vez para o fundo de ambas. Não era possível explicar os sentimentos que compartilhavam ali, mas nada, nem se quisessem, se distanciava de amor.
— Atenção a todos — uma voz se ecoou alta por todo ambiente, fazendo todos prestarem atenção.— principalmente as madrinhas e as mulheres... a noiva solicita que todas se concentrem no centro do salão.
Emma e Regina demoraram mais do que os outros para se desconectarem e só o fizeram por que algumas pessoas esbarram em ambas à medida que o salão se esvaziou. Emma olhou para Regina e não evitou em sorrir ao entrelaçar seus dedos nos dela, a arrastando antes que a mesma reclamasse para o centro com as outras mulheres.
— Sai da frente Sis, esse vai ser meu e da Ruby! — Zelena sussurrou no ouvido da irmã. Regina gargalhou.
— Fique à vontade, Emma quem me arrastou até aqui.
Emma se fez de desentendida e nada comentou, apenas se concentrou ao redor, notando sua melhor amiga piscar para ela e se virar de costas de imediato. Emma franziu o cenho e soltou as mãos de Regina naquele instante, fazendo a morena também prestar atenção em Blanchard.
— Um... dois... — Regina se virou de costas, já abandonando a namorada para voltar a se sentar. — três!!!
Todos os brilhantes olhos seguiram o pequeno arranjo de flores ser jogado aos céus. A ambição para tê-lo faziam as mulheres se trombarem, a total loucura pelo "prometido". Emma acompanhou todo o trajeto das flores e seu coração quase saiu pela boca, onde encontrou uma Regina de costas para todas, tendo o buquê em seus pés.
Regina engoliu seco e de forma automática se abaixou para pegá-lo. Em seu meio giro, sentiu suas bochechas corarem, todos estavam olhando para ela. Algumas com total desprezo e inveja, outras felizes, e bem... Sua Emma. Estática com a boca entreaberta.
— Porra Gina, se eu soubesse que você iria me tapear tinha lutado mais. — Zelena comentou, estalando os dedos na frente dos olhos castanhos. — Ei, volta pra terra irmã!
O salão novamente foi ocupado pelos convidados onde a música voltou a tocar. Emma a observou de longe, mas não se aproximou, estava nervosa pois não sabia o que falar.
Regina ouvia perfeitamente os comentários de Zelena e apenas lhe ofereceu, pois não tinha o menor intuito de pegá-lo.
— Aparentemente foi sorte, mas você o quer mais do que eu. Aqui, pegue.
— De maneira alguma, eu estou apenas brincando com você. Ruby e eu ficaremos bem. — apontou para a morena com mechas vermelhas na pista. — Você está bem?
— Uhum.
— Mesmo? Parece desatenta.
— Estou apenas pensativa. — elas foram até as cadeiras, sentando-se.
— No que está pensando? — Zelena tomou um gole de sua champanhe, sentindo as gotas estourarem no céu de sua boca. — Caramba, que delícia.
— Você acha que eu e a Emma temos algum futuro? De verdade mesmo?
— Não entendi a sua dúvida por que é óbvio que sim. Está mais do que escrito nessa sua testa de amolar faca que vocês vão longe.
— Você me respeite. Eu estou falando sério, Zelena.
— Brincadeiras à parte, eu também estou falando sério, Regina. — sorriu e acariciou os dedos da irmã, que tinha os olhos no pequeno buquê nas mãos. Zelena entendeu. — A gente nunca terá certeza de nada, nem do tempo ou até mesmo de quanto vai durar.... mas eu acho que você tem muita certeza do que sente, assim como a Emma que abriu a vida dela para você. Ela deixou você entrar na vida do Henry, do filho dela que estava doente... Tem noção disso? Se fosse passageiro, você não estaria aqui, eu não estaria no casamento da melhor amiga dela. Entende?
Regina apenas afirmou com a cabeça, ainda perdida em seus pensamentos.
— Bae, eu vou atrás da Ruby por que aquela loba fedida já sumiu. Por favor, não pira.
— Ok. — respirou fundo e sentiu os lábios da irmã beijarem sua testa.
Regina observou sua irmã se afastar e no meio do caminho seus olhos avistaram um Henry entretido com uma mesa repleta de macarons.
— Chega ser incrível como todas as coisas caem aos seus pés, não é mesmo? — Emma a assustou e Regina deu-lhe um leve soco no braço.
Regina limpou a mente e sorriu.
— Claro, como poderia ser diferente. — deu de ombros, encarando as esferas verdes analisarem as suas castanhas. — Acho que devo estar sendo a odiada. Aquelas mulheres estavam quase se matando para pegá-lo.
— É, digamos que amor aqui é só o meu e o do meu filho, o resto no mínimo não te suporta.
Regina sentiu o coração aquecer e dessa vez ela quem estendeu as mãos para que Emma levantasse. Emma aceitou e ficou a centímetros do corpo menor.
— Eu sei que alguma coisa está povoando os seus pensamentos, Regina. — ela sussurrou.
— E tem. — sorriu de canto. — Podemos ir lá fora por um instante? Gostaria conversar com você.
— Certo, podemos. Mas se você for terminar comigo, eu juro que te jogo na piscina.
Regina conteve o riso e as guiou para o jardim dos fundos.
Emma sente a brisa balançar seus cabelos, enquanto a temperatura baixa resseca ligeiramente os seus lábios. Suas mãos estavam suando e o calafrio subia dos pés à cabeça. Sentia-se estanha e ansiosa para saber o que a namorada queria. Se concentrou no céu quase sem estrelas, querendo ocupar um pouco a mente enquanto caminhavam em um silêncio quase insuportável.
Regina para de andar assim que se sente afastada o suficiente de todo barulho, queria ser ouvida, Emma quase tropeça em seus próprios pés por estar caçando as poucas estrelas.
— Por que você nos trouxe até aqui? — perguntou a loira.
— Eu precisava de um lugar mais silencioso...
— Você não está planejando me matar, né?
— Você e as suas piadas. Não, Emma.
— Que piada? Vai que eu estou encrencada e não sei... Voc...
— Emma, cala a porra da boca. — aumentou o tom, e olhou ao redor. — por favor.
— Desculpa, eu estou nervosa... Você sabe que quando eu fico nervos...
— Emma! — advertiu mais uma vez.
— Ok.
Regina sorriu com o silêncio tão esperado da outra mulher e tomou novamente suas mãos com as suas. Respirou profundamente e a encarou por vários segundos. Seus olhos castanhos tornaram-se negros na pouca luz.
— A gente tem que conversar... algo importante.
— Você quer terminar comigo, né? — supôs, entrando em total desespero.
— Emma...
— Ah, estava muito bom pra ser verdade... eu sabia... por isso você estava estra...
Regina revirou os olhos e tomou o rosto de Emma com as duas mãos, a olhando tão de perto que os olhos poderiam enxergar à alma. Seus lábios se tocam devagar, mas não se beijam completamente.
— Você fala demais. — disse baixinho. — Eu não quero terminar com você, Swan. — Emma abriu um sorriso quase impossível, já que as mãos latinas estavam uma em cada lado de sua bochecha. — Eu quero mais...
— Mais? — disse com dificuldade.
— Uhum.
— Com..o?
Regina sorriu e selou os lábios rosados brevemente e a deixou. Por alguns segundos Emma fechou os olhos aproveitando o gosto de maçã em seus lábios, mas quando voltou a encarar o mundo, surpreendeu-se.
Mills ajoelhada a observou e tomou-lhe uma das mãos ainda sentindo a combustão fluir pelo toque dos dedos. Está tensa e ansiosa para o que está na ponta de sua língua. Seu estômago é um caos, borboletas e nuances da ânsia pelo nervosismo. Soltou uma generosa lufada de ar e sob a vigília curiosa das esferas esverdeadas proferiu...
— Você quer casar comigo, Emma Nolan Swan?
Borboletas no estômago. Borboletas revirando o estômago....
— Eu... é... ham... bem... wow....
— Apenas responda o que o seu coração mandar, não ficarei chateada... Podemos... esperar.
Borboletas em todos os lugares possíveis do corpo... Olhos verdes, marejados... Castanhos, nervosos...
— Regina... levanta... levanta, por favor.
— Ok. Isso... é um não. — levemente desapontada consigo mesma por achar meter os pés pelas mãos, a morena levantou, retirando um pouco da poeira que ficou em seu vestido pela posição anterior.
— Mills...
— Tá tudo bem Emma. Vamos voltar para o salão... Já devem estar procurando por nós. — respondeu dando de ombros, tentando voltar ao eixo de seu próprio mundo.
— Espere...
— O que? — dessa vez a encarou.
Emma sorriu ao vê-la assim, como se alguém lhe tivesse roubado um doce.
— Eu não respondi...
— Leve o seu tempo.
— Você...
— Eu?
— Me deixe falar droga!
— Ugh, okay. — revirou os olhos.
— Você.... — fungou e ficou a um palmo de distância da mais velha. — Você não sabe o quanto eu esperei por esse momento... E sim, é claro que eu... aceito me casar com você Regina Mills....
— Se você estiver zoando com a minha cara, eu te mato sua imbecil.
— Eu aceito idiota! Eu aceito de todo o meu coração, casar-me com você....
O beijo acalentado de amor findou o pedido. As pupilas dilataram-se no observar de cada uma. Os dedos entrelaçados. A respiração quente, ofegante. O meio sorriso... tudo remetia ao amor.
Ambas saíram dali com sorrisos tão intensos que qualquer um poderia enxergar a felicidade transmitida. De mãos dadas elas retornaram ao salão e rapidamente suas pernas foram abraçadas pela pequena estrutura de Henry.
— Mom eu tava procurando você... e você também tia Gi. – olhou para as mulheres com leve preocupação.
— Desculpa amor, é que... — Emma sorriu ainda mais e apertou o entrelaço de seus dedos com o de Regina. — a mamãe foi arrastada de maneira pacífica para o lado de fora...
— Emma! – Regina a repreendeu e Henry gargalhou.
— Vocês estão sorrindo feito duas bobonas.
— Henry! – disseram em conjunto, o que rendeu olhares trocados.
O menino que muito bem conhecia a sua mãe soube de imediato que ela estava escondendo alguma coisa, mas em sua mente de criança sábia achou melhor perguntar quando estivesse a sós com ela. Talvez fosse uma surpresa para a "Tia Gi", como ele mesmo passou a chamá-la.
Quando o relógio apontou para quase três horas da manhã, a elegante BMW M4 Coupe vermelha estacionou na frente da Mansão Mills e enfim aquela noite poderia ser findada., pelo menos para quem quisesse dormir, vulgo Henry.
Depois que Regina se prontificou a colocar o filho de sua recente noiva na cama, seguiu para o seu quarto de imediato do outro lado do corredor.
No ambiente na meia luz, o corpo latino se escorou na porta de madeira assim que a fechou, segurando, sem se quer perceber, a sua respiração ao ter na vigília Swan abrindo o zíper do seu vestido de festa, onde o tecido logo se acentuou em sua fina cintura, deixando o colo desnudo.
Sem fazer barulho algum, a mulher mais velha se aproximou e parou atrás do corpo esguio. Os lábios carnudos de Regina se arrastaram pela pele alva e beijos demorados marcaram o pescoço tão convidativo de Emma. Gemeu baixinho com o arrepio que lhe tomou dos pés à cabeça, e a muito custo abriu os olhos e as viu no reflexo do espelho em sua frente. Quando os olhos se conectaram no objeto, a queimação de seus ventres veio de forma devastadora.
Mills passou seus braços ao redor do corpo em sua frente e sem desconectar o olhar que ainda trocavam, abraçou os seios de Emma com certa luxúria, possessão. Os mamilos se entumeceram na palma quente da mulher, lhe arrancando um sorriso movido a provocação.
— Regin-a... — Emma gemeu sentindo seus mamilos serem presos pelos dedos menores.
Emma levou uma das mão para trás dos fios negros e os puxou da maneira que conseguiu. O grunhido escapou pelos lábios já não tão avermelhados como no início da tarde e seu corpo se encaixou ainda mais no da loira. Depois de muito acariciar e excitar os bicos já endurecidos, as polegadas latinas adoraram o rígido abdômen, encontrando já no final do quadril o tecido enrugado do fino vestido.
Emma olhou mais uma vez para o tentado reflexo de ambas e seus olhos rolaram quando além dos dentes branquinhos cravarem na curva do seu pescoço, a mão da menor se escorreu para dentro de sua calcinha. O tesão lhe incendiou a alma com os segundos seguintes, onde os dedos macios abraçaram de forma zelosa o seu clitóris. O fio de excitação logo lubrificou todo o seu depilado sexo e Regina se obrigou a sorrir com aquilo.
— Sempre tão molhada para mim, Emma.
A voz banhada de desejo fez a menina-mulher quase enlouquecer e o gemido lhe escapar sorrateiro. Olhos se conectaram mais uma vez. Fogo.
Com um dos pés para não perder a posição a morena trouxe um dos pequenos puff à esquerda de Emma.
— Tire esse vestido e essa calcinha antes que eu os rasgue. Use-o como escora para uma de suas pernas – referiu-se ao objeto almofadado.
A autoridade com que disse aquelas meras palavras, poderia ser o estopim para o ápice da outra, mas se conteve e obedeceu de forma quase submissa.
Já totalmente da maneira que Regina ordenou, Emma se viu totalmente exposta naquela posição e chegou a ganhar certo rubor em suas maçãs em ter os olhos castanhos vidrados em seu corpo no espelho.
As mãos então se encharcaram com o sexo molhado mais uma vez, onde Emma sentiu o gosto de seu próprio sangue ao morder a língua para evitar gritar. Regina dedilhou seus dedos com certa maestria na boceta tão convidativa da outra, abriu os grandes lábios com o indicador e o dedão, brincando em sua vulva com o terceiro dedo.
— Porra! — Emma vociferou em uma voz com a oitava menor, segurando os seus próprios seios em declínio.
— Sua boquinha suja me deixa louca. – diz Regina, deixando um tapa na boceta completamente úmida.
— Meu deus Regina...
Emma se contorceu tanto pelo tesão da palmada, quanto pela pequena mão retomar suas brincadeiras em seu sexo. Mills escorregou o indicador para a entrada da mulher e apenas a ameaçou, rondando sua entrada em círculos anti-horários. Emma impulsionou o próprio ventre para frente e com uma das mãos abraçou a mão menor, empurrando o dedo para dentro de si com tanta vontade que Regina mal teve tempo para poder voltar às suas provocações, já está dentro.
Os cabelos loiros se escorreram pelos ombros e costas latinas quando Emma tombou sua cabeça para trás, a sensação de preenchimentos é deveras inefável. Regina deixou sua noiva se acostumar com a penetração lenta e só depois da certeza que teve pelo líquido escorrendo por sua entrada, aumentou o ritmo para logo ganhar profundidade também. Enquanto seus ágeis dedos entravam e saiam de Emma com rapidez e domínio, seus negros olhos tiveram a dádiva de encarar seus corpos colados no reflexo do espelho. A boca entreaberta da loira procurava por ar a medida que suas entranhas começavam a queimar e a retração de seu broto inchado começou a raspar na palma da mulher menor à medida que as estocadas a levava a cada instante para à borda de seu orgasmo.
— Amor... — Emma gemeu manhosa, impulsionando o seu sexo para frente na procura daquele atrito gostoso com a pele da latina. — Me faz gozar... por favor...
Na súplica proferida pelos finos lábios, Mills sentiu sua calcinha molhar com tanta avidez que poderia dizer de boca cheia que quase gozou. Não deixou com que seus pensamentos impedissem de realizar o feito na intimidade da sua mulher, bombardeando a boceta de Emma com uma sequência tentadora de investidas rápidas. A loira se agarrou aos pequenos braços de Regina e ao fincar suas unhas nos bíceps muito bem definidos, proferiu mais uma vez o nome de sua amada e suas pernas então se amoleceram.
— Meu deus... Eu...ãnh... — choramingou quando Regina saiu do seu interior e abraçou seu clítoris totalmente abarrotado pela sensibilidade. — Porra...
Regina apenas lhe ofereceu mais um de seus sorrisos sinceros e a ajudou a sentar-se no puff que há pouco estava usando de apoio. A mulher mais velha se afastou um pouco e por fim decidiu finalmente se livrar do seu próprio vestido. Swan apoiou os cotovelos em suas pernas e manteve os olhos fechados à medida que ainda tentava buscar oxigênio e acalmar as batidas do seu coração. Após alguns minutos, no qual já se sentia no eixo da terra novamente, levantou a cabeça para enfim encarar a mulher de seus sonhos.
Regina Mills à essa altura já está sobre os finos lençóis egípcios, onde a nudez já expõe o seu impecável corpo e deixando o irrecusável convite da outra se juntar a ela. Emma mordeu os próprios lábios com a tentada visão e levou um de seus dedos à boca, acariciando o local ao passo que as pernas latinas se abriam ainda mais.
— Você é uma provocadora, Regina Mills... — sorriu de canto. — Mas eu te garanto que hoje, noite a qual se tornou minha noiva... eu não irei te provocar como está fazendo agora. — Emma se levantou e viu o semicerrar dos olhos castanhos.
O corpo esguio enfim conseguiu se manter de pé e Emma caminhou pelo quarto, parando em frente a rica prateleira. Abriu uma das gavetas e depois de revirar alguns itens encontrou o que de fato estava procurando. Sorriu com a surpresa dos olhos da outra quando começou a vesti-lo.
— Exatamente, Srta Mills. Eu vou te foder duro, gostoso e sem provocações. Quero que sinta, que grite o meu nome quando eu entrar e suplique para que eu não saía.
Mills cravou os dentes em seu lábio inferior e levou uma das mãos para o seu monte de vênus, encontrando o seu clítoris para masturbá-lo. Os olhos esmeraldas se tentaram ainda mais com a visão da mulher mais velha se tocando bem ali na sua frente e teve que segurar seus instintos primitivos para não atacá-la com tanta ganância.
Emma se deslocou pelo quarto com o objeto já fixado em sua cintura e seguiu para cama, sem desviar um instante se quer dos olhos avelãs, que também lhe queimavam a alma. Engatinhou no móvel macio e escorregou o seu corpo definido pelo da menor, esfregando todas as suas partes na pele tão quente. Regina segurou o gemido em sua garganta quando a prótese do strap-on tocou sua parte íntima.
— Mesmo sem lhe tocar ainda, sei o quão molhada você já está para mim. — Emma sussurrou bem próxima aos lábios da outra.
— Por que você não confere para ter certeza. — Mills provocou, se esfregando ainda mais na mulher.
Emma por mais tentada e destinada que estivesse apenas lançou-lhe um sorriso galanteador e sem avisar, tomou para si os lábios carnudos em um beijo lento. Assim que teve passagem, suas línguas se tocaram e ambas gemeram com o calor que emanou com aquilo. As pernas menores apertaram-se ao redor dos glúteos branquinhos e as mãos se embromaram no longo cabelo de Emma. Depois de reconhecer todo o céu da boca de sua amada, Emma findou aquele beijo para poder respirar um pouco, mas a medida que seus pulmões se enchiam novamente com oxigênio, Regina perdia ainda mais o seu com a continuidade dos beijos da loira em seu queixo e pescoço.
Emma não tinha intenção de provocar, nem se quer de demorar em suas investidas, mas queria aproveitar cada pedacinho de pele e sentir em seu paladar o misto sabor do corpo da mulher a quem hoje tornara-se ainda mais especial em sua vida. Quando deu-se por satisfeita, levou os dedos aos mamilos pré entumecidos e os beliscou, arrancando dessa vez o gemido que Regina pensou ter engolido. Emma a encarou assim que seus ouvidos captaram aquele delicioso som e então continuou a devorar os pequenos seios.
— Emm-a-a-a... — soou como um sussurro, enquanto o corpo se ondulava embaixo da outra, sentindo o leve tocar do brinquedo na sua boceta.
Swan então escorregou sua língua pelo vale dos seios pequenos e molhou a pele latina até o umbigo, rondeando a região para logo assim chegar no ápice da mulher. Regina resfolegou com a parada e olhou para abaixo, abrindo ainda mais suas pernas a espera que Emma lhe chupasse como ansiava. Os olhos esmeraldas tornaram-se quase negros com as pupilas dilatadas — Ah quem diga que aquilo era a prova viva do amor — e assim ela fez o que fazia de melhor, escorregou o seu membro quente do clítoris até o ânus de Regina, causando uma sensação deveras avassaladora no corpo menor quando sua língua rondeou vagarosamente o seu buraquinho virgem e subiu no mesmo ritmo da entrada ao seu clitóris, repetindo o movimento três insuportáveis vezes.
— Puta que pariu! — geme alto dessa vez, se arrepiando por inteira e sentindo o tesão correr por cada canto de seu corpo.
A mulher de estrutura maior então levantou o seu tronco ainda sentindo o gosto maravilhoso de Regina em sua língua, ronronou de excitação e apertou o pênis em seus longos dedos, raspando propositalmente em toda boceta, que a essa altura se encontra toda lubrificada para qualquer tipo de penetração.
— Por favor.... — Regina implora e movimenta seu corpo para frente à procura de mais contato com o objeto.
Emma chega a soltar um sorriso no canto dos lábios, tão excitada quanto a outra para entrar em sua boceta e fazê-la gozar quantas vezes fosse possível. E sem mais enrolar para suprir seus desejos, ela movimentou a ponta do strap-on para a fenda extremamente molhada, respirou fundo e enfim a invadiu com cuidado.
Os olhos castanhos foram rapidamente escondidos pelas pálpebras assim que Emma estava finalmente dentro dela, seu corpo todo se arrepiou e suas unhas cravaram no lençol abaixo de seus corpos. A palavra tesão teria que ser reinventada para poder defini-las.
A loira começou com movimentos tímidos apenas para que a outra se acostumasse com o preenchimento, prestando mais atenção às reações de Regina cada vez que ia e voltava dentro dela. Quando sentiu que poderia aumentar a velocidade e que nenhum incomodo seria causado, ela o fez, começando a estocar mais rápido e forte dentro da boceta tão gostosa e apertada de Regina Mills. Segurou o quadril fino da morena para ganhar mais impacto em suas investidas, gostando ainda mais da sensação e visão de fodê-la daquela maneira.
— Oh Emma.. assim... vai... forte! — suplicou, agarrando seus próprios seios, enquanto o sexo era maltratado de forma extraordinária.
Emma soltou uma de suas mãos e levou à sua boca, lambendo os seus dedos para assim posicioná-los encima do broto inchado de Regina.
— Oh-aãn, porra!
As amarras da cinta marcavam a pele pálida da mulher enquanto seu quadril ia e voltava cada vez mais rápido, mas nem de longe aquilo a incomodou ou a fez parar, pelo contrário o ranger da cama mostrava o quão flutuantes aquelas mulheres estavam.
— Emma... meu amor... eu...
— Ainda não...
Emma a impediu de gozar e parou de masturbá-la, notando os olhos raivosos de Regina caírem contra o seu corpo. Ignorou totalmente a repreensão e saiu de dentro da mulher.
— Fique de quatro. — lançou um tapa no sexo totalmente sensível.
Entre uma lufada e um gritinho pela agressão, a menor fez o que lhe foi dito e empinou sua bunda para a outra, já sentindo o pingar pela ansiedade em recebê-la daquela maneira. Emma sentiu seu mundo sair fora do eixo com a visão tão exposta de Regina para ela e sentiu a retração do seu sexo abraçado com o couro da cinta.
Swan se posicionou mais para frente sem indicio algum do que faria, invadiu a boceta apertada de Mills, fazendo mais um gemido se ecoar pelo quarto tão quente. As mãos enrolaram-se no cabelo castanho e no leve puxar, bombeou mais uma vez dentro da morena. E assim repetiu os seus movimentos, cada vez mais intensos, cada vez mais rápidos. A mão livre então espalmou a bunda tão bela da latina, e quando a menor pensou que as surpresas daquele dia tinham acabado, sentiu a penetração de um dedo em seu ânus, levando-a a borda da loucura ao ter ambos preenchidos.
O prazer tornou-se mútuo e instigante para que chegassem lá, pois enquanto Regina sentia seu ventre ser preenchido cada vez mais rápido, Emma Swan tinha seu clítoris abraçado pelo couro a medida que estocava dentro e fora na boceta tão convidativa, além é claro de acariciar as bordas e invadir o cuzinho vez ou outra, com todo cuidado e paciência.
— Me diz que você gosta disso?! — Emma acariciou a borda do ânus mais uma vez e só parou para lançar-lhe um tapa não tão forte na bunda novamente.
— Eu... meu deus... continua! Me fode, va-aai amor...
O barulho de seus corpos se chocando, as peles se misturando, as respirações afobadas e completamente descompensadas carregavam a notícia de que estavam perto de gozarem. Emma acompanhou sua linha de raciocínio e antes que ambas enfim chegassem ao ápice, retirou o objeto de borracha e enfiou quase que no mesmo instante dois de seus dedos na boceta, fazendo o corpo de Regina se contorcer por inteiro ao ter então o seu forte orgasmo nos dedos de quem tanto amava. Emma também não ficou para trás, e apenas em ouvir o gemido agudo e ter seus dedos apertados dentro de Regina, libertou-se e gozou com a bunda da outra colada a sua barriga.
Quando tudo o que poderia ser ouvido era a respiração já mais calma de ambas, Emma retirou os seus dedos de dentro da outra mulher e a libertou de seus braços, podendo assim retirar a cinta e jogar o brinquedo para um canto qualquer. Já Regina se manteve alguns instantes naquela posição, sabia o quão trêmulas ainda estavam suas pernas e tinha medo de se mexer e acabar tombando de vez. O que não passou despercebido pela loira que prontamente abraçou seus joelhos e a colocou deitada próxima à cabeceira da cama.
— Espero que você esteja bem... — beijou a bochecha de Regina, que ainda tinha os olhos fechados e a respiração um pouco irregular. — Eu não te machuquei... machuquei?
— Você... obviamente... — gemeu, — não me machucou...
— Você está bem, Regina?
— Me dê mais um minuto, querida.. Eu ainda estou sentindo espasmos...
Emma sorriu envergonhada para aquele comentário e ficou em silêncio, respeitando o pedido de Regina enquanto adorava sua nudez.
— Eu sei que está... — a voz grave de Regina abaixou mais um tom e ela enfim abriu os olhos. — Eu sei que você está me olhando e querendo falar...
— Bom... o que eu posso fazer se o seu corpo é tão convidativo e a minha boca não se aquieta até dizer ou tentar explicar o quão linda você é depois de gozar, e ah... bom, antes também — Emma corou. — Quero dizer, a todo tempo.
— Obrigada... — disse sincera, olhando para os olhos esverdeados, completamente limpos de toda aquela luxúria que os tomaram. — Vem aqui... vamos deitar...
Emma se aproximou ainda mais e sem nem se quer saber se era o que Regina esperava, ela se aconchegou no colo da mulher, deixando sua cabeça sobre o ombro e o rosto tão bonito. Regina sorriu e a abraçou, deixando um beijo casto em sua testa.
Mills aproveitou o silêncio para recompor suas energias e pensar um pouco sobre todas as coisas que aconteceram naquele dia.
— Você é tão bonita, Regina. — Emma comentou, dedilhando seus frios dedos pela clavícula da mulher.
— Você já disse isso... — resmungou com o atrapalho de seus pensamentos, mas grata pelo elogio. — Você é tão falante... mas é bonita também, Srta. Swan...
— Eu pediria desculpas se eu não fizesse de forma automática... — riu e beijou a bochecha morena.
— Emma?
— Sim? — levantou o rosto para encará-la.
— Você acha que o Henry ficará contente com a notícia de que eu irei me casar com você? — preocupou-se, afinal, não sabia como o garoto poderia Reagir.
— O que?! — Emma levantou e se sentou de supetão. — Tá brincando né? O meu filho ama tanto você...
— Eu também o amo... mas... eu não sei, não quero ocupar espaço se eu não for bem-vinda..
Emma gargalhou em falso e caiu no colchão novamente.
— Do que você está rindo, Emma?
— De você.
— De mim? Por quê? — se confundiu e semicerrou os olhos.
Emma levou à mão ao peito e respirou calmamente. Seu coração estava quentinho e sabia que não era por pouca coisa.
— Eu não te colocaria em nossas vidas se eu não tivesse certeza de que ele estivesse de acordo, porém o meu filho se apaixonou mais rápido por você, do que eu por hamburgers, você o ganhou em um estalar de dedos. Estou rindo de você por que mesmo sendo tão inteligente como é, não percebeu que...
— Que o que?
— Que você é uma mãe para ele... Ele te deu apelidos que só nós dois trocávamos, te chama de Tia Gi, por que eu pedi para que não ficasse estranho e que você não se assustasse em ouvir ele te chamar de mommy. Então, eu te digo de todo o meu coração que você já faz parte da "gente", antes mesmo de me pedir em casamento. Eu te amo Regina Mills e farei de você a mulher mais feliz do mundo. — dissesincera e dessa vez procurou os olhos da mulher amada. Regina sentiu seu peito estufar de maneira inefável com aquela frase e rapidamente se uniu a outra mulher com um beijo apaixonado.
— Obrigada por me deixar entrar, obrigada...
E assim a madrugada fria tomou ambas naquele imenso quarto, onde depois de muitos beijos e ainda mais promessas trocadas, elas dormiram com a felicidade transbordando a alma.
O eflúvio de Canela e Maçã se misturaram nos finos lençóis.
Três vidas interligadas pelo mais almejado dos sentimentos...
Henry ganhará uma nova mãe.
Regina e Emma.
Swan e Mills.
Yin Yang.
Uma família foi timbrada e abençoada e, o mais importante.,
O amor venceu...
Mais um vez...
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